segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Português Nobel de quimica

ANEDOTA: PORTUGUÊS AGRACIADO COM O NOBEL DA QUÍMICA 2010

Depois do átomo e da descoberta do neutrão, do protão, do fotão, do electrão, do quark, do fermião, do busão, do gluão, José Sócrates Pinto de Sousa acaba de descobrir o pelintrão, um corpo sem massa nem energia que suporta toda a carga.


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sábado, 16 de outubro de 2010

Linha de Sintra


OGE/2011: do desassossego ao descontentamento...?

O Governo da República entregou, ontem, na AR, no prazo limite previsto pela Lei do Enquadramento Orçamental, o OGE para 2011. Tudo bem ... e no bom estilo português. Esgotar o prazo até ao último minuto!

E tudo estaria bem se o documento estivesse conforme. Mas, como é habitual, de acordo com a nossa proverbial displicência, não estava. O mínimo exigível seria que a pen [software informático do OGE] contivesse o documento na íntegra. Na verdade, no relatório do OE 2011 apresentado, falta - nem mais nem menos - a fundamentação, isto é, não se encontram explícitos os pressupostos políticos, económicos e orçamentais que informam a proposta, finalmente, apresentada pelo Governo. Faltam, ainda, outros parâmetros essenciais: o valor final do défice para 2011 e a contabilização das receitas e despesas da Administração Pública. jornal.publico

No sentir do Governo esta amputação não deve ser considerada importante para a AR apreciar, com rigor e profundidade, o Orçamento.
O importante é que o documento seja aprovado para acalmar dos mercados financeiros e estabilizar o rating da dívida pública. Os portugueses e as portuguesas - representados na AR - de pouco valem. Podem esperar...

As peripécias sobre este Orçamento têm sido mais do que muitas. Tanto à custa de uma insólita dramatização governamental, como subsidiárias de sucessivas odisseias das Oposições, com especial ênfase para a atitude de permanente e reiterada chantagem do principal partido da Oposição - o PSD.

Os cidadãos estão enfadados, incomodados, com as relapsas chicanas tecidas à volta deste Orçamento. Se na verdade o Governo considera este Orçamento "o mais importante dos últimos 25 anos" deveria ter tido outros cuidados e, provavelmente, uma postura mais sóbria. Usou-se [e abusou-se] deste documento como arma de arremesso político que acabou por envolver todas as forças políticas e, pior, inúmeros lobbys [nacionais e estrangeiros], dos quais será de salientar a azáfama alucinante do mercado financeiro português que andou de Herodes para Pilatos.

Quando na realidade, as vítimas deste OE - sim, por há vítimas - são os cidadãos. Na verdade, para falarmos em temos gerais e globais os impostos e contribuições sobem em média 4%, enquanto que a Economia deverá entrar em recessão e o desemprego em expansão ... .
Um OE ["coxo"], pejado de lacunas e omissões [virado para a Meca de Wall Street e para os jardins suspensos de Bruxelas] mas, para já, devastador. Um mau começo!

Enfim, arcamos com o Orçamento do nosso desassossego. Provavelmente, o Orçamento do nosso inteiro descontentamento!

posted by e-pá!
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Verdes e boas

Governo cometeu ilegalidade ao atrasar-se na apresentação do OE

Os Verdes vão requerer ao Parlamento o adiamento da discussão do Orçamento do Estado para a primeira semana de Novembro, pelo desrespeito no prazo na entrega do documento por parte do Governo.



http://noticias.sapo.pt/

Oiçam... (€€)

Oiçam... (€)

Zangam-se os compadres...


Victor Baptista emite comunicado "fortíssimo"

Na ”calada da noite”

Durante a campanha eleitoral interna do PS evitei apesar da agressividade dos opositores a polémica pública. Evitei o desgaste do PS. Acusações de toda a natureza ao ponto de escreverem textos insultuosos dirigidos aos ”mesmos do costume”. Sim, somos de costumes mas de bons costumes.

A tramóia começou muito cedo, contactos, ofertas para escolher um qualquer lugar de gestor público, desde o metro em Lisboa, à CP, ou REFER, até acenavam com a cenoura de 15 000 euros mensais, o interprete um tal Dr.! de André Figueiredo. Confesso que até era muito tentador, mas este Baptista, tem na sua genética a de um outro Alfredo Baptista, que já não faz parte dos vivos e passou uns anos na prisão como preso político, companheiro de cela de Fernando Vale e Lousã Henriques. Apesar da tentação não “pequei” e optei mais uma vez por princípios e valores. E ao sair do Largo do Rato (Abril) logo decidi recandidatar-me.

Bem compreendi o que pretendiam e quem serviam. Passei a estar atento como ainda hoje estou. Estive atento aos cadernos eleitorais e logo aí constatei a purga de socialistas que com cartão datado de 28 de Março de 2010 constavam dos cadernos eleitorais com data de 29 de Abril. A tal situação em que os números 123 000 não votaram e os 124 000 votaram! Recorri até ao Tribunal Constitucional, o recurso foi admitido aguardo pacientemente pela decisão.

Cedo teriam compreendido que não seria fácil o abate. Teriam de recuperar cerca de um milhar de votos para terem a garantia de ganhar. E na “calada da noite” rumam no dia 7 de Outubro, pelas 23,30 Horas, ao Largo do Rato, onde os espera um tal Dr.! André Figueiredo. A tramóia passa por emitir mais de meio milhar de papéis, fotocópias, designados “gestão de quotas” e que gestão! Sem numeração, a que pretendem chamar recibo de pagamento de quotas de militantes esquecendo os requisitos legais para a emissão de facturas ou documentos equivalentes entre os quais se encontra o recibo. Esquecendo que para o pagamento de quotas é preciso cumprir o Regulamento de Quotas e este não prevê a possibilidade de pagamento colectivo. Fantástico! Agora é que ele vai …acrescento à vela.

Num mundo de grande crise económica felizmente que ainda há “grandes beneméritos” que passam cheque e o depositam no Largo do Rato que os recebe para pagar as quotas de centenas de militantes que já não pagavam há cerca de 7 anos e mais! E esta…chapelada! Apesar de criativo confesso que a não esperava.

Contam-se os votos e no final anuncia-se uma vitória por 46. Festa rija e bem regada. O Dr.! André Figueiredo coloca no site oficial do PS a vitória e a toda a pressa não fosse ela fugir. Era preciso a consolidação. Anuncia-se que o Secretário-Geral já deus os parabéns etc, etc.

Mas que encenação!

Agora, fazendo parte desta encenação, por encomenda, aparece um tal Renato Sampaio, Presidente da Federação do Porto e um outro de Vila Real a dizer que tenho mau perder. Perder até sei e já o demonstrei em outros momentos, mas passivamente ser roubado, não. Será que ambos o não sabem distinguir? Estão ao serviço de quem!

Afirmei 5 votos durante a noite de eleições, corrigi posteriormente para três conforme o diário as Beiras referenciou, e assumi nada mais dizer enquanto a COC não se pronunciasse. Pronunciou-se agora pela repetição do acto eleitoral em várias Secções.

Mas tenho ainda outras coisas para esclarecer, por exemplo: na Secção de Vila Nova de Ceira em noite das eleições indicaram 18 votos para VB, reafirmaram-nos no domingo, mas a acta na COC apresenta 17. Mas há mais, na Secção de Eiras afirmaram 13 e a acta apresenta 12.

A vitória até poderá existir mas até ao momento não está confirmada. Não haja pressa. Tudo tem o seu tempo. Apelo ao bom senso que neste momento bem preciso é.

Victor Baptista
http://arganil.eu

"Umas no cravo e outras na ferradura"


Não há maus orçamentos

Quando se pretende reduzir o défice em mais de 4% não há orçamentos bons, aliás, nunca há orçamentos bons, ou são maus ou são, simplesmente, orçamentos normais. Para reduzir um défice de 9% não há outra solução do que cortar na despesa e/ou aumentar nos impostos e não vale a pena anda a discutir se o corte é nos clips ou o aumento dos impostos deve incidir mais nas fraldas ou nos refrigerantes.

O problema do orçamento para 2011 não está só ou apenas nas medidas que contempla, mas na política que conduziu a um défice brutal ou pior ainda, no monstro em que se transformou o Estado e na loucura da nossa classe política.

Veja-se, por exemplo, o que se passa com o ordenamento do território, temos centenas de câmaras municipais e milhares de freguesias, alguns pequenos municípios têm mais freguesias do que Lisboa, mas os nossos políticos acham que um Presidente da República, um governo central, dois governos regionais, três parlamentos, milhares de freguesias e um governador civil e dois ministros para as regiões autónomas são insuficientes para governar um dos mais pequenos países da Europa e do mundo e preparam-se para acrescentar mais uns cargos políticos regionais para empregar o excesso de militantes.

Os portugueses não vão ser sacrificados porque ocorreu uma guerra, uma catástrofe natural ou porque decidiram modernizar o país no próximo ano, vão ser sacrificados para se poder pagar o que alguns gastaram nos anos anteriores. Digo alguns, porque muito poucos beneficiaram das facilidades concedidas por Teixeira dos Santos no aumento da despesa, ainda por cima uma despesa inútil, feita à base de carros, fotocópias, beberetes e ajudas de representação.

Os portugueses não beneficiaram com o buraco de três mil milhões de euros enterrados pela CGD no BPN e de que vão resultar menos lucros do banco público a entrarem para o orçamento, não beneficiaram dos 14.000 milhões de euros de dívidas ao fisco que estão empilhados nos tribunais e que o governo nada fez para os recuperar, os portugueses não beneficiaram dos milhões de dividas fiscais que prescrevem a todo o momento, os portugueses não beneficiaram do fracasso de Teixeira dos Santos na gestão da máquina fiscal onde dirigentes incompetentes foram louvados.

Nem beneficiaram, nem foram tidos ou achados e nem sequer foram avisados, ainda há três meses nos garantiam que a fartura continuaria.

Até estranho que não acha mais gente na procissão que se tem formado à porta da sede do PSD, já lá esteve o Pina Moura, o tal superministro que juntou a economia às finanças e ainda chegou a adoptar 50 medidas para reduzir a despesa pública, os banqueiros que injectaram crédito fácil, investiram em negócios financeiros da Dona Branca e agora queixam-se de dificuldades de financiamentos, já só falta mesmo lá ir o Dias Loureiro implorar a Passos Coelho que deixe passar o orçamento, não vá alguém lembrar-se dos que enriqueceram à custa do BPN e agora deverão estar-se a rir dos que lhe vão pagar a factura.

Não há maus orçamento, o que há é maus ministros das Finanças, ministros incompetentes que depois passam o resto da vida a enriquecer ostentando e usando o estatuto de ex-ministros das Finanças como temos assistidos nos últimos tempos, os que arruinaram o país com a sua incompetência aparecem agora nas televisões dando conselhos bem pagos, livres de IVA e pagando apenas 50% do IRS.

Publicada por Jumento
http://jumento.blogspot.com/

Continua...28 e 29 de Outubro


Atrasados estamos todos


Atrasos marcam entrega do Orçamento

A entrega da proposta de Orçamento para 2011 esteve inicialmente marcada para as 19H30, mas, cerca de meia hora antes da hora, os jornalistas foram avisados que Teixeira dos Santos só estaria no Parlamento às 22H30.

Apesar da alteração da agenda, apenas cerca de uma hora depois da hora anunciada a pen com a proposta de Orçamento chegou às mãos de Jaime Gama.

Ao início da noite fora já divulgado que a conferência de imprensa de apresentação da proposta de lei para o Orçamento do Estado de 2011 iria realizar-se às 10H00 de hoje.

O PCP e os Verdes dizem-se indignados por desconhecerem ainda o relatório do Orçamento do Estado e acusaram o Governo de total desrespeito pela AR. A proposta do Governo será discutida na generalidade a 28 e 29 de Outubro.

http://tv2.rtp.pt/noticias/

Haja Asseio

Mira...

Revoltadíssimos

"«Estou chocado, estou revoltadíssimo», rematou Mira Amaral, num debate sobre a competitividade de Portugal... durante o Fórum Económico Mundial, a decorrer em Lisboa."


Mira Amaral está revoltadíssimo. Apesar de também ter tido as suas responsabilidades na situação do país, como ministro da Indústria de Cavaco Silva, de 1987 a 1995. Foi ministro no período de vacas gordas com grandes ajudas financeiras da Europa.

E quais foram as grandes reformas do cavaquismo de que era ministro? Que resultados trouxeram aquelas ajudas? Desindustrialização, ruína das pescas , diminuição da área de vinha para diminuir a produção vinícola nacional e também para nos tornarmos recordistas na compra de Lamborguines no fragilizado Vale do Ave e em Jeep’s “IFADAP” nos "campos agrícolas" de Lisboa.

Mira Amaral está revoltadíssimo e terá as suas razões, apesar da reforma de 18.156 euros mensais que lhe é paga pelo Estado, desde 2004, aos 56 anos de idade, por ter estado 18 meses na CGD, para onde foi a convite do Governo do PSD que aceitou pagar-lhe a reforma de luxo (com o dinheiro dos contribuintes é fácil ser-se generosos).
Está revoltadíssimo apesar de, como presidente do CA do Banco BIC, somar à reforma uma remuneração várias vezes superior àquele valor.

Até Bagão Félix, da família ideológica dos maiores predadores nacionais, achava, a propósito da reforma dada a Mira Amaral pela CGD, que são “valores de um exagero que o País não pode aceitar. São quase obscenos."

Mira Amaral não está só. São muitos os que vivem com reformas e salários "obscenos" e que naturalmente, põem revoltadíssimos os que, com reformas ou salários abaixo de 500, 1000 ou 2000 euros, têm de suportar os custos da crise.

Vou deixar aqui, em segredo, uma forma muito simples de reduzir a padrões de decência as reformas e salários "obscenos": adequados escalões de IRS.

# posted by Raimundo Narciso
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Pilares



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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Coelhices


Quem se abstém, uma… Quem se abstém, duas… Quem se abstém, três… (martelada) Vendido ao Senhor Primeiro-Ministro!

Quando faltam pouco mais de quinze dias para a votação na generalidade do Orçamento de Estado para 2011, são já certos os sentidos de voto de todos os partidos políticos. Excepção feita ao PSD que praticamente só está à espera dos resultados dos estudos de mercado encomendados pelo próprio partido para saber, junto dos eleitores, qual o mal menor: se chumbar ou acabar por optar pela (mais provável) abstenção.

Cavaco Silva está farto de dizer o que quer que Pedro Passos Coelho faça. Mas o problema é que Passos faz com Cavaco o que um filho rebelde faz com o padrasto: quanto mais este diz “é branco”, mais aquele diz “é preto”. Se Cavaco dissesse que o OE 2010 devia ser chumbado, PPC faria o contrário.

Na cabeça de Passos, filho rebelde da geração Cavaquista, ser do contra “é cool”. Mais ainda porque, além de ouvir Cavaco, tem de ouvir também as opiniões das vizinhas amigas do padrasto, dos avós da outra família, das “tias-avós” e “tios-avôs” que vão lanchar lá a casa. “Sê homenzinho”, “Pedro, porta-te bem”, “vê lá o que fazes, rapazolas”. Frases que martelam a cabeça do jovem rebelde e lhe dão fermento para continuar a dizer que quer ser do contra. Quer ser. Mas no dia da votação, terá Passos coragem para passar das palavras aos actos?

Curioso seria também acompanhar a votação de Manuel Alegre no dia 29. O Bloco de Esquerda votará contra o OE; o PS votará a favor. E Alegre? O que faria? Ausentar-se-ia da sala? Metia baixa? Tinha que ir à caça nesse dia sem falta? O jeito que dá já não ser deputado…

12/10/2010 por Ana Catarina Santos
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Deixem-me rir



PAPA ENVIA 33 TERÇOS BENZIDOS PARA OS MINEIROS

«O Papa encomendou hoje a "bondade divina" aos mineiros chilenos que estão a ser resgatados depois de 69 dias soterrados a 700 metros de profundidade.

"Encomendo com esperança a bondade divina aos mineiros da região de Atacama no Chile. Que Deus os abençoe", afirmou hoje o Papa em castelhano, após a sua audiência pública na Praça de São Pedro. Do Vaticano seguiu para o Chile uma oferta do Papa Bento XVI: 33 terços benzidos.» [DN]

Parecer:
Uns trocos davam mais jeito.
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"Para o ano que vem..."


A propósito da condecoração de Durão Barroso por Ramos Horta

Transcrevo para reflexão um Post Scriptum de Miguel de Sousa Tavares no seu artigo de hoje que nos faz pensar quanto escorregadia é a política.

PS - Durante anos, como ministro dos Estrangeiros do governo de Cavaco Silva, Durão Barroso tentou por todos os meios conseguir uma saída airosa para reconhecer a anexação de Timor pela Indonésia ou então ir entretendo a questão para consumo interno. Ainda me lembro quando, à saída da reunião anual que tinha na ONU com o ministro da Indonésia, ele declarar, com ar de missão cumprida: "Concordámos em continuar a falar ... para o ano que vem".

Tive o grande orgulho de ter usado permanentemente os espaços ao meu dispor para, em contracorrente, defender que Portugal não podia abandonar Timor e deixar de exigir a retirada da Indonésia - ao contrário do que defendia quase todo o establisment político representado por Durão Barroso.

Vendo, esta semana, o presidente de Timor, Ramos-Horta, condecorar Durão Barroso pelo "contributo dado à independência de Timor", senti um vómito no estômago. Eu sei que ele é hoje, não o MNE de um país irrelevante na cena internacional, mas o poderoso presidente da toda poderosa UE, e sei que uma assinatura sua vale milhões.

Sei que a política é feita de uma permanente espuma de hipocrisia que, não raro, falsifica a memória dos homens e os compêndios da história. Mas há limites e não foi assim há tanto tempo. Há limites para o despudor: de quem condecorou e de quem aceitou.

# posted by Joao Abel de Freitas
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Copos


"Copo meio vazio"

A discussão e a feitura de um Orçamento de Estado é sempre e necessariamente ideológica. A esquerda quer distribuir o que não tem, e a Direita quer cortar onde não sabe.

É por isso e natural o discurso demagógico à populaça. Da Esquerda que diz que não pode cortar ainda mais nas prestações sociais, reformas, saúde e companhia (como se os recursos dos Estado estivessem todos alocados e a trabalhar diligente e eficazmente para o "Estado Social"); à Direita que ao querer apertar a torneira impulsivamente, acaba sempre por "meter mais água".

O que me aborrece e me deixa estupefacto, é que no meio desta borrasca ideológica pouca pragmática e sem soluções à vista, eu e a maioria dos portugueses ainda não conseguimos compreender como se chegou a este buraco negro de mais de 8% de défice público? Andaram o Governo, a Oposição e as Instituições com responsabilidade na matéria, a olhar este tempo todo para o copo como se estivesse "meio cheio", quando na realidade já há muito que estava "meio vazio"?

Como sempre neste país, somos especialistas em apagar fogos mas nunca a vê-los serem ateados.

posted by hidden persuader
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Parlamento sueco

Parlamentar na Suécia???

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Nobel cegueira


A Religião P.C.P.

O Prémio Nobel da Paz de 2010 foi atribuído ao dissidente chinês Liu Xiaobo, pela sua «longa e não violenta luta pelos direitos fundamentais da China».
Liu Xiaobo, que foi uma das principais figuras dos protestos de Tiananmen em 1989, está neste momento preso por actividades consideradas subversivas pelas autoridades chinesas.

Tudo levaria a supor que seria unânime no mundo Ocidental o regozijo com a atribuição deste Prémio Nobel, com tudo o que ele significa e com as consequências que pode trazer.

Mas eis que o Partido Comunista Português veio agora lamentar a atribuição deste Prémio Nobel a Liu Xiaobo, porque o considera "mais um golpe na credibilidade" deste galardão, "que deveria contribuir para a afirmação dos valores da paz, da solidariedade e da amizade entre povos" e ainda uma inadmissível forma de "pressão económica e política" à República Popular da China.

Esta posição do P.C.P. bem demonstra a ideologia e a ética política deste partido, órfão do Muro de Berlim.
Demonstra que o P.C.P. não é já, há muito, um partido político, mas autenticamente uma nova forma de religião onde a irracionalidade e o fanatismo há muito imperam sobre as mais básicas noções de decência, e que se revê ideologicamente em regimes torcionários e abjectos como os da China, Cuba, Irão ou da Coreia do Norte.

Mas, mais do que isso, bem demonstra o que devemos esperar e qual o projecto político, filosófico e ético de regime que o Partido Comunista Português defende, afinal, para Portugal.

# posted by Luis Grave Rodrigues
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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Pois...


PCP lamenta Nobel da Paz para dissidente chinês

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