domingo, 9 de maio de 2010
sábado, 8 de maio de 2010
Tesos ou lisos ?
Bancarrota
Há uns dias atrás começou-se a falar de Portugal como sendo a «nova Grécia». A tese surgiu algures num artigo no financial times, e depois foi muito repetida, até culminar na revisão da classificação do risco associado à nossa dívida por parte da Standard & Poor’s.
Entre os opositores a esta tese, ouvi falar em «ataque especulativo», e outro tipo de acusações e insultos próprios de quem não tem argumentos. E se a agência de rating estivesse simplesmente a dar a classificação adequada às circunstâncias em que nos encontramos? E se o artigo simplesmente descrevesse adequadamente a nossa situação?
Em vez destas acusações, que fazem quem está fora do assunto suspeitar que reflectem um estado de negação, faria mais sentido repetirem, a alto e bom som, os factos: em 2009 a dívida pública de Portugal correspondeu a 76,8% do PIB. A média da Zona Euro é de 78.7% do PIB.
A nossa diferença em relação à Grécia não é apenas não termos recorrido a uma desorçamentação fraudulenta das nossas contas. É principalmente a de, ao invés de sermos o segundo país com o valor mais alto para a dívida (a Grécia só é ultrapassada pela Itália na Zona Euro), termos um valor abaixo da média. Repito: abaixo da média da Zona Euro.
Quando contei isto às pessoas com quem me dou, dado tudo o que se tem ouvido e dito ultimamente, não queriam acreditar. Pois bem, aqui está o relatório da Eurostat onde estes valores se encontram.
http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_PUBLIC/2-22042010-BP/EN/2-22042010-BP-EN.PDF
João Vasco
http://esquerda-republicana.blogspot.com/2010/04/bancarrota.html
Há uns dias atrás começou-se a falar de Portugal como sendo a «nova Grécia». A tese surgiu algures num artigo no financial times, e depois foi muito repetida, até culminar na revisão da classificação do risco associado à nossa dívida por parte da Standard & Poor’s.
Entre os opositores a esta tese, ouvi falar em «ataque especulativo», e outro tipo de acusações e insultos próprios de quem não tem argumentos. E se a agência de rating estivesse simplesmente a dar a classificação adequada às circunstâncias em que nos encontramos? E se o artigo simplesmente descrevesse adequadamente a nossa situação?
Em vez destas acusações, que fazem quem está fora do assunto suspeitar que reflectem um estado de negação, faria mais sentido repetirem, a alto e bom som, os factos: em 2009 a dívida pública de Portugal correspondeu a 76,8% do PIB. A média da Zona Euro é de 78.7% do PIB.
A nossa diferença em relação à Grécia não é apenas não termos recorrido a uma desorçamentação fraudulenta das nossas contas. É principalmente a de, ao invés de sermos o segundo país com o valor mais alto para a dívida (a Grécia só é ultrapassada pela Itália na Zona Euro), termos um valor abaixo da média. Repito: abaixo da média da Zona Euro.
Quando contei isto às pessoas com quem me dou, dado tudo o que se tem ouvido e dito ultimamente, não queriam acreditar. Pois bem, aqui está o relatório da Eurostat onde estes valores se encontram.
http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_PUBLIC/2-22042010-BP/EN/2-22042010-BP-EN.PDF
João Vasco
http://esquerda-republicana.blogspot.com/2010/04/bancarrota.html
Roubo bancàrio - grécia -
O senador francês Mélenchon, demonstra a hipocrisia e o roubo do sistema bancàrio.
http://www.jean-luc-melenchon.fr/
http://www.jean-luc-melenchon.fr/
sexta-feira, 7 de maio de 2010
papa, açorda cara
Quanto custa ao erário a visita do papa?
Obviamente que os Portugueses nunca irão saber quanto custa ao Estado a visita do Papa. Mas não é difícil de imaginar que será da ordem de muitos milhões de euros.
Quanto custa a tolerância de ponto, dos funcionários públicos, de um dia, em todo o País, e um dia e meio em Lisboa e no Porto?
Considerando que os elementos das forças de segurança vão ter de trabalhar, nesse período; têm direito a ser remunerados, como serviço extraordinário em dia de descanso.
Quanto custa?
A Câmara Municipal de Ourém prevê gastar meio milhão de euros na cidade de Fátima para a visita do Papa Bento XVI, de 11 a 14 de Maio, anunciou o vereador da autarquia Nazareno do Carmo.
No final da última reunião de trabalho da preparação da peregrinação de Bento XVI, que reuniu 24 entidades em Fátima, Nazareno do Carmo afirmou que os investimentos em curso são «na ordem dos 500 mil euros».
A C.M. do Porto comprometeu-se a pagar o custo dum luxuoso altar, que serve apenas para o papa rezar uma missa.
«Quantas casas para abrigar famílias pobres, uma vida, poderiam ser construídas com os milhares de euros gastos, para um pastor alemão permanecer uma hora, nesta "casota"?»
Isto é apenas uma pequena amostra do esbanjar de recursos, do erário, que fazem imensa falta para necessidades básicas da população.
É escandaloso que enquanto tantas crianças e adultos passam fome se gaste tanto dinheiro em luxos que não servem para coisa nenhuma.
E não vejo aqueles que tanto protestam contra os gastos do governo em obras públicas, que servem para o progresso e desenvolvimento do País, manifestar-se contra este "ROUBO" aos cofres do Estado, que é esta manifestação de opulência, dessa praga de parasitas que vivem, como sempre viveram, do embuste que é a religião.
HAJA VERGONHA!
Por: A. Rodrigues
http://www.embusteiros.blogspot.com/
Obviamente que os Portugueses nunca irão saber quanto custa ao Estado a visita do Papa. Mas não é difícil de imaginar que será da ordem de muitos milhões de euros.
Quanto custa a tolerância de ponto, dos funcionários públicos, de um dia, em todo o País, e um dia e meio em Lisboa e no Porto?
Considerando que os elementos das forças de segurança vão ter de trabalhar, nesse período; têm direito a ser remunerados, como serviço extraordinário em dia de descanso.
Quanto custa?
A Câmara Municipal de Ourém prevê gastar meio milhão de euros na cidade de Fátima para a visita do Papa Bento XVI, de 11 a 14 de Maio, anunciou o vereador da autarquia Nazareno do Carmo.
No final da última reunião de trabalho da preparação da peregrinação de Bento XVI, que reuniu 24 entidades em Fátima, Nazareno do Carmo afirmou que os investimentos em curso são «na ordem dos 500 mil euros».
A C.M. do Porto comprometeu-se a pagar o custo dum luxuoso altar, que serve apenas para o papa rezar uma missa.
«Quantas casas para abrigar famílias pobres, uma vida, poderiam ser construídas com os milhares de euros gastos, para um pastor alemão permanecer uma hora, nesta "casota"?»
Isto é apenas uma pequena amostra do esbanjar de recursos, do erário, que fazem imensa falta para necessidades básicas da população.
É escandaloso que enquanto tantas crianças e adultos passam fome se gaste tanto dinheiro em luxos que não servem para coisa nenhuma.
E não vejo aqueles que tanto protestam contra os gastos do governo em obras públicas, que servem para o progresso e desenvolvimento do País, manifestar-se contra este "ROUBO" aos cofres do Estado, que é esta manifestação de opulência, dessa praga de parasitas que vivem, como sempre viveram, do embuste que é a religião.
HAJA VERGONHA!
Por: A. Rodrigues
http://www.embusteiros.blogspot.com/
Lista negra
Por uma lista negra de instituições financeiras
A UE publica periodicamente uma lista de organizações terroristas, tal como publica uma lista negra de companhias aéreas que não respeitam regras básicas de segurança.
Seria lógico que as instituições financeiras, cujas actividades especulativas causam muito mais vítimas, desemprego e pobreza do que os grupos terroristas e os acidentes aéreos juntos, deveriam estar sujeitas a regras semelhantes. Uma lista negra de instituições financeiras, cujas actividades fossem interditadas na UE, poderia ser um bom começo para nos libertar de uma oligarquia financeira cujas actividades se enquadram mais na classificação de terrorismo do que propriamente na produção de bens ou prestação de serviços com beneficio para a sociedade. A Goldman Sachs e o Citigroup são dois bons exemplos de terrorismo financeiro recente na Grécia e na Bélgica, respectivamente.
por Rui Curado Silva
http://esquerda-republicana.blogspot.com/
A UE publica periodicamente uma lista de organizações terroristas, tal como publica uma lista negra de companhias aéreas que não respeitam regras básicas de segurança.
Seria lógico que as instituições financeiras, cujas actividades especulativas causam muito mais vítimas, desemprego e pobreza do que os grupos terroristas e os acidentes aéreos juntos, deveriam estar sujeitas a regras semelhantes. Uma lista negra de instituições financeiras, cujas actividades fossem interditadas na UE, poderia ser um bom começo para nos libertar de uma oligarquia financeira cujas actividades se enquadram mais na classificação de terrorismo do que propriamente na produção de bens ou prestação de serviços com beneficio para a sociedade. A Goldman Sachs e o Citigroup são dois bons exemplos de terrorismo financeiro recente na Grécia e na Bélgica, respectivamente.
por Rui Curado Silva
http://esquerda-republicana.blogspot.com/
Direito ao contraditòrio
Furto, dizem eles
Proliferam nos media e na blogosfera os especialistas que condenaram Ricardo Rodrigues por um crime de furto — por ter subtraído dois gravadores. A estes especialistas aconselha-se a leitura do artigo 203.º do Código Penal.
Para haver furto, é preciso que quem subtrai uma coisa tenha “a ilegítima intenção de apropriação”. Se Ricardo Rodrigues não tinha, como se tornou evidente, intenção de fazer dos gravadores sua propriedade, mas sim de os entregar a um depositário (como o fez), não há furto nenhum.
Qualquer conversa séria sobre o que aconteceu na Assembleia da República começa aqui e não com as levianas acusações de furto. E nessa conversa não podemos pôr de lado o nível deontológico (abaixo de cão) dos jornalistas que entrevistaram (?) Ricardo Rodrigues.
Miguel Abrantes
http://corporacoes.blogspot.com/
Proliferam nos media e na blogosfera os especialistas que condenaram Ricardo Rodrigues por um crime de furto — por ter subtraído dois gravadores. A estes especialistas aconselha-se a leitura do artigo 203.º do Código Penal.
Para haver furto, é preciso que quem subtrai uma coisa tenha “a ilegítima intenção de apropriação”. Se Ricardo Rodrigues não tinha, como se tornou evidente, intenção de fazer dos gravadores sua propriedade, mas sim de os entregar a um depositário (como o fez), não há furto nenhum.
Qualquer conversa séria sobre o que aconteceu na Assembleia da República começa aqui e não com as levianas acusações de furto. E nessa conversa não podemos pôr de lado o nível deontológico (abaixo de cão) dos jornalistas que entrevistaram (?) Ricardo Rodrigues.
Miguel Abrantes
http://corporacoes.blogspot.com/
Desculpas de mau pagador
Injustificável
[Publicado por Vital Moreira]
Por mais ofensivas ou provocatórias que sejam as perguntas numa entrevista, nada pode justificar que alguém, muito menos um político, se apodere da gravação para tentar impedir a divulgação de uma entrevista que aceitou fazer.
Um político prudente selecciona as entrevistas que lhe propõem, não se submetendo voluntarimente a prováveis emboscadas jornalísticas (a que a imprensa "tablóide" nos habituou). E em última instância só responde ao que quer...
http://causa-nossa.blogspot.com/
[Publicado por Vital Moreira]
Por mais ofensivas ou provocatórias que sejam as perguntas numa entrevista, nada pode justificar que alguém, muito menos um político, se apodere da gravação para tentar impedir a divulgação de uma entrevista que aceitou fazer.
Um político prudente selecciona as entrevistas que lhe propõem, não se submetendo voluntarimente a prováveis emboscadas jornalísticas (a que a imprensa "tablóide" nos habituou). E em última instância só responde ao que quer...
http://causa-nossa.blogspot.com/
Là terà que ser
Críticos de Alegre no PS em silêncio
por HUGO FILIPE COELHO
Opositores internos resignaram-se com o apoio do partido e baixaram as armas. BE marca posição
Com silêncio se evitará a guerra civil socialista. Os opositores de Manuel Alegre no PS resignaram-se à ideia de que o partido vai apoiar o poeta na corrida a Belém e calaram as críticas para não cavar mais as divisões internas.
Um dia depois de formalizada a candidatura - com um discurso livre de ataques ao Governo, com uma referência a José Sócrates -, foi impossível ouvir um ataque da boca de um dirigente socialista.
José Lello, um dos mais acérrimos críticos de Alegre, foi dos poucos que ousaram falar, mas nem sequer se alongou nos comentários. O antigo ministro disse mesmo que notou "uma evolução positiva no discurso do candidato e no sentido de aproximação ao PS".
A mesma opinião tinha sido expressa na véspera por Vitalino Canas. O ex-porta-voz do PS de José Sócrates considerou que Alegre dá sinais de mudar de estratégia porque parece ter "moderado as críticas à política do Governo".
Fonte socialista explicou ao DN que não existe qualquer pacto de silêncio. Só que mesmo entre os opositores de Alegre - onde se contam muitos próximos de Sócrates - o apoio ao velho rival de Cavaco é visto como uma inevitabilidade que até pode ficar assente na reunião do Secretariado Nacional na segunda-feira.
Lello, que não vai à reunião por "motivos de agenda", disse que a sua oposição a Alegre é inalterável, mas prometeu ser "discreto para não prejudicar a campanha".
A alegada moderação do tom do discurso de Alegre está a ser rejeitada pelo Bloco de Esquerda. Francisco Louçã, disse ao DN que o discurso de terça-feira foi concentrado "na resposta à crise" e respondeu "àquilo a que Cavaco não responde". E acrescenta que o partido "não está arrependido do apoio que deu ao candidato".
Sobre a ausência de críticas ao Governo, o líder do BE disse que um homem coerente não tem de estar sempre a repetir-se. "Alegre é um homem coerente..."
Fernando Rosas afirmou que "o PS anda a dizer que é a candidatura que cede às posições do Governo". "Mas é exactamente o contrário: o PS só está a aderir porque não teve outro remédio."
Daniel Oliveira avisou "que, se se espera que Alegre faça mais críticas ao Governo do que Nobre e Cavaco juntos, vamos sempre achar que está a piscar o olho ao PS". E acrescentou: "Tenho a certeza de que Alegre quer o apoio do PS e tenho a certeza de que o PS lhe vai dar esse apoio contrariado. Aí está a diferença. Eu apoio Alegre porque concordo com ele e isso é mais do que Sócrates pode dizer."
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1561815
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Ratices
O jogo dos ratos
Na semana passada foi animador ver o Primeiro Ministro e o líder da Oposição juntos para rechaçar o ataque dos especuladores financeiros à economia portuguesa.
Mas a montanha pariu um rato. Largado contra os desempregados, que não têm culpa da crise provocada pelos especuladores financeiros. Um rato que nem sequer se sabe quanto alivia ao orçamento do Estado!
Não se percebe a lógica, quando o Governo afirma que não há ataques especulativos que o façam desistir ... do programa de obras públicas.
De entre elas, só uma vincula já internacionalmente Portugal e é verdadeiramente estratégica para a competitividade do país: o projecto TGV Lisboa-Madrid.
Mas esse e outros projectos vão obrigar o Estado e as empresas a fazer mais daquilo que alimenta e atiça os especuladores financeiros: ir buscar financiamento ao exterior, agravando o nível de endividamento nacional.
É caso para perguntar:
De que está o Governo à espera para lançar empréstimos publicos obrigacionistas que captem e incentivem as poupanças dos portugueses, a fim de travar o nível de endividamente do país? Porquê continuar a fazer o jogo dos bancos e dos especuladores financeiros?
(Este texto reproduz um comentário que hoje gravei para a rúbrica "Palavras Assinadas" da TVI-24).
Ana Gomes
http://causa-nossa.blogspot.com/
Na semana passada foi animador ver o Primeiro Ministro e o líder da Oposição juntos para rechaçar o ataque dos especuladores financeiros à economia portuguesa.
Mas a montanha pariu um rato. Largado contra os desempregados, que não têm culpa da crise provocada pelos especuladores financeiros. Um rato que nem sequer se sabe quanto alivia ao orçamento do Estado!
Não se percebe a lógica, quando o Governo afirma que não há ataques especulativos que o façam desistir ... do programa de obras públicas.
De entre elas, só uma vincula já internacionalmente Portugal e é verdadeiramente estratégica para a competitividade do país: o projecto TGV Lisboa-Madrid.
Mas esse e outros projectos vão obrigar o Estado e as empresas a fazer mais daquilo que alimenta e atiça os especuladores financeiros: ir buscar financiamento ao exterior, agravando o nível de endividamento nacional.
É caso para perguntar:
De que está o Governo à espera para lançar empréstimos publicos obrigacionistas que captem e incentivem as poupanças dos portugueses, a fim de travar o nível de endividamente do país? Porquê continuar a fazer o jogo dos bancos e dos especuladores financeiros?
(Este texto reproduz um comentário que hoje gravei para a rúbrica "Palavras Assinadas" da TVI-24).
Ana Gomes
http://causa-nossa.blogspot.com/
quarta-feira, 5 de maio de 2010
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