quarta-feira, 17 de novembro de 2010

terça-feira, 16 de novembro de 2010

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Mohamerda VI



Sahara Ocidental - lembrança de Timor Leste

-19 mortos, mais de 720 feridos e mais de 150 desaparecidos - é, segundo as agências noticiosas, o resultado do mais recente brutal ataque das forças marroquinas para desmantelar o acampamento de protesto Gadaym Izik, montado há um mês na capital dos territórios ocupados do Sahara Ocidental como forma de protesto por parte dos saharauis contra as suas condições de vida.

Para além de uma campanha massiva de detenções, há relatos de que na capital El Aaiún estarão a aparecer pelas ruas corpos degolados e cadáveres baleados (incluindo de crianças) - um método bárbaro para espalhar o terror.

Este ataque é facada nas negociações sobre a disputa territorial, que estavam em curso, sob a égide da ONU, em Manhasset (NY).

Tudo lembra Timor Leste nos tempos mais duros dos anos 80 e 90: conversações em curso e ataques contra a população, frustando as negociações. E europeus hipocritamente distraídos e silenciosos...

A Espanha devia ser advogada da antiga colónia que abandonou (como Portugal fez relativamente a Timor Leste, assinalou em Lisboa a activista saharaui Aminetou Haidar). Mas não é: põe cara condoída e espera que passe a onda, para não comprometer os negócios e outras relações com Marrocos.

Diz a imprensa espanhola que Madrid foi avisada do ataque... Da negligência à cumplicidade, é um pulinho.

Em França, que tem particulares responsabilidades no respaldo político e no incentivo a Marrocos para que prossiga a ocupação, parece que se ouviu hoje a voz da má consciência do MNE Kouchner, porventura incomodado com a brutalidade marroquina. Mas da Sarkofrance só há a esperar que continue a fazer de Austrália relativamente ao Sahara (como Camberra, Paris só pulará para o comboio de qualquer entendimento quando ele já tiver partido da estação...)

E da Europa, desta Europa desnorteada, desmemoriada e de rasteira liderança? Faz de UE, pois claro: até ao ano passado Solana lavava as mãos do Sahara, invocando que o problema estava entregue à ONU; Ferrero-Waldner, candidamente, explicava que a UE estava bloqueada pela divisão entre Estados Membros - França, Espanha e mais uns poucos irredutíveis no apoio a Marrocos.

O Tratado de Lisboa não fez ainda diferença nenhuma para a Europa se projectar no plano externo: ao mais alto nível da diplomacia europeia,a Alta Representante Catherine Ashton está conspicuamente muda e queda: nem sequer a mera declaração da praxe.

E de Portugal, o que dizer? Nem sequer faz de Vanuatu (que apoiava Timor dentro das suas possibilidades). Relativamente ao Sahara hoje escondemo-nos por detrás do silêncio da UE, fazendo jogo duplo com Marrocos e a Argélia.

Os saharauis que não macem, pensará quem ainda pensar no andar ministerial nas Necessidades... Já esquecemos tudo o que aprendemos com Timor Leste. Solidariedade virou palavrão.

Voltamos à "real politik" merceeira - decência e vistas largas são coisas de que já cá não gastamos. Para quem, como eu, continua socialista, custa ver abastardar assim a herança PS. Porque foi sobretudo a governação PS que, nos momentos-chave, fez a diferença por Timor Leste.

Publicado por AG
http://causa-nossa.blogspot.com/

Sérgio Godinho

Às cavalitas...


Paulo Portas de saltos altos

Paulo Portas é um político que não esconde a ambição que o devora e a frustração que os resultados eleitorais lhe provocam. A aritmética eleitoral condena-o a ser apenas um fato às riscas com um ministro dentro, às cavalitas do PSD, a quem serve de muleta.

Não escolhe o que quer ser, sujeita-se ao que lhe querem dar, carregando o passado da Moderna e da Amostra, a vocação persecutória no Independente, os esquecimentos nos pagamentos de impostos, a passagem pelos governos de Barroso e Santana Lopes, com a ministra Celeste Cardona para o livrar das enrascadas e Bagão Félix, tão implacável a demitir todos os directores e subdirectores da Segurança Social como néscio a sobraçar a pasta das Finanças e a ajudar ao descrédito de Santana Lopes, como se ele precisasse.

Na entrevista ao Diário de Notícias e TSF, Portas exprime-se como se fosse candidato a primeiro-ministro, com a determinação com que enviou um navio de guerra a defender a costa da Figueira da Foz, ameaçada por um barco armado com pílulas abortivas, e com o mesmo ar devoto com que agradeceu à Senhora de Fátima ter enviado ventos e marés para que o petroleiro Préstige derramasse o petróleo na costa da Galiza.

Paulo Portas, com 10% do eleitorado, oferece-se para formar um Governo onde recusa Sócrates e, de dedo em riste, escolhe os partidos que o devem formar. Parece a jovem que, inconformada com o beijo que o namorado lhe deu na testa, passou a andar de saltos altos.

O CDS é o único partido português que teve uma presidente distrital que, condenada a dois anos e meio de prisão, se manteve na liderança durante o período de pena suspensa, sendo presidente nacional o virtuosos Paulo Portas. O regresso de Avelino Ferreira Torres à presidência de uma comissão concelhia só vem revelar a alegada superioridade moral de que Portas se reclama.

A sua entrevista é um manifesto de propaganda eleitoral onde se vêem os saltos altos em que se apoia para receber o beijo do PSD para um eventual Governo que um democrata só aceitaria depois de um acto eleitoral. Claro que há uma direita, herdeira do salazarismo, para quem as eleições são um mero detalhe ou um arreliador contratempo.

posted by Carlos Esperança
http://ponteeuropa.blogspot.com/

Ulisses &...


TIMOR-LESTE PODERÁ COMPRAR DÍVIDA PORTUGUESA

«"Não vejo dificuldades em Timor-Leste comprar também dívida pública portuguesa, na medida em que o próprio Governo timorense já tomou a decisão de diversificar a aplicação do Fundo do Petróleo, comprando outras dívidas públicas, incluindo a australiana e de outros países", disse Ramos-Horta, citado pela agência Lusa, escusando-se a comentar se o tema tinha sido abordado num encontro que manteve com o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, à margem da conferência ministerial do Fórum Macau.» [CM]

Parecer:

Um gesto bonito ainda que humilhante e muito lucrativo para Timor-Leste.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento a Sócrates.»
http://jumento.blogspot.com/

Cegueira


2012 Jihad? Europe soumise à l'Islam?
envoyé par Yahn25. - L'info video en direct.

sábado, 13 de novembro de 2010

Reciprocidade

Pas de mosquée saoudienne en Norvège, tant qu'il n'y a pas de liberté religieuse en Arabie Saoudite

Voilà un acte courageux dans une Europe qui se couche de plus en plus devant l'Islam (mot signifiant "soumission") :

"Le gouvernement saoudien et de riches donateurs privés d’Arabie Saoudite veulent financer des mosquées en Norvège à hauteur de dizaines de millions [d’Euros]. Légalement, ils en ont le droit. Conformément à la loi norvégienne il est permis aux pays étrangers de soutenir financièrement les communautés religieuses, mais vu l’importance de ces sommes, le gouvernement doit approuver le financement.

Or, le ministère des Affaires étrangères vient non seulement de refuser d’approuver ce financement, mais il a également répondu au Centre islamique Tawfiiq, qu’il serait “paradoxal et contre nature d’accepter le financement venant d’un pays qui n’accepte pas la liberté religieuse.”

Le ministre norvégien des Affaires étrangères Jonas Gahr Støre a déclaré au journal VG: “Nous aurions pu simplement dire non, le ministère n’approuve pas, mais nous avons profité de l’occasion pour ajouter que l’approbation serait paradoxale tant que vouloir établir une communauté chrétienne en Arabie saoudite sera considéré comme un crime".


Respeito de Direitos Humanos, precisa-se.

Independência Sempre

Parabéns Angola pelo teu 35º Aniversário

Angola comemora hoje o 35º aniversário da sua independência. Aos angolanos votos de um país cada vez mais próspero, democrático e igualitário.


Esta é a fotografia oficial do acordo de Alvor, em 15 de Janeiro de 1975, onde o Governo português, desafiando a utopia, tentou a conciliação entre o MPLA, a FNLA e a UNITA para a indepências de Angola.

Da esquerda (ideológica?) para a direita: Melo Antunes, Rosa Coutinho, Agostinho Neto, Costa Gomes, Holden Roberto, Johnas Savimbi, Mário Soares e Sá Carneiro.


# posted by Raimundo Narciso

Colonialismo


O fatal derrube das muralhas...

O Governo de Marrocos pretendeu “varrer” do mapa o incomodativo acampamento de Agdaym Izik e, com este gesto violento, anular as pretensões [e pressões] da Frente Polisário para a realização de um referendo com vista à autodeterminação [independência?] do território, politicamente suportado pela comunidade internacional [ONU], mas inviável face aos interesses regionais em confronto.

Os graves distúrbios que se seguiram em El Aaiún [antiga capital do Sahara Ocidental] e causaram um ainda indeterminado número de vítimas, mostram como o “ataque” ao acampamento foi um tremendo erro político do regime marroquino.

Na verdade, o ex-Sahara espanhol será a última colónia no continente africano. Em circunstâncias dramáticas. O colonizador europeu desertou e apareceu um neo-colonizador. Nada mais do que um reino do Norte de África [Magreb].

O “muro” entre o sul de Marrocos e o território sarahaui é mais uma muralha.. Igual à que existiu em Berlim, igual à que existe na Palestina…
Para além da muralha física desceu sobre El Aaiún uma cortina de silêncio.

O Mundo sabe que um dia todas as muralhas acabarão derrubadas…

posted by e-pá!
http://ponteeuropa.blogspot.com/

Porcos

Espanha - País de santos e clero virtuoso

Um padre, em vez de santinhos, tinha 21.000 imagens pornográficas de crianças.

Foi preso.

posted by Carlos Esperança
http://ponteeuropa.blogspot.com/

Preso por quanto tempo ? O papa não pode fazer nada para libertar o irmão ?

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Guerra Junqueiro


"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio,

fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora,

aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias,

sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice,

pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas;

um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai;

um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom,

e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que

um lampejo misterioso da alma nacional,

reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.


Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula,

não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha,

sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima,

descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas,

capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação,

da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral,
escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.


Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo;

este criado de quarto do moderador; e este, finalmente,

tornado absoluto pela abdicação unânime do País.


A justiça ao arbítrio da Política,

torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.


Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções,

incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos,

iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero,

e não se malgando e fundindo, apesar disso,

pela razão que alguém deu no parlamento,

de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."

Guerra Junqueiro, 1896.
(enviado por Amiga)

O Saber, é aquilo que não se esqueceu.

Em busca da verdade



Manifesto

Na sequência da legalização da Associação Ateísta Portuguesa, os outorgantes da respectiva escritura saúdam todos os livres-pensadores: ateus, agnósticos e cépticos, que dispensam qualquer deus para viverem e promoverem os valores da liberdade, do humanismo, da tolerância, da solidariedade e da paz.

Os ateus e ateias que integram a Associação Ateísta Portuguesa, ou a vierem a integrar, aceitam os princípios enunciados pela Declaração Universal dos Direitos do Homem e respeitam a Constituição da República Portuguesa.

O objectivo da «Associação Ateísta Portuguesa» é mostrar o mérito do ateísmo enquanto premissa de uma filosofia ética e enquanto mundividência válida. Porque o ser humano é capaz de uma existência ética plena sem especular acerca do sobrenatural, e porque todas as evidências indicam que nenhum deus é real.

A Associação Ateísta Portuguesa defende também os interesses comuns a todos os que escolhem viver sem religião, defendendo o direito a essa escolha e a laicidade do Estado, e combatendo a discriminação e os preconceitos pessoais e sociais que possam desencorajar quem quiser libertar-se da religião que a sua tradição lhe impôs.

A criação da Associação Ateísta Portuguesa coincide com uma generalizada ofensiva clerical a que Portugal não ficou imune. Apesar de o ateísmo não se definir pela mera oposição à religião e ao dogmatismo, em nome da liberdade, da igualdade e da defesa dos direitos individuais a «Associação Ateísta Portuguesa» denuncia o proselitismo agressivo e a chantagem clerical sobre as sociedades democráticas.

O direito de não ter religião, ou de ser contra, é igual ao direito inalienável de crer, deixar de crer ou mudar de crença, sem medos, perseguições ou constrangimentos.

O ateísmo é uma opção filosófica de quem se assume responsável pelos seus actos e pela sua forma de viver, de quem dá valor à sua vida e à dos outros, de quem cultiva a razão e confia no método científico para construir modelos da realidade, e de quem não remete as questões do bem e do mal para seres hipotéticos nem para a esperança de uma existência após a morte.

A Associação Ateísta Portuguesa representa todos os que optem por esta forma de viver e defende a sua liberdade de o fazer.

www.aateistaportuguesa.org
http://www.ateismo.net/

Sacanices


Quem anda a tramar Fernando Nobre?

Há uns dias a SIC noticiava que o candidato à Presidência da República Fernando Nobre ia ser despejado por falta de pagamento da sua sede de candidatura em Lisboa, havendo uma dívida que ultrapassava os cem mil euros.

Ontem o Expresso online noticiava que Nobre tinha pago uma parte da dívida em dinheiro vivo: “dez mil euros em dinheiro e mais dez mil no dia seguinte”. Em notas. Em cash.

Hoje o DN revela que a sede de candidatura onde Nobre está instalado pertence a um antigo traficante de armas, que chegou a estar preso, relatando-se algumas ligações, negócios e actividades do passado do senhorio. Omite-se na notícia qual a ligação – se a há – entre estes factos e o candidato.

Alguém anda a querer tramar Fernando Nobre.

10/11/2010 por Ana Catarina Santos
http://oqueficadoquepassa.wordpress.com/

Hà bois e bois

Chamar os bois pelos nomes: atrasados mentais.
A blogosfera, as redes sociais e a abertura de comentários aos textos publicados nos jornais on-line, assim grosso modo e sem mais considerandos, constitui uma democratização da opinião, da informação e da participação dos cidadãos.

No entanto, quem tiver paciência para ler os comentários despejados nos textos publicados nos jornais on-line constata que a maior parte vem de gente que, no mínimo, deve ter no cabeçalho da ficha clínica a inscrição de atrasado mental.

Leio um comentário, num jornal on-line, a um texto noticiando a absolvição de Nuno Cardoso num processo que lhe foi movido por actos praticados enquanto presidente da Câmara do Porto, que diz, mais ou menos o seguinte: socialistas à beira de perder o poder começam a libertar das prisões os seus militantes.

Hoje foram dois, Oliveira e Costa e Nuno Cardoso. Eu sei que mesmo os atrasados mentais sabem que quem foi libertado não é socialista e o que é socialista não estava preso.

E, assim sendo, quem é esta gente que produz estes comentários? Qual será a sua relação com os filhos, os pais, os amigos, com a sociedade, para além do anonimato em que escondem a cobardia? Ou será gente destacada por aparelhos partidários para cumprir esta função? Não se trata de democratização da opinião, da informação e da participação dos cidadãos, mas de demência. Seja quem for, fico indignado.

Por Tomás Vasques
http://hojehaconquilhas.blogs.sapo.pt/

Como resistir ?

Paciência de cão


A educação é uma coisa muito bonita

A Républica de joelhos

"PUTA QUE OS PARIU" (desabafo popular)



Ao serviço da Républica ou da opus dei !?

Bajulador e beato

O discurso do novo embaixador no Vaticano

O discurso de apresentação das Cartas Credenciais do novo Embaixador de Portugal junto do Vaticano foi um acto de bajulação pia, sem ética republicana, e a manifestação de subserviência em nome de um país laico e democrático.

O embaixador Fernandes Pereira esqueceu-se de que representa o país e não um grupo de peregrinos e de que Portugal é um Estado laico e não um protectorado do Vaticano.

Para o Sr. Embaixador pode ter sido a maior honra pessoal e profissional da sua vida dirigir-se ao «Beatíssimo Padre», mas não o foi para todos os portugueses, sobretudo para os que lhe reprovam o mal que tem feito à humanidade com a teologia do látex, nos países onde a SIDA dizima populações, e nas posições em relação à contracepção, planeamento familiar, saúde reprodutiva da mulher, sexualidade e igualdade de género.

A alegada emoção do Sr. Embaixador com a canonização de D. Nuno Álvares Pereira, devida ao milagre obrado em D. Guilhermina de Jesus a quem curou o olho esquerdo, queimado com salpicos de óleo fervente de fritar peixe, é para muitos portugueses um motivo de troça e não de comoção, por ter transformado o herói em colírio.

Ao recordar que «um Predecessor de [Sua] Santidade honrou Portugal, na pessoa do seu Rei, com o título de Fidelíssimo», veio lembrar quanto ouro custou a Portugal, que vivia na miséria, esse título obtido por D. João V, o rei que mantinha a sua amante predilecta, madre Paula, no convento de Odivelas.

Devia ter evitado remexer no passado devasso e perdulário de Sua Majestade Fidelíssima, um dos reis que mais dinheiro dissipou à Coroa e mais filhos bastardos deixou ao reino.

O Sr. Embaixador não tem o direito de se apresentar como «o intérprete da arreigada devoção filial do Povo Português à Igreja e a [Sua] Santidade …» por respeito ao pluralismo ideológico e à liberdade religiosa do País que o diplomata representa.

O que pensarão ateus, agnósticos, cépticos, crentes de outras religiões, e mesmo alguns católicos, do embaixador que se permitiu terminar o seu discurso solicitando ao Papa «que paternalmente se digne abençoar Portugal, os Portugueses e os seus Governantes e, se tal ouso pedir, a Embaixada, a minha Família e eu próprio»?

O discurso ofendeu os portugueses livres-pensadores com a linguagem beata e a falta de pudor com que, em ano do Centenário da República, o embaixador humilhou todos os que dispensam a bênção papal. A prédica foi uma oração rezada de joelhos em nome de Portugal, um acto de vassalagem e uma manifestação individual de quem prefere ganhar o Paraíso a defender a honra de Portugal.

por Carlos Esperança
Jornal do Fundão – 11-11-2010