terça-feira, 25 de outubro de 2011

Roubo anual.


O SUBSÍDIO DE NATAL OU 13º MÊS - NUNCA EXISTIU...

Os trabalhadores ingleses recebem os ordenados semanalmente! Mas há sempre uma razão para as coisas e os trabalhadores ingleses, membros de uma sociedade MAIS crítica do que a nossa, não fazem... nada por acaso!

Lembrando que o 13º MÊS em Portugal, foi criado por Marcello Caetano em 1972, (Decreto-Lei, 457 de 15 Novembro de 1972) e que nenhum governo depois do dele mexeu nisso.
Numa altura em que vamos ficar sem metade do subsidio de Natal este ano e para o futuro sem subsidio de férias e de Natal, vale a pena tomar nota :

O 13º mês é uma das mais escandalosas de todas as mentiras dos donos do poder, quer se intitulem "capitalistas" ou "socialistas", e é justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam.
Eis aqui uma modesta demonstração aritmética de como foi fácil enganar os trabalhadores.

Suponhamos que você ganha €700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses, você recebe um total de €8.400,00 por um ano de doze meses.

€700,00 X 12 = € 8.400,00

Em Dezembro, o generoso governo manda então pagar-lhe o conhecido 13º Mês

€ 8.400,00 (Salário anual)
+ €700,00 (13º salário) =
--------------------------------------------------------
€ 9.100,00 (Salário anual + o 13ºMês)

O trabalhador vai para casa todo feliz com o "governo amigo dos trabalhadores" que mandou o patrão pagar o 13º.

Agora veja bem o que acontece quando o trabalhador se predispõe a fazer uma simples conta que aprendeu no Ensino Básico:

Se o trabalhador recebe €700,00 mês e o mês tem quatro semanas,
significa que ganha por semana € 175,00.

€700,00 (salário mensal) e 4 (semanas que tem o mês) = € 175,00 ( de
salário semanal)

O ano tem 52 semanas. Se multiplicarmos

€ 175,00 (Salário semanal)
X 52 (Número de semanas anuais)
-------------------
€ 9.100,00.

O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual + o 13º salário .
Surpresa, surpresa? Onde está, portanto, o 13º Salário?
A explicação é simples, embora os nossos conhecidos líderes nunca se tenham dado conta desse fato simples:
A resposta é que o governo, que faz as leis, lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o governo só manda o patrão pagar quatro semanas) o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas.
No final do ano o generoso governo presenteia o trabalhador com um 13º salário, cujo dinheiro saiu do próprio trabalhador.

Se o governo retirar o 13º salário ou subsídio de natal dos trabalhadores da função pública, o roubo é duplo.

Como palavra final para os trabalhadores inteligentes:

Não existe nenhum 13º salário.
O governo apenas devolve e manda o patrão devolver o que sorrateiramente foi tirado do salário anual.

Conclusão:

Os Trabalhadores recebem o que já trabalharam e não um adicional.

13º NÃO É PRÊMIO, NEM GENTILEZA, NEM CONCESSÃO. É SIMPLES PAGAMENTO
PELO TEMPO TRABALHADO NO ANO!

E EU QUE NUNCA TINHA PENSADO NISSO ...
(Agradecimento ao Nelson Henriques)

http://srbolinha.blogspot.com/2011/10/o-subsidio-de-natal-ou-13-mes-nunca.html?spref=bl

Ateísmo

Ateísmo

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

domingo, 23 de outubro de 2011

Petas Passos Coelho

Negòcios...

Os portugueses estão a depositar muito dinheiro nos bancos. Poupam-no, transferem-no de outras aplicações, e lucram: as supertaxas estão a desafiar as leis da gravidade. Mas, como disse um banqueiro no Verão, "na guerra pelos depósitos, só existem perdedores, incluindo os clientes".

Estas palavras foram ditas pelo presidente do BCP ao "Oje", no final de Junho. Aí, Carlos Santos Ferreira explicava que depósitos caros levam a créditos caros. Mas há outros problemas, incluindo a erosão da rendibilidade, que depois pressiona os rácios de capital.

Sim, o mundo está ao contrário: agora preocupamo-nos com os baixos lucros dos bancos. É que já aprendemos que os prejuízos no sistema financeiro viram-se contra a economia e acabam financiados por contribuintes. Mas deixemos neste editorial a questão das necessidades de capital, que é ridicularizada pelos banqueiros como se todos excepto eles próprios fossem imbecis. Falemos apenas de liquidez.

Se tanto dinheiro está a ser depositado, isso quer dizer que os portugueses estão a poupar mais; que estão a transferir poupança (de fundos de investimento, acções ou certificados de aforro); e que confiam nos bancos. Óptimo. Mas nada disto estaria a acontecer desta forma desenfreada se não fossem pagas taxas de juro tão elevadas. E é isso que o Banco de Portugal quer travar. Lembra-se de quando o BPP caiu, quando muitos escreveram que os clientes deviam ter suspeitado de taxas de juro tão elevadas? Pois...

Neste momento, a Euribor está pouco acima dos 2% mas há bancos a pagar 6%, 7% e mesmo 8% de juros em depósitos. Uma taxa de juro é uma medida de risco esperado: quanto maior o risco, maior a taxa. Assim foi no BPP. Hoje, a questão é outra: falta liquidez, o seu preço aumenta. É o mercado a funcionar.

O mercado está a funcionar assim porque há um subsídio escondido: o Banco Central Europeu está a financiar lucros dos bancos com financiamento barato. E o Estado entrou no jogo quando decidiu o suicídio dos certificados de aforro.

Siga o dinheiro: o BCE empresta dinheiro aos bancos portugueses a taxas de 1%; com este "funding" tão baixo, os bancos podem pagar a outra parte do "funding" (os depósitos) a taxas anormalmente altas, pois o seu custo médio pondera as duas fontes; o Estado vê sair todo o dinheiro dos certificados de aforro para os bancos e, por isso, emite Bilhetes do Tesouro, que lhe saem mais caros; quem compra esses Bilhetes do Tesouro são... os bancos portugueses (sobretudo a Caixa, o BES e o BCP); depois os bancos descontam esses Bilhetes do Tesouro junto do BCE, em troca de mais financiamento. Confuso? Não fique: os bancos financiam-se no BCE a 1% e emprestam ao Estado a 5%, o que tem gerado centenas de milhões de euros de lucros nos bancos. E dá o incentivo perverso de aumentar taxas de depósitos, o que mais tarde vai reduzir a rendibilidade dos bancos e "comer" capital.

A banca não é coisa para anarco-comunistas. O desequilíbrio entre taxas de juro activas e passivas (ou seja, dos créditos cobrados e dos depósitos recolhidos) é um dos principais problemas no balanço dos bancos europeus. No princípio, é lucro. No fim, é prejuízo. E apesar de todos os Lehmans, BPP e Dexias, os bancos continuam viciados no curto prazo. Parece uma festa bizarra, em que os convivas dançam sem diversão. Pudera.

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=513981

Conta, conta...

sábado, 22 de outubro de 2011

bpn/psd no seu melhor !



«O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, recebe todos os meses cerca de 1400 euros por subsídio de alojamento apesar de ter um apartamento seu na área de Lisboa onde reside durante toda a semana. A assessoria de imprensa do Ministério da Administração Interna (MAI) afirma que o subsídio é legal, uma vez que o governante tem a sua residência permanente em Braga.» [Público]

È fartar vilanagem !


Dois membros do Governo vão receber um subsídio de alojamento de 1150 euros mensais, isto apesar de serem proprietários de uma casa na região da grande Lisboa.
e acordo com um despacho publicado em Diário da República, dois ministros e sete secretários de Estado terão direito a este apoio do Estado, por terem residência permanente a mais de 100 quilómetros da capital. Miguel Macedo, ministro da Administração Interna, e José Cesário, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, são dois dos nomes abrangidos. Mas têm uma particularidade. De acordo com a declaração de rendimentos entregue no Tribunal Constitucional, ambos têm casa própria em Lisboa.

Estes casos não merecem ressalva na lei – um decreto de 1980, assinado pelo então primeiro-ministro, Francisco Sá Carneiro, e pelo ministro das Finanças, Cavaco Silva.

O documento estabelece que aos membros do Governo que «não tenham residência permanente na cidade de Lisboa ou numa área circundante de 100 quilómetros poderá ser concedida habitação por conta do Estado ou atribuído um subsídio de alojamento». E justifica este apoio em função dos encargos com a fixação em Lisboa. Encargos esses que, diz a lei, são agravados pela «rarefacção de habitações passíveis de arrendamento» na cidade.

Apesar de ter mais de 30 anos, a lei nunca foi alterada e tem sido usada pelos sucessivos governos para atribuição de subsídios de alojamento aos governantes com residência permanente fora do perímetro da capital.

No anterior Executivo, este apoio foi atribuído a 13 titulares de pastas governamentais, sendo que entre estes também havia três secretários de Estado com casa própria em Lisboa.

Uma situação que já foi apreciada pelo conselho consultivo da Procuradoria-Geral da República que – citando a lei que refere apenas a residência de origem – conclui que a propriedade de uma casa em Lisboa não impede a atribuição do subsídio.

Contactado pelo SOL, o gabinete de Miguel Macedo remeteu precisamente para este parecer da Procuradoria, sublinhando que o subsídio é atribuído em função da residência permanente – que no caso do ministro da Administração Interna é no Porto.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, diz que o subsídio está «contemplado e justificado»: «Não é só de alojamento. O que está em causa é uma compensação pelas despesas que têm a ver com a deslocação para Lisboa».

O subsídio de alojamento foi também atribuído ao ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, a Juvenal Peneda (adjunto do ministro da AdministraçãoInterna), aos secretários de Estado Paulo Simões Júlio, Cecília Meireles, Daniel Campelo e Marco António Costa e à subsecretária de Estado adjunta Vânia Barros.

por Susete Francisco
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=30660

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Claro, clarissimo


Jean-Luc Mélenchon invité de la matinale de... par lepartidegauche

FDP

http://aeiou.expresso.pt/veja-os-rendimentos-de-15-politicos-portugueses-antes-e-depois-de-passarem-pelo-governo-grafico-animado=f680329

Desgaste ? ...

O HOMEM QUE DISSE A VERDADE

Até quando ?

sábado, 15 de outubro de 2011

Republica fundamentalista ?

E jà agora, porque não uma republica islamica ?!


http://ponteeuropa.blogspot.com/

Que merda é esta ? !

http://ponteeuropa.blogspot.com/

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A força das palavras !

Cavaco Silva é o "mais curioso dos líderes"

Reino da Vadiação: Cavaco Silva é o "mais curioso dos líderes", até s...: É o Presidente que mais segue no Twitter os outros chefes de Estado e segue também duas 'Sex Shop'!!!! É tão bonito ter um Presidente da Rep...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

La mauvaise réputation

Made in Barcelos

O Silva das vacas

Algumas das reminiscências da minha escola primária têm a ver com
vacas. Porque a D.ª Albertina, a professora, uma mulher escalavrada e
seca, mais mirrada que uva-passa, tinha um inexplicável fascínio por
... vacas. Primavera e vacas. De forma que, ora mandava fazer redacções
sobre a primavera, ora se fixava na temática da vaca. A vaca era,
assim, um assunto predilecto e de desenvolvimento obrigatório, o que,
pela sua recorrência, se tornava insuportavelmente repetitivo.

Um dia, o Zeca da Maria "gorda", farto de escrever que a vaca era um mamífero
vertebrado, quadrúpede ruminante e muito amigo do homem a quem ajudava
no trabalho e a quem fornecia leite e carne, blá, blá, blá, decidiu,
num verdadeiro impulso de rebelião criativa, explicar a coisa de outra
forma. E, se bem me lembro ainda, escreveu mais ou menos isto:

"A vaca, tal como alguns homens, tem quatro patas, duas à frente, duas
atrás, duas à direita e duas à esquerda. A vaca é um animal cercado de
pêlos por todos os lados, ao contrário da península que só não é
cercada por um. O rabo da vaca não lhe serve para extrair o leite, mas
para enxotar as moscas e espalhar a bosta.
Na cabeça, a vaca tem dois cornos pequenos e lá dentro tem mioleira, que o meu pai diz que faz muito bem à inteligência e, por não comer mioleira, é que o padre é burro como um tamanco. Diz o meu pai e eu concordo, porque, na doutrina, me obriga a saber umas merdas de que não percebo nada como as bem-aventuranças.

A vaca dá leite por fora e carne por dentro,embora agora as vacas já não façam tanta falta, porque foi descoberto o leite em pó. A vaca é um animal triste todo o ano, excepto no dia em que vai ao boi, disse-me o pai do Valdemar "pauzinho", que é dono do boi onde vão todas as vacas da freguesia. Um dia perguntei ao meu pai o que era isso da vaca ir ao boi e levei logo um estalo no focinho.

O meu pai também diz que a mulher do regedor é uma vaca e eu também não
entendi. Mas, escarmentado, já nem lhe perguntei se ela também ia ao
boi."

Foi assim. Escusado será dizer que a D.ª Albertina, pouco dada a
brincadeiras criativas, afinfou no pobre do Zeca um enxerto de porrada
a sério. Mas acabou definitivamente com a vaca como tema de redacção.

Recordei-me desta história da D.ª Albertina e da vaca do Zeca da Maria
"gorda", ao ler que Cavaco Silva, presidente da República desta
vacaria indígena, em visita oficial ao Açores, saiu-se a certa altura
com esta pérola vacum:

"Ontem eu reparava no sorriso das vacas, estavam satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a ficar verdejante"! Este homem, que se deixou rodear, no governo, pelo que viria a ser a maior corja de gatunos que Portugal politicamente
produziu; este homem, inculto e ignorante, cuja cabeça é comparada
metaforicamente ao sexo dos anjos; este político manhoso que sentiu
necessidade de afirmar publicamente que tem de nascer duas vezes quem
seja mais honesto que ele; este "cagarola" que foi humilhado por João
Jardim e ficou calado; este homem que, desgraçadamente, foi eleito
presidente da República de Portugal, no momento em que a miséria e a
fome grassam pelo país, em que o desemprego se torna incontrolável, em
que os pobres são miseravelmente espoliados a cada dia que passa, este
homem, dizia, não tem mais nada para nos mostrar senão o fascínio pelo
"sorriso das vacas", satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a
ficar verdejante"! Satisfeitíssimas, as vacas?! Logo agora, em tempos
de inseminação artificial, em que as desgraçadas já nem sequer dispõem
da felicidade de "ir ao boi", ao menos uma vez cada ano!

Noticiava há dias o Expresso que, há mais ou menos um ano e aquando de
uma visita a uma exploração agrícola no âmbito do Roteiro da
Juventude, Cavaco se confessou "surpreendidíssimo por ver que as
vacas, umas atrás das outras, se encostavam ao robô e se sentiam
deliciadas enquanto ele, durante seis ou sete minutos, realizava a
ordenha"! Como se fosse possível alguma vaca poder sentir-se deliciada
ao passar seis ou sete minutos com um robô a espremer-lhe as tetas!!
Não sei se o fascínio de Cavaco por vacas terá ou não uma explicação
freudiana. É possível. Porque este homem deve julgar-se o capataz de
uma imensa vacaria, metáfora de um país chamado Portugal, onde há
meia-dúzia de "vacas sagradas", essas sim com direito a atendimento
personalizado pelo "boi", enquanto as outras são inexoravelmente
"ordenhadas"! Sugadas sem piedade, até que das tetas não escorra mais
nada e delas não reste senão peles penduradas, mirradas e sem
proveito.

A este "Américo Tomás do século XXI" chamou um dia João Jardim, o "sr.
Silva". Depreciativamente, conforme entendimento generalizado. Creio
que não. Porque este homem deveria ser simplesmente "o Silva". O Silva
das vacas. Presidente da República de Portugal. Desgraçadamente.

Luís Manuel Cunha in Jornal de Barcelos de 05 de Outubro de 2011