segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Equador
ECUADOR : J.-L. MELENCHON au tél. avec Ricardo PATIÑO
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domingo, 10 de outubro de 2010
Reunião de bispos
PS: Beatices
posted by Carlos Esperança
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No âmbito das várias iniciativas que a Comissão Política Concelhia (CPC) de Coimbra do Partido Socialista (PS) tem vindo a promover junto de várias entidades, o seu presidente Carlos Cidade, foi recebido ontem pelo Bispo de Coimbra, D. Albino Cleto.
posted by Carlos Esperança
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sábado, 9 de outubro de 2010
Tanta parra...
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Deixa-me rir
PSD e CDS-PP devem chumbar OE2011
O PSD e o CDS-PP estão convictos da sua decisão de chumbar o Orçamento de Estado (OE) para 2011. O aumento dos impostos na linha proposta pelo Governo é uma medida que desagrada os líderes dos dois partidos.
O OE2011 deverá ser chumbado pelo PSD e pelo CDS-PP. O CDS-PP acredita que José Sócrates tem interesse em eleições antecipadas devido ao facto do PS prever maiores dificuldades em manter a austeridade com o OE para 2012.
Também o PSD se mostra favorável ao chumbo do OE2011 caso o Governo não recue. O líder Passos Coelho tem vindo a reunir-se com vários economistas do partido para obter opiniões acerca do próximo OE, noticia o jornal I.
8 Outubro, 2010 - 12:58
http://noticias.portugalmail.pt/
O PSD e o CDS-PP estão convictos da sua decisão de chumbar o Orçamento de Estado (OE) para 2011. O aumento dos impostos na linha proposta pelo Governo é uma medida que desagrada os líderes dos dois partidos.
O OE2011 deverá ser chumbado pelo PSD e pelo CDS-PP. O CDS-PP acredita que José Sócrates tem interesse em eleições antecipadas devido ao facto do PS prever maiores dificuldades em manter a austeridade com o OE para 2012.
Também o PSD se mostra favorável ao chumbo do OE2011 caso o Governo não recue. O líder Passos Coelho tem vindo a reunir-se com vários economistas do partido para obter opiniões acerca do próximo OE, noticia o jornal I.
8 Outubro, 2010 - 12:58
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010
A Moral da Idade do Bronze
O Prof. Robert Edwards foi galardoado com o Prémio Nobel da Medicina pelos seus trabalhos no domínio das Ciências da Reprodução.
No ano de 1978 Robert Edwards (juntamente com Patrick Steptoe, que morreu em 1988) realizou a sua primeira fertilização in vitro e assim nasceu Louise Brown, que se tornou um símbolo do combate científico ao fenómeno da infertilidade.
Desde então, através desta técnica já nasceram mais de 4 milhões de seres humanos.
Não poderia ser mais merecido este prémio Nobel.
E, se pensarmos nos milhões de famílias e de casais inférteis que de outra maneira não poderiam viver a alegria e a felicidade de ter um filho, dir-se-ia até que ninguém ousaria discordar desta distinção.
Mas não!
A Igreja Católica já criticou a atribuição deste prémio Nobel, que considerou “despropositado”.
De facto, desde logo o Catecismo da Igreja Católica considera (§2377) que as técnicas de inseminação e fecundação artificial são “moralmente inaceitáveis”.
Ao que parece porque «dissociam o acto sexual do acto procriador».
Nem é preciso imaginar qual seria a reacção da Igreja Católica e de tantos e indignados “bons católicos” se de repente a Comissão Nobel desatasse a criticar e a considerar despropositados e imorais os critérios a que o Vaticano recorre para canonizar tanto facínora que andou por aí ou a comentar a protecção que das mais altas instâncias têm merecido tantos padres pedófilos.
Mas o que é absolutamente lamentável é que esta Igreja Católica do século XXI continue a ser regida por meia dúzia de lorpas fanáticos, desde logo a começar pelo facínora do próprio Papa Bento XVI, que persistem em querer determinar a vida das pessoas através de critérios de moralidade estabelecidos por pastores analfabetos da Idade do Bronze.
# posted by Luis Grave Rodrigues
http://rprecision.blogspot.com/
Tosco, baixo e arrogante

A política, o decoro e o bom senso
Sempre condenei os partidos que, cedendo ao populismo, permitiram que os deputados da A.R., titulares do órgão da soberania detentor das mais nobres funções democráticas, fossem remunerados de forma injusta, com vencimentos inferiores aos juízes e a muitos outros altos funcionários.
Dito isto, fico pasmado com o anónimo deputado, sofrível cidadão e execrável político que chamou a atenção a reivindicar o jantar na cantina do parlamento porque as medidas de austeridade o teriam reduzido à condição de indigente. Para que conste, o seu nome é Ricardo Gonçalves e ocupa um lugar na bancada do PS, esperemos que pela última vez.
Não interessa saber se o exótico deputado é um sábio legislador ou um néscio político, sei que, ganhando 3.700 euros de salário e 67 euros diários, de ajudas de custo, ofendeu gravemente quem é obrigado a viver do ordenado mínimo ou procura emprego.
Duvido que o senhor saiba qual é o rendimento médio das famílias portuguesas e saiba a que sacrifícios estão sujeitos os portugueses, como vivem os que lhe confiaram o voto ou que segurança sentem nos seus empregos. Este indivíduo, na impossibilidade de ser imediatamente despedido, devia renunciar ao mandato por decoro e ética republicana.
A um exemplar destes não lhe confiaria o lugar de porteiro porque não dá garantias de zelar melhor por essas funções. Nem sequer percebeu que as medidas de austeridade foram impostas pelo seu partido e que era sua obrigação acatá-las e defendê-las.
É desta massa que temos numerosos profissionais. Com gente assim não se recupera um país, afunda-se a ética e compromete-se o futuro.
Ponte Europa / Sorumbático
posted by Carlos Esperança
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
D. xanxo
O DIA DA REPUBLICA.

O dia zero da República
Há cem anos, a República estava já proclamada em Loures, Grândola, Setúbal, Moita e na quase totalidade da península de Setúbal.
Ao contrário do «25 de Abril», obra de um movimento militar posteriormente apoiado pelos partidos, o «5 de Outubro» é obra de uma organização de civis, a Carbonária Portuguesa, que actuava enquadrada pelo Partido Republicano Português. Também ao contrário da Revolução de 1974, em que o MFA apresenta e realiza (em dois anos), um programa mínimo de Descolonização e Democratização, a Revolução Republicana é o triunfo de um movimento ideológico, cultural e social, que em torno do PRP tecera uma densa rede de organizações, com os centros republicanos (que funcionavam alternadamente como escolas e centros de propaganda), as associações anticlericais (a Associação do Registo Civil, a Junta Liberal, a Associação do Livre Pensamento e outras) e mesmo as primeiras organizações feministas (como a Liga das Mulheres Republicanas).
No dia 4 de Outubro, a população dos bairros pobres de Lisboa estava na rua e nos cimos dos telhados, vitoriando e apoiando o punhado de homens que na Rotunda, liderados por Machado Santos, resistia à contra-ofensiva monárquica. Na manhã de 5, perante a iminência do desembarque dos marinheiros revoltosos na Praça do Comércio, a República triunfaria finalmente em Lisboa.
O projecto republicano de 1910 representou uma ruptura cultural e simbólica com o regime anterior. Ao contrário da 2ª República em que hoje vivemos, a 1ª República assumia sem inibições que o Estado tinha a sua cultura e a sua ideologia, e que a promovia activamente. É uma questão que permanece hoje: até que ponto é legítimo o Estado democrático promover e celebrar valores éticos e cívicos?
Os republicanos de 1910 acreditavam que a escola pública, mais do que apenas transmitir conhecimentos, seria essencial na formação do novo cidadão. Esse é também um debate presente.
A República de 1910, também ao contrário da actual, não teve contemplações na laicização do Estado, na realização da liberdade de consciência para todos e na igualdade de tratamento das confissões religiosas. Há aí muito a aprender hoje, para quem queira entender.
Finalmente: o «Bloco 5 de Outubro» não funcionou a 28 de Maio. A 1ª República perdera o entusiasmo (senão mesmo o apoio) das camadas mais pobres da população, a política parlamentar aparecia subitamente como inútil perante as dificuldades económicas, e o pós-guerra, em Portugal como em toda a Europa, viu o centro político desaparecer entre os extremos hostis de bolcheviques e fascistas. É uma parte da História que não se repetirá, mas também aí há algo a aprender.
http://esquerda-republicana.blogspot.com/
“O Chouriço”
Viva a República!
Neste centenário da República Portuguesa não deixa de me surpreender sinceramente quem se diz adepto da monarquia.
Em primeiro lugar, porque a “República”, com tudo aquilo que o conceito abrange, não se limita só em saber se a denominação do Chefe de Estado é “Rei” ou “Presidente da República”.
Em Portugal a República, mais do que isso, é um conceito de Liberdade cívica, política, social e até religiosa.
A República é o Registo Civil, é a escola pública, é o casamento civil e até a possibilidade da sua dissolução com o divórcio, é a igualdade de género e mais tarde o sufrágio universal.
E é, principalmente, sinónimo de modernidade, de Democracia e de laicidade do Estado.
Em segundo lugar, porque, quanto a mim, nenhuma democracia é perfeita num regime monárquico.
É aqui que recorrentemente ouço a pergunta: então a Inglaterra, a Espanha, a Holanda, a Bélgica, a Noruega, a Suécia… não são democracias?
Pois bem: se são monarquias, de facto não são democracias perfeitas!
Se quisermos ser intelectualmente honestos, não podemos inverter o raciocínio: isto é, não podemos classificar em primeiro lugar esses países como democracias, independentemente da observância de TODOS os critérios que definem qualquer democracia, e olhar depois para os seus regimes e, ao constatarmos que são monárquicos, repousarmos serenamente na conclusão de que, então, uma monarquia pode perfeitamente ser democrática.
Porque não é!
E não é, porque não concebo uma democracia que possa conviver com o facto de que as minhas filhas não teriam acesso à chefia do Estado, enquanto um qualquer outro cidadão o teria, unicamente por ser filho de um palhaço qualquer.
Que raio de conceito de democracia é esse, onde os direitos dos cidadãos são definidos em função do seu nascimento e da sua filiação?
Finalmente, não concebo como pode alguém dotado de um mínimo de lucidez considerar um regime que nos deu como Chefes de Estado, inamovíveis, perfeitos imbecis como D. Manuel I, D. Sebastião ou D. João V.
Ou até como D. Carlos, que nos deixou um país na bancarrota a que ele próprio chamava uma “piolheira”, com 80% de analfabetos, uma tradição de perseguições políticas e um atraso endémico a que se tinha perfeitamente conformado, e que era a vergonha da Europa e do mundo civilizado.
Bem sei que o cargo de Presidente da República não é também imune à imbecilidade; basta pensarmos no marinheiro de cabeça de abóbora que no Estado Novo foi Presidente durante quase duas décadas.
Mas aí vivíamos em ditadura e o fantoche triste e débil mental que era Américo Tomás mais não fez do que servir cegamente esse regime.
E o que é facto é que um “simples” Golpe de Estado o atirou pela borda fora e o fez substituir.
Também não gosto do actual Presidente da República. Nem um bocadinho eu gosto dele!
Mas aí é que está: o actual Chefe de Estado foi eleito!
Tenho de me conformar com esse facto e respeitá-lo institucionalmente, por muito que o despreze politicamente, e é por isso que podemos dizer que vivemos, então sim, em Democracia.
E depois, o Presidente da República tem um mandato limitado a cinco anos e um número de mandatos limitado a dois.
E é também nessas limitações e na possibilidade da renovação do titular da chefia do Estado que se encontra a definição de Democracia.
Ao contrário, num regime monárquico teríamos um Rei da Bélgica, tão banana que se suspendeu a si próprio por um dia para não promulgar uma lei, uma promessa de Rainha da Noruega que lança cartas de Tarot ou uma possibilidade de um Rei de Inglaterra que promove o criacionismo e a homeopatia.
Em Portugal teríamos um D. Duarte Pio, que é um reaccionário e um cretino tão absoluto que, se fosse rei, passaria certamente à História com o cognome de “O Chouriço”, ainda assim bajulado acriticamente por meia dúzia de marialvas fora de época, adeptos de “toiradas” e que se babam a ouvir o “fado do embuçado”.
Mas enfim, um lorpa tão grande, que acaba por ele próprio ser o principal obstáculo à causa monárquica!...
# posted by Luis Grave Rodrigues
http://rprecision.blogspot.com/
"Herdeiro do Iluminismo"

Porque sou republicano
Sou republicano porque recuso o carácter divino e hereditário do poder, porque sou cidadão e não vassalo, porque abomino o contubérnio entre o trono e o altar e porque um herdeiro do Iluminismo e da Revolução Francesa é avesso à vénia e ao beija-mão.
Sou republicano por me rever nas instituições que o voto popular sufraga e não nas que a tradição impõe. Aceitar os filhos e netos de uma qualquer família, para lhes confiar o poder do Estado, é abdicar do direito de eleger e ser eleito para as funções que dinastias de predestinados confiscavam.
Ser republicano é recusar o poder a quem não se submete ao sufrágio universal e secreto e negar o respeito a quem aceita funções de Estado sem legitimidade democrática.
Ser republicano é recusar o poder vitalício e exigir a legitimação periódica, para reparar um erro ou substituir um inapto, num horizonte temporal previamente determinado. Não há democracia plena em monarquia nem dignidade nas funções herdadas como se o país fosse uma quinta ou a Pátria uma coutada.
A República é o berço da democracia, o lugar da igualdade de género onde desaparecem privilégios de raça, nascimento ou religião, onde se aceitam todas as crenças, descrenças e anti-crenças, onde o livre-pensamento, a laicidade e a liberdade de expressão definem a matriz genética do regime.
Ser republicano é servir dedicada e abnegadamente o País sem se servir dos cargos que os eleitores confiam, ser honrado na utilização dos meios, sóbrio no exercício do poder e determinado na defesa do bem comum.
Ser republicano é exigir que homens e mulheres gozem de igualdade plena, que a escola pública seja a via para a equidade, a saúde um direito universal e a liberdade a conquista irreversível.
Ser republicano é, hoje e sempre, um acto de cidadania que tem a ética como baliza e a Liberdade, Igualdade e Fraternidade como divisa, projecto e ambição.
Viva a República.
posted by Carlos Esperança
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