281 professores destacados nos sindicatos
«O número de professores destacados nos sindicatos é actualmente de 281, dos quais 125 exercem actividade sindical a tempo inteiro e por isso não dão aulas, revelou ao Correio da Manhã o Ministério da Educação e Ciência (MEC). O CM perguntou à tutela qual a despesa que representam os professores destacados nos sindicatos e se, dada a situação de crise, o Governo a pretende reduzir. O MEC não respondeu.» [CM]
Parecer:
Os contribuintes que paguem! Percebe-se o ódio dos Nogueiras à Lurdinhas, quando esta chegou a ministra os sindicalistas a viver à conta eram 1327.
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «pergunte-se há quanto tempo não dão aulas e quantas horas semanais passam no sindicato.»
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Um despacho que vale (centenas de) milhões
Câmara Corporativa: Um despacho que vale (centenas de) milhões: Pense nisto: “ o Governo altera as regras de tributação da distribuição de dividendos de participadas por SGPS para SGPS, criando com esta...
Mais comissõ€s ...
A Troica cobra uma comissão de 665 Milhões de euros
A Troica, isto é os representantes da "solidária" União Europeia, dos "parceiros" do Euro, do "nosso" Banco Central Europeu (somos um dos accionistas), do "nosso" FMI (somos um dos seus membros), pois a Troica - dizia - com o júbilo e empenho ideológico dos seus subordinados "Passos, Gaspar, Álvaro & Cia Lda", cobram pelos seus serviços - para nos dizerem o que temos de fazer e o que não temos de fazer - uma comissão de... imaginem, é uma comissão, não são os juros predatórios que temos de pagar pela "ajuda"... é uma comissão de 665 milhões de euros. 665 milhões. Não gralha. Faz parte da "ajuda". É um complemento da "ajuda".
E eles têm razão. Claro que têm razão, isto é, têm a força, são afinal, o verdadeiro, o legítimo capital financeiro especulativo. E a ordem que nos rege é a de que quem têm força explora, submete, humilha, suga até ao tutano os que têm menos força, até onde estes o permitirem. É o dogma, o alfa e o ómega do capitalismo neo-liberal à solta, agora sem o pavor do comunismo que o travava. Sim que a "canalha", com as costas quentes, com a União Soviética lá atrás, podia fazer-lhes a partida, mesmo recusando intimamente o outro império, podia ameaçar juntar-se-lhe.
Eis o tão querido neo-liberalismo, guia ideológico de "Passos, Gaspar, Álvaro & Cia Lda": deixai o campo livre às forças e à "inteligência" dos mercados, fora o Estado "gordo", fora com essa invenção estúpida e "gorda" do estado social "gordo", abaixo o Estado "gordo" e as suas regulamentações odiosas que só atrapalham o bom andamento da "nossa" liberdade.
A ordem vigente é assim, não há surpresa e sendo assim e não havendo força, no imediato, para a subverter é obrigação de um governo dos portugueses defender a esmagadora maioria dos portugueses (ficam de fora, naturalmente os que constituem o prolongamento dos que nos sugam) minimizar efeitos nefastos desta ordem. Mas o governo de "Passos, Gaspar, Álvaro & Cia Lda": não só não faz isso como diz que o futuro dos portugueses é empobrecer e afirma-o como quem aponta um desígnio. Não só não minimiza os custos sociais da imposição do duunvirato "Merkel-Sarkozi", que usurpou, sem oposição, aliás, os poderes dos órgãos da UE, como escarnece dos jovens e admoesta-os para que não fiquem "no conforto" do seu desemprego e "emigrem".
Estas e tantas outras atitudes destes governantes revelam uma agenda ideológica e uma política que despreza a grande maioria dos portugueses, despreza os jovens condenados ao desemprego, os reformados, quem tem menos possibilidade de se defender e despreza os funcionários da administração pública que são afinal o suporte da acção do estado. É uma forma odiosa de manifestação da política do governo e é também uma mistura explosiva de ignorância, insensibilidade social e parvoíce.
A notícia daquela comissão de 665 milhões de euros não é nova mas hoje, ao relê-la, num artigo de opinião de Rui Pereira, no CM, voltei a indignar-me. A revoltar-me. Revolta é sem dúvida o sentimento que vai engrossando entre os "gregos" de Portugal. Bem podem "Passos, Gaspar, Álvaro & Cia Lda" gritar que nós não somos a Grécia, como quem esconjura um perigo provável. Não somos a Grécia é verdade, pois, por este caminho, ainda nos faltam alguns meses para nos vermos todos "gregos".
# posted by Raimundo Narciso
http://puxapalavra.blogspot.com/
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
WANTED

" DIVULGAR PARA QUE TODOS SAIBAM
9 . 7 1 0 . 5 3 9 . 9 4 0 , 0 9
(NOVE-MIL-SETECENTOS-E-DEZ-MILHÕES-DE-EUROS)
CASO BPN: ESCÂNDALO E IMPUNIDADE
A burla cometida no BPN não tem precedentes na história de Portugal !!!
O montante do desvio atribuído a Oliveira e Costa, Luís Caprichoso, Francisco Sanches e Vaz Mascarenhas é algo de tão elevado, que só a sua comparação com coisas palpáveis nos pode dar uma ideia da sua grandeza.
Com 9.710.539.940,09 (NOVE MIL SETECENTOS E DEZ MILHÕES DE EUROS.....) poderíamos:
Comprar 48 aviões Airbus A380 (o maior avião comercial do mundo).
Comprar 16 plantéis de futebol iguais ao do Real Madrid.
Construir 7 TGV de Lisboa a Gaia.
Construir 5 pontes para travessia do Tejo.
Construir 3 aeroportos como o de Alcochete.
Para transportar os 9,7 MIL MILHÕES DE EUROS seriam necessárias 4.850 carrinhas de transporte de valores!
Assim, talvez já se perceba melhor o que está em causa.
Distribuído pelos 10 milhões de portugueses,
caberia a cada um cerca de 971 euros !!!
Então e os Dias Loureiro e os Arlindos de Carvalho onde andam?!
E que tamanho deveria ter a prisão para albergar esta gente?!
ONDE ESTÃO OS PRESIDENTES DA REPÚBLICA, OS MINISTROS, DEPUTADOS, JUÍZES, AUTARCAS, ETC. ETC., PARA DEFENDER O NOSSO POVO? "
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Peixeirada a 0,0001%
Se o PS deixar passar o OE a probabilidade de votar PS é de 0,0001%
O PSD fez uma imensa peixeirada quando negociou uma abstenção na votação do Orçamento de Estado para 2011, não votou a favor mas forçou o Governo a adoptar algumas das suas medidas. Logo a seguir à posse os membros do Governo não se cansaram de alardear que o acordo com a troika contava com uma maioria de 80% no que foram seguidos pelo Presidente da República.
Todavia, com a maioria absoluta Passos Coelho ignorou o PS e o Cavaco Silva nunca mais se lembrou de exigir amplas maiorias parlamentares como fez por várias vezes com Sócrates no Governo. Passos Coelho passou a negociar directamente com a troika e esta nunca mais se lembrou que o PS tinha assinado o acordo com a troika. Invocando o acordo com a troika o Governo adoptou um orçamento de guerra e mais uma vez ignorou o PS, José Seguro tomou conhecimento das medidas orçamentais depois deste ter sido entregue no parlamento.
Na sua comunicação ao Pais Passos Coelho fez pressão sobre o PS para votar favoravelmente o orçamento e desde então alguns caniches e galos-da-Índia do PSD têm vindo a exigir o voto favorável, é o caso de Luís Filipe Menezes, o campeão do endividamento autárquico e um autêntico Alberto João do Norte.
Em todo este processo António José Seguro tem-se limitado a dizer banalidade, aliás, fez muito pior, muito antes de conhecer as medidas do orçamento retirou o tapete ao seu próprio partido ao dizer que a probabilidade de o PS votar desfavoravelmente este orçamento seria de 0,0001. Com esta declaração mais própria de um assessor de Passos Coelho do que do líder do maior partido da oposição, Seguro retirou qualquer credibilidade ao PS durante o debate do orçamento.
Desde que José Seguro chegou à liderança do PS que este partido entrou numa verdadeira letargia, primeiro porque o líder não tinha a sua equipa, depois porque lhe faleceu um familiar, depois não se sabe bem porquê e agora por razões que os eleitores do seu partido dificilmente conseguirão descortinar. José Seguro comporta-se mais como um ministro sem pasta de Passos Coelho do que como líder do maior partido da oposição que tem valores e princípios que são estilhaçados pelo orçamento apresentado por Passos Coelho.
António José Seguro fez mais oposição ao Governo de Sócrates do que como líder do PS está a fazer ao Governo da direita, diria mesmo que manifestou mais vezes a sua discordância em relação a Sócrates do que em relação a Passos Coelho. Não admire que mesmo perante um Passos Coelho a generalidade dos comentadores desvalorize José Seguro.
António José Seguro lá saberá o que pretende mas uma coisa é certa, se o PS se abstiver ou votar favoravelmente neste OE não colocarei a hipótese de votar neste partido enquanto ele tiver um cargo dirigente.
http://jumento.blogspot.com/
Pirataria Net
Assunto: Interesse geral para quem faz uso dos serviços bancários pela internet
As informações abaixo são do interesse geral.
Quando for fazer uso dos serviços bancários pela internet, siga as 3 dicas abaixo para verificar a autenticidade do site:
1 - Minimize a página . Se o teclado virtual for minimizado também, está correcto. Se ele permanecer no ecran sem minimizar, é pirata! Não tecle nada.
2 - Sempre que entrar no site do banco, digite a SUA SENHA ERRADA na primeira vez. Se aparecer uma mensagem de erro significa que o site é realmente do banco, porque o sistema tem como verificar a senha digitada. Mas se digitar a senha errada e não acusar erro é mau sinal. Sites piratas não tem como conferir a informação, o objectivo é apenas capturar a senha.
3 - Sempre que entrar no site do banco, verifique se no rodapé da página aparece o ícone de um cadeado; além disso clique 2 vezes sobre esse ícone; uma pequena janela com informações sobre a autenticidade do site deve aparecer. Em alguns sites piratas o cadeado pode até aparecer, mas será apenas uma imagem e ao clicar 2 vezes sobre ele, nada irá acontecer.
Os 3 pequenos procedimentos acima são simples, mas garantirão que você não seja vítima de fraude virtual.
SEJA SOLIDÁRIO, INFORME OS SEUS AMIGOS.
# recebido pour mail, obrigado Nanda. :))
As informações abaixo são do interesse geral.
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1 - Minimize a página . Se o teclado virtual for minimizado também, está correcto. Se ele permanecer no ecran sem minimizar, é pirata! Não tecle nada.
2 - Sempre que entrar no site do banco, digite a SUA SENHA ERRADA na primeira vez. Se aparecer uma mensagem de erro significa que o site é realmente do banco, porque o sistema tem como verificar a senha digitada. Mas se digitar a senha errada e não acusar erro é mau sinal. Sites piratas não tem como conferir a informação, o objectivo é apenas capturar a senha.
3 - Sempre que entrar no site do banco, verifique se no rodapé da página aparece o ícone de um cadeado; além disso clique 2 vezes sobre esse ícone; uma pequena janela com informações sobre a autenticidade do site deve aparecer. Em alguns sites piratas o cadeado pode até aparecer, mas será apenas uma imagem e ao clicar 2 vezes sobre ele, nada irá acontecer.
Os 3 pequenos procedimentos acima são simples, mas garantirão que você não seja vítima de fraude virtual.
SEJA SOLIDÁRIO, INFORME OS SEUS AMIGOS.
# recebido pour mail, obrigado Nanda. :))
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Nùmeros negativos...
"Dá que pensar...Zero Euros(0,00 €) pagam 500,00 € de divida.
Imaginem que um casal chega a um hotel da vossa terra e pergunta quanto custa um quarto para o fim de semana.
O recepcionista responde: 100 euros pelos 2 dias. Muito bem. Responde o cavalheiro. Mas gostaríamos de conhecer as ...v. instalações antes de reservarmos. Os quarto, a piscina, o restaurante... - Não há problema, responde o recepcionista. Os srs deixam uma caução de 100 euros e podem visitar as nossas instalações à vontade. Se não gostarem nós devolvemos o dinheiro. - Combinado, disse o casal. Deixaram os 100 euros e foram visitar o hotel. Acontece que:
O recepcionista devia 100 euros à mercearia do lado e foi a correr pagar a dívida.
O merceeiro devia 100 euros na sapataria e foi a correr pagar a dívida. O sapateiro devia 100 euros no talho e foi a correr pagar a dívida.
O talhante devia 100 euros à agencia de viagens e foi a correr pagar a dívida.
O dono da agência devia 100 euros ao hotel e foi a correr pagar a dívida.
Nisto o casal completou a visita e informou que afinal não vão ficar no hotel. - Não há problema. Tal como lhe disse, aqui tem o seu dinheiro, devolveu o recepcionista.
Conclusão: Toda a gente pagou a quem devia... sem dinheiro nenhum. O casal levou os 100 euros que pagaram todas as 5 dívidas no valor total de 500 euros.
Ponham aqui os olhos e percebam que todo o sistema financeiro, desde que inventaram os números negativos, se tornou uma fraude. Zero euros pagaram 500 em dívida. E podíamos continuar indefinidamente.
Como dizia Milton Friedman: "Não perguntem onde está o dinheiro porque ele não está em lado nenhum!"
#tirado da net (autor desconhecido)
Imaginem que um casal chega a um hotel da vossa terra e pergunta quanto custa um quarto para o fim de semana.
O recepcionista responde: 100 euros pelos 2 dias. Muito bem. Responde o cavalheiro. Mas gostaríamos de conhecer as ...v. instalações antes de reservarmos. Os quarto, a piscina, o restaurante... - Não há problema, responde o recepcionista. Os srs deixam uma caução de 100 euros e podem visitar as nossas instalações à vontade. Se não gostarem nós devolvemos o dinheiro. - Combinado, disse o casal. Deixaram os 100 euros e foram visitar o hotel. Acontece que:
O recepcionista devia 100 euros à mercearia do lado e foi a correr pagar a dívida.
O merceeiro devia 100 euros na sapataria e foi a correr pagar a dívida. O sapateiro devia 100 euros no talho e foi a correr pagar a dívida.
O talhante devia 100 euros à agencia de viagens e foi a correr pagar a dívida.
O dono da agência devia 100 euros ao hotel e foi a correr pagar a dívida.
Nisto o casal completou a visita e informou que afinal não vão ficar no hotel. - Não há problema. Tal como lhe disse, aqui tem o seu dinheiro, devolveu o recepcionista.
Conclusão: Toda a gente pagou a quem devia... sem dinheiro nenhum. O casal levou os 100 euros que pagaram todas as 5 dívidas no valor total de 500 euros.
Ponham aqui os olhos e percebam que todo o sistema financeiro, desde que inventaram os números negativos, se tornou uma fraude. Zero euros pagaram 500 em dívida. E podíamos continuar indefinidamente.
Como dizia Milton Friedman: "Não perguntem onde está o dinheiro porque ele não está em lado nenhum!"
#tirado da net (autor desconhecido)
Roubo anual.
O SUBSÍDIO DE NATAL OU 13º MÊS - NUNCA EXISTIU...
Os trabalhadores ingleses recebem os ordenados semanalmente! Mas há sempre uma razão para as coisas e os trabalhadores ingleses, membros de uma sociedade MAIS crítica do que a nossa, não fazem... nada por acaso!
Lembrando que o 13º MÊS em Portugal, foi criado por Marcello Caetano em 1972, (Decreto-Lei, 457 de 15 Novembro de 1972) e que nenhum governo depois do dele mexeu nisso.
Numa altura em que vamos ficar sem metade do subsidio de Natal este ano e para o futuro sem subsidio de férias e de Natal, vale a pena tomar nota :
O 13º mês é uma das mais escandalosas de todas as mentiras dos donos do poder, quer se intitulem "capitalistas" ou "socialistas", e é justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam.
Eis aqui uma modesta demonstração aritmética de como foi fácil enganar os trabalhadores.
Suponhamos que você ganha €700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses, você recebe um total de €8.400,00 por um ano de doze meses.
€700,00 X 12 = € 8.400,00
Em Dezembro, o generoso governo manda então pagar-lhe o conhecido 13º Mês
€ 8.400,00 (Salário anual)
+ €700,00 (13º salário) =
--------------------------------------------------------
€ 9.100,00 (Salário anual + o 13ºMês)
O trabalhador vai para casa todo feliz com o "governo amigo dos trabalhadores" que mandou o patrão pagar o 13º.
Agora veja bem o que acontece quando o trabalhador se predispõe a fazer uma simples conta que aprendeu no Ensino Básico:
Se o trabalhador recebe €700,00 mês e o mês tem quatro semanas,
significa que ganha por semana € 175,00.
€700,00 (salário mensal) e 4 (semanas que tem o mês) = € 175,00 ( de
salário semanal)
O ano tem 52 semanas. Se multiplicarmos
€ 175,00 (Salário semanal)
X 52 (Número de semanas anuais)
-------------------
€ 9.100,00.
O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual + o 13º salário .
Surpresa, surpresa? Onde está, portanto, o 13º Salário?
A explicação é simples, embora os nossos conhecidos líderes nunca se tenham dado conta desse fato simples:
A resposta é que o governo, que faz as leis, lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o governo só manda o patrão pagar quatro semanas) o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas.
No final do ano o generoso governo presenteia o trabalhador com um 13º salário, cujo dinheiro saiu do próprio trabalhador.
Se o governo retirar o 13º salário ou subsídio de natal dos trabalhadores da função pública, o roubo é duplo.
Como palavra final para os trabalhadores inteligentes:
Não existe nenhum 13º salário.
O governo apenas devolve e manda o patrão devolver o que sorrateiramente foi tirado do salário anual.
Conclusão:
Os Trabalhadores recebem o que já trabalharam e não um adicional.
13º NÃO É PRÊMIO, NEM GENTILEZA, NEM CONCESSÃO. É SIMPLES PAGAMENTO
PELO TEMPO TRABALHADO NO ANO!
E EU QUE NUNCA TINHA PENSADO NISSO ...
(Agradecimento ao Nelson Henriques)
http://srbolinha.blogspot.com/2011/10/o-subsidio-de-natal-ou-13-mes-nunca.html?spref=bl
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
Negòcios...
Estas palavras foram ditas pelo presidente do BCP ao "Oje", no final de Junho. Aí, Carlos Santos Ferreira explicava que depósitos caros levam a créditos caros. Mas há outros problemas, incluindo a erosão da rendibilidade, que depois pressiona os rácios de capital.
Sim, o mundo está ao contrário: agora preocupamo-nos com os baixos lucros dos bancos. É que já aprendemos que os prejuízos no sistema financeiro viram-se contra a economia e acabam financiados por contribuintes. Mas deixemos neste editorial a questão das necessidades de capital, que é ridicularizada pelos banqueiros como se todos excepto eles próprios fossem imbecis. Falemos apenas de liquidez.
Se tanto dinheiro está a ser depositado, isso quer dizer que os portugueses estão a poupar mais; que estão a transferir poupança (de fundos de investimento, acções ou certificados de aforro); e que confiam nos bancos. Óptimo. Mas nada disto estaria a acontecer desta forma desenfreada se não fossem pagas taxas de juro tão elevadas. E é isso que o Banco de Portugal quer travar. Lembra-se de quando o BPP caiu, quando muitos escreveram que os clientes deviam ter suspeitado de taxas de juro tão elevadas? Pois...
Neste momento, a Euribor está pouco acima dos 2% mas há bancos a pagar 6%, 7% e mesmo 8% de juros em depósitos. Uma taxa de juro é uma medida de risco esperado: quanto maior o risco, maior a taxa. Assim foi no BPP. Hoje, a questão é outra: falta liquidez, o seu preço aumenta. É o mercado a funcionar.
O mercado está a funcionar assim porque há um subsídio escondido: o Banco Central Europeu está a financiar lucros dos bancos com financiamento barato. E o Estado entrou no jogo quando decidiu o suicídio dos certificados de aforro.
Siga o dinheiro: o BCE empresta dinheiro aos bancos portugueses a taxas de 1%; com este "funding" tão baixo, os bancos podem pagar a outra parte do "funding" (os depósitos) a taxas anormalmente altas, pois o seu custo médio pondera as duas fontes; o Estado vê sair todo o dinheiro dos certificados de aforro para os bancos e, por isso, emite Bilhetes do Tesouro, que lhe saem mais caros; quem compra esses Bilhetes do Tesouro são... os bancos portugueses (sobretudo a Caixa, o BES e o BCP); depois os bancos descontam esses Bilhetes do Tesouro junto do BCE, em troca de mais financiamento. Confuso? Não fique: os bancos financiam-se no BCE a 1% e emprestam ao Estado a 5%, o que tem gerado centenas de milhões de euros de lucros nos bancos. E dá o incentivo perverso de aumentar taxas de depósitos, o que mais tarde vai reduzir a rendibilidade dos bancos e "comer" capital.
A banca não é coisa para anarco-comunistas. O desequilíbrio entre taxas de juro activas e passivas (ou seja, dos créditos cobrados e dos depósitos recolhidos) é um dos principais problemas no balanço dos bancos europeus. No princípio, é lucro. No fim, é prejuízo. E apesar de todos os Lehmans, BPP e Dexias, os bancos continuam viciados no curto prazo. Parece uma festa bizarra, em que os convivas dançam sem diversão. Pudera.
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=513981
sábado, 22 de outubro de 2011
bpn/psd no seu melhor !

«O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, recebe todos os meses cerca de 1400 euros por subsídio de alojamento apesar de ter um apartamento seu na área de Lisboa onde reside durante toda a semana. A assessoria de imprensa do Ministério da Administração Interna (MAI) afirma que o subsídio é legal, uma vez que o governante tem a sua residência permanente em Braga.» [Público]
È fartar vilanagem !
Dois membros do Governo vão receber um subsídio de alojamento de 1150 euros mensais, isto apesar de serem proprietários de uma casa na região da grande Lisboa.
e acordo com um despacho publicado em Diário da República, dois ministros e sete secretários de Estado terão direito a este apoio do Estado, por terem residência permanente a mais de 100 quilómetros da capital. Miguel Macedo, ministro da Administração Interna, e José Cesário, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, são dois dos nomes abrangidos. Mas têm uma particularidade. De acordo com a declaração de rendimentos entregue no Tribunal Constitucional, ambos têm casa própria em Lisboa.
Estes casos não merecem ressalva na lei – um decreto de 1980, assinado pelo então primeiro-ministro, Francisco Sá Carneiro, e pelo ministro das Finanças, Cavaco Silva.
O documento estabelece que aos membros do Governo que «não tenham residência permanente na cidade de Lisboa ou numa área circundante de 100 quilómetros poderá ser concedida habitação por conta do Estado ou atribuído um subsídio de alojamento». E justifica este apoio em função dos encargos com a fixação em Lisboa. Encargos esses que, diz a lei, são agravados pela «rarefacção de habitações passíveis de arrendamento» na cidade.
Apesar de ter mais de 30 anos, a lei nunca foi alterada e tem sido usada pelos sucessivos governos para atribuição de subsídios de alojamento aos governantes com residência permanente fora do perímetro da capital.
No anterior Executivo, este apoio foi atribuído a 13 titulares de pastas governamentais, sendo que entre estes também havia três secretários de Estado com casa própria em Lisboa.
Uma situação que já foi apreciada pelo conselho consultivo da Procuradoria-Geral da República que – citando a lei que refere apenas a residência de origem – conclui que a propriedade de uma casa em Lisboa não impede a atribuição do subsídio.
Contactado pelo SOL, o gabinete de Miguel Macedo remeteu precisamente para este parecer da Procuradoria, sublinhando que o subsídio é atribuído em função da residência permanente – que no caso do ministro da Administração Interna é no Porto.
O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, diz que o subsídio está «contemplado e justificado»: «Não é só de alojamento. O que está em causa é uma compensação pelas despesas que têm a ver com a deslocação para Lisboa».
O subsídio de alojamento foi também atribuído ao ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, a Juvenal Peneda (adjunto do ministro da AdministraçãoInterna), aos secretários de Estado Paulo Simões Júlio, Cecília Meireles, Daniel Campelo e Marco António Costa e à subsecretária de Estado adjunta Vânia Barros.
por Susete Francisco
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=30660
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
FDP
http://aeiou.expresso.pt/veja-os-rendimentos-de-15-politicos-portugueses-antes-e-depois-de-passarem-pelo-governo-grafico-animado=f680329
sábado, 15 de outubro de 2011
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Cavaco Silva é o "mais curioso dos líderes"
Reino da Vadiação: Cavaco Silva é o "mais curioso dos líderes", até s...: É o Presidente que mais segue no Twitter os outros chefes de Estado e segue também duas 'Sex Shop'!!!! É tão bonito ter um Presidente da Rep...
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Made in Barcelos
O Silva das vacas
Algumas das reminiscências da minha escola primária têm a ver com
vacas. Porque a D.ª Albertina, a professora, uma mulher escalavrada e
seca, mais mirrada que uva-passa, tinha um inexplicável fascínio por
... vacas. Primavera e vacas. De forma que, ora mandava fazer redacções
sobre a primavera, ora se fixava na temática da vaca. A vaca era,
assim, um assunto predilecto e de desenvolvimento obrigatório, o que,
pela sua recorrência, se tornava insuportavelmente repetitivo.
Um dia, o Zeca da Maria "gorda", farto de escrever que a vaca era um mamífero
vertebrado, quadrúpede ruminante e muito amigo do homem a quem ajudava
no trabalho e a quem fornecia leite e carne, blá, blá, blá, decidiu,
num verdadeiro impulso de rebelião criativa, explicar a coisa de outra
forma. E, se bem me lembro ainda, escreveu mais ou menos isto:
"A vaca, tal como alguns homens, tem quatro patas, duas à frente, duas
atrás, duas à direita e duas à esquerda. A vaca é um animal cercado de
pêlos por todos os lados, ao contrário da península que só não é
cercada por um. O rabo da vaca não lhe serve para extrair o leite, mas
para enxotar as moscas e espalhar a bosta.
Na cabeça, a vaca tem dois cornos pequenos e lá dentro tem mioleira, que o meu pai diz que faz muito bem à inteligência e, por não comer mioleira, é que o padre é burro como um tamanco. Diz o meu pai e eu concordo, porque, na doutrina, me obriga a saber umas merdas de que não percebo nada como as bem-aventuranças.
A vaca dá leite por fora e carne por dentro,embora agora as vacas já não façam tanta falta, porque foi descoberto o leite em pó. A vaca é um animal triste todo o ano, excepto no dia em que vai ao boi, disse-me o pai do Valdemar "pauzinho", que é dono do boi onde vão todas as vacas da freguesia. Um dia perguntei ao meu pai o que era isso da vaca ir ao boi e levei logo um estalo no focinho.
O meu pai também diz que a mulher do regedor é uma vaca e eu também não
entendi. Mas, escarmentado, já nem lhe perguntei se ela também ia ao
boi."
Foi assim. Escusado será dizer que a D.ª Albertina, pouco dada a
brincadeiras criativas, afinfou no pobre do Zeca um enxerto de porrada
a sério. Mas acabou definitivamente com a vaca como tema de redacção.
Recordei-me desta história da D.ª Albertina e da vaca do Zeca da Maria
"gorda", ao ler que Cavaco Silva, presidente da República desta
vacaria indígena, em visita oficial ao Açores, saiu-se a certa altura
com esta pérola vacum:
"Ontem eu reparava no sorriso das vacas, estavam satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a ficar verdejante"! Este homem, que se deixou rodear, no governo, pelo que viria a ser a maior corja de gatunos que Portugal politicamente
produziu; este homem, inculto e ignorante, cuja cabeça é comparada
metaforicamente ao sexo dos anjos; este político manhoso que sentiu
necessidade de afirmar publicamente que tem de nascer duas vezes quem
seja mais honesto que ele; este "cagarola" que foi humilhado por João
Jardim e ficou calado; este homem que, desgraçadamente, foi eleito
presidente da República de Portugal, no momento em que a miséria e a
fome grassam pelo país, em que o desemprego se torna incontrolável, em
que os pobres são miseravelmente espoliados a cada dia que passa, este
homem, dizia, não tem mais nada para nos mostrar senão o fascínio pelo
"sorriso das vacas", satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a
ficar verdejante"! Satisfeitíssimas, as vacas?! Logo agora, em tempos
de inseminação artificial, em que as desgraçadas já nem sequer dispõem
da felicidade de "ir ao boi", ao menos uma vez cada ano!
Noticiava há dias o Expresso que, há mais ou menos um ano e aquando de
uma visita a uma exploração agrícola no âmbito do Roteiro da
Juventude, Cavaco se confessou "surpreendidíssimo por ver que as
vacas, umas atrás das outras, se encostavam ao robô e se sentiam
deliciadas enquanto ele, durante seis ou sete minutos, realizava a
ordenha"! Como se fosse possível alguma vaca poder sentir-se deliciada
ao passar seis ou sete minutos com um robô a espremer-lhe as tetas!!
Não sei se o fascínio de Cavaco por vacas terá ou não uma explicação
freudiana. É possível. Porque este homem deve julgar-se o capataz de
uma imensa vacaria, metáfora de um país chamado Portugal, onde há
meia-dúzia de "vacas sagradas", essas sim com direito a atendimento
personalizado pelo "boi", enquanto as outras são inexoravelmente
"ordenhadas"! Sugadas sem piedade, até que das tetas não escorra mais
nada e delas não reste senão peles penduradas, mirradas e sem
proveito.
A este "Américo Tomás do século XXI" chamou um dia João Jardim, o "sr.
Silva". Depreciativamente, conforme entendimento generalizado. Creio
que não. Porque este homem deveria ser simplesmente "o Silva". O Silva
das vacas. Presidente da República de Portugal. Desgraçadamente.
Luís Manuel Cunha in Jornal de Barcelos de 05 de Outubro de 2011
Algumas das reminiscências da minha escola primária têm a ver com
vacas. Porque a D.ª Albertina, a professora, uma mulher escalavrada e
seca, mais mirrada que uva-passa, tinha um inexplicável fascínio por
... vacas. Primavera e vacas. De forma que, ora mandava fazer redacções
sobre a primavera, ora se fixava na temática da vaca. A vaca era,
assim, um assunto predilecto e de desenvolvimento obrigatório, o que,
pela sua recorrência, se tornava insuportavelmente repetitivo.
Um dia, o Zeca da Maria "gorda", farto de escrever que a vaca era um mamífero
vertebrado, quadrúpede ruminante e muito amigo do homem a quem ajudava
no trabalho e a quem fornecia leite e carne, blá, blá, blá, decidiu,
num verdadeiro impulso de rebelião criativa, explicar a coisa de outra
forma. E, se bem me lembro ainda, escreveu mais ou menos isto:
"A vaca, tal como alguns homens, tem quatro patas, duas à frente, duas
atrás, duas à direita e duas à esquerda. A vaca é um animal cercado de
pêlos por todos os lados, ao contrário da península que só não é
cercada por um. O rabo da vaca não lhe serve para extrair o leite, mas
para enxotar as moscas e espalhar a bosta.
Na cabeça, a vaca tem dois cornos pequenos e lá dentro tem mioleira, que o meu pai diz que faz muito bem à inteligência e, por não comer mioleira, é que o padre é burro como um tamanco. Diz o meu pai e eu concordo, porque, na doutrina, me obriga a saber umas merdas de que não percebo nada como as bem-aventuranças.
A vaca dá leite por fora e carne por dentro,embora agora as vacas já não façam tanta falta, porque foi descoberto o leite em pó. A vaca é um animal triste todo o ano, excepto no dia em que vai ao boi, disse-me o pai do Valdemar "pauzinho", que é dono do boi onde vão todas as vacas da freguesia. Um dia perguntei ao meu pai o que era isso da vaca ir ao boi e levei logo um estalo no focinho.
O meu pai também diz que a mulher do regedor é uma vaca e eu também não
entendi. Mas, escarmentado, já nem lhe perguntei se ela também ia ao
boi."
Foi assim. Escusado será dizer que a D.ª Albertina, pouco dada a
brincadeiras criativas, afinfou no pobre do Zeca um enxerto de porrada
a sério. Mas acabou definitivamente com a vaca como tema de redacção.
Recordei-me desta história da D.ª Albertina e da vaca do Zeca da Maria
"gorda", ao ler que Cavaco Silva, presidente da República desta
vacaria indígena, em visita oficial ao Açores, saiu-se a certa altura
com esta pérola vacum:
"Ontem eu reparava no sorriso das vacas, estavam satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a ficar verdejante"! Este homem, que se deixou rodear, no governo, pelo que viria a ser a maior corja de gatunos que Portugal politicamente
produziu; este homem, inculto e ignorante, cuja cabeça é comparada
metaforicamente ao sexo dos anjos; este político manhoso que sentiu
necessidade de afirmar publicamente que tem de nascer duas vezes quem
seja mais honesto que ele; este "cagarola" que foi humilhado por João
Jardim e ficou calado; este homem que, desgraçadamente, foi eleito
presidente da República de Portugal, no momento em que a miséria e a
fome grassam pelo país, em que o desemprego se torna incontrolável, em
que os pobres são miseravelmente espoliados a cada dia que passa, este
homem, dizia, não tem mais nada para nos mostrar senão o fascínio pelo
"sorriso das vacas", satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a
ficar verdejante"! Satisfeitíssimas, as vacas?! Logo agora, em tempos
de inseminação artificial, em que as desgraçadas já nem sequer dispõem
da felicidade de "ir ao boi", ao menos uma vez cada ano!
Noticiava há dias o Expresso que, há mais ou menos um ano e aquando de
uma visita a uma exploração agrícola no âmbito do Roteiro da
Juventude, Cavaco se confessou "surpreendidíssimo por ver que as
vacas, umas atrás das outras, se encostavam ao robô e se sentiam
deliciadas enquanto ele, durante seis ou sete minutos, realizava a
ordenha"! Como se fosse possível alguma vaca poder sentir-se deliciada
ao passar seis ou sete minutos com um robô a espremer-lhe as tetas!!
Não sei se o fascínio de Cavaco por vacas terá ou não uma explicação
freudiana. É possível. Porque este homem deve julgar-se o capataz de
uma imensa vacaria, metáfora de um país chamado Portugal, onde há
meia-dúzia de "vacas sagradas", essas sim com direito a atendimento
personalizado pelo "boi", enquanto as outras são inexoravelmente
"ordenhadas"! Sugadas sem piedade, até que das tetas não escorra mais
nada e delas não reste senão peles penduradas, mirradas e sem
proveito.
A este "Américo Tomás do século XXI" chamou um dia João Jardim, o "sr.
Silva". Depreciativamente, conforme entendimento generalizado. Creio
que não. Porque este homem deveria ser simplesmente "o Silva". O Silva
das vacas. Presidente da República de Portugal. Desgraçadamente.
Luís Manuel Cunha in Jornal de Barcelos de 05 de Outubro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
sábado, 1 de outubro de 2011
No stress
Tese de Guerdjieff, pensador russo que no início do século passado já falava em auto-conhecimento e na importância de se saber viver.
Dizia ele: "Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento e daquilo que, realmente vale como principal".
Assim sendo, ele traçou 20 regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris.
Dizem os "experts" em comportamento que, quem já consegue assimilar 10 delas, com certeza aprendeu a viver com qualidade interior. Ei-las:
01. Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.
02. Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.
03. Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.
04. Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.
05. Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.
06. Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimónias.
07. Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.
08. Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes
09. Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.
10. Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto ansiedade e tensão. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a acção.
11. Família não é você. Está junto de você. Compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.
12. Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca.
13. É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe.
14. Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância subtil de uma saída discreta.
15. Não queira saber se falaram mal de si e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.
16. Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é óptimo... para quem quer ficar esgotado e perder o melhor
17. A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, que é muito diferente
18. Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se saudavelmente.
19. Não abandone suas 3 grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé!
20. E entenda de uma vez por todas, definitivamente e conclusivamente:
Você é o que se fizer Ser! Então, Faça-se E Seja!
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
domingo, 18 de setembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Meninas sem mamas

O horror nunca deixa de surpreender e agrava-se quando a superstição, o tribalismo, a fé e a tradição se conjugam.
Camarões foi o nome que os portugueses deram a uma região africana a cuja costa iam em busca de escravos no tempo em que sonhavam converter o mundo à fé cristã e onde desistiram de avançar para o interior porque as orações os não poupavam à malária. Hoje é um país do centro de África, com saída para o Oceano Atlântico, a aproximar-se dos 20 milhões de habitantes.
A fé da população distribui-se pelo cristianismo (56%), crenças tribais (23%) e islão (20%), sendo outras crenças quase inexistentes nesta república presidencialista que gravita na órbita dos Estados Unidos da América e da Europa, seus parceiros quase exclusivos nas trocas comerciais.
Neste país, maioritariamente cristão, colonizado por alemães, franceses e ingleses, as tradições tribais atingem o limite da crueldade e da demência. Calcula-se que um quarto das meninas é vítima do esmagamento das mamas, para dissimular a puberdade e evitar – segundo a crença tribal – as violações e gravidezes precoces.
Com pedras quentes e outros objectos planos ardentes sobre as mamas que despontam, as mães e outras mulheres da família procedem à sua destruição convencidas de que, atrasando o crescimento dos seios das meninas, as protegem dos olhares lúbricos dos homens, as afasta das relações sexuais e, quiçá, evitem gravidezes indesejadas.
Já conhecíamos a mutilação genital feminina, com a excisão do clítoris. Sabemos agora que a mutilação mamária através de objectos ardentes e esmagamento é outra crueldade ao serviço da repressão sexual, dos preconceitos e das tradições tribais. Há que apertar e queimar com violência as maminhas das meninas púberes ou pré-púberes, às vezes durante meses de tortura, indiferentes às deformidades e à dor que causam, aos traumas psíquicos e destruição de tecidos, às queimaduras e deformidades.
Segundo a agência oficial de cooperação alemã GTZ, que denunciou esta atrocidade e luta contra ela, metade das meninas a quem despontam as maminhas antes dos nove anos são vítimas desta medonha crueldade, segundo El País, de 12/09/2011, artigo de Charo Nogueira, onde recolhi a informação relevante plasmada neste texto.
Perante esta inaudita barbaridade, comum na África Ocidental e com especial incidência nos Camarões, termino revoltado como comecei: «O horror nunca deixa de surpreender e agrava-se quando a superstição, o tribalismo, a fé e a tradição se conjugam».
Ponte Europa / Sorumbático
posted by Carlos Esperança
http://ponteeuropa.blogspot.com/
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Carta a anibal.
Exmo. Sr. Presidente da República, Dr. Aníbal Cavaco Silva,
o meu nome é Catarina Patrício, sou licenciada em Pintura pela
Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, fiz Mestrado em
Antropologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da
Universidade Nova de Lisboa, sou doutoranda em Ciências da Comunicação
também pela FCSH-UNL, projecto de investigação "Dissuasão Visual:
Arte, Cinema, Cronopolítica e Guerra em Directo" distinguido com uma
bolsa de doutoramento individual da Fundação para a Ciência e
Tecnologia. A convite do meu orientador, lecciono uma cadeira numa
Universidade. Tenho 30 anos.
Não sinto qualquer orgulho na selecção de futebol nacional. Não fiquei
tão pouco impressionada... O futebol é o actual opium do povo que a
política subrepticiamente procura sempre exponenciar. A atribuição da
condecoração de Cavaleiro da Ordem do Infante Dom Henrique a jogadores
de futebol nada tem que ver com "a visão de mundo" (weltanschauung)
que Aquele português tinha.
A conquista do povo português não é no
relvado. Sinto orgulho no meu percurso, tenho trabalhado muito e só
agora vejo alguns resultados. Como é que acha que me sinto quando vejo
condecorado um jogador de futebol? Depois de tanto trabalho e
investimento financeiro em estudos?!! Absolutamente indignada.
Sinto orgulho em muitos dos professores que tive, tanto no ensino
secundário como no superior. Sinto orgulho em tantos pensadores e
teóricos portugueses que Vossa Excelência deveria condecorar. Essas
pessoas sim são brilhantes, são um bom exemplo para o país...
fizeram-me e ainda fazem querer ser sempre melhor. Tenho orgulho nos
meus jovens colegas de doutoramento pela sua persistência nos estudos,
um caminho tortuoso cujos resultados jamais são imediatos, isto numa
contemporaneidade que sublinha a imediaticidade. Tenho orgulho até em
muitos dos meus alunos, que trabalham durante o dia e com afinco
estudam à noite....
São tantos os portugueses a condecorar...
e o Senhor Presidente da República condecorou com a distinção de
Cavaleiro da Ordem do Infante Dom Henrique jogadores de futebol... e
que alcançaram o segundo lugar... que exemplo são para a nação? Carros
de luxo, vidas repletas de vaidades... que exemplo são?!
apresento-lhe os meus melhores cumprimentos,
Catarina
(@ recebido por mão amiga)
o meu nome é Catarina Patrício, sou licenciada em Pintura pela
Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, fiz Mestrado em
Antropologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da
Universidade Nova de Lisboa, sou doutoranda em Ciências da Comunicação
também pela FCSH-UNL, projecto de investigação "Dissuasão Visual:
Arte, Cinema, Cronopolítica e Guerra em Directo" distinguido com uma
bolsa de doutoramento individual da Fundação para a Ciência e
Tecnologia. A convite do meu orientador, lecciono uma cadeira numa
Universidade. Tenho 30 anos.
Não sinto qualquer orgulho na selecção de futebol nacional. Não fiquei
tão pouco impressionada... O futebol é o actual opium do povo que a
política subrepticiamente procura sempre exponenciar. A atribuição da
condecoração de Cavaleiro da Ordem do Infante Dom Henrique a jogadores
de futebol nada tem que ver com "a visão de mundo" (weltanschauung)
que Aquele português tinha.
A conquista do povo português não é no
relvado. Sinto orgulho no meu percurso, tenho trabalhado muito e só
agora vejo alguns resultados. Como é que acha que me sinto quando vejo
condecorado um jogador de futebol? Depois de tanto trabalho e
investimento financeiro em estudos?!! Absolutamente indignada.
Sinto orgulho em muitos dos professores que tive, tanto no ensino
secundário como no superior. Sinto orgulho em tantos pensadores e
teóricos portugueses que Vossa Excelência deveria condecorar. Essas
pessoas sim são brilhantes, são um bom exemplo para o país...
fizeram-me e ainda fazem querer ser sempre melhor. Tenho orgulho nos
meus jovens colegas de doutoramento pela sua persistência nos estudos,
um caminho tortuoso cujos resultados jamais são imediatos, isto numa
contemporaneidade que sublinha a imediaticidade. Tenho orgulho até em
muitos dos meus alunos, que trabalham durante o dia e com afinco
estudam à noite....
São tantos os portugueses a condecorar...
e o Senhor Presidente da República condecorou com a distinção de
Cavaleiro da Ordem do Infante Dom Henrique jogadores de futebol... e
que alcançaram o segundo lugar... que exemplo são para a nação? Carros
de luxo, vidas repletas de vaidades... que exemplo são?!
apresento-lhe os meus melhores cumprimentos,
Catarina
(@ recebido por mão amiga)
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
"Como é possível manter um governo em que um prime...
Câmara Corporativa: "Como é possível manter um governo em que um prime...: Diário de Notícias , 2 Set 11
Aqui
Aqui
Que é feito do PCP e do BE?
Câmara Corporativa: Que é feito do PCP e do BE?: • Fernanda Câncio, Estado de estupor : ‘Erigido em totem sacrificial, Sócrates, "o mentiroso", foi queimado em auto da fé e o País respirou ...
sábado, 10 de setembro de 2011
Pobres de espirito, isentos de taxa !
Ceci n'est pas un riche
Quando se trata de taxar grandes fortunas os analistas tornam-se filosóficos: mas o que é um rico?, perguntam.
O recente debate sobre política fiscal é tão interessante quanto intrincado. Pergunta-se: quem tem mais deve contribuir mais? Eis um daqueles dilemas de solução impossível. Tirando o sentido de justiça e o mais elementar bom senso, não há nada que nos ajude a tomar uma posição definitiva.
Devem os ricos pagar mais impostos do que os outros? É uma questão complexa. Arrebanhar metade do 13.º mês acima do salário mínimo é incontroverso, mas quando se trata de taxar grandes fortunas os analistas tornam-se filosóficos: mas o que é um rico?, perguntam. Parece tratar-se de um conceito vago e populista, comentam, com admirável prudência intelectual.
Fazia falta um destes analistas no versículo 24 do capítulo 19 do Evangelho segundo São Mateus. Quando Jesus dissesse que é mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus, o analista havia de contrapor: "Mas, Senhor, o que raio é um rico? Abstende-vos de usar conceitos vagos e populistas." No entanto, Jesus Cristo, talvez por ser filho de quem é, pode dizer o que lhe apetece sem ser acusado de demagogia. Uma sorte que Jerónimo de Sousa não tem.
Na verdade, os analistas têm razão. A riqueza é um conceito vago. Tão vago que o homem mais rico de Portugal conseguiu dizer esta semana que não era rico. Ora, se o homem mais rico de Portugal não é rico, isso significa que em Portugal não há ricos, o que inviabiliza a criação de um imposto especial para eles. É impossível taxar quem não existe, como a direção-geral de impostos bem sabe - até porque já tentou.
Toda a gente conhece aquele poema do António Gedeão sobre Filipe II: o rei era riquíssimo (passe a imprecisão e o populismo) e tinha tudo. Ouro, prata, pedras preciosas. O que ele não tinha, diz o último verso, era um fecho éclair. Américo Amorim tem tudo, incluindo um fecho éclair. Talvez não tenha vergonha, mas também vem a calhar: nem criando um imposto sobre a vergonha o apanham.
Américo Amorim constitui, por isso, um mistério tanto para a fiscalidade como para a teologia. Sendo o homem mais rico de Portugal, talvez não entre no reino de Deus. No entanto, na qualidade de pobre de espírito, tem entrada garantida.
Ler mais: http://aeiou.visao.pt/ceci-nest-pas-un-riche=f621069#ixzz1XXHiW9K7
Ricardo Araújo Pereira
6:51 Quinta feira, 8 de Set de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Nada como realmente...
Capitalismo de esquerda.
Se eu tiver de projectar as minhas opiniões políticas numa só linha, fico claramente na “esquerda”. No entanto, sou ideologicamente capitalista, o que complica qualquer discussão que tenha acerca disto. É no que dá tentar reduzir a uma dimensão algo que é multi-dimensional.
Considero que a liberdade de cada um seguir os seus objectivos é um valor fundamental e, por isso, exijo que a sociedade só imponha aquelas restrições que promovam essa liberdade. Proibir o homicídio e a violação ou obrigar à educação das crianças são exemplos de restrições que resultam em mais liberdade do haveria sem elas. A propriedade privada também serve este propósito. Não com músicas ou algoritmos, de que todos podem usufruir sem impedir o usufruto a terceiros, mas com cotonetes e tractores é útil ter regras claras acerca de quem pode usar o quê.
No entanto, devem ser as pessoas envolvidas a decidir se gerem essa propriedade de forma individual ou colectiva. Não deve ser a sociedade a impor isto. Isto torna-me um defensor do capitalismo, enquanto ideologia, porque não aceito que se proíba a propriedade privada dos meios de produção. Se permitirmos às pessoas ter tractores, alugá-los e contratar gente para os operar, temos capitalismo.
No entanto, “capitalismo” também designa outras coisas, com as quais não concordo tanto. Uma delas é um conjunto de modelos económicos assentes na premissa de que, num mercado livre com propriedade privada, cada pessoa age de forma a maximizar o seu capital. Isto era uma boa aproximação no tempo de Adam Smith, e permite criar modelos quantitativos detalhados de um sistema complexo.
No entanto, hoje em dia a margem de erro é muito maior, porque outras motivações, como as condições de trabalho e lazer, têm uma influência maior na economia. A acumulação de capital, apesar de ser uma medida quantitativa conveniente, já não é tão fiável para prever o comportamento dos agentes económicos.
E sou especialmente contra o capitalismo quando o termo refere implementações como a dos EUA, exemplo paradigmático daquilo que o capitalismo se torna se não temos cuidado. A corrupção da democracia, uma terrível desigualdade social, a criminalização da pobreza, a promiscuidade entre o sector público e o privado são consequências práticas da implementação do capitalismo, mas que me parece que podem ser evitadas sem deitar fora a liberdade de cada um usar, alugar ou vender as suas coisas e o seu trabalho.
O que me põe à esquerda é não considerar a propriedade privada um valor fundamental. É apenas uma ferramenta para promover a liberdade, e para se usar somente na medida em que cumpra esse objectivo. Não me apoquenta que a taxa mais alta do IRS passe para 90%. À direita dirão que é um roubo, uma violação dos direitos de propriedade sobre o rendimento, mas os direitos de propriedade são o que quisermos.
Se eu ganhar um milhão de euros por mês, ficar só com cem mil depois dos impostos tem um custo pequeno para a minha liberdade. Há muito pouco que eu possa fazer com um milhão de euros por mês que não possa fazer quase tão bem com uns meros cem mil. E se, com isso, se aumente em mil euros o rendimento de novecentas pessoas quem só ganhem umas poucas centenas, o ganho de liberdade dessas pessoas compensa amplamente a modesta restrição que me impõem.
É por isto que, apesar de ser capitalista, também defendo que o Estado deve redistribuir riqueza de forma eficaz, apropriando-se do que for necessário para optimizar a liberdade individual de todos. Qualquer um deve ter a possibilidade de ser rico e de ter muitas coisas, mas ninguém deve ser forçado à miséria.
No entanto, para complicar ainda mais, sou contra muitas medidas concretas que a esquerda defende. Ordenados mínimos, limites ao arrendamento, subsídio de desemprego, rendimento de inserção e essas coisas.
Eu defendo que o Estado deve garantir, de forma universal e gratuita, aquilo que é importante demais para deixar ao sabor dos mercados. A educação, a justiça, a saúde, e também transportes, comunicações e outras necessidades básicas. Não é preciso ser de luxo, mas todos devem ter um acesso mínimo a estes serviços fundamentais. Defendo também que o Estado nunca deve manipular preços. Além de estupidez, é uma restrição às liberdades individuais sem nada que a compense. Ninguém deve ser proibido de vender o seu trabalho ao preço que quer, por muito pouco que seja, nem deve ser proibido de alugar uma casa pelo preço que quiser, por muito que queira pagar.
E defendo que as prestações sociais devem ser desligadas da burocracia, do estigma e da humilhação que agora carregam os subsídios de desemprego, de inserção social e essas coisas. A redistribuição deve ser equitativa e transparente, com todos a receber, por igual, a parte a que têm direito, e sem burocratas a fiscalizar o coitadinhismo de cada um para subsidiar em conformidade.
Basicamente, e talvez devesse ter reduzido o post a isto, o que me importa é a liberdade. Por isso rejeito as restrições comunistas, defendendo que cada um deve ser livre de comprar, vender e acumular como quiser, mas exijo uma redistribuição agressiva, capaz de garantir que a liberdade é para todos e não apenas para os filhos de alguns.
Por Ludwig Krippahl
http://ktreta.blogspot.com/2011/08/capitalismo-de-esquerda.html
Se eu tiver de projectar as minhas opiniões políticas numa só linha, fico claramente na “esquerda”. No entanto, sou ideologicamente capitalista, o que complica qualquer discussão que tenha acerca disto. É no que dá tentar reduzir a uma dimensão algo que é multi-dimensional.
Considero que a liberdade de cada um seguir os seus objectivos é um valor fundamental e, por isso, exijo que a sociedade só imponha aquelas restrições que promovam essa liberdade. Proibir o homicídio e a violação ou obrigar à educação das crianças são exemplos de restrições que resultam em mais liberdade do haveria sem elas. A propriedade privada também serve este propósito. Não com músicas ou algoritmos, de que todos podem usufruir sem impedir o usufruto a terceiros, mas com cotonetes e tractores é útil ter regras claras acerca de quem pode usar o quê.
No entanto, devem ser as pessoas envolvidas a decidir se gerem essa propriedade de forma individual ou colectiva. Não deve ser a sociedade a impor isto. Isto torna-me um defensor do capitalismo, enquanto ideologia, porque não aceito que se proíba a propriedade privada dos meios de produção. Se permitirmos às pessoas ter tractores, alugá-los e contratar gente para os operar, temos capitalismo.
No entanto, “capitalismo” também designa outras coisas, com as quais não concordo tanto. Uma delas é um conjunto de modelos económicos assentes na premissa de que, num mercado livre com propriedade privada, cada pessoa age de forma a maximizar o seu capital. Isto era uma boa aproximação no tempo de Adam Smith, e permite criar modelos quantitativos detalhados de um sistema complexo.
No entanto, hoje em dia a margem de erro é muito maior, porque outras motivações, como as condições de trabalho e lazer, têm uma influência maior na economia. A acumulação de capital, apesar de ser uma medida quantitativa conveniente, já não é tão fiável para prever o comportamento dos agentes económicos.
E sou especialmente contra o capitalismo quando o termo refere implementações como a dos EUA, exemplo paradigmático daquilo que o capitalismo se torna se não temos cuidado. A corrupção da democracia, uma terrível desigualdade social, a criminalização da pobreza, a promiscuidade entre o sector público e o privado são consequências práticas da implementação do capitalismo, mas que me parece que podem ser evitadas sem deitar fora a liberdade de cada um usar, alugar ou vender as suas coisas e o seu trabalho.
O que me põe à esquerda é não considerar a propriedade privada um valor fundamental. É apenas uma ferramenta para promover a liberdade, e para se usar somente na medida em que cumpra esse objectivo. Não me apoquenta que a taxa mais alta do IRS passe para 90%. À direita dirão que é um roubo, uma violação dos direitos de propriedade sobre o rendimento, mas os direitos de propriedade são o que quisermos.
Se eu ganhar um milhão de euros por mês, ficar só com cem mil depois dos impostos tem um custo pequeno para a minha liberdade. Há muito pouco que eu possa fazer com um milhão de euros por mês que não possa fazer quase tão bem com uns meros cem mil. E se, com isso, se aumente em mil euros o rendimento de novecentas pessoas quem só ganhem umas poucas centenas, o ganho de liberdade dessas pessoas compensa amplamente a modesta restrição que me impõem.
É por isto que, apesar de ser capitalista, também defendo que o Estado deve redistribuir riqueza de forma eficaz, apropriando-se do que for necessário para optimizar a liberdade individual de todos. Qualquer um deve ter a possibilidade de ser rico e de ter muitas coisas, mas ninguém deve ser forçado à miséria.
No entanto, para complicar ainda mais, sou contra muitas medidas concretas que a esquerda defende. Ordenados mínimos, limites ao arrendamento, subsídio de desemprego, rendimento de inserção e essas coisas.
Eu defendo que o Estado deve garantir, de forma universal e gratuita, aquilo que é importante demais para deixar ao sabor dos mercados. A educação, a justiça, a saúde, e também transportes, comunicações e outras necessidades básicas. Não é preciso ser de luxo, mas todos devem ter um acesso mínimo a estes serviços fundamentais. Defendo também que o Estado nunca deve manipular preços. Além de estupidez, é uma restrição às liberdades individuais sem nada que a compense. Ninguém deve ser proibido de vender o seu trabalho ao preço que quer, por muito pouco que seja, nem deve ser proibido de alugar uma casa pelo preço que quiser, por muito que queira pagar.
E defendo que as prestações sociais devem ser desligadas da burocracia, do estigma e da humilhação que agora carregam os subsídios de desemprego, de inserção social e essas coisas. A redistribuição deve ser equitativa e transparente, com todos a receber, por igual, a parte a que têm direito, e sem burocratas a fiscalizar o coitadinhismo de cada um para subsidiar em conformidade.
Basicamente, e talvez devesse ter reduzido o post a isto, o que me importa é a liberdade. Por isso rejeito as restrições comunistas, defendendo que cada um deve ser livre de comprar, vender e acumular como quiser, mas exijo uma redistribuição agressiva, capaz de garantir que a liberdade é para todos e não apenas para os filhos de alguns.
Por Ludwig Krippahl
http://ktreta.blogspot.com/2011/08/capitalismo-de-esquerda.html
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
sábado, 13 de agosto de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
PresidentA...
“Presidenta” é um disparate
Mão amiga reenviou-me um curto texto a explicar por que motivo a presidente Dilma Roussef está a fazer grossa asneira quando defende o termo “presidenta”. Eis:
«Existe a palavra PRESIDENTA?
Que tal colocarmos um ponto final no assunto?
Em português existem particípios ativos que são derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendigar é mendicante… Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade. Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não “presidenta”,
independentemente do sexo que tenha. Diz-se capela ardente, e não capela “ardenta”; diz-se estudante, e não “estudanta”; diz-se adolescente, e não “adolescenta”; diz-se paciente, e não “pacienta”.
Um bom exemplo do erro grosseiro seria:
“A candidata a presidenta comporta-se como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter-se tornado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, de entre tantas outras atitudes barbarizantas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta”.
9 de Junho, 2011 por Miguel RM
http://www.enxuto.org/
Mão amiga reenviou-me um curto texto a explicar por que motivo a presidente Dilma Roussef está a fazer grossa asneira quando defende o termo “presidenta”. Eis:
«Existe a palavra PRESIDENTA?
Que tal colocarmos um ponto final no assunto?
Em português existem particípios ativos que são derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendigar é mendicante… Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade. Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não “presidenta”,
independentemente do sexo que tenha. Diz-se capela ardente, e não capela “ardenta”; diz-se estudante, e não “estudanta”; diz-se adolescente, e não “adolescenta”; diz-se paciente, e não “pacienta”.
Um bom exemplo do erro grosseiro seria:
“A candidata a presidenta comporta-se como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter-se tornado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, de entre tantas outras atitudes barbarizantas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta”.
9 de Junho, 2011 por Miguel RM
http://www.enxuto.org/
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Chamada atendida.
(Anedota)
"Quando acabaram as pilhas do "nitendo" a menina começou a telefonar para o INEM e depois, fez queixinhas na aula da AR. São assim os putos e as p... Sò querem joguetes com pilhas...
domingo, 31 de julho de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
"A ver se eu entendi bem"
Câmara Corporativa: Da série "A ver se eu entendi bem": "Escreve o jornal Público, com chamada de primeira página: ... (se) o convite se destinou à vice-presidência executiva então o ministro não..."
Mentiròmetro do (Jumento)
Sapiência...
"Ser invencível depende da própria pessoa, derrotar o inimigo depende dos erros do inimigo". (Sun Tzu)
terça-feira, 26 de julho de 2011
Clarissimo
Diz-nos o prezado Eduardo Pitta:
"As directas dos grandes partidos são um assunto demasiado sério para ser deixado nas mãos dos militantes"
Presunção e água benta são assuntos demasiado banais para se deixarem ficar na mão dos simpatizantes, digo eu que, com o poder que tenho por ter assumido claramente a minha condição de militante, usei o voto que só compete aos comprometidos. O Eduardo tem de entender, se quiser entender alguma coisa sobre o papel dos Partidos Políticos, que os militantes de um Partido não são o”aparelho” como ele quer fazer entender.
O aparelho é o dinheiro e o caciquismo que o dinheiro provoca e isso não está na mão dos militantes, mas sim na de pequenos núcleos e na amálgama de "elites" que se enquistam à volta do poder personalizado e que julgam que as organizações políticas são seitas reunidas em torno de uma divindade.
LNT
http://barbearialnt.blogspot.com/
segunda-feira, 25 de julho de 2011
domingo, 24 de julho de 2011
sábado, 23 de julho de 2011
Seguramente...
Segurança e arrojo
Quando logo for à minha Secção votar em António José Seguro para Secretário-Geral do Partido Socialista vou estar essencialmente a fazer duas coisas:
1 – Escolher um camarada, para liderar a organização política que tem a Declaração de Princípios em que me revejo, ao qual reconheço coerência, frontalidade, determinação, coragem e profundo respeito pelas pessoas que formam o colectivo do socialismo democrático e a quem, por outras circunstâncias, conheço práticas de desempenho notáveis, tanto em matéria de organização, como nas de gestão de vontades e de envolvimentos, e nas de exigência comprometida para cumprimento das metas.
2 – Depositar em urna a confiança de que se vai proceder à análise do passado para se retirarem os ensinamentos necessários capazes de identificar e controlar os riscos do presente e assumir as soluções de futuro. É imprescindível repensar o modo de funcionamento do Partido para que a partir daí se consiga a plataforma socialista democrática agregadora de vontades, ideias, pessoas e capacidades que impulsionem as forças capazes de inovação do pensamento e se parta para um novo ciclo de acção mobilizadora que leve os portugueses a voltar a acreditar que só através de um estado social aberto e democrático é possível devolver a esperança numa vida melhor, mais justa, fraterna e solidária.
É mesmo isto que, como militante de base, pretendo. Na minha óptica, a eleição de António José Seguro para coordenar a equipa que resultar do próximo Congresso Nacional baseada na Moção "O Novo Ciclo", será a garantia de que os militantes do PS farão parte das soluções e que, através do envolvimento de todos os cidadãos que venham posteriormente a acrescentar-lhes valor, voltaremos ao poder no momento próprio para concretizar as soluções encontradas.
LNT
http://barbearialnt.blogspot.com/
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Farçolas qb
Explicação
Na sua declaração à imprensa sobre o novo imposto extraordinário, o Ministro das Finanças não invocou nenhum desvio na execução orçamental, nem "colossal" nem perto disso. Louve-se o diferencial de seriedade ministerial sobre as declarações pouco responsáveis do primeiro-ministro a este respeito.
O que se diz na comunicação é:
«Esta medida é imprescindível para acelerar o esforço de consolidação orçamental e cumprir o objectivo decisivo de um défice orçamental de 5,9% para este ano. Traduz uma necessidade de prudência, dada a inexistência de margem de fracasso.»
Trata-se portanto de criar uma "almofada" adicional para qualquer risco na execução orçamental, nomeadamente para o que noutro lugar da comunicação se deixa entrever: a dificuldade em cumprir os objectivos de corte na despesa.
Para quem antes das eleições apostava tudo no ajuste orçamental pelo lado da despesa e recusava aumento de impostos, não está mal...
Não se poderia dizer melhor.
Publicado por Vital Moreira
http://causa-nossa.blogspot.com/
Hòstia ! ...
Privatização da RTP não tem a bênção da Igreja
«O governo prepara-se para comprar uma guerra com a Igreja que tem todos os condimentos para se transformar num caldo de proporções devastadoras.
A anunciada privatização de um canal da RTP, ao baixar os preços da publicidade nas televisões ao nível da liquidação total (aliás, já estão em saldos neste momento) vai reflectir-se na redução drástica do lucros de publicidade das rádios e da imprensa escrita, com implicações na sobrevivência desses meios.
O desmoronamento do mercado publicitário com a entrada de mais privados (o programa de governo também deixa em aberto a possibilidade de um canal da RDP ser privatizado) num circuito já em crise aguda, afectará os meios de comunicação da Igreja, a começar pelo colosso Rádio Renascença, líder de audiências.
Além da Renascença, a Igreja possui uma enorme rede de jornais regionais espalhada por todo o país. Ao que o i apurou, a hipótese de desmantelamento da Rádio Renascença e da perda dos seus muitos postos de trabalho não vai ser aceite de ânimo leve pelos responsáveis da Igreja.
Uma "guerra santa", semelhante à que já foi travada em ocasiões anteriores em nome da comunicação social da Igreja, poderá ser desencadeada a partir de Novembro, altura em que se reúne a Assembleia Plenária dos Bispos, caso o governo não decida recuar nesta matéria.» [i]
Parecer:
Isto vai ser lindo.
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Informe-se o primeiro-ministro.»
http://jumento.blogspot.com/
«O governo prepara-se para comprar uma guerra com a Igreja que tem todos os condimentos para se transformar num caldo de proporções devastadoras.
A anunciada privatização de um canal da RTP, ao baixar os preços da publicidade nas televisões ao nível da liquidação total (aliás, já estão em saldos neste momento) vai reflectir-se na redução drástica do lucros de publicidade das rádios e da imprensa escrita, com implicações na sobrevivência desses meios.
O desmoronamento do mercado publicitário com a entrada de mais privados (o programa de governo também deixa em aberto a possibilidade de um canal da RDP ser privatizado) num circuito já em crise aguda, afectará os meios de comunicação da Igreja, a começar pelo colosso Rádio Renascença, líder de audiências.
Além da Renascença, a Igreja possui uma enorme rede de jornais regionais espalhada por todo o país. Ao que o i apurou, a hipótese de desmantelamento da Rádio Renascença e da perda dos seus muitos postos de trabalho não vai ser aceite de ânimo leve pelos responsáveis da Igreja.
Uma "guerra santa", semelhante à que já foi travada em ocasiões anteriores em nome da comunicação social da Igreja, poderá ser desencadeada a partir de Novembro, altura em que se reúne a Assembleia Plenária dos Bispos, caso o governo não decida recuar nesta matéria.» [i]
Parecer:
Isto vai ser lindo.
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Informe-se o primeiro-ministro.»
http://jumento.blogspot.com/
terça-feira, 19 de julho de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Farçolas
O imposto extraordinário ou um extraordinário imposto? Independentemente, do novo imposto extraordinário ser mais uma medida penalizadora do rendimento dos trabalhadores (por conta de outrem) e contrariar toda a filosofia política do PSD, enquanto Oposição, esta nova sobretaxação foi hoje apresentada pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, aos portugueses. link
Trata-se de uma jogada de antecipação que visa assegurar o cumprimento das metas orçamentais negociadas para 2011 (5.9% do PIB). Como medida cautelar – se estivéssemos no domínio da economia doméstica – representaria um aforro suplementar calculado e assumido para suprir necessidades imprevistas.
O Estado não se rege pelos princípios das economias domésticas. Tem objectivos mais latos: tem leis orçamenatais, versa o crescimento económico; entrosa-se no mercado de trabalho; "joga" em várias vertentes (monetária, inflação, fiscal e défices); é uma área aberta (virada para o exterior), etc.
Este “imposto extraordinário” é, no mínimo, suspeito. Embora tenha sido reiteradamente afirmado que é uma contribuição isolada, solitária (datada no tempo) a tão acentuada turbulência externa e interna tudo pode fazer. Aliás, quando olhamos para cortes salariais ou agravamentos de impostos nos Países já intervencionados a noção residual é que uma vez implementados surgem (sistematicamente) indicações de que são precisas “novas medidas” (vide Grécia).
A displicência do Governo ao empenhar~se na "ultrapassagem" das medidas da troika poderia ser uma mera intenção política, mas uma vez publicamente declarada, expõe-nos à voracidade dos mercados. A pressa em regressar aos mercados pode ser má conselheira.
Com este "imposto extraordinário" – não podemos ignorar – o Governo hipotecou o seu “estado de graça”. Nada disto estava previsto no Memorando de Entendimento, no manifesto eleitoral do PSD e do CDS e no programa de Governo.
É uma jactância política e uma pirueta de gestão financeira (por melhores justificações que surjam) e - não vale a pena iludir - o “esticar da corda” em relação à capacidade contributiva dos portugueses.
Absorto e calado em Belém mantêm-se um seráfico zelador da Pátria, esquecido danife daquele aviso feito no último discurso de 25 de Abril de que… a austeridade tem limites.
posted by e-pá!
http://ponteeuropa.blogspot.com/
Capachinho vermelho & lobo mau.
domingo, 17 de julho de 2011
Passo a passos...
A colossal e insustentável leveza do “ser”
A diferença entre este Governo e o cessante é que o anterior pediu certificação internacional das contas apresentadas pela "prata da casa" para as credibilizar e este pede à "prata da casa" que certifique as contas internacionais para as desvalorizar.
LNT
http://barbearialnt.blogspot.com/
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Tonturas & tonsuras

ICAR – O branqueamento de carrascos
Embora tenha recorrido mais ao fogo do que à água, prefira a incineração ao banho e se dedique ao charlatanismo mais do que à ciência, a ICAR está longe da boçalidade do islão.
Os padres da ICAR, libertos da tonsura que os marcava como propriedade da Empresa, à semelhança do ferro que as ganadarias usam, os padres – dizia -, comportam-se hoje como pessoas normais enquanto não são solicitados a debitar os horrores eternos que o patrão reserva aos hereges, sacrílegos e apóstatas.
Aliás, a civilização atenuou-lhes o ímpeto purificador que, na ânsia de salvar almas, os levava a estorricar os corpos. E, assim, foi esmorecendo o desejo de converter ímpios à custa da tortura e a pia intenção de espalhar a boa nova eliminando relapsos.
A ICAR não é o bando de santos que fabrica com desvelo, a máquina de obrar milagres oleada com emolumentos das dioceses que submetem bem-aventurados à canonização, é uma empresa que vive do negócio da fé, da fábula de Cristo e do medo do Inferno.
Pior do que o clero católico são os judeus de trancinhas à Dama das Camélias, pastores evangélicos dos EUA e os mullahs. Pior que os bispos espanhóis são os talibãs do islão e só o Papa pede meças aos Ayatollahs.
Claro que a tara das religiões monoteístas está no coração dos mais pios, na cabeça dos prosélitos e na acção dos cruzados obsoletos que querem expandir a fé. É por isso que a ICAR conta na galeria dos bem-aventurados, alguns com milagres averbados e lugar reservado nos altares, sórdidas criaturas de escassa virtude e duvidosa santidade.
Stepinac e Pavelic, Escrivà e Franco, Videla e Pinochet, Salazar e Moussolini, Bernard Law e Hans Hermann Groer, Marcincus e Rouco Varela, Voityla e Rätzinger, são grãos da seara arroteada pela ICAR.
Stepinac esteve ligado ao campo de extermínio de Jasenovac, comandado pelo franciscano Miroslav Filipovic, o Frei Morte no lúgubre testemunho dos sobreviventes ortodoxos sérvios. JP2 canonizou o carrasco católico e desprezou os mártires sérvios vítimas do campo de horror de Jasenovac.
É esta gente, este bando de fanáticos e assassinos que a Igreja vai procurando branquear como se fossem beneméritos ou, pelo menos, cidadãos recomendáveis.
A Jugoslávia foi desmembrada com o apoio do Vaticano e da Alemanha tendo a católica Croácia servido de detonador de mais uma tragédia na região.
Na Irlanda do Norte os orangistas e os católicos continuam a odiar-se fraternalmente lembrando com bombas a Reforma e a Contra-reforma.
posted by Carlos Esperança
http://ponteeuropa.blogspot.com/
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Pouco seguro...
Debates entre Seguro e Assis.
Disse-me um Amigo, "vi o debate entre Seguro e Assis", e penso que fez muito bem. pela parte que me cabe, jà não tenho pachorra para ouvir este tipo de debates entre "irmãos-inimigos".
Não passam de pequenas brigas entre "gladiadores" de politica interna, são pràticas fraticidas, onde nem o PS nem os candidatos, esclarecem o que quer que seja.
Parece-me um erro trazerem para a rua, uma brincadeira que deveria ser feita no pàtio de casa.
Penso que Seguro não devia ter aceite estas "palhaçadas", e pior ainda, estar disponivel para outras.
Votos de muita paciência, para quem quiser continuar a ver esta telenovela.
Tenho dito.
Disse-me um Amigo, "vi o debate entre Seguro e Assis", e penso que fez muito bem. pela parte que me cabe, jà não tenho pachorra para ouvir este tipo de debates entre "irmãos-inimigos".
Não passam de pequenas brigas entre "gladiadores" de politica interna, são pràticas fraticidas, onde nem o PS nem os candidatos, esclarecem o que quer que seja.
Parece-me um erro trazerem para a rua, uma brincadeira que deveria ser feita no pàtio de casa.
Penso que Seguro não devia ter aceite estas "palhaçadas", e pior ainda, estar disponivel para outras.
Votos de muita paciência, para quem quiser continuar a ver esta telenovela.
Tenho dito.
Melancias
Debates.
A deputada Heloísa Apolónia, depois de 6 anos a dizer o mesmo, no seu estilo de varina, ainda não lhe passou pela cabeça desmemoriada, que o seu partido, que ela própria não sabe bem qual é, se o PCP, se um imaginário PEV, não ganhou um voto nas duas últimas eleições legislativas.
Por Tomás Vasques
http://hojehaconquilhas.blogs.sapo.pt/
A deputada Heloísa Apolónia, depois de 6 anos a dizer o mesmo, no seu estilo de varina, ainda não lhe passou pela cabeça desmemoriada, que o seu partido, que ela própria não sabe bem qual é, se o PCP, se um imaginário PEV, não ganhou um voto nas duas últimas eleições legislativas.
Por Tomás Vasques
http://hojehaconquilhas.blogs.sapo.pt/
Preto no branco
CARTA DE ABRAHAN LINCOLN AO PROFESSOR DO SEU FILHO.Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, para cada vilão há um herói, que para cada egoísta, há também um líder dedicado, ensine-lhe por favor que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.
Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.
Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou pedindo muito, mas veja o que pode fazer, caro professor."
Abraham Lincoln, 1830
Roubadinho de fresco do:
http://docorvoparaomundo.blogspot.com
segunda-feira, 11 de julho de 2011
domingo, 10 de julho de 2011
Discipulos de cavàco
Valha-nos Deus !...
Que Deus também deu o direito aos seus bispos e cardeais de dizerem disparates… Vêm
estes “desabafos” a propósito das recentes posições da alta hierarquia da Igreja Católica portuguesa em claro apoio político ao Governo. Há algumas semanas, foi a Conferência Episcopal (pela voz do ainda cardeal patriarca) a sintetizar com farisaica inspiração:
“A situação do nosso País é de grave crise; temos que aceitar fazer sacrifícios; oposição ao Governo deve ter um comportamento responsável e de apoio às medidas
excepcionais do Governo”.
Agora, o ainda cardeal patriarca continuou a apoiar politicamente o actual Governo ao caracterizar como “equilibrada” a medida do “corte”, em 50%, do subsídio de Natal. “Quem ganha pouco paga pouco; quem ganha muito paga muito” – isto na piedosa opinião do alto dignatário. (...) Então, uma medida vai trazer um “corte” de 50% no subsídio de Natal a centenas de milhar de famílias de Portugueses carenciados, é uma medida “equilibrada”?! …
João Dinis, Coimbra
36 • Público • Sexta-feira 8 Julho 2011
Que Deus também deu o direito aos seus bispos e cardeais de dizerem disparates… Vêm
estes “desabafos” a propósito das recentes posições da alta hierarquia da Igreja Católica portuguesa em claro apoio político ao Governo. Há algumas semanas, foi a Conferência Episcopal (pela voz do ainda cardeal patriarca) a sintetizar com farisaica inspiração:
“A situação do nosso País é de grave crise; temos que aceitar fazer sacrifícios; oposição ao Governo deve ter um comportamento responsável e de apoio às medidas
excepcionais do Governo”.
Agora, o ainda cardeal patriarca continuou a apoiar politicamente o actual Governo ao caracterizar como “equilibrada” a medida do “corte”, em 50%, do subsídio de Natal. “Quem ganha pouco paga pouco; quem ganha muito paga muito” – isto na piedosa opinião do alto dignatário. (...) Então, uma medida vai trazer um “corte” de 50% no subsídio de Natal a centenas de milhar de famílias de Portugueses carenciados, é uma medida “equilibrada”?! …
João Dinis, Coimbra
36 • Público • Sexta-feira 8 Julho 2011
terça-feira, 5 de julho de 2011
"Carneiros"
Consoante muda
Agora em voz alta, por favor
Para começar claro, eu acho que se tivesse havido na campanha eleitoral um partido X
que dissesse “este ano o Estado vai arrecadar todo o vosso subsídio de Natal para resolver os seus problemas de tesouraria e podermos voltar ao crescimento económico” — esse partido teria ganho as eleições.
“Imaginem”, pensaria o eleitor, “resolver todos os problemas de uma só penada, sacrificando o subsídio de Natal, mas depois ficar mais tranquilo em relação à
possibilidade de desemprego ou falência, se tal coisa fosse possível” — mas tal coisa não é possível.
Sabemos todos que metade do subsídio de Natal (ou o equivalente a esse subsídio para quem o não ganha) se destina a reunir meros 800 milhões de euros para tapar um buraco.
Reparem: o mesmo papel de tapa-buracos poderia ser cumprido pela venda de uma pequena
parte das nossas reservas de ouro. Portugal tem cerca de 380 toneladas de ouro, reservas que estão no décimo quarto lugar mundial em termos absolutos e
serão das maiores no mundo por comparação com o tamanho da economia. As nossas reservas valem, à cotação atual, cerca de 12,5 mil milhões de euros.
Mas a hegemonia do discurso do sacrifício é tão grande que se tivesse havido em Portugal um partido Y dizendo: vamos vender 24 toneladas de ouro para fazer 800 milhões de euros — esse partido teria perdido.
E, no entanto, o corte do subsídio de Natal tem efeitos sobre a economia (no pequeno comércio, no trabalho sazonal, etc.) que a venda de um quinze avos do nosso ouro não teria. (Em ambos os casos, é claro, o encaixe de dinheiro ocorre só uma vez. Já a legalização e taxação da cannabis, com recolhas estimadas de 20 mil milhões de euros em toda a EU, talvez permitisse ao Estado português um encaixe equivalente aos 800 milhões, repetido todos os anos. Mas Passos Coelho é só um daqueles liberais que acham que deve ser fácil despedir pessoas e não um liberal-liberal disposto a legalizar drogas leves.)
Mas agora vamos à questão séria. Houve eleições há menos de um mês. Nenhum partido falou em cortar o subsídio de Natal. Esta medida não só é um roubo mas é também um maltrato violento à nossa democracia. Não haverá ninguém que a possa impedir?
Há — e aqui olho diretamente para os deputados da maioria. A democracia não funciona só nas eleições. Entre cada ato eleitoral a democracia passa por um Parlamento digno desse nome.
Toda a gente fala deste corte como se já estivesse adotado, mas nenhum daqueles deputados é obrigado a votar este imposto extraordinário sem ao menos impor condições. Os deputados da maioria ainda recentemente desobedeceram às ordens que tinham para votar em Fernando Nobre como presidente da Assembleia. Mas esse era um
voto secreto e portanto era fácil ser corajoso.
E agora onde estão deputados com peso específi co dispostos a erguer-se contra esta medida, nem que seja condicionalmente? Porque não diz o próprio Fernando Nobre
“eu não voto isto enquanto não me mostrarem um plano de luta contra a pobreza”? Porque não diz Carlos Abreu Amorim, deputado e cronista independente, “eu não voto isto enquanto não adotarem as medidas anticorrupção propostas por João Cravinho”? E porque não haverá ao menos um que diga: “eu não voto isto porque não estava no
programa com que fui eleito”?
Será que é por não ser um voto secreto? Balelas. Sois representantes do povo e não
do vosso chefe. Agi como tal.
Rui Tavares. Historiador.
Deputado independente
ao Parlamento Europeu (http://twitter.com/ruitavares)
Agora em voz alta, por favor
Para começar claro, eu acho que se tivesse havido na campanha eleitoral um partido X
que dissesse “este ano o Estado vai arrecadar todo o vosso subsídio de Natal para resolver os seus problemas de tesouraria e podermos voltar ao crescimento económico” — esse partido teria ganho as eleições.
“Imaginem”, pensaria o eleitor, “resolver todos os problemas de uma só penada, sacrificando o subsídio de Natal, mas depois ficar mais tranquilo em relação à
possibilidade de desemprego ou falência, se tal coisa fosse possível” — mas tal coisa não é possível.
Sabemos todos que metade do subsídio de Natal (ou o equivalente a esse subsídio para quem o não ganha) se destina a reunir meros 800 milhões de euros para tapar um buraco.
Reparem: o mesmo papel de tapa-buracos poderia ser cumprido pela venda de uma pequena
parte das nossas reservas de ouro. Portugal tem cerca de 380 toneladas de ouro, reservas que estão no décimo quarto lugar mundial em termos absolutos e
serão das maiores no mundo por comparação com o tamanho da economia. As nossas reservas valem, à cotação atual, cerca de 12,5 mil milhões de euros.
Mas a hegemonia do discurso do sacrifício é tão grande que se tivesse havido em Portugal um partido Y dizendo: vamos vender 24 toneladas de ouro para fazer 800 milhões de euros — esse partido teria perdido.
E, no entanto, o corte do subsídio de Natal tem efeitos sobre a economia (no pequeno comércio, no trabalho sazonal, etc.) que a venda de um quinze avos do nosso ouro não teria. (Em ambos os casos, é claro, o encaixe de dinheiro ocorre só uma vez. Já a legalização e taxação da cannabis, com recolhas estimadas de 20 mil milhões de euros em toda a EU, talvez permitisse ao Estado português um encaixe equivalente aos 800 milhões, repetido todos os anos. Mas Passos Coelho é só um daqueles liberais que acham que deve ser fácil despedir pessoas e não um liberal-liberal disposto a legalizar drogas leves.)
Mas agora vamos à questão séria. Houve eleições há menos de um mês. Nenhum partido falou em cortar o subsídio de Natal. Esta medida não só é um roubo mas é também um maltrato violento à nossa democracia. Não haverá ninguém que a possa impedir?
Há — e aqui olho diretamente para os deputados da maioria. A democracia não funciona só nas eleições. Entre cada ato eleitoral a democracia passa por um Parlamento digno desse nome.
Toda a gente fala deste corte como se já estivesse adotado, mas nenhum daqueles deputados é obrigado a votar este imposto extraordinário sem ao menos impor condições. Os deputados da maioria ainda recentemente desobedeceram às ordens que tinham para votar em Fernando Nobre como presidente da Assembleia. Mas esse era um
voto secreto e portanto era fácil ser corajoso.
E agora onde estão deputados com peso específi co dispostos a erguer-se contra esta medida, nem que seja condicionalmente? Porque não diz o próprio Fernando Nobre
“eu não voto isto enquanto não me mostrarem um plano de luta contra a pobreza”? Porque não diz Carlos Abreu Amorim, deputado e cronista independente, “eu não voto isto enquanto não adotarem as medidas anticorrupção propostas por João Cravinho”? E porque não haverá ao menos um que diga: “eu não voto isto porque não estava no
programa com que fui eleito”?
Será que é por não ser um voto secreto? Balelas. Sois representantes do povo e não
do vosso chefe. Agi como tal.
Rui Tavares. Historiador.
Deputado independente
ao Parlamento Europeu (http://twitter.com/ruitavares)
P.S. Luxemburgo diz, BASTA !.
Cansados de tanta incompetência e compadrio, Socialistas do Benelux, pedem politica responsavel e transparente, para as comunidades. (nota zézen)
Caro camarada António José Seguro, candidato a Secretário-geral do Partido Socialista,
Caro camarada Francisco Assis, candidato a Secretário-geral do Partido Socialista,
Depois de discutirmos na nossa Secção as propostas políticas e os candidatos a SG, decidimos interpelar os candidatos no sentido de sabermos se estão dispostos a aprofundar as suas ideias e propostas para as Comunidades e determinados a resolver o problema da integração orgânica dos militantes do PS das secções das Comunidades no intuito de encontrar uma solução à situação que se arrasta desde há demasiados anos.
Quanto à primeira questão, logo que as moções sejam publicadas não deixaremos de analisar as propostas e ideias avançadas e, se assim o entenderem os militantes da Secção, voltar a interpelar-te e a fazer-te as sugestões que achemos pertinentes.
Quanto à segunda questão queremos solicitar-te a tua posição sobre a situação que se expõe.
1. Sendo o PS um partido de militantes e sendo estes a única fonte de legitimidade das estruturas directivas aos diferentes níveis, aquilo que se passa nas Comunidades é anómalo e inadmissível à luz dos mais elementares princípios democráticos: igualdade de todos os militantes em termos de deveres e de direitos e capacidade eleitoral activa e passiva para todos os órgãos do Partido.
2. Com efeito, acontece que os militantes das Comunidades viram de há uns anos a esta parte as suas capacidades electivas limitadas à eleição dos Secretariados das Secções, dos Delegados ao Congresso e da eleição do SG. Isto desde que, num acto prepotente e burocrático digno de um partido estalinista (sem nunca lhes terem sido comunicadas as actas dos órgãos nacionais do Partido que tal terão decidido, nem os documentos que explanassem a decisão e a sua fundamentação), foram extintas as Federações à data existentes nas Comunidades. Desde essa data não lhes é reconhecida a capacidade de terem representantes na Comissão Nacional ligados organicamente às estruturas organizativas, nem tão sequer de se pronunciarem sobre as listas que o Partido pretenda apresentar aos diferentes cargos de índole electiva, como sejam os candidatos a deputados à AR. São quando muito “consultados” por e-mail com o fim de, muito simplesmente, darem conta das suas observações e/ou sugestões...
3. Esta situação, é perfeitamente anómala e equivale a considerar os militantes das Comunidades como “militantes de segunda” e sob tutela do Departamento Internacional e das Comunidades, órgão não eleito, que tende a ignorar a realidade militante fora de Portugal, defendendo apenas os órgãos nacionais do Partido.
Departamento que os militantes das Comunidades não só não elegeram como nem sequer têm qualquer possibilidade, estatutariamente estabelecida, de participar e/ou de controlar, como seria normal num partido verdadeiramente democrático em que os órgãos directivos, intermédios ou nacionais, têm que apresentar contas e sujeitarem-se ao controlo das assembleias de militantes para o efeito estatutariamente definidas. Para além disso não existe, organicamente, a obrigação daquele Departamento de prestar contas aos militantes das Comunidades. Tal situação equivale à substituição dos órgãos de uma Federação por um "comissário político", o Secretário Internacional e o(s) funcionário(s) do citado Departamento. Face a esta realidade, perguntamos: que Federação Distrital do país toleraria uma tal situação?
4. Estamos convencidos que grande parte dos militantes das Comunidades vivem esta situação como um sinal de desprezo dos órgãos nacionais e com uma enorme indignação pela forma como um partido chave de uma sociedade democrática como é a portuguesa, trata um grupo alargado e numericamente significativo dos seus militantes. A nossa análise e a nossa experiência leva-nos a afirmar que, na prática, somos considerados não só como agentes menores mas, sobretudo, como necessitados de sermos tutelados por um órgão que não elegemos.
Esta situação é no mínimo incoerente com a mensagem política de aproximação entre os portugueses no estrangeiro e o nosso país pois esbarra na atitude contraditória dos nossos dirigentes, a começar pelo exemplo paradigmático que é a própria organização do nosso partido, que tem responsabilidades acrescidas para com as comunidades portuguesas. Devido às circunstâncias geográficas, os nossos militantes no estrangeiro devem mesmo beneficiar de uma discriminação positiva. O aparelho partidário deve, pois, tornar fácil a relação entre as estruturas políticas nacionais e as estruturas políticas no estrangeiro, assim como a relação entre as secções das Comunidades. O diálogo e a relação entre militantes deve ser incentivado. As federações no estrangeiro, como estruturas agregadoras que eram, permitiam justamente que essa mesma relação e o contacto entre militantes fossem mais próximos e intensos.
Após o que acabámos de expor, a questão que te queremos colocar é a seguinte:
Estás na disposição de propor aos órgãos competentes do Partido a correcção desta situação, nomeadamente através das adaptações necessárias dos Estatutos?
Aguardamos com urgência e expectativa a tua reacção a esta interpelação.
Por um Partido Socialista exemplarmente democrático, as nossas melhores saudações socialistas,
F.C.
S.Coordenador.
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