domingo, 11 de julho de 2010

Cascas...



Comentadores em alerta laranja

O comentário político é um dos mais generosos fornecedores do anedotário político involuntário das nações.

Por exemplo, no blogue oficioso da actual liderança do PSD, dois posts seguidos instam o governo português a reagir à... eventualidade de um dia, talvez, quem sabe, a Grécia decidir, ou ser obrigada a, sair do euro.

O delírio da coisa chega ao ponto de se equiparar tal urgente e imperiosa reacção a um banal desmentido de uma palermice dada à estampa por um jornal.

Não lhes basta não perceber o básico - Portugal, Espanha e Irlanda, países que os especuladores associam nefastamente à Grécia, serão sempre os últimos interessados em identificar-se publicamente com a questão grega. É isso mesmo que os especuladores pretendem: que, na confusão, os países do euro com realidades bem menos complicadas que a grega sejam arrastados.

Não lhes basta, ainda, ignorarem o que os governos europeus, incluindo o português, têm feito, em articulação com o BCE, desde a cimeira de Maio, com os resultados que estão à vista - uma assinalável acalmia do ataque ao euro.

Ainda querem equiparar a reacção a um cenário especulativo com a reacção a um alegado facto noticiado.
Haja paciência...

posted by João Magalhães
http://corporacoes.blogspot.com/

Geração rasca


Alpoim Calvão e o regresso manso do fascismo

Pela primeira vez, depois do 25 de Abril, Portugal tem um Presidente da República a quem o fascismo não incomodou, a quem a guerra colonial não levantou problemas de consciência, a quem Camões nunca seduziu e que Saramago sempre perturbou com excesso de vírgulas.

O actual Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) foi o único número 1 do seu curso que recusou comprometer-se no derrube da ditadura, em 25 de Abril. Escreveram essa página gloriosa todos os outros, o de Infantaria, o de Cavalaria, o de Artilharia e todos os que sentiram a inutilidade da guerra e a vergonha dos crimes que se praticavam na guerra colonial, menos o capitão engenheiro Luís Valença Pinto, pouco interessado em que a ditadura permanecesse. É hoje o CEMGFA.

É neste quadro de regresso aos valores salazaristas que se promoveu a oficial-general o coronel Jaime Neves, indefectível admirador de Kaulza de Arriaga e, ontem se entregou a única medalha que faltava a Alpoim Calvão, a quem a invasão de um país estrangeiro, e o eventual assassinato dos seus dirigentes, não tolhia a determinação. A venera foi-lhe entregue pelo obscuro contra-almirante , Luís Picciochi, afirmando: «acertámos contas com a justiça, quando estava a acertar contas com a democracia.

Quem se lembra de Alpoim Calvão, antes do 25 de Abril, das sua proezas na Guiné e da promoção por mérito, julgaria o silêncio piedoso a forma de não remexer as feridas que ainda hoje nos dilaceram. Quem recorda, após a Revolução dos Cravos, o terrorismo do ELP e MDLP, os atentados e assassinatos, as ligações de Alpoim Calvão ao cónego Eduardo Melo e à Sé de Braga, teme o futuro da democracia e envergonha-se de todos aqueles que, em vez de exibirem as estrelas no firmamento da honra, seriam capazes de servir uma qualquer ditadura.

Perante a amnésia de quem tem falta de cultura democrática, os que ainda estamos vivos não podemos deixar de lhes gritar: Vergonha!

posted by Carlos Esperança
http://ponteeuropa.blogspot.com/

zzz...zzzzz...zzzzzzz


Esta noite vou dormir bem.

Acabaram as vuvuzelas.

José fanha

Eu Sou Português Aqui

Eu sou português
aqui
em terra e fome talhado
feito de barro e carvão
rasgado pelo vento norte
amante certo da morte
no silêncio da agressão.

Eu sou português
aqui
mas nascido deste lado
do lado de cá da vida
do lado do sofrimento
da miséria repetida
do pé descalço
do vento.

Nasci
deste lado da cidade
nesta margem
no meio da tempestade
durante o reino do medo.
Sempre a apostar na viagem
quando os frutos amargavam
e o luar sabia a azedo.

Eu sou português
aqui
no teatro mentiroso
mas afinal verdadeiro
na finta fácil
no gozo
no sorriso doloroso
no gingar dum marinheiro.

Nasci
deste lado da ternura
do coração esfarrapado
eu sou filho da aventura
da anedota
do acaso
campeão do improviso,
trago as mão sujas do sangue
que empapa a terra que piso.

Eu sou português
aqui
na brilhantina em que embrulho,
do alto da minha esquina
a conversa e a borrasca
eu sou filho do sarilho
do gesto desmesurado
nos cordéis do desenrasca.

Nasci
aqui
no mês de Abril
quando esqueci toda a saudade
e comecei a inventar
em cada gesto
a liberdade.

Nasci
aqui
ao pé do mar
duma garganta magoada no cantar.
Eu sou a festa
inacabada
quase ausente
eu sou a briga
a luta antiga
renovada
ainda urgente.

Eu sou português
aqui
o português sem mestre
mas com jeito.
Eu sou português
aqui
e trago o mês de Abril
a voar
dentro do peito.

Exemplos


Uma iniciativa louvável

Há algum tempo que o Diplomata queria aqui fazer referência à iniciativa de Rui Tavares levada a cabo para assinalar o seu primeiro ano como eurodeputado eleito pelo Bloco de Esquerda há pouco mais de um ano. Num gesto inédito em Portugal, Rui Tavares, com quem o autor destas linhas não tem qualquer relação pessoal ou profissional, conhecendo-o apenas das leituras e da sua intervenção pública, fez algo que é surpreendente, apesar do pouco destaque que lhe foi dado.

O eurodeputado que, daquilo que este autor conhece, não é detentor de qualquer fortuna ou de uma fonte de rendimento extraordinária, decidiu retirar 1500 euros do seu vencimento mensal de eurodeputado para destinar a bolsas para diversos fins.

Como o próprio admitiu, não é uma grande quantia, tendo por isso apelado a outras entidades que se juntassem a ele nesta iniciativa. Para o Diplomata, este gesto é gigantesco e, na verdade, representa um esforço financeiro considerável, já que 1500 euros acaba por ser um valor significativo mesmo num vencimento de eurodeputado.

E o mais louvável desta iniciativa assenta na genuidade com que Rui Tavares a lançou, unicamente interessado na criação de oportunidades para aqueles que interesse em projectos específicos.

O autor destas linhas tem a ideia de que Rui Tavares é um académico competente, um estudioso apaixonado e um entusiasta pela política que acredita na “causa pública”. Em conversa recente, alguém que conhece pessoalmente o eurodeputado reforçava precisamente esta ideia ao Diplomata.

A iniciativa de Rui Tavares assume particular relevância numa conjuntura de dificuldades económicas e num país pouco habituada a gestos altruístas vindos da sociedade civil.

Doravante será um excelente “farol” para todos aqueles que, com ou sem razão, têm na crítica aos políticos a nota dominante no seu discurso. Porque, a verdade é que poucas pessoas abdicariam parte do seu ordenado, por muito pouco que fosse, para ajudar o próximo.

http://odiplomata.blogs.sapo.pt/

sábado, 10 de julho de 2010

BPN vai custar 2,5% do PIB

Va para fora...


Barroso, esse português forçado a emigrar para defender os interesses de Portugal lá na Europa

A questão política e ideológica:

‘Para Durão Barroso, não há nada de ideológico nem de político na proibição de golden shares. Trata-se de uma questão jurídica. Claro que é uma questão jurídica, mas é também evidente que não é. Os Tratados vinculam os Estados-membros e era previsível que o Tribunal de Justiça Europeu decidisse pela ilegalidade das acções com direitos especiais na PT, por violação do princípio da livre circulação de capitais.

Mas o direito é também um reflexo de opções ideológicas e políticas e não uma codificação de escolhas neutras. E a decisão de impedir os Estados de formalmente deterem direitos especiais em empresas de sectores estratégicos é tudo menos neutra.

Serve, aliás, para revelar como a Europa optou por evitar confrontar-se com os problemas do edifício regulatório que estava a construir. Hoje, os Estados têm menos direitos que o mercado e, consequentemente, os poderes políticos nacionais encontram-se feridos de morte, sem que exista uma entidade europeia que desempenhe as funções que no passado cabiam ao Estado.’

posted by Miguel Abrantes
http://corporacoes.blogspot.com/

Edvard Munch

justiça de fdp


Irão sai (num caso) da Idade da Pedra

O Irão já não vai matá-la à pedrada, talvez já só a mate por forca.

O Times londrino de ontem anunciava - da edição em papel, de manhã, à notícia ao fim da tarde, online - esse passo de gigante da civilização. Em 2005, Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, foi acusada de ter tido "relações ilícitas" com dois homens, na cidade de Tabriz.

Foi condenada a 99 chicotadas. Perguntaram ao filho, de 17 anos, se ele não preferia sair da sala. Ele disse que não: "Não queria deixá-la sozinha." Novo julgamento condenou Sakineh à morte, por lapidação. Depois disso, Sajad, o filho, continuou a não deixá-la sozinha. Fez várias viagens à capital, Teerão, pedindo misericórdia ao ayatollah Ali Khamenei, Líder Supremo do Irão - nunca foi recebido.

Com a revolução islâmica, em 1979, os religiosos introduziram a morte por lapidação no código penal.

A condenada é lavada, envolta num lençol e enterrada até ao peito - um círculo de homens atira-lhe pedras até ela morrer. Ontem, soube-se que o regime iraniano saiu, num caso pontual, da idade da pedra. Deve saudar-se sempre o movimento quando o contraponto é um corpo preso por um lençol, braços e pernas tolhidos na terra e, de livre, só o terror dos olhos à espera de pedras.

Hoje é o dia raro em que podemos passar pelo embaixador da República Islâmica do Irão em Lisboa e cumprimentá-lo. Efusivamente.

por FERREIRA FERNANDES
http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1614152&seccao=Ferreira

Com as graças de deus


As religiões do livro gostam de sangue

Continuarei a defender os crentes, o direito a expressarem a sua fé e a crerem nas coisas idiotas com que os clérigos e os livros santos os intoxicam.

Não condeno quem julga a água benta diferente da outra ou a hóstia consagrada com características distintas das rodelas de pão ázimo; quem julga que deus se baba de gozo a observar os crentes a viajarem de joelhos e espreita pela fechadura dos quartos para saber se um casal se move pela lascívia ou pelo desejo honesto da procriação; quem suborna um santo para curar uma moléstia ou encontrar um emprego; quem jura que o mundo foi criado por Deus e que as tolices que lhe ensinam na catequese são a mais límpida vontade de Deus e a mais pura das verdades.

O que não devo tolerar é a demência misógina das religiões do livro que vêem a mulher como encarnação do mal e um ser inferior ao homem. O que não posso aceitar é que em nome de um livro bárbaro, da Idade do Bronze, perdurem crimes e penas que aviltam o género humano e destroem a civilização.

Em nome dos bons costumes e da paranóia de um deus que, se existisse, merecia cadeia, não podemos deixar morrer, com sida, milhões de seres humanos porque deus embirrou com o látex. Em nome de valores idênticos, que o Iluminismo sepultou, não podemos permitir a morte Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, que, após 99 chicotadas, confessou o crime de adultério.

Segundo o profeta, que todos os hipócritas e cobardes dizem que tenho a obrigação de respeitar, essa mulher deve ser enterrada na areia, com a cabeça de fora, enquanto as pedras, arremessadas por crentes, lhe desfazem lentamente o rosto, com a luz dos olhos a extinguir-se lentamente, num martírio atroz.

Parece que a pressão internacional levou, desta vez, o Líder Supremo do Irão, ayatollah Ali Khamenei, a conceder um acto de misericórdia: substituir a lenta agonia das pedras pelo enforcamento.

Diz o jornalista Ferreira Fernandes, num desolado sarcasmo: «Irão sai (num caso) da Idade da Pedra».

Querem que me cale, que diga que Deus é grande e que os profetas são honrados? Vão para o raio que os parta. Ainda não há melhor justiça do que a dos homens civilizados. Deus é infinitamente pior. Tal como os bandos que lhe satisfazem as vontades.

posted by Carlos Esperança
http://ponteeuropa.blogspot.com/

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Van Gogh

Mariza - Chuva

Leite CRU *


* cru
(latim crudus, -a, -um)
adj.adj.
1. Que está por cozer, por corar ou por curtir.
2. Em bruto; não preparado.
3. Diz-se, em pintura, dos tons duros em que, entre os escuros e os claros, não há transição.
4. Cruel, bárbaro, desumano, despiedado.
5. Med. Que ainda não passou pelas fases necessárias.

Silêncio

Ai Jesus

Liberdade

Amor combate, poema de J. Pessoa

Meu amor que eu não sei. Amor que eu canto. Amor que eu digo.
Teus braços são a flor do aloendro.
Meu amor por quem parto. Por quem fico. Por quem vivo.
Teus olhos são da cor do sofrimento.

Amor-país.
Quero cantar-te. Como quem diz:
O nosso amor é sangue. É seiva. É sol. É Primavera.
Amor intenso. amor imenso. amor instante.
O nosso amor é uma arma. É uma espera.
O nosso amor é um cavalo alucinante.

O nosso amor é pássaro voando. Mas à toa.
Rasgando o céu azul-coragem de Lisboa.
Amor partindo. Amor sorrindo. Amor doendo.
O nosso amor é como a flor do aloendro.

Deixa-me soltar estas palavras amarradas
para escrever com sangue o nome que inventei.
Romper. Ganhar a voz duma assentada.
Dizer de ti as coisas que eu não sei.
Amor. Amor. Amor. Amor de tudo ou nada.
Amor-verdade. Amor-cidade.
Amor-combate. Amor-abril.
Este amor de liberdade.

(Enviado pelo Amigo M.C.L.)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

futurologia

São $


Caridade não é apanágio da religião
Milionário, ateu, doa 1.500 milhões para a caridade.

Warren Buffett, um dos homens mais ricos do mundo, doou este ano 1,92 mil milhões de dólares (1,5 mil milhões de euros) para a caridade. O valor é maior do que o doado no ano passado.

A maior fatia do donativo 1,6 mil milhões de dólares (1,25 mil milhões de euros) vai direitinha para os cofres da fundação gerida pelo amigo Bill Gates (outro ateu) e sua mulher, Melinda Gates. Mas o filantropo não doou dinheiro vivo. O contributo de Buffett foi feito em acções da sua empresa, a Berkshire Hathaway, revelou em comunicado citado pela Bloomberg, que fez as contas e calculou o valor doado.

Além do donativo à fundação gerida pelo casal Gates, Buffett atribuiu ainda 328 milhões de dólares (pouco mais de 270 milhões de euros) a fundações da sua família.

Buffett tinha já afirmado que pretende doar 99% da sua fortuna (avaliada em 47 mil milhões de dólares e considerada a terceira maior do mundo pela revista Forbes, atrás apenas do mexicano Carlos Slim e do amigo Bill Gates) para fins de caridade.
...

Fonte: Agência Financeira, 2010-07-06

CPLP


A CPLP está à venda ?

Na próxima cimeira da CPLP, a 23 de Julho, em Luanda, vai ser discutida a possibilidade de a Guiné Equatorial se tornar membro de pleno direito ... da CPLP.
A CPLP é suposta reger-se, entre outros princípios, pelo "Primado da Paz, da Democracia, do Estado de Direito, dos Direitos Humanos e da Justiça Social". E estipula poder atribuir o estatuto de "Observador Associado" a Estados que "embora não reunindo as condições necessárias para ser membros de pleno direito da CPLP, partilhem os respectivos princípios orientadores, designadamente no que se refere à promoção das práticas democráticas; à boa governação e ao respeito dos direitos humanos...."

Ora a Guiné Equatorial já é "Observador Associado" da CPLP (!!!) desde 2006. E para além de não falar português, é um país que continua a ser tragicamente espoliado por uma das mais sinistras ditaduras do mundo... Não há Governos da CPLP que se respeitem que possam ignorá-lo!.

O ditador Teodoro Obiang Nguema, no poder há 31 anos depois de um golpe de Estado, continua a fabricar resultados eleitorais na ordem dos 95% e é responsável por fazer qualificar o seu país nos mais altos lugares dos piores "rankings" mundiais de má governação, repressão política, corrupção, tortura em detenção e outras grosseiras violações de direitos humanos.

O povo da Guiné Equatorial poderia viver bem, pois o seu país até petróleo e gaz natural tem - mas apresenta escabrosos índices de pobreza, graças ao regime depravado e corrupto de Obiang.

Quem é que é responsável por propor a integração plena da Guiné Equatorial de Obiang na CPLP?

Quem assume promover esta total descredibilização da CPLP ?
Como pode Portugal alinhar nisto?

Já ninguém tem vergonha?

É absolutamente necessário que o MNE se explique.
Não há potenciais negócios que justifiquem vender assim a credibilidade da CPLP.

Publicado por Ana Gomes
http://causa-nossa.blogspot.com/

Lorpa & patético


A Promoção do Erotismo, o Totalitarismo do Orgasmo e o Fundamentalismo Erótico

Há duas semanas o Abominável César das Neves perorava indignado contra a lei que aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Dizia ele que é uma lei que «é o mais recente passo de uma vasta campanha de promoção do erotismo, promiscuidade e depravação a que se tem assistido nos últimos anos».

Mas dizia mais: dizia que por trás de tudo isto está, vejam só, «o totalitarismo do orgasmo».

Já esta semana César das Neves vem dizer que «o casamento é a realização mais espantosa da humanidade» e que é «a mais utilizada forma de transmitir a existência e a única eficaz de transmitir a civilização».

O que, antes de mais, e tratando-se de casamento civil, nos deixa grandes perplexidades sobre a forma como a humanidade conseguiu sobreviver em Portugal até há 120 anos atrás...

Mas a coisa não fica por aqui:
César das Neves descobriu que «o fundamentalismo erótico anula a relação ao primeiro obstáculo e chega a ridicularizar a procriação. Este modelo é tão desequilibrado quanto o anterior, mas, ao contrário dele, implica a extinção da sociedade. Porque o casamento, mesmo impossível, é o nosso único futuro».

Já nem vale a pena fazer muitos comentários a estas homilias semanais do Diário de Notícias, às vezes tão tristemente divertidas.

João César das Neves é somente um triste pateta, cego por um misticismo exacerbado e por um fanatismo ridículo.
João César das Neves é somente um pobre tarado sexual que já nem se apercebe do profundo escárnio que o rodeia quando brama contra a «promoção do erotismo» e o «totalitarismo do orgasmo».

João César das Neves é um lorpa patético que já nem merece comentários: já só me faz pena.
Muita pena.

Embora, pelas campanhas que o vejo defender, tenha mais pena ainda é... da mulher dele...

# posted by Luis Grave Rodrigues
http://rprecision.blogspot.com/