quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Quando salir de Cuba...


A dissidência permanece sem assento...

Guillermo Fariñas, um conhecido activista e dissidente do regime castrista [acumula já 11 anos de prisão], foi galardoado pelo Parlamento Europeu com o Prémio Sakharov para a Liberdade de Expressão.
O regime cubano não permitiu a sua deslocação a Estrasburgo para receber o prémio.

Mais uma vez uma cerimónia para a entrega de prémios conta com uma "cadeira vazia"...

Jerzy Buzek, presidente do PE, afirmou: "Mesmo que activistas como Guillermo Fariñas sejam perseguidos e encarcerados, a sua voz não pode ser silenciada. O papel do Parlamento Europeu é amplificar a sua voz".

Assim seja!

posted by e-pá!
http://ponteeuropa.blogspot.com/
Link do discurso de Fariñas enviado ao Parlamento Europeu

Pinòquios


Aceitar voos era difícil por causa dos media e dos “esquerdistas” dentro do PS

El País divulgou os telegramas que confirmam que o Governo deu luz verde à passagem de prisioneiros que saíam da base de Guantánamo a O primeiro-ministro e o ministro
dos Negócios Estrangeiros (MNE) autorizaram que o território nacional fosse sobrevoado por aviões norteamericanos com prisioneiros repatriados da prisão de Guantánamo, e a utilização da base aérea dos Açores nestas operações, publicou o El País ontem à noite, na sua edição online.

O diário espanhol cita diversos telegramasdiplomáticos enviados pela embaixada dos Estados Unidos em Lisboa ao Departamento do Estado, que constam dos 251 mil documentos recolhidos pela WikiLeaks, sublinhando que esta autorização nunca foi publicamente reconhecida pelas autoridades portuguesas.

“Sócrates aceitou permitir o repatriamento de combatentes inimigos de Guantánamo através da base das Lajes”, escreve em telegrama de 7 de Setembro de 2007 o chefe da representação diplomática dos EUA em Lisboa, Alfred Hoffman. “Foi uma decisão
difícil devido às críticas constantes dosmeios de comunicação portugueses e
de elementos esquerdistas do seu próprio partido à actuação do Governo na controvérsia dos voos da CIA”, diz.

Esta nota, enviada dez dias antes de uma reunião de George W. Bush com José Sócrates, refere que a autorização nunca foi tornada pública.

Alguns meses depois, questionado no Parlamento por Francisco Louçã sobre se o Governo autorizara ou tivera conhecimento “de qualquer transporte de prisioneiros da CIA por território português para o gulag de Guantánamo”, assegurou: “Consultei
todos os membros do Governo com responsabilidades neste domínio e devo dizer que o Governo nunca foi consultado sobre essa possibilidade nem nunca autorizou [o sobrevoo
do espaço aéreo ou a aterragem na base das Lajes de aviões destinados ao transporte ou transferência de prisioneiros].

Posso responder-lhe em nome deste Governo que nunca aconteceu termos sido consultados e termos autorizado. Estes dois actos nunca existiram.”

11 de Setembro de 2007

Noutro telegrama, enviado em 11 de Setembro de 2007, o embaixador refere a posição de Luís Amado. Hoffman assinala que Amado autorizou o repatriamento através das Lajes sob a mesma premissa, “caso a caso em determinadas circunstâncias”.

Já em Setembro de 2006 o embaixador relatara uma reunião com o chefe da diplomacia portuguesa sobre os voos de repatriamento, na qual o ministro se compromete a fazer todos os esforços para conseguir uma cooperação de Portugal, desde que haja transparência total da parte norte-americana.

“Se não o fazemos bem pode ser um tremendo fracasso”, escreve Hoff man, citando uma frase de Amado. Citando um outro telegrama, o El País escreve que o ministro admitiu que “os alegados voos da CIA poderão ter sobrevoado Portugal, mas acrescentou que o
seu Governo não tem que se envergonhar de nada”.

No passado dia 7, o MNE, ouvido no Parlamento, assumiu que foram feitas “diligências” por parte dos EUA, distinguindo “voos da CIA” e voos de repatriamento. No entanto, fez ques- tão de garantir que, “se tivesse havido
operação [de repatriamento] ela teria sido pública, para fi car sob escrutínio
público.”

Ao PÚBLICO, a assessora de imprensa do MNE, Paula Mascarenhas, remeteu para as declarações de Amado. “Não houve nada que o Estado português tenha tido conhecimento”, disse.

O assessor de Sócrates Já em Janeiro de 2007, o embaixador escrevia para Washington dando conta de um outro dado relevante: o assessor diplomático de Sócrates, Jorge
Roza de Oliveira, tinha assumido que alguns voos da CIA sobrevoaram Portugal, o que “constitui o primeiro reconhecimento que nos foi feito até agora por um funcionário do Governo português”, escreve o El País.

Ao PÚBLICO, Roza de Oliveira, que já não desempenha aquelas funções, negou em absoluto que o tenha feito: “Não posso ter dito isso, porque nunca tive qualquer conhecimento, pessoal ou impessoal, sobre esse assunto. Como assessor diplomático do primeiro-ministro, não tinha mais conhecimento do que um jornalista e não ouvi mais
que conversas de corredor”, afirma.

Entretanto, o Bloco de Esquerda enviou um requerimento ao primeiroministro, questionando-o sobre se o seu gabinete “teve conhecimento de voos, provenientes de Guantánamo, que tenham atravessado o espaço aéreo nacional ou utilizado instalações
aeronáuticas”. Os bloquistas querem ainda saber, em caso afirmativo, quais os voos, quando se realizaram, quem eram os passageiros e qual o destino.

Riad e Cabul foram destino da maioria dos voos

Os primeiros presos da “guerra ao terrorismo” começaram a chegar a Guantánamo em Janeiro de 2002.

A Casa Branca nunca quis dar informações sobre o número de presos ou as suas nacionalidades, mas aos poucos foi obrigada pela justiça a fornecer listas aos
media e sabe-se que pela prisão na ilha de Cuba passaram 779 suspeitos, a maioria capturados no Afeganistão e no Paquistão.

Quase todos aterraram em Guantánamo em 2002, mas pequenos grupos continuaram a
chegar até à transferência dos 14 suspeitos de envolvimento no 11 de Setembro, que para ali foram a 6 de Setembro de 2006, vindos de prisões secretas geridas pela CIA.

Este foi o último grupo; a partir daí as chegadas à base naval foram muito pontuais, num total de cinco.

As primeiras saídas de presos confirmadas aconteceram em Maio de 2003, quando os EUA
anunciaram a libertação de um e a transferência de quatro detidos para a Arábia Saudita.

A partir daí, as libertações ou transferências de suspeitos que permaneceram presos nos países de origem continuaram a um ritmo mensal e em Setembro de 2007 já tinham deixado a prisão centenas.

Nesse mês sairam 15homens: seis para a Arábia Saudita, outros seis para o Afeganistão, um para o Iémen, um para a Mauritânia e um para a Líbia, todos países que não oferecem garantias de não torturarem ou condenarem à morte.

Nas discussões sobre a passagem por Portugal de voos de repatriamento, o Governo exigiu que os repatriados fossem livres e, ao mesmo tempo, que viajassem para países que não torturam nem condenam à morte.

Os voos de repatriamento continuaram a deixar Guantánamo, tendo por destinos
principais para além do Afeganistão e da Arábia Saudita, a Argélia, o Sudão e Marrocos.

Em Janeiro de 2009, quando Barack Obama tomou posse como Presidente dos EUA e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, renovou a oferta de Portugal para receber detidos já inocentados, estavam em Guantánamo 240 homens. Cerca de 60 saíram entretanto. S.L.


Público • Quinta-feira 16 Dezembro 2010

A Caruma

50 quecas



I. O Conselho de Ministros, reunido hoje na Presidência do Conselho de Ministros, aprovou os seguintes diplomas:

1. Resolução do Conselho de Ministros que aprova a Iniciativa para a Competitividade e o Emprego

Esta Resolução aprova a Iniciativa para a Competitividade e o Emprego, composta por 50 medidas... (bla bla bla)...

http://www.governo.gov.pt/pt/GC18/Governo/ConselhoMinistros/ComunicadosCM/Pages/20101215.aspx

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

FDP

Filhos da puta! Miseráveis de merda!

Perante as gargalhas da assistência, a mulher pede clemência: "Já chega! Já chega!"

Ana Matos Pires
http://jugular.blogs.sapo.pt/

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

44 hectares

Vaticano é antiquado, provinciano e… reaccionário


Enquanto no ateísmo não há um líder com o qual os ateus se identifiquem e dogmas que sejam para cumprir, tornando cada ateu responsável pelos seus actos e opções de vida, no catolicismo há um poder central onde o bispo de Roma exerce a autoridade de forma despótica e totalitária.(foto sem montagem)


Um ateu não deve obediência a ninguém enquanto um católico deve respeitar e amar o seu Papa por mais vergonhosos que sejam os seus actos ou pusilânime o seu carácter.

O Papa é santo por profissão e celibatário por devoção. É respeitado pelos católicos em tudo o que diga e faça por mais contraditório e lamentável que seja o seu pensamento. A história do papado é um catálogo de horrores ocultos e de decisões condenáveis.

O Vaticano é a herança dos acordos de Latrão assinados com Mussolini, o líder fascista que tornou obrigatório o ensino da religião católica nas escolas públicas de Itália e que o Papa de turno designou como enviado da Providência. Esse bairro de 44 hectares está ao serviço de uma rede eclesiástica que influencia decisões políticas em todo o mundo.

O Vaticano não está acima das suspeitas e críticas que, de todo o lado, lhe são dirigidas. Os escândalos financeiros em que se envolve costumam parar na imunidade de que goza esse Estado dissimulado. É um offshore para a lavagem de dinheiro e para a protecção de prevaricadores. O arcebispo Marcinkus nunca foi preso porque João Paulo II foi seu protector e negou a extradição pedida pelas autoridades italianas.

O Opus Dei, uma seita reaccionária e poderosa, esteve comprometida nos escândalos Rumasa, Matesa e Banco Ambrosiano, sem falar das relações privilegiadas com o BCP Milenium, em Portugal. É a única prelatura pessoal do papa.

Os Legionários de Cristo, outra seita poderosa que ajeitava a canonização do fundador, viu as pretensões goradas por inúmeros processos de pedofilia que ocultou e acabou por desistir quando ao padre Maciel, falecido com odor a santidade, além da pedofilia que se procurava esquecer, foi descoberta uma filha.

Os crentes, muitos com honestidade ou ignorância, acreditam na bondade do Papa e dos cardeais da Cúria mas têm de ser confrontados não com a mentira do deus que dividem em rodelas na missa mas com as responsabilidades políticas do gerente do Vaticano.

São públicos o carácter reaccionário e anti-semita dos bispos cismáticos de Monsenhor Lefebvre, o pendor nazi e o ódio antijudaico dos seus padres e crentes, tão ferozes que até João Paulo II notou e que, para evitar a vergonha, excomungou. JP2 não aguentou a pressão fascista e excomungou-os da sua Igreja cujo passado era, nesse campo, pouco recomendável.

B16 desexcomungou os bispos e padres desse antro nazi da Fraternidade Sacerdotal de S. Pio X (FSSPX) e, ao fazê-lo, teve a cumplicidade dos crentes que no Diário Ateísta bolçam insultos contra os ateus. São cúmplices, pois.

O Papa admite que errou ao retirar a excomunhão à seita porque sente a vergonha a que sujeitou a ICAR mas não admite que deve a decisão à sua formação ideológica. A sua infalibilidade e a força do Espírito Santo cobriram-se de ridículo.

Escrito por Carlos Esperança, 14 de Dezembro de 2010
http://www.ateismo.net/

Os Cabrais



1 - Em 1935, a 19 de janeiro para ser mais exato, o deputado José Cabral apresenta, na Assembleia Nacional, o Projeto de Lei n.º 2. A ideia, só aparentemente escondida atrás da expressão hipócrita "associações secretas", era, muito prosaicamente, liquidar a Maçonaria Portuguesa. Significativamente, no preâmbulo do referido projeto afirma-se que as ditas associações secretas "estão contaminando a sociedade nos seus mais essenciais elementos, corrompendo o Estado, por uma ação dissolvente sobre os seus órgãos e comprometendo, por vezes, a honra e a vida dos seus melhores servidores".

A proposta motivou, pelo menos, duas importantes reações públicas. Em 4 de fevereiro de 1935, Fernando Pessoa publica, no Diário de Lisboa, um ataque violento ao Projeto do "Sr. José Cabral, que, se não é dominicano, deveria sê-lo, de tal modo o seu trabalho se integra, em natureza, como em conteúdo, nas melhores tradições dos Inquisidores."

Alguns dias antes, em 31 de janeiro desse mesmo ano de 1935, o general Norton de Matos (meu tio-bisavô), Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, dirigira já ao presidente da Assembleia Nacional, José Alberto dos Reis, uma carta aberta onde faz uma defesa frontal e corajosa da Maçonaria Portuguesa. É uma missiva curta, clara e incisiva em que procura demonstrar que o epíteto "sociedade secreta" não é aplicável à instituição de que se diz "chefe" e em que passa em revista os princípios e a moral que servem de "eterna norma" à Maçonaria.

Retenho, em particular esta passagem: "Mandam-nos os preceitos maçónicos que tenhamos sempre para as crenças puras e convicções sinceras dos nossos semelhantes uma dignificadora tolerância, que afirmemos sempre a liberdade de consciência e de pensamento, que reprovemos todas as perseguições de natureza religiosa ou política, todas as injustiças, todas as violências, todas as humilhações, todos os atentados contra a dignidade do homem. (...) Cada Maçon, individualmente, tem por supremo fim fugir da escravatura voluntária, quer ela se apresente sob qualquer dos pontos de vista material, moral ou intelectual."

2 - Pouco mais sei acerca da realidade maçónica. A bem dizer, sou um ignorante na matéria. E assim sendo, no lugar de certezas, tenho só dúvidas e inquietações. Mas essas, não posso escondê-lo, tenho-as e tenho-as de forma crescente. À medida que, na Imprensa, se vão multiplicando, de forma mais ou menos explícita, as referências a uma suposta influência crescente da Maçonaria no seio dos grandes partidos do regime, à medida que vejo o seu nome, justa ou injustamente, associado a interesses, a negócios, a nomeações, a demissões e até a espiões, pergunto-me quem andará, neste Portugal de 2010, mais longe da verdade:

se os que acreditam, como acreditava o meu tio-bisavô, que os maçons se esforçam "por constituir em cada país uma elite, sob o ponto de vista moral e cultural", se os que defendem, como defendia José Cabral e a sua lei de má memória, que a Maçonaria está "contaminando a sociedade nos seus mais essenciais elementos, corrompendo o Estado, por uma ação dissolvente sobre os seus órgãos e comprometendo, por vezes, a honra e a vida dos seus melhores servidores".

http://aeiou.visao.pt

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Playing For Change

Mão Negra

Detido pelo regime chinês, Liu Xiaobo não pôde estar presente em Oslo para receber o Prémio Nobel da Paz.

Mas conseguiu fazer chegar ao exterior um poema inédito, escrito no cárcere.



Experimentando a Morte

Tinha imaginado estar ali, à luz do sol
com o cortejo dos mártires
um só osso esguio sustentando
uma convicção verdadeira.
Todavia, o divino vazio não vai
revestir a ouro os sacrificados.

Uma matilha de lobos bem nutridos
saciados de cadáveres
festeja no ar quente e jubiloso do meio-dia

Lugar distante
esse lugar sem sol
onde exilei a minha vida
para fugir à era de Cristo.

Não consigo fitar a ofuscante visão na cruz.
De um fio de fumo a um pequeno monte de cinzas
bebi até ao fim a bebida dos mártires, sinto a primavera
prestes a romper no rendilhado brilho de inúmeras flores.

Noite dentro, estrada deserta
pedalo de regresso a casa.
Páro num quiosque de tabaco.
Um carro segue-me, atropela a bicicleta.
Um par de brutamontes agarra-me.

Algemado, olhos vendados, boca amordaçada
atirado para uma carrinha celular rumo a nenhures.

Um piscar de olhos, trémulo instante
abre um clarão de lucidez: Ainda estou vivo.

Nas notícias da Televisão Central
o meu nome mudado para “mão negra detido”
ainda que esses anónimos ossos brancos dos mortos
se mantenham de pé no esquecimento.

Ergo alto a mentira auto-inventada
Digo a todos como experimentei a morte
para que “mão negra” se torne a honrosa medalha de um herói

Sabendo embora que a morte
é um impenetrável mistério
estando vivo, não a posso experimentar
e uma vez morto
não posso repetir a experiência
pairo ainda assim dentro da morte
um pairar em afogamento

Noites sem conta atrás de janelas gradeadas
e as campas sob as estrelas
revelaram os meus pesadelos.

À parte uma mentira
Não possuo nada.

# posted by Luis Grave Rodrigues
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Pedro Barroso

Bufos no irão


Sócrates desconhece actividade do BCP no Irão

O Gabinete de Sócrates garante que o primeiro-ministro "nunca teve conhecimento de qualquer actividade comercial do BCP no Irão".

A reacção surge em resposta a uma notícia do El Pais, que refere que o presidente do Millennium BCP, Carlos Santos Ferreira, propôs aos Estados Unidos recolher informações sobre o Irão a troco de poder fazer negócios no país, operação com o conhecimento do governo português.

A operação, segundo um telegrama remetido em 11 de Fevereiro deste ano pela Embaixada norte-americana em Lisboa, conta com o "conhecimento do primeiro-ministro português, José Sócrates, e de membros do seu Governo", noticiou no domingo a edição digital do jornal.

O diário citou um telegrama "confidencial" enviado para Washington e que integra o lote de 250 mil documentos que o 'site' WikiLeaks tem estado a divulgar.

Este telegrama ainda não está entre o leque de documentos já divulgados pelo WikiLeaks no seu "site", onde já foram tornados públicos 1.344 dos cerca de 251 mil que vão ser revelados.

Outro telegrama, citado pelo jornal espanhol revela também comentários sobre José Sócrates. O primeiro-ministro é descrito nos textos como um político "carismático" mas a quem "desagrada partilhar o poder".

Económico com Lusa
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sábado, 11 de dezembro de 2010

Nervos de aço

A Caruma

Cruzes canhoto

Hoje deu-me para a nostalgia.


Assim, até eu me convertia.

Sem camisa

Como atacar a Wikileaks? E se fosse com sexo e mentiras?!


“Sofia Wilen, de 20 e Anna Ardin, de 30 anos, são as suecas que apresentaram queixa contra Assange, em Estocolmo, a 20 de Agosto.

“Tudo começou quando Assange foi convidado a participar num seminário na capital sueca. Anna, militante feminista, contactou o rosto da WikiLeaks e ofereceu-lhe a sua casa para ele ficar durante a visita.

12 de Agosto de 2010 - Seguiu-se um flirt e tudo acabou na cama.
14 de Agosto – Anna organiza uma festa em honra de Assange.
14 de Agosto – Sofia Wilen, namorada do artista norte-americano Seth Benson, na festa começou a "flirtar" com Assange e levou-o para sua casa.

Dias depois Sofia é informada de que Anna tenciona acusar Assange de violação e decide também fazer o mesmo.

20 de Agosto – Seis dias depois (que terá acontecido entretanto?) Apresentam queixa na polícia. Mas alegando o quê:
Anna: durante a relação o preservativo rompeu-se, ela pediu para parar e ele fez orelhas moucas. Daí a violação.

Sofia: mantiveram, em sua casa, relações duas vezes. Uma à noite, com preservativo, e outra de manhã, sem persevativo. Sofia não queria sexo desprotegido, mas ele ignorou-a. [notícia CM]

A acusação de violação de Julian Assange, em Estocolmo e a sua prisão, há dias, com esse pretexto, em Londres parece uma história mal contada. É preciso castigar o homem porque divulgou as mensagens secretas da diplomacia norte-americana mas indo por aí é uma chatice porque há essa coisa da liberdade de expressão garantida por leis e constituições. Então ao que tudo parece montaram-lhe uma cilada.

Uma história com sexo que faz sempre um certo frisson mas tão mal contada que não me parece ter pés para andar muito.

Quanto ao New York Times, o alemão Der Spiegel , o espanhol El País, o inglês Guardian, a quem Assange facultou, em primeira mão, as mensagens diplomáticas fizeram o mesmo que o homem da Wikileaks, publicaram-nas, que é para isso que eles servem, mas não lhes vai acontecer nada.

Há quem pense que é por serem um bocadinho mais poderosos mas eu acho que é porque aquelas simpáticas meninas não estão para ir para a cama com os respectivos directores que devem ser bem mais velhos e menos charmosos que o australiano.
Etiquetas: Julian Assange., Wikileaks

posted by Raimundo Narciso
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Excelsas mãezinhas

Os crentes e o Diário Ateísta

Ninguém acreditará que os órgãos de comunicação social ou as missas onde os padres juram a virgindade de Maria e a inviolabilidade dos Papas, que não são tão invioláveis como dizem, deixariam os ateus exercer o contraditório, ao contrário do que acontece no Diário Ateísta?

Eu seria incapaz de ir à missa para chamar burro ao padre, demente à catequista, senil ao Papa e aldrabões aos fiéis que rezam pela conversão do mundo, esfolam os joelhos e se persignam. Mas todos esses epítetos são usados contra mim por crentes a quem nunca maltratei e a quem nunca atingi a honra das suas excelsas mãezinhas, no DA.

Se não gostam do DA e do que aqui se escreve por que motivo vêm cumprir penitências inúteis e tentar conversões improváveis a um sítio onde deus não passa, onde a virgem o não é, nem santíssima, e o Papa não passa de gerente da multinacional da fé católica?

Os mais crédulos devotos crêem no processo alquímico que altera propriedades físicas a rodelas de pão ázimo, transformando-as em corpo e sangue que as análises laboratoriais não confirmam, no valor da castidade e na omnipotência de um deus que não faz prova de vida nem é capaz de dar educação cívica aos devotos.

Que tropismo os impele para este espaço onde deus merece menos consideração do que qualquer pessoa, onde a virgem, sem diagnóstico diferencial, não passa de mulher vulgar que terá dado à luz o fundador da seita?

Podem ir rezar aos santos, alguns pouco recomendáveis, viajar de joelhos até Fátima, banharem-se em água benta e lerem os livros sagrados, para deixarem de acreditar no carácter divino dos versículos que alimentam os parasitas da fé.

Se persistirem no masoquismo de aqui voltarem, ao silêncio do vosso deus juntarei o meu, à irrelevância dos santos, anjos, bispos, profetas e anacoretas objectarei com as dúvidas de um ateu mantendo a educação que os talibãs não conseguem.

Quanto a deus, que goze a sua divina irrelevância e as merecidas férias de quem nunca fez o que quer que fosse nem sequer teve existência.

10 de Dezembro de 2010 | Escrito por Carlos Esperança
http://www.ateismo.net/2010/12/10/os-crentes-e-o-diario-ateista-2/

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Mamas

A FRASE DO ANO, PROFERIDA PELO PRÉMIO NOBEL DA MEDICINA
O oncologista brasileiro Drauzio Varella

"No mundo actual, investe-se cinco vezes mais em medicamentos para a virilidade masculina e silicones para as mulheres do que na cura do Alzheimer. Daqui a alguns anos, teremos velhas de mamas grandes e velhos com pénis duro, mas nenhum se recordará para que servem".

1975 amen


O atoleiro da ICAR...

1.975 vítimas de abusos sexuais praticados pela Igreja Católica na Holanda...

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

TED HAWKINS

Wiki Nobel


Reino Unido
Aumentam vozes em defesa de Assange


Julian Assange, o fundador do site de denúncias WikiLeaks que se encontra preso no Reino Unido, está a receber o apoio de vários países.

A Austrália culpou ontem os Estados Unidos pela divulgação das suas comunicações diplomáticas, afirmando que Assange não deve ser responsabilizado pelo facto. "O Sr. Assange não é ele próprio responsável pela fuga não-autorizada de 250 mil documentos da rede de comunicações diplomáticas norte-ameircana.

Os americanos é que são responsáveis por isso", afirmou o ministro australiano dos Negócios Estrangeiros Kevin Rudd, ele próprio descrito por um dos comunicados divulgados como sendo um "maníaco do controlo".

A Rússia também veio em socorro do líder da WikiLeaks, tendo fontes do Kremlin afirmado que ele "deveria ser nomeado para o próximo Prémio Nobel da Paz" pelas suas acções.

Para Claes Borgstrom, advogado de Assange, cujo pedido de libertação sob fiança foi rejeitado pelos tribunais britânicos enquanto é estudada a sua deportação para a Suécia, país onde é acusado de duas tentativas de violação , as acusações contra o seu cliente "não têm nada a ver com a WikiLeaks nem com a CIA".

Embaraço britânico
Os documentos que continuam a ser publicados na Internet pela WikiLeaks geraram ontem mais polémica internacional, ao revelaram que o líder líbio Muammar Khaddafi ameaçou o Reino Unido com um corte das relações comerciais bilaterais e "repercussões enormes" caso Abdel Basset al-Megrahi, o autor do atentado que destruiu o voo 103 da Pan Am sobre a cidade escocesa de Lockerbie acabasse por morrer na prisão.

Em resposta, tanto o líder do governo regional escocês, Alex Salmond, como o antigo ministro da Justiça Jack Straw negaram que a decisão de libertar Megrahi tenha sido tomada devido às ameaças vindas da Líbia.

"De uma perspectiva escocesa, nós não estávamos interessados em ameaças, mas sim na aplicação da Justiça escocesa", afirmou Salmond, enquanto Straw precisou que "tanto Salmond como o governo britânico repetiram várias vezes a verdade, de que esta foi uma decisõa tomada pelo governo escocês".

Pedro Duarte 09/12/10
http://economico.sapo.pt