segunda-feira, 17 de maio de 2010

Par(a)lamentar

Passos Coelho assina óbito do inquérito a Sócrates

Líder do PSD pouco entusiasmado com resultado final, mas deputados pedem prudência. PS fala de um partido a duas vozes.

Definitivamente, quaisquer que sejam as conclusões da Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso PT/TVI, as consequências políticas para José Sócrates e para o Governo serão nulas. Ontem, em entrevista ao JN, Pedro Passos Coelho, o novo líder do PSD, assinou o óbito (político) da CPI, ainda antes de os trabalhos terminarem: "Não me parece que a comissão se encaminhe para conclusões categóricas", declarou.

Ora, sem conclusões categóricas, vale um princípio fundamental no direito português, o in dubio pro reo - em caso de dúvida, absolve-se o réu, José Sócrates. Agostinho Branquinho, deputado do PSD que integra a CPI, pede prudência nas leituras: "Até ao momento em que a entrevista foi dada, existiam uns elementos. Para a semana, chegam mais, como as respostas do primeiro-ministro", declarou ao DN, recusando a ideia de que a direcção do partido tenha enterrado a CPI: "Não há nenhuma orientação política no sentido de abrandar o trabalho e o ritmo da comissão. Os deputados do PSD continuam a fazer reuniões para preparar as matérias e a colocar todas as questões às pessoas que vão prestar depoimento", garantiu ao DN Agostinho Branquinho, um dos mais activos deputados social-democratas da CPI.

Por sua vez, Ricardo Rodrigues, deputado PS, apesar de invocar alguma reserva para emitir uma opinião sobre a entrevista de Pedro Passos Coelho, não deixou de assinalar o que, do seu ponto de vista, é um facto: um PSD a duas vozes. "Uma da direcção política do partido e outra de alguns deputados da comissão."

A entrevista de Pedro Passos Coelho aparenta ser um sinal de que o PSD não pretende forçar uma crise política com o resultado final da CPI. O recente acordo entre Passos Coelho e José Sócrates, para tentar resolver o problema da crise económica, poderá levar a que o "superior interesse nacional" supere qualquer tentativa de provocar turbulência política - aliás um dos motivos invocados pelas agências de rating internacionais para descer a pontuação portuguesa em matéria de confiança económica.

Esta nova posição do PSD contrasta, tal como o DN tinha evidenciado (ver edição de 14 de Maio), com um forte entusiasmo no início dos trabalhos da CPI. Passos Coelho, em Fevereiro deste ano, deu o mote: "Se vier a apurar--se que o primeiro-ministro teve uma acção ilegítima e politicamente condenável, eu creio que nem o Presidente da República deixaria que houvesse outra atitude a tomar que não fosse a demissão do Governo." Actualmente, considera que é preciso separar as águas: "À política o que é da política, aos tribunais o que é dos tribunais", disse na mesma entrevista ao JN.

Mas tamb ém, refira-se, até agora a matéria recolhida pelos deputados não lhes permite ir mais além do que anotar contradições entre os vários depoimentos recolhidos quando cruzados com documentos.

A chegada das escutas telefónicas - recolhidas no âmbito do processo "Face Oculta" - e as respostas de José Sócrates às 74 perguntas enviadas pelo deputados poderão dar um novo alento aos trabalhos. Sendo certo que - como tem sido recorrente - os depoentes na CPI, mesmo confrontados com dados novos, sempre podem alegar falta de memória ou desconhecimento.

Até ao final dos trabalhos, caberá aos deputados montar o puzzle do negócio PT/TVI. Conseguirão encaixar as peças (se é que elas encaixam)? O relator é o deputado João Semedo, do Bloco de Esquerda, que apresentará um relatório que será submetido a votação.

por CARLOS RODRIGUES LIMA
Lusa

Saldanha Sanches




Dezenas de pessoas despediram-se de Saldanha Sanches
por Agência Lusa

Dezenas de pessoas estiveram hoje no Cemitério dos Olivais, em Lisboa, onde o corpo do professor catedrático e fiscalista José Luís Saldanha Sanches foi cremado ao início da tarde.

Os ex-ministros Pina Moura e José António Pinto Ribeiro, o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, o deputado e dirigente do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, a eurodeputada Ana Gomes, e o sociólogo Manuel Villaverde Cabral contavam-se entre os presentes no funeral.

Presente esteve também Pedro Soares Martinez, catedrático jubilado da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que chegou a ser saneado daquela faculdade no pós-25 de abril de 1974, mas que lá voltou a lecionar.

O antigo chefe da Casa Civil do ex-Presidente da República Mário Soares, o advogado José Galamba, também do Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado (MRPP), e o professor catedrático de Direito Marcelo Rebelo de Sousa foram outros dos que marcaram presença no funeral.

Num breve elogio fúnebre, um colega de Saldanha Sanches, também fiscalista da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, lembrou o "exemplo de homem" livre que Saldanha Sanches.

Lembrando tempos de antes do 25 de abril de 1974, o mesmo catedrático classificou Saldanha Sanches como o "paladino que a tortura e o calabouço não conseguiram calar".

E sublinhou que se para uns quem será recordado será Saldanha Sanches, para outros - os amigos - será sempre o José Luís. Uma lembrança será comum a uns e a outros. "o homem livre e que nunca ninguém conseguiu calar", disse.

Também a mulher do catedrático, a procuradora-geral adjunta do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP), Maria José Morgado, numas breves palavras de despedida recordou um poema de Sophia de Mello Breyner para dizer que José Luís estará sempre com os que lhe são queridos.

Sobre o marido disse ainda ter sido "intolerável com a corrupção, os cobardes e os oportunistas" além de que morreu como sempre viveu: "um homem livre".

Na sua intervenção, Maria José Morgado recordou e agradeceu ainda a forma empenhada e dedicada com que toda a equipa do Hospital público de Santa Maria tratou o seu marido durante as três semanas em que esteve internado.

As intervenções do catedrático da Faculdade de Direito e de Maria José Morgado arrancaram duas fortes salvas de palmas das muitas dezenas de pessoas que assistiam à cerimónia fúnebre, enquanto muitos dos presentes faziam questão de referir que Saldanha Sanches é um homem "que faz muita falta a Portugal".

Professor universitário, jurisconsulto e fiscalista, Saldanha Sanches morreu na sexta-feira no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, aos 66 anos, vítima de cancro.

Na sexta-feira, o Conselho Pedagógico da Faculdade de Direito de Lisboa aprovou, por unanimidade, um voto de pesar pela morte de Saldanha Sanches.

Miro Casavella - A Morte Saiu À Rua

Limites

Luís Amado
Ministro de Estado quer limitar o défice na Constituição


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O número dois do Governo fala sobre o plano de austeridade, a importância de uma coligação e a revisão constitucional.
Luís Amado diz que as presidenciais de 2011 abrem “um novo ciclo político” e defende que a Constituição deve ter um valor máximo para o défice e para o endividamento.

O Governo conta com o PSD para as reformas estruturais?

E o PSD tem que contar com o PS. Sem o entendimento com estes dois principais partidos, que não é exclusivo de um entendimento com outros partidos à direita e à esquerda, o País não conseguirá adaptar-se às condições muito exigentes com que estamos confrontados. Seria absolutamente irresponsável que os dois partidos não trabalhassem uma agenda positiva.

Qual é a melhor solução: um entendimento no Governo ou no Parlamento entre PS e PSD?

Neste momento temos o entendimento possível. Foi pena que à saída das últimas eleições não tenha existido um entendimento mais formal.

Um Governo de bloco central?

Não há, em nenhum País europeu, um Governo minoritário como o nosso. Num momento de tanta instabilidade e incerteza, quando os mercados impõem a sua força com uma lógica que desprezámos, temos um Governo minoritário porque a oposição em bloco recusou negociar qualquer plataforma de Governo. Foi um erro.

O Governo tomou posse há sete meses. Não há ministro das Finanças a mais e políticas sectoriais a menos?

O País tem estado dominado, como todos os Países europeus, pelos problemas financeiros. A crise financeira está longe de ultrapassada. Vamos entrar numa fase de revisão constitucional e é importante que haja um consenso alargado face a dispositivos constitucionais que criem estabilidade e ajudem a resolver problemas estruturais.

Que problemas?

Na questão orçamental. Haverá uma reacção positiva dos mercados se, por exemplo, formalizarmos uma norma travão que crie um limite para o défice e endividamento. Um valor aceitável que não impeça uma resposta adequada em momentos de crise.

Que reformas devem ser feitas na revisão constitucional?

É indispensável que os principais partidos se entendam sobre reformas em sectores essenciais para a recuperação do País: educação, justiça e o sector laboral. Uma reforma no ensino exige uma década, na justiça exige muitos anos. Por isso a alternância não pode colocar em causa as políticas neste sectores.

Defende um entendimento alargado na reforma da educação, justiça e trabalho?

Nesta fase de grande complexidade o consenso deveria ser uma imposição da própria sociedade.

Isso acontecerá na revisão constitucional?

Há um ambiente que se criou que é propício a um entendimento alargado entre os principais actores políticos à semelhança do que aconteceu em momentos de crise nas décadas de 70 ou 80. Os objectivos do País não foram hipotecados por divergências pessoais, ou protagonismos de personalidade ou de carácter.

A legislatura vai ser cumprida até ao fim?

Depende muito do que acabei de dizer: capacidade de entendimento, gestão de expectativas internas dos partidos e do Presidente da República e da leitura que faz do processo político. Acredito que no imediato, com os passos que foram dados, não teremos uma crise política que seria totalmente irresponsável.

Depois das presidenciais logo se verá...

Ver-se-á porque se abre também um novo ciclo. Vamos ver como evolui o trabalho parlamentar que terá pela frente a aprovação de importantes documentos para implementar o programa de estabilidade e crescimento. O importante é que no espaço reformista de inserção da economia e da sociedade no espaço da economia mundial e europeia haja um entendimento possível.

Francisco Teixeira
http://economico.sapo.pt/noticias/ministro-de-estado-quer-limitar-o-defice-na-constituicao_89772.html

Van Eyck

domingo, 16 de maio de 2010

Andreias q.b.

Rock in Fátima: "O mundo deu a volta"

Por Fernanda Câncio - Martírios, lágrimas, promessas e festival pop. Mas toda a gente vem ao mesmo: sentir qualquer coisa.

Faz sol e chove e faz frio, à vez. Na grande depressão circular que é o recinto de Fátima, Andreia Corvo, 17 anos, óculos escuros enormes, jeans e várias camisolas, alonga- -se num colchão como na praia - como na sua terra, Olhão -, à espera do Papa. "Tenho curiosidade de o ver, a ver se me toca alguma coisa." O quê, Andreia não sabe explicar. "Sou de uma comunidade cristã e perguntaram se queria vir e vim." É a primeira vez em Fátima e sobre o sítio e o seu significado só sorrisos: "Não percebo nada disto, sinceramente." Quanto ao que espera que o Papa diga ou o que ele lhe diz, mais embaraço. "Sinceramente não sei, nunca o ouvi."

A um metro de Andreia, no corredor de pedra lisa que atravessa o recinto até a uma espécie de grande telheiro sobre uma pequena casinha - a chamada Capela das Aparições -, Maria Alice Carvalho Alves Silva, 65 anos, residente em Celorico de Basto, avança lentamente, de joelhos, o rosto fechado para a assistência. É uma das muitas mulheres - não há homens, por acaso ou não - que "pagam" assim um pedido.

Em comum, além do género e da escolha do meio (massacrar as rótulas), o olhar abstracto, às vezes doloroso, em contraste paradoxal com o tumulto que as rodeia e que faz as voluntárias de serviço, freiras e escuteiras, solicitar uma e outra vez às pessoas que se desviem para deixar passar as pagadoras de promessas.

Maria Alice não se protegeu com joelheiras mas chega ao fim de boa disposição e sem queixas. "Vim porque o filho da minha filha foi operado a um tumor maligno no cérebro. Ela trouxe-o a cachaleiro [às cavalitas] dela e deu três voltas, e eu vim também. Acredito muito na Nossa Senhora de Fátima. A gente tem fé que nossa senhora é tudo e pode tudo."

A diferença entre pedir e crer, esperar e aceitar a graça e vir aqui fazer o corredor de joelhos no meio desta multidão é, explica, "o sacrifício". "Se eu não viesse, ela não se importava, claro. Mas eu quero vir. Fátima é o altar do mundo, a terra do silêncio, do sagrado." Silêncio, de momento, não abunda. Maria Alice concorda, critica: "Quando comecei a vir aqui, com 17 anos, não se dava um pio, era um lugar santo. Havia mais gente, mas era diferente. Agora é barulho, é confusão. Há bocadinho ali em cima, cantou-se e fez-se um sacramento e ninguém ligou, tudo deitado no chão. Já não há aquela fé... E cada vez vai ser pior." O desalento e descrença face ao presente e futuro em alguém que acabou de atribuir uma cura milagrosa a uma existência superior que tudo vê, pode e controla parece contradição insanável.

Mas Maria Alice explica: "Deus e Nossa Senhora estão onde estão e vão continuar a estar onde estão, mas as pessoas não cumprem; cada vez as igrejas estão mais vazias, cada vez menos crianças, cada vez mais abortos... Já não há amor, já não há pessoas de coração puro. Nossa Senhora abeirou-se daqueles meninos inocentes para mudar o mundo... Mas o mundo deu a volta. Como não sei, mas cada vez vai ser pior, vai ver." Cada vez pior? Não é suposto ter esperança? "Mas eu tenho esperança."

Chove agora, quando se anuncia a chegada do papamóvel. Gritos de viva o Papa, palmas, gente a subir para banquinhos, para cima de gente, em bicos dos pés.

Maria Amélia Pinto de Barros, portuense de 75 anos, casaco de caxemira, gola de vison, carteira Vuitton e cabelo impecável (é gerente comercial reformada, informa) vem aqui "desde bebé". Porquê? "Sei lá. Talvez porque os meus pais me trouxeram. Sou do tempo em que era tudo lama, e não havia onde ficar, dormíamos no carro. Agora... É quase uma romaria, para não dizer que é mesmo uma romaria." Sorri. "Tenho dito: agora vou ouvir o Papa." Bento XVI lê uma mensagem e dirige-se a seguir, de novo no papamóvel, para o cimo do recinto, para a nova Igreja da Santíssima Trindade.

Lá dentro, espera-o uma assembleia composta sobretudo por religiosos e religiosas. Mas quando o Pontífice entra o templo é um cenário de concerto pop: palmas e gritos, pessoas em pé sobre o espaldares das cadeiras e dezenas de telemóveis ao alto, a filmar e a fotografar.

Não chega contemplar e sentir, parece, nem sequer entre aqueles a quem a seguir o Papa vai falar, na sua voz pausada, agora cada vez mais rouca, às vezes quase inaudível, sobre saber escutar com o coração e dar disso o exemplo.

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1568628

Contas de sumir

Esquerda irresponsável

Há uma esquerda arcaica, incluindo nos partidos socialistas, que acha que pode haver eficíência económica fora da economia de mercado, que pode haver criação de emprego sem aumento da competividade externa da economia, que a despesa pública pode aumentar indefinidaemente sem cobertura pela receita, que a disciplina orçamental é descartável e reaccionária, que o Estado social inclui aposentações aos 60 anos com pensão completa e protecção absoluta da segurança no emprego (para quem o tem...), que os serviços públicos não têm de ser eficientes, que os funcionários públicos têm privilégios naturais, que pode haver correcção do défice orçamental excessivo e do endividamento público incomportável sem alguma redução do nivel de vida.
Infelizmente, o lugar destas ideias e outras semelhantes só pode ser a oposição...

Publicado por Vital Moreira
http://causa-nossa.blogspot.com/

Don Xanxo


Alheira Real



SINDICALISMO PURITANO

Se Bruna Real tivesse sido afastada da escola por razões políticas teríamos os sindicatos dos professores indignados a protestar contra a directora da DREN, muito provavelmente Louçã estaria a caminho de Mirandela e na manif do dia 29 a professora apareceria à cabeça ao lado de Jerónimo de Sousa. Mas como a professora Bruna apareceu na capa da 'Playboy' ninguém apareceu para a defender, temos um sindicalismo tão puritano como a Igreja Católica.

http://jumento.blogspot.com/

Nota zézen:
Grupo de Apoio à Professora Bruna Real! (Playboy/Mirandela) is on FacebookSign up for Facebook to connect with Grupo de Apoio à Professora Bruna Real! ...
www.facebook.com/group.php?gid=122182521142797

P.R. -Para Rir-



Cavaco Silva pediu a Bento XVI para rezar por Portugal e pelos Portugueses. Podemos dizer que a Constituição não o proíbe nem as rezas nos prejudicam. Entre as orações do solicitadas ao Papa e os maus olhados encomendados à bruxa da Lousã temos de pensar que há melhores intenções no pedido das primeiras.

O que me deixa desolado, num país onde a superstição atinge o mais alto titular dos órgãos de soberania, é o à-vontade com que Cavaco solicita para mim, que me orgulho de ser português, uma reza para que não lhe passei procuração e ao arrepio da laicidade a que está obrigado.

Não sei se em período de seca o PR será capaz de pedir a um chefe índio que nos visite a habitual fogueira, para que chova, com a mesma convicção com que é capaz de pedir uma novena ao líder católico.

Há actos que envergonham um povo e situações constrangedoras para quem ouve o seu PR. Salvo o devido respeito, Cavaco pediu ao Papa um placebo para os males que nos afligem, na melhor das hipóteses, ou exerceu acto de adulação gratuita que envergonha os não crentes e para o qual não tem competência.

Cavaco pode pôr a família a beijar o anel ao Papa mas não pode humilhar o Pais perante o seu líder espiritual. É isso que distingue um estadista de um rato de sacristia.

posted by Carlos Esperança
http://ponteeuropa.blogspot.com/

Kandinsky

sábado, 15 de maio de 2010

Cesària Èvora

Tanto bento, meu deus.

Os trolhas



A "Nação Fidelíssima" em versão cavaquista

A subserviência de Cavaco perante Bento XVI está a reeditar a "Nação Fidelíssima". Mais: está a tornar-se num embaraço para a Igreja Católica, que gostaria de ver o Papa rodeado de crentes — e não marcado, a par e passo, por apoiantes de Cavaco.

posted by Miguel Abrantes
http://corporacoes.blogspot.com/

Alegres e contentes

O candidato perante a lama e a exigência dos puros

A declaração acerca do seu passado militar feita pelo cidadão e (bi)candidato presidencial Manuel Alegre só pode causar engulhos a quem mistura ideologia com biografia ou entende que deve ser o estoicismo do silêncio (num género de calar de “puta velha”) a única resposta a uma calúnia mil vezes repetida com o intuito claro de retirar politicamente dividendos do efeito do passado falsificado de quem vai a votos mas que se detesta. Manuel Alegre já confirmou que vai a votos, como alternativa à direita conglomerada em torno da recondução de Cavaco Silva.

Pode não ser o melhor candidato para unir e motivar, à partida, toda a esquerda e o centro-esquerda (o verdadeiro busílis da decisão eleitoral e que antes de dividir o eleitorado divide o PS, amarrado que está partidariamente à sua potente e governamentalista ala centro-direita). E é, seguramente, uma aposta de risco para derrotar Cavaco, mas isso se não se conseguir forçar uma segunda volta (meta difícil mas possível), a qual aplainaria, mesmo semeando sapos, as reticências do dogmatismo e do perfeccionismo personalista.

Mas não há candidatos de proveta. Na esquerda, pela esquerda, foi Alegre que avançou. Felizmente, porque Alegre é um bom candidato, o melhor candidato que, na esquerda plural, se podia apresentar. Tanto mais que, desta vez, o poderoso pólo de centro-direita dentro do PS não tem um “candidato de palha” para confundir as hostes (Nobre foi uma aposta pífia da “ala soarista” que se esgotou no impulso de revanche), obrigando-se a escolher entre Cavaco ou Alegre (sem dúvida que a maioria desta ala prefere a primeira opção, mas sempre restam os que têm boa e crítica memória sobre a fonte de veneno institucional e político que é ter-se Cavaco em Belém).

Resumindo, com todos os seus defeitos e virtudes, nas quais não se pode esquecer a coragem indómita de ir à luta mesmo quando a idade e o desgaste aconselhavam antes que calcasse as pantufas e se dedicasse exclusivamente à escrita (sobretudo à prosa, onde a sua poesia melhor alastra), Alegre é o candidato da esquerda que, neste momento político, é possível unir sem unificar para retirar a direita reaccionária de Belém. Só que numa eleição em que se escolhem pessoas, cada pessoa-candidato, não sendo tudo, é muito. Ela, com o seu presente, os seus projectos, o seu passado.

É falsa a dicotomia redutora que afunila as opções dos mancebos, quando a guerra colonial meteu a juventude portuguesa na fornalha das guerras coloniais, a fazerem a guerra com convicção ou submissão ou, então, desertarem. Houve quem escolhesse uma “terceira via”, a de irem para a guerra e, na guerra, lutarem contra ela.

Cada mancebo português dos anos sessenta e primeira metade da década de setenta, avaliou e escolheu, cada um condicionado por mil constrangimentos pessoais, familiares, culturais, sociais e políticos. Nem todos tinham consciência política, nem todos tinham os mesmos “status” e constrangimentos familiares, nem todos tinham as mesmas acessibilidades e as mesmas capacidades de coragem, apoio e suporte relativamente aos circuitos que permitiam aceder à deserção com exílio com prazo incerto ou mergulho na clandestinidade. Finalmente, nem todos faziam a mesma leitura política sobre a melhor posição de intervenção perante a guerra colonial que se combatia, desertando (isenção individual) ou partilhando a guerra e aí lutando por convicções contrárias a ela (no mínimo, tentando “contaminar” os que lá estavam por profissão, convicção ou submissão, contaminação esta que, no limite, levou ao MFA e ao 25A).

A esta distância, mais que julgar há que compreender que mais que a escolha das vias, eram, na ditadura (e, por isso, não falo sobre a coragem indómita e exemplar dos que desertaram após o 25 de Abril de 1974, os heróis da recusa à guerra colonial já falida), sobretudo as vias que escolhiam as opções. Um mancebo arrancado ao mundo provinciano e só culturalizado pelo patrioteirismo da época, sem acesso a escolhas e inquietações que a censura, a opressão e os costumes inibiam, fazia a guerra com zelo e seguindo os seus cabos de guerra, compensando a dureza dos combates com o gozo da fraternidade do élan da sobrevivência com os seus irmãos de armas. Entre os politizados, sempre uma minoria, uns desertavam (com a honra dessa opção) e outros continuavam, “na guerra”, o seu combate político contra o fascismo e o colonialismo, enquanto cumpriam as suas obrigações incontornáveis de combatentes pela causa errada.

Descarregar juízos sobre as opções dos jovens portugueses colocados perante os dilemas da guerra colonial, é transferir as culpas reais, ou seja, as que cabem quase inteiras sobre os decisores políticos e guerreiros de então, os autênticos “senhores da guerra”, os do fascismo, do colonialismo, da guerra colonial. Manuel Alegre fez a guerra colonial, conspirou nela contra o regime, foi por isso preso e expulso do exército, exilou-se para escapar a nova prisão, continuando no estrangeiro a luta contra o fascismo e o colonialismo.

É a sua história, foram as suas opções perante as “escolhas” que a ditadura lhe proporcionou. Por isso, como qualquer um, tem direito à verdade do seu passado e das suas responsabilidades. Se o salazarismo do boato e da calúnia, o mesmo que espalha e consolida a mentira de Soares a pisar em Londres a bandeira nacional ou que inventa e dá à estampa uma carta falsa de Rosa Coutinho a oferecer Angola a Fidel ou que difunde que Cunhal era dono de um latifúndio alentejano, diz e propaga a mentira de que Alegre foi um “desertor”, Manuel Alegre tem direito à verdade sobre o seu passado.

Foi isso que o cidadão e candidato presidencial Manuel Alegre, acabou de fazer. Pela verdade contra a calúnia. Sem ter questionado outras opções e outras trajectórias. Onde está o problema no exercício da auto-defesa?

Publicado por João Tunes
http://agualisa6.blogs.sapo.pt/

papas frias

Empapados

Esta semana foi um concentrado saturado de Fátima, Futebol e Fado, esse fadinho mole e miserabilista que vende atraso e penúria como inevitabilidades.

O papa citou o cardeal Cerejeira, homenageando a ditadura de Salazar. O Estado surgiu curvado em vassalagem e oportunismo. A comunicação social rejubilou incessantemente com detalhes patéticos. Meio país entreteve-se com a bola, a festa que foi e o mundial que virá. O governo, engajado com o PSD e Bruxelas mais feudal que federalista, optou por castigar quem ganha 5 e poupar quem leva 5000, garantindo que não há alternativa.

No centenário da República, quase quatro décadas após o 25 de Abril, eis Portugal dirigido por gente sem rasgo ou coragem, a insistir na pá que nos cava o túmulo e que já perdeu a vergonha ou até o medo do ridículo. Sócrates diz que a nossa economia está bem, mas como os outros estão a controlar o défice, temos de fazer o mesmo. Passos Coelho pede desculpas pelas medidas que defende. Tudo isto seria hilariante não fosse o aumento de impostos praticamente igual para todos, o aumento geral do IVA ou os cortes do défice sempre à custa dos salários e nunca dos lucros, levar quem apertou o cinto tantos anos, a ter de agora apertar a garganta. Assim, não é cómico. É uma tragédia. Provavelmente, grega.

Por:Joana Amaral Dias
http://bichos-carpinteiros.blogspot.com/

Picasso

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Negòcios


http://rprecision.blogspot.com/

Pobre maria


Quanto mais te baixas...

Oh zé, aperta o cinto


por FERREIRA FERNANDES

Tirar partido do cinto apertado

Os irlandeses, por causa da mãe de todas as crises (importada dos banqueiros americanos), já apertam o cinto há dois anos. E deles não ouvimos queixumes. É gente que desconfiava do seu próprio sucesso recente. E, depois, é gente com memória, têm os anos da fome da batata registados no ADN. Eles baixaram salários e reformas e não abriram telejornais queimando bancos. Com os gregos foi outra coisa. Os gregos são outra coisa. Eles não são vítimas só da irresponsabilidade dos financeiros, são vítimas de si próprios. Os de cima aldrabaram nas contas públicas e os de baixo, como todos os que caem no conto-do-vigário, foram vítimas da própria cupidez.

Sim, ser reformado aos 58 anos (qualquer um ser reformado aos 58 anos, não só os mineiros) é cupidez e esta só não a pagam os ricos. Agora, chegou-nos a vez de apertar o cinto. Apertar, apertaremos sempre, por mais ou menos que estrebuchemos (como os irlandeses ou os gregos). Podemos é partir para o sacrifício mais ou menos convencidos. E poderemos ser encarreirados para um ou outro caminho consoante as medidas políticas. As medidas financeiras doerão a todos. As políticas ajudarão a suportar a dor. Bater em fundações imprestáveis e cargos inúteis, por exemplo, seriam medidas políticas. E há outra coisa: talvez nos criassem bons hábitos.

http://dn.sapo.pt/

Por terras de Espanha

Governo espanhol estuda medidas adicionais de cortes sobre "quem tem mais"


O Governo espanhol está a estudar novas medidas adicionais de redução do défice público, que anunciará “a curto prazo” e que incidirão sobre os “que mais têm”, sem afectar a classe média, insistiu hoje o número quatro do executivo.

Aos jornalistas, Manuel Chaves disse que as propostas e o seu impacto serão conhecidos “no futuro próximo”, mas que “haverá um esforço maior paras os que mais têm”.

Notando que a classe média “já suporta ou vai suportar algumas das medidas anunciadas pelo Governo”, o terceiro vice-presidente do Governo escusou-se a explicar se as novas acções incidirão sobre as entidades bancárias, grandes empresas ou grandes fortunas.

Apesar de admitir a dureza do pacote de medidas anunciado na quarta-feira por José Luis Rodríguez Zapatero, o vice-presidente insistiu que “o bloco maioritário das políticas sociais” do Governo se mantém.

“Estamos a viver uma crise sem precedentes em Espanha nos últimos 80 anos e, por isso, não têm precedentes as medidas que adoptámos”, afirmou.

Questionado sobre se o presidente do Governo deu um volte face na sua política social, Manuel Chaves rejeitou que o Executivo tenha actuado com “improvisação” e destacou que nos últimos dias “já houve mudanças radicais”. Dada a importância de combater o défice, Chaves manifestou-se convicto que os sindicatos adoptarão “posições responsáveis em função do momento actual”, defendendo separar o diálogo social em torno à reforma laboral das reacções a este pacote de medidas

Recorde-se que o primeiro-ministro espanhol anunciou na quarta-feira um pacote de medidas de austeridade para cortar 15 mil milhões de euros aos gastos públicos. As medidas incluem um corte de cinco por cento nos salários dos funcionários públicos e de 15 por cento no dos altos cargos do Governo bem como o fim do cheque-bebé de 2.500 euros e a congelação das pensões em 2011.
Fonte: LUSA
Etiquetas: crise, medidas governo Espanha

# posted by Lília Bernardes
http://puxapalavra.blogspot.com/

Monet

Quando é de mais...

Náusea

"Por acaso teria sido uma boa ideia referir o facto de hoje termos tidos grandes notícias de crescimento económico em Portugal e isso poder associar-se à visita do Papa a Portugal»,

Publicada por joana amaral
http://cortex-frontal.blogspot.com/

terça-feira, 11 de maio de 2010

XVI em ponto

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra

Benfica Campeão ( o padrinho)

Viagem mais cara

Desonestidade

É evidente que não era necessário subir impostos para alcançar uma redução do défice orçamental para 8,3% no corrente ano, como estava previsto no Programa de Estabilidade e Crescimento. Provavelmente, até era possível ir um pouco além dessa meta.

Todavia, quando a situação de ataque ao Euro e à dívida pública portuguesa exige de Portugal metas mais ambiciosas para a redução do défice orçamental -- menos 1% este ano e menos 1,5% em 2011 --, então é óbvio que isso não pode ser alcançado somente com cortes adicionais na despesa (inclundo investimentos públicos), implicando também um aumento da receita orçamental, incluindo previsivelmente aumento de impostos.

Por isso, só pode considerar-se desonesta a tentativa da comunicação social para sublinhar uma aparente contradição entre anteriores declarações oficiais sobre a desnecessidade de subida de impostos (quando a meta do défice era 8,3%) e as novas declarações admitindo uma subida de impostos, quando a meta passou a ser 7,3%, o que custa cerca de 1600 milhões de euros. Não exise portanto nenhuma contradição: quando se tem de ir mais rápido, a viagem fica mais cara...

[Publicado por Vital Moreira]
http://causa-nossa.blogspot.com/

Jacques Brel - LA QUÊTE

Basta !

Associação Ateísta Portuguesa - Exposição ao MNE
Senhor Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros,


A Associação Ateísta Portuguesa (AAP) sente-se indignada com a violação do princípio constitucional de separação do Estado e das Igrejas (Artigo 41.º (CRP), pelo que vem junto de V. Ex.ª expor e solicitar o seguinte:

O site do MNE, na sua coluna à esquerda, anuncia a “marca” da campanha de promoção em curso sobre a visita apostólica de Bento XVI, com profundo desprezo pelo princípio da separação a que o Estado é constitucionalmente obrigado perante as igrejas e outras comunidades religiosas.

O perplexidade aumenta quando, clicando sobre a marca, somos conduzidos a uma página intitulada “Visita Oficial e Apostólica de S.S. [sic] o Papa Bento XVI”, onde se indicam, em português e inglês, uma série de links úteis para a comunicação social – acreditações, “badges”, contactos, programa, etc.

A AAP está estupefacta com o site do ministério dos Negócios Estrangeiros, que mais parece o da Nunciatura Apostólica, a menos que o MNE esteja temporariamente ao serviço do Vaticano e o País se tenha tornado num protectorado da única teocracia europeia.

Sabemos que não faz parte das obrigações do Estado procurar que muitos portugueses creiam, mas sim que vivam melhor e cada vez mais livres e iguais.

Assim, em nome da Constituição da República Portuguesa, da laicidade do Estado e da liberdade religiosa, a Associação Ateísta Portuguesa (AAP) solicita que seja removida do site do MNE a propaganda pia, por respeito à neutralidade do Estado e ao decoro cívico.

Apresento-lhe os meus cumprimentos,

Associação Ateísta Portuguesa, 10 de Maio de 2010

posted by Carlos Esperança
http://ponteeuropa.blogspot.com/

Monet

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Fafá de Belém - Vermelho

Obras públicas e obras políticas

Obras públicas e obras políticas

O processo de decisão sobre as chamadas grandes obras públicas dava um ensaio sobre a importância do mundo virtual na política.Só o facto de não existir quase nada de material no terreno permite tanta discussão política e técnica, e tantas decisões variadas em obras de estaleiro como o aeroporto, a terceira travessia do Tejo, o TGV, etc.Governo, oposição, economistas, financeiros, o próprio PR., debruçam-se sobre um mapa de intenções e esgotam-se a redesenhá-lo.

Este espectáculo dura há anos.Ainda nos lembramos da decisão sobre a localização do novo aeroporto. Da Ota a Alcochete gastou-se um tempo precioso.Agora o aeroporto foi adiado.Depois foi a localização da terceira travessia do Tejo, e sempre o TGV, embora mudando frequentemente de trajecto, com a excepção óbvia da linha Madrid-Lisboa.Depois de Bruxelas, e de Ricardo Salgado, terem abandonado à sua sorte as grandes obras públicas virtuais, José Sócrates manteve a única para a qual tem um aliado de peso, no TGV, e talvez na discussão europeia que se aproxima: a Espanha.

Publicada por josé medeiros ferreira
http://cortex-frontal.blogspot.com/

Obrigado Jesus




Hoje - dia para estágio, oração e missa - sou apenas um dos antiteístas com fé inabalável em Jesus

Por: João Tunes
http://agualisa6.blogs.sapo.pt/

domingo, 9 de maio de 2010

Paciencia - Lenine

Carga de trabalhos

Os investimentos públicos e a "estratégia da aranha"…

A crise financeira portuguesa, i.e., as questões relacionadas com o deficit público e com o endividamento externo, determinaram mais um (relativo) afrouxamento do investimento público, nos que diz respeito às grandes obras.
Assim, o TGV, o novo aeroporto de Lisboa e a terceira ponte sobre o Tejo passaram – desde que o BCE, a Srª. Angela Merckel e as agências de rating “olham” atentamente para Portugal - a ser investimentos públicos em fase de reponderação e reanálise. Esta indefinida terminologia política significa que a sua adjudicação foi adiada. Para as calendas gregas, suponho.

Como investimento público, por ora, (ainda) remanescente fica parte do TGV, ao que penso o troço entre o Poceirão e Caia…
Esperemos que, ao menos, cumpra a sua finalidade primária. Isto é, conecte a capital do ex-império à rede ferroviária europeia…

Os grandes problemas político-económicos nacionais continuam a ser resolvidos fora das sedes próprias em democracia (Governo e AR) e, frequentemente, em contra-ciclo com os programas partidários e os compromissos eleitorais.

Evoca-se, para o efeito, a evolução da situação no terreno. Devia evocar-se – para sermos verdadeiros e concisos - o resvalar da nossa situação económica e financeira para um clima de insustentabilidade. Que, num País organizado, deveria obrigatoriamente ter integrado e condicionado o debate pré-eleitoral. Primeiro, prometemos, depois, analisamos. Finalmente, surge o descrédito da política (e dos políticos), a sua subjugação ao interventivo (e mais organizado) poder económico e por aí adiante…

Nesta situação estavam (deixaram de estar) os projectados investimentos públicos em infraestruturas de grande porte e, portanto, a exigir esforços financeiros adequados e, eventualmente, partilhados.

O Centro-Direita nacional (PSD/CDS), nas últimas eleições, iniciou um tenaz e persistente processo de obstrução gravitando à volta da oportunidade de investimentos públicos, com algum vulto. Fundamentalmente por não reconhecer - a esses investimentos - qualidades (ou utilidade) no sentido de poderem funcionar como instrumentos reanimadores ou estimulantes da economia e, simultaneamente, actuarem no controlo da persistente derrapagem do desemprego.

O Centro-Direita defende, outrossim, que o Estado (cujo papel não reconhece, nem valoriza) deveria, antes, “atirar mais dinheiro” sobre as empresas e, pacatamente, esperar que estas resolvessem uma outra vertente da crise: o crescimento.
O Centro-Direita, confia nas capacidades do tecido empresarial nacional, essencialmente por uma razão: como pertence à iniciativa privada, logo, merece todo o crédito e confiança. Mas, no tecido empresarial português, salvo raras e honrosas excepções, reina o amadorismo e o improviso.

Tais teses não tiveram vencimento nas urnas. Mas, face ao veredicto popular, o Centro-Direita, não ficou quedo, nem conformado.
É aqui que começam as manobras tácticas de bastidor, os lobbys a pressionar, a lenta - mas implacável – intromissão do poder económico nas áreas de decisão (política).

No âmbito interno, enviou a toque de caixa Passos Coelho, a São Bento, conversar com Sócrates para renegociar/acelerar o PEC (…depois, aos olhos da opinião pública, na AR, voltará a abster-se), paralelamente, o CDS vai a Belém para, discretamente, colocar no centro da contestação aos investimentos públicos o Presidente da República (criando um perplexo sistema de vasos comunicantes entre o PR e o Centro-Direita), para a semana - outra vez em Belém - vamos assistir ao arrebanhar, selectivo, de economistas e personalidades do mundo financeiro para influenciar a opinião pública (a emérita congregação de ex-ministros das Finanças) e, finalmente, o persistente exercício de uma capciosa pressão sobre o Banco de Portugal (as recentes declarações de Vítor Constâncio são – em certa medida - resultado deste permanente “forcing” e/ou a antecipação da cedência de José Socrates)…

No âmbito externo, Passos Coelho corre para Bruxelas ao encontro de Durão Barroso (que como uma púdica vestal defende não querer interferir na política doméstica) mas, para não perder o comboio, sempre foi dizendo que era necessário repensar investimentos,... etc.

Ninguém – publicamente - discutiu a capacidade de um esforço no investimento público (onde estamos na cauda da EU) poder vir a influenciar positivamente a retoma económica.

De certa maneira - no entender de um leigo nesta matéria - regressamos a uma saudosista “política de merceeiro” que nos perseguiu 48 anos. Só haverá legtimidade e oportunidade para investir quando existe dinheiro batido, em "cash".

Não percebemos como, por exemplo, fora da crise actual, mas num contexto de grandes dificuldades orçamentais, o XV governo constitucional (PSD/CDS), ousou encomendar submarinos, etc.

Parece que o Centro-Direita pressupõe que os negócios de Estado – como são os investimentos públicos – são uma área proibida à Esquerda, logo, sob a sua estrita reserva. Portanto, ficam “a marinar” à espera de melhores dias…, i.e., do regresso da Direita ao poder.

Se os defensores do neoliberalismo (como são os partidos do Centro e da Direita) tivessem pensado deste modo – há alguns anos atrás – não teríamos passado pela calamitosa crise financeira, económica e social que, actualmente ( e severamente), nos fustiga.

Nunca teriam existido os subprimes do mercado hipotecário imobiliário, a eminência de ruptura financeira das instituições bancárias (de crédito e de investimento) submersas em activos “tóxicos” – gerados pelo sacrossanto mercado “livre” -, uma prolongada recessão económica, um notório descalabro social, cujos aspectos mais visíveis serão a pobreza e o desemprego.

Esta a verdadeira “cascata de contágio” (termo que subitamente nos preocupa na área financeira)...

Mas - como se diz em Coimbra - é tarde,… Inês é morta.
Em resumo, independentemente da bondade ou não das decisões tomadas pelo actual Governo, o Centro-Direita (sem ter o ónus do exercício de funções executivas e com o alto patrocínio da PR), conseguiu, nesta última semana, impôr – em larga medida – a sua estratégia política, económica e financeira.

Logo veremos quem vai sofrer (e pagar) as consequências… políticas, económicas e - convem não esquecer - sociais!

posted by e-pá!
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Klimt

sábado, 8 de maio de 2010

Jorge Palma - Encosta-te a Mim

Tesos ou lisos ?

Bancarrota

Há uns dias atrás começou-se a falar de Portugal como sendo a «nova Grécia». A tese surgiu algures num artigo no financial times, e depois foi muito repetida, até culminar na revisão da classificação do risco associado à nossa dívida por parte da Standard & Poor’s.

Entre os opositores a esta tese, ouvi falar em «ataque especulativo», e outro tipo de acusações e insultos próprios de quem não tem argumentos. E se a agência de rating estivesse simplesmente a dar a classificação adequada às circunstâncias em que nos encontramos? E se o artigo simplesmente descrevesse adequadamente a nossa situação?

Em vez destas acusações, que fazem quem está fora do assunto suspeitar que reflectem um estado de negação, faria mais sentido repetirem, a alto e bom som, os factos: em 2009 a dívida pública de Portugal correspondeu a 76,8% do PIB. A média da Zona Euro é de 78.7% do PIB.

A nossa diferença em relação à Grécia não é apenas não termos recorrido a uma desorçamentação fraudulenta das nossas contas. É principalmente a de, ao invés de sermos o segundo país com o valor mais alto para a dívida (a Grécia só é ultrapassada pela Itália na Zona Euro), termos um valor abaixo da média. Repito: abaixo da média da Zona Euro.

Quando contei isto às pessoas com quem me dou, dado tudo o que se tem ouvido e dito ultimamente, não queriam acreditar. Pois bem, aqui está o relatório da Eurostat onde estes valores se encontram.

http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_PUBLIC/2-22042010-BP/EN/2-22042010-BP-EN.PDF

João Vasco
http://esquerda-republicana.blogspot.com/2010/04/bancarrota.html

Roubo bancàrio - grécia -

O senador francês Mélenchon, demonstra a hipocrisia e o roubo do sistema bancàrio.



http://www.jean-luc-melenchon.fr/

Dali

sexta-feira, 7 de maio de 2010

papa, açorda cara

Quanto custa ao erário a visita do papa?

Obviamente que os Portugueses nunca irão saber quanto custa ao Estado a visita do Papa. Mas não é difícil de imaginar que será da ordem de muitos milhões de euros.

Quanto custa a tolerância de ponto, dos funcionários públicos, de um dia, em todo o País, e um dia e meio em Lisboa e no Porto?

Considerando que os elementos das forças de segurança vão ter de trabalhar, nesse período; têm direito a ser remunerados, como serviço extraordinário em dia de descanso.
Quanto custa?

A Câmara Municipal de Ourém prevê gastar meio milhão de euros na cidade de Fátima para a visita do Papa Bento XVI, de 11 a 14 de Maio, anunciou o vereador da autarquia Nazareno do Carmo.

No final da última reunião de trabalho da preparação da peregrinação de Bento XVI, que reuniu 24 entidades em Fátima, Nazareno do Carmo afirmou que os investimentos em curso são «na ordem dos 500 mil euros».

A C.M. do Porto comprometeu-se a pagar o custo dum luxuoso altar, que serve apenas para o papa rezar uma missa.

«Quantas casas para abrigar famílias pobres, uma vida, poderiam ser construídas com os milhares de euros gastos, para um pastor alemão permanecer uma hora, nesta "casota"?»
Isto é apenas uma pequena amostra do esbanjar de recursos, do erário, que fazem imensa falta para necessidades básicas da população.

É escandaloso que enquanto tantas crianças e adultos passam fome se gaste tanto dinheiro em luxos que não servem para coisa nenhuma.

E não vejo aqueles que tanto protestam contra os gastos do governo em obras públicas, que servem para o progresso e desenvolvimento do País, manifestar-se contra este "ROUBO" aos cofres do Estado, que é esta manifestação de opulência, dessa praga de parasitas que vivem, como sempre viveram, do embuste que é a religião.

HAJA VERGONHA!

Por: A. Rodrigues
http://www.embusteiros.blogspot.com/

Mentiroso ou coxo ?

Lista negra

Por uma lista negra de instituições financeiras

A UE publica periodicamente uma lista de organizações terroristas, tal como publica uma lista negra de companhias aéreas que não respeitam regras básicas de segurança.
Seria lógico que as instituições financeiras, cujas actividades especulativas causam muito mais vítimas, desemprego e pobreza do que os grupos terroristas e os acidentes aéreos juntos, deveriam estar sujeitas a regras semelhantes. Uma lista negra de instituições financeiras, cujas actividades fossem interditadas na UE, poderia ser um bom começo para nos libertar de uma oligarquia financeira cujas actividades se enquadram mais na classificação de terrorismo do que propriamente na produção de bens ou prestação de serviços com beneficio para a sociedade. A Goldman Sachs e o Citigroup são dois bons exemplos de terrorismo financeiro recente na Grécia e na Bélgica, respectivamente.

por Rui Curado Silva
http://esquerda-republicana.blogspot.com/

Theodorakis

Direito ao contraditòrio

Furto, dizem eles

Proliferam nos media e na blogosfera os especialistas que condenaram Ricardo Rodrigues por um crime de furto — por ter subtraído dois gravadores. A estes especialistas aconselha-se a leitura do artigo 203.º do Código Penal.

Para haver furto, é preciso que quem subtrai uma coisa tenha “a ilegítima intenção de apropriação”. Se Ricardo Rodrigues não tinha, como se tornou evidente, intenção de fazer dos gravadores sua propriedade, mas sim de os entregar a um depositário (como o fez), não há furto nenhum.

Qualquer conversa séria sobre o que aconteceu na Assembleia da República começa aqui e não com as levianas acusações de furto. E nessa conversa não podemos pôr de lado o nível deontológico (abaixo de cão) dos jornalistas que entrevistaram (?) Ricardo Rodrigues.

Miguel Abrantes
http://corporacoes.blogspot.com/

Trolha virtual

Desculpas de mau pagador

Injustificável
[Publicado por Vital Moreira]

Por mais ofensivas ou provocatórias que sejam as perguntas numa entrevista, nada pode justificar que alguém, muito menos um político, se apodere da gravação para tentar impedir a divulgação de uma entrevista que aceitou fazer.
Um político prudente selecciona as entrevistas que lhe propõem, não se submetendo voluntarimente a prováveis emboscadas jornalísticas (a que a imprensa "tablóide" nos habituou). E em última instância só responde ao que quer...

http://causa-nossa.blogspot.com/

Là terà que ser



Críticos de Alegre no PS em silêncio
por HUGO FILIPE COELHO

Opositores internos resignaram-se com o apoio do partido e baixaram as armas. BE marca posição

Com silêncio se evitará a guerra civil socialista. Os opositores de Manuel Alegre no PS resignaram-se à ideia de que o partido vai apoiar o poeta na corrida a Belém e calaram as críticas para não cavar mais as divisões internas.

Um dia depois de formalizada a candidatura - com um discurso livre de ataques ao Governo, com uma referência a José Sócrates -, foi impossível ouvir um ataque da boca de um dirigente socialista.

José Lello, um dos mais acérrimos críticos de Alegre, foi dos poucos que ousaram falar, mas nem sequer se alongou nos comentários. O antigo ministro disse mesmo que notou "uma evolução positiva no discurso do candidato e no sentido de aproximação ao PS".

A mesma opinião tinha sido expressa na véspera por Vitalino Canas. O ex-porta-voz do PS de José Sócrates considerou que Alegre dá sinais de mudar de estratégia porque parece ter "moderado as críticas à política do Governo".

Fonte socialista explicou ao DN que não existe qualquer pacto de silêncio. Só que mesmo entre os opositores de Alegre - onde se contam muitos próximos de Sócrates - o apoio ao velho rival de Cavaco é visto como uma inevitabilidade que até pode ficar assente na reunião do Secretariado Nacional na segunda-feira.

Lello, que não vai à reunião por "motivos de agenda", disse que a sua oposição a Alegre é inalterável, mas prometeu ser "discreto para não prejudicar a campanha".

A alegada moderação do tom do discurso de Alegre está a ser rejeitada pelo Bloco de Esquerda. Francisco Louçã, disse ao DN que o discurso de terça-feira foi concentrado "na resposta à crise" e respondeu "àquilo a que Cavaco não responde". E acrescenta que o partido "não está arrependido do apoio que deu ao candidato".

Sobre a ausência de críticas ao Governo, o líder do BE disse que um homem coerente não tem de estar sempre a repetir-se. "Alegre é um homem coerente..."

Fernando Rosas afirmou que "o PS anda a dizer que é a candidatura que cede às posições do Governo". "Mas é exactamente o contrário: o PS só está a aderir porque não teve outro remédio."

Daniel Oliveira avisou "que, se se espera que Alegre faça mais críticas ao Governo do que Nobre e Cavaco juntos, vamos sempre achar que está a piscar o olho ao PS". E acrescentou: "Tenho a certeza de que Alegre quer o apoio do PS e tenho a certeza de que o PS lhe vai dar esse apoio contrariado. Aí está a diferença. Eu apoio Alegre porque concordo com ele e isso é mais do que Sócrates pode dizer."

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1561815

Magritte

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Cristina Branco - sonhar eu não sonhei-

Cavacadas

Ratices

O jogo dos ratos

Na semana passada foi animador ver o Primeiro Ministro e o líder da Oposição juntos para rechaçar o ataque dos especuladores financeiros à economia portuguesa.
Mas a montanha pariu um rato. Largado contra os desempregados, que não têm culpa da crise provocada pelos especuladores financeiros. Um rato que nem sequer se sabe quanto alivia ao orçamento do Estado!

Não se percebe a lógica, quando o Governo afirma que não há ataques especulativos que o façam desistir ... do programa de obras públicas.

De entre elas, só uma vincula já internacionalmente Portugal e é verdadeiramente estratégica para a competitividade do país: o projecto TGV Lisboa-Madrid.
Mas esse e outros projectos vão obrigar o Estado e as empresas a fazer mais daquilo que alimenta e atiça os especuladores financeiros: ir buscar financiamento ao exterior, agravando o nível de endividamento nacional.

É caso para perguntar:
De que está o Governo à espera para lançar empréstimos publicos obrigacionistas que captem e incentivem as poupanças dos portugueses, a fim de travar o nível de endividamente do país? Porquê continuar a fazer o jogo dos bancos e dos especuladores financeiros?

(Este texto reproduz um comentário que hoje gravei para a rúbrica "Palavras Assinadas" da TVI-24).

Ana Gomes
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Mais papa

Van Gogh

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Padre viola fàtima

Abençoados touros

Em terra de cegos...

BENFICA É O MELHOR CLUBE PORTUGUÊS E O 22º MELHOR DO MUNDO


«O Benfica é o 22º melhor clube de mundo de acordo com o ranking da Federação Internacional da História e Estatística do Futebol. Os encarnados subiram seis posições e são o primeiro clube português a aparecer numa tabela liderada pelo Barcelona.

O FC Porto está no 46º lugar, depois de descer 12 posições. O Sporting encontra-se no 48º posto, tendo caído oito lugares.

Além do Barcelona, os primeiros lugares são ocupados pelos argentinos do Estudiantes de la Plata e pelos italianos do Inter de Milão, equipa orientada por José Mourinho. »

(imprensa)

Engolir um Sapo

Tristezas (PS de corda ao pescoço)

Eu votarei Manuel Alegre

Se me perguntarem se voto no alferes Alegre, no poeta, no ex-deputado ou no candidato à Presidência, respondo que voto em Manuel Alegre, valorizando a pessoa que apresenta capacidade para se insurgir contra situações estabilizadas mas negativas. O discurso de hoje nos Açores é exemplar. (Um registo à parte - o boicote dos canais generalistas ao discurso). É isso que me leva a votar em Manuel Alegre, candidato às próximas eleições presidenciais.


Da última vez não votei em Alegre. Votei em Mário Soares e aqui defendi Soares, como o melhor candidato das esquerdas. Era o que pensava então.


Hoje, na conjuntura actual e face às perspectivas de candidaturas que vislumbro e como não gosto de negativos, não tenho a mínima dúvida. Afastar Cavaco do Poder passa por Alegre. E Cavaco tem mostrado, pelo menos nos últimos tempos, que não está a servir o País, passou mesmo a comandante directo da oposição. Falta-lhe visão estratégica.
http://puxapalavra.blogspot.com/

Entretenimento & comp.

Serà um presépio nacional, daqueles em loiça ?

Usos e costumes

Petição




Cidadãos pela Laicidade

Senhor Presidente da República Portuguesa,

Nós, cidadãs e cidadãos da República Portuguesa, motivados pelos valores da liberdade, da igualdade, da justiça e da laicidade, manifestamos, através da presente carta, o nosso veemente protesto contra as condições – oficialmente anunciadas – de que se revestirá a viagem a Portugal de Joseph Ratzinger, Papa da Igreja Católica.

Embora reconhecendo que o Estado português mantém relações diplomáticas com o Vaticano e que a religião católica é a mais expressiva entre a população nacional, não podemos deixar de sublinhar que ao receber Joseph Ratzinger com honras de chefe de Estado ao mesmo tempo que como dirigente religioso, o Presidente da República Portuguesa fomenta a confusão entre a legítima existência de uma comunidade religiosa organizada, e o discutível reconhecimento oficial a essa confissão religiosa de prerrogativas estatais, confusão que é por princípio contrária à laicidade.

Importa ter presente que o Vaticano é um regime teocrático arcaico que visa a defesa, propaganda e extensão dos privilégios temporais de uma religião, e que não reúne, de resto, os requisitos habituais de população própria e território para ser reconhecido como um Estado, e que a Santa Sé, governo da Igreja Católica e do «Estado» do Vaticano, não ratificou a Declaração Universal dos Direitos do Homem – não podendo portanto ser um membro de pleno direito da ONU – e não aceita nem a jurisdição do Tribunal Penal Internacional nem do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, antes utilizando o seu estatuto de Observador Permanente na ONU para alinhar, frequentemente, ao lado de ditaduras e regimes fundamentalistas.

Desejamos deixar claro que, se em Portugal há católicos dos quais uma fracção, mais ou menos importante, se regozijará com a visita de Joseph Ratzinger, há também católicos e não católicos para quem o carácter oficial da visita papal, o seu financiamento público e a tolerância de ponto concedida pelo Governo, são agressões perpetradas contra os princípios de laicidade do poder político que a própria Constituição da República Portuguesa institui.

Esta infracção da laicidade a que estão constitucionalmente vinculadas as autoridades republicanas torna-se ainda mais gritante e deletéria quando consideramos que se celebra este ano o Centenário da Implantação da República, de cujo legado faz parte o princípio de clara separação entre Estado e Igreja, contra o qual atentará qualquer confusão entre homenagens a um chefe de Estado e participação oficial dos titulares de órgãos de soberania em cerimoniais religiosos.

Declaramos também o nosso repúdio pelas posições veiculadas pelo Papa em matéria de liberdade de consciência, igualdade entre homens e mulheres, autodeterminação sexual de adultos, e outras matérias políticas.

Porque nos contamos entre esses cidadãos que entendem que a laicidade da política é condição fundamental das liberdades e direitos democráticos em cuja defesa e extensão estão apostados, aqui deixamos o nosso protesto e declaramos a Vossa Excelência o nosso propósito de o mantermos e alargarmos através de todos os meios de expressão e acção ao nosso alcance enquanto cidadãos activos da República Portuguesa.

Subscritores:
Alexandre Andrade, Andrea Peniche, António Serzedelo, Carlos Esperança, Eugénio de Oliveira, Francisco Carromeu, João Pedro Cachopo, João Tunes, Joana Amaral Dias, Joana Lopes, José Rebelo, Ludwig Krippahl, Luís Grave Rodrigues, Luís Mateus, Luís Sousa, Maria Augusta Babo, Miguel Cardina, Miguel Duarte, Miguel Madeira, Miguel Serras Pereira, Onofre Varela, Palmira Silva, Pedro Viana, Porfírio Silva, Ricardo Gaio Alves, Rui Tavares, Xavier de Basto.


- Assine a petição -> AQUI
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=CPL2010

terça-feira, 4 de maio de 2010

Crazy Frog

Pasteis



Política à moda de Belém

Medina Carreira, um excêntrico comentador televisivo que odeia Sócrates com aquele azedume que o tornou o ai Jesus da direita mais reaccionária, promoveu um encontro de ex-ministros das Finanças com Cavaco Silva.

Medina Carreira parece ser, nesta iniciativa, o Fernando Lima das escutas para a área das Finanças e, talvez, o estafeta que levou a notícia, desta vez, ao Diário Económico.

É curioso prever que este grupo de 9 vai dizer exactamente o que o PR quer ouvir mas, para lá da intriga, (Cavaco tem assessores na área) não me parece que tais figurantes sirvam outro objectivo que não seja o de atacar o Governo.

O evento acontecerá em Belém no próximo dia 10, às 11 horas, e os figurantes entrarão com ar grave e sairão convictos de que a Pátria fica a dever-lhes favores.

Gostei particularmente desta frase:

Neste grupo de antigos governantes estão Medina Carreira, Ernâni Lopes, Luís Campos e Cunha, Eduardo Catroga, Pina Moura, Manuela Ferreira Leite, João Salgueiro, Bagão Félix e Miguel Beleza. Ou seja, tanto socialistas como social-democratas.

Surpreendem-me quatro coisas:

1 – Que Bagão Félix seja considerado ex-ministro das Finanças com os escassos meses que serviu Santana Lopes e foi o pior ministro da pasta desde a ditadura de Pimenta de Castro;

2 – Que um grupo de 9 se devida em duas metades sem cortarem nenhum ao meio;

3 – Que os trânsfugas sirvam para atacar o partido de que saíram;

4 – Que o PR se preste a estas cenas ou as promova.

posted by Carlos Esperança
http://ponteeuropa.blogspot.com/

Renoir

Crise, para quem ?

Quatro bancos privados lucraram quatro milhões por dia
por PAULA CORDEIRO

Santander Totta, BES, BCP e Banco BPI ganharam um milhão por dia (cada um deles) no primeiro trimestre de 2010, havendo uma quebra de 1,9% em relação ao período homólogo do ano passado. A culpa está na queda dos juros

No primeiro trimestre deste ano, os lucros dos quatro maiores bancos privados portugueses totalizaram 391,9 milhões de euros, menos 1,9% que em igual período do ano passado, e não 361,9 milhões , como por lapso o DN noticiou. Assim, os lucros diários das quatro instituições foram de 4,3 milhões por dia, tendo por base os primeiros 90 dias do ano.

À excepção do BES, que conseguiu um inesperado aumento de 17,6% nos seus resultados trimestrais, as restantes três grandes instituições privadas viram os seus lucros caírem face ao primeiro trimestre do ano passado, com reduções quase idênticas.

A queda da margem financeira, resultante da descida das taxas de juro, foi a grandes responsável por este comportamento da banca. No conjunto dos quatro bancos, este importante indicador caiu 13,3%, com destaque aqui para o BES, que viu a sua margem reduzir-se quase 20%.

Ontem, na apresentação de resultado, Ricardo Salgado, presidente-executivo da instituição financeira, considerou que a evolução da margem continua a ser uma "incógnita", que "não está a facilitar a actividade dos bancos". E acrescentou: "Não conseguimos ver o que poderá acontecer, enquanto o actual temporal não acalmar."

Para compensar as fortes perdas nos ganhos auferidos pelos bancos, pela diferença entre os juros cobrados e os juros pagos, todos eles aumentaram significativamente as comissões.

No conjunto dos quatro bancos, o aumento das comissões cobradas aos clientes cresceu na mesma proporção em que caiu a margem financeira, ou seja, 13%. Nesta rubrica, coube ao Millennium bcp o mais forte crescimento, de quase 20%.

Apesar das fortes restrições, os bancos apresentam crescimentos moderados no crédito concedido a clientes. O BES foi o banco que mais aumentou a concessão, 5,6%, com o Santander Totta a apresentar uma evolução ligeiramente negativa.

Neste indicador, de referir os aumentos muito tímidos no crédito à habitação, boa parte deles graças a ligeiros incrementos da procura no primeiro mês do ano.

Outro dado interessante foi a recuperação dos ganhos em operações financeiras. Depois dos maus resultados dos mercados registados no primeiro trimestre de 2009, o presente ano trouxe alguma melhoria, com o Santander Totta a liderar os ganhos, com mais 60,1%.

Igualmente com bons indicadores estiveram a gestão de activos e operações sobre títulos. Nestas duas últimas rubricas, de destacar o Millennium BCP, com subidas respectivamente de 21,7% e 50,8%.

A actividade internacional registou igualmente um forte contributo para os resultados trimestrais destes bancos. No caso do BES, um grupo presente em vários mercados, os resultados internacionais contribuíram com 40% dos lucros totais, um factor que Ricardo Salgado considerou ontem ser determinante para a manutenção da rentabilidade. O Millennium bcp, através essencialmente da sua operação na Polónia, conseguiu que o contributo internacional para os lucros atingisse uma fatia de 25%.

http://dn.sapo.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1560089

Paul Gauguin

Dà-me mùsica

A orquestra está montada...
E com maestro bem presente e actuante.



S. Excia, o Presidente da República, vai receber um conjunto de ex - Ministros das Finanças que lhe vão pedir para que tente suspender todos os investimentos públicos! Este acto de receber do Sr . Presidente significa o quê?! Será que espera que o grupo lhe solicite a demissão do governo de José Sócrates?. Só assim, o Presidente poderá intervir na suspensão.


Pasme-se. A orquestra está montada, acrescentada ainda por um novo elemento o Dr. Paulo Portas, que também vai ser recebido exactamente com essa mesma finalidade. Será que o maestro está preparado?


Claro está. Ferreira Leite, enquanto presidente do PSD, foi uma maestrina mandatada.


O que não me parece é que o Dr. Pedro Passos Coelho esteja a gostar de jogo. Ele apresentou-se com outros métodos bem mais actualizados e escorreitos parecendo dispensar esta orquestra algo desafinada.


# posted by Joao Abel de Freitas
http://puxapalavra.blogspot.com/

Picasso

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Sem reserva

Minério & baterias

Vídeo: O petróleo português

Chama-se Lítio, tem cor violeta e serve para construir baterias para os carros eléctricos. Portugal é já o 5.º produtor mundial deste minério.

Vítor Andrade (www.expresso.pt)

http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/577649

Botar Faladura

Debate Quinzenal“Situação financeira e execução do PEC”

Intervenção do Primeiro-Ministro
José Sócrates
30.4.2010

Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados

1. Portugal cumpre os seus compromissos

Decidi convidar o Parlamento a debater hoje, com total frontalidade,
o tema da situação financeira do País, num momento em que se
vive ainda uma forte turbulência e instabilidade nos mercados
financeiros nacionais e internacionais.

Quero que a Assembleia da República, o País e todos os agentes
económicos saibam que o Governo português enfrentará, com
absoluta firmeza e sentido das responsabilidades, a situação actual.
E isto significa uma coisa muito simples: o Governo não deixará de
tomar todas as medidas – repito: todas as medidas - que forem
necessárias para reforçar a confiança na economia portuguesa e
para garantir que Portugal cumprirá os compromissos de redução
do défice e de controlo da dívida pública que assumiu no seu
Programa de Estabilidade e Crescimento. Essas metas são, pois,
para cumprir. E vamos começar a cumpri-las já neste ano de 2010.
Portugal é um País que honra e cumpre os seus compromissos.
Que fornece informação económica e estatística independente,
séria e confiável. Que já foi capaz - e fê-lo num curto espaço de
tempo, até ao surgimento da crise internacional - de reduzir o seu
défice para um valor abaixo dos 3%.

Portugal apresentou, como era seu dever, um Programa de
Estabilidade e Crescimento à altura das circunstâncias. Um
Programa que a União Europeia não apenas aprovou, mas saudou,
há pouco mais de 15 dias. E que todas as instituições internacionais
reconheceram como um Programa sério, preciso, ambicioso e
adequado aos objectivos que a economia portuguesa precisa de
alcançar.

2. O ataque especulativo ao Euro e à dívida pública soberana

Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados
A informação disponível sobre a evolução da economia portuguesa
ao longo do primeiro trimestre deste ano é positiva, confirmando
uma trajectória de progressiva recuperação económica. E os dados
já conhecidos da execução orçamental até meados deste mês de
Abril são consistentes - quer do lado da receita, quer do lado da
despesa - com os ambiciosos objectivos orçamentais que estão
definidos.

Sejamos claros, portanto, para que não restem quaisquer dúvidas e
para que tenhamos a exacta noção do que estamos a enfrentar:
aquilo a que assistimos nos mercados financeiros é a um ataque
especulativo ao Euro – ao Euro no seu conjunto, e à dívida pública
soberana de diversos países.
Não tenhamos ilusões: este é, antes de mais, um desafio para a
União Europeia e, em especial, para a zona Euro.

Uma resposta clara e solidária da Europa constituirá um
poderosíssimo sinal de confiança para os mercados e uma garantia
de solidez do Euro, com vantagem para a Europa e para todos os
membros da Zona Euro. Aliás, o impacto negativo que têm tido os
menores sinais de hesitação ou de impasse e as evidentes
repercussões positivas de cada um dos passos em frente que têm
sido dados no apoio à Grécia, provam que é esse o caminho. É isso
que a Europa tem de fazer. E é isso que, certamente, não deixará
de fazer.

3. Cumprir o PEC

Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados
O melhor que Portugal pode fazer neste momento tão difícil é dar
razões - razões concretas e reforçadas – para a confiança na
economia portuguesa e na sua capacidade para alcançar os
objectivos do Programa de Estabilidade e Crescimento.

E há três coisas que, desde já, podemos e devemos fazer.
Em primeiro lugar, vamos promover a execução imediata de todas
as medidas de consolidação orçamental previstas no Orçamento de
Estado para 2010 e que se destinam a reduzir o défice, já este ano,
para 8,3% do PIB. E isso significa, sobretudo, uma intervenção
firme no controlo da despesa: contenção da despesa com pessoal e
reforço do controlo das admissões na função pública; controlo das
despesas sociais e selectividade nas despesas de capital – mas
também redução das despesas correntes e de consumo intermédio
do Estado. Ontem mesmo, o Conselho de Ministros aprovou o
decreto de execução orçamental que, entre outras medidas,
concretiza as cativações de 40% nas despesas com material militar;
limita as despesas com aquisição de estudos e pareceres em
outsorcing; cativa 20% das verbas orçamentadas para
comunicações e estabelece a regra de 3 por 1 na aquisição de
viaturas pelo Estado. Vamos executar o PEC. Vamos cumpri-lo
rigorosamente e vamos cumpri-lo já. É esta a primeira mensagem
que o País precisa de dar.

Em segundo lugar, vamos antecipar para 2010 medidas do PEC
que tinham execução prevista apenas para 2011. Esta decisão
reforça as garantias de que seremos realmente capazes de
alcançar, e porventura até de ultrapassar, a meta de redução do
défice fixada já para este ano. Deram já entrada nesta Assembleia
as Propostas de Lei do Governo que visam antecipar para este ano
a tributação de mais-valias bolsistas e a introdução do escalão de
45% no IRS para os rendimentos superiores a 150 mil Euros. Está
também decidido que, a partir de 1 de Julho, se dará início à
cobrança de portagens nas três SCUT que cumprem os critérios
definidos para o efeito pelo Programa do Governo. Do lado da
despesa, está em curso o programa de fiscalização e combate à
fraude nas prestações sociais, bem como a auditoria para prevenir
abusos no rendimento social de inserção e o Governo já apresentou,
em concertação social, a sua proposta de alteração ao regime do
subsídio de desemprego, de modo a corrigir algumas
irracionalidades e estimular o regresso ao mercado de trabalho.
Vamos também apresentar, brevemente, a nova lei da condição de
recursos, que passará a regular, com maior coerência e sentido de
equidade, os critérios de acesso às prestações sociais não
contributivas, para que beneficiem quem efectivamente delas mais
necessita.

Cumprir rigorosamente o PEC e antecipar já para este ano algumas
das medidas de maior alcance que estavam apenas previstas para
2011 - estes são sinais claros da nossa determinação e do nosso
empenho em cumprir os objectivos que estão fixados.

Mas o Governo tem bem consciência de que é preciso conciliar o
objectivo de redução do défice com a necessária consolidação da
recuperação económica. É um exercício difícil, sabemo-lo bem. Mas
temos bem a noção das prioridades e não nos move nenhuma
obsessão com o défice. Pelo contrário: a nossa prioridade é clara. E
é, como sempre foi, o crescimento da economia e do emprego. E
por isso evitaremos todas as medidas que possam pôr em causa
esses objectivos principais. Mas, Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados:

Há ainda uma terceira coisa que podemos e devemos fazer: dar
sinais de inteiro sentido das responsabilidades. E esse é um desafio
para todos os agentes políticos. É por isso que considero da maior
importância o diálogo que mantive há dias com o líder do maior
partido da oposição - e que abre uma nova fase de diálogo político
construtivo no País. Estou certo que a decisão que tomámos de, em
conjunto, acompanhar a situação financeira e a execução da
estratégia de consolidação orçamental, dará os seus frutos e
constituirá um sério contributo para o reforço da confiança na
economia portuguesa e na sua capacidade para cumprir os seus
objectivos.

Garantir a plena execução do Programa de Estabilidade e
Crescimento, antecipar o calendário das medidas previstas de
consolidação orçamental, reforçar as condições políticas para a
garantia da estabilidade e do cumprimento da consolidação
orçamental – isto sim: é dar razões concretas e reforçadas de
confiança na economia portuguesa.

Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados
O Governo sabe bem qual é o seu dever. E o seu dever é mobilizar
as energias do País para responder a esta crise. Pôr, mais uma vez,
as contas públicas em ordem. E não perder de vista aquele que é, e
continua a ser, o nosso principal objectivo, a nossa maior ambição:

modernizar Portugal e assegurar a recuperação da economia e do
emprego. Este é o caminho para dar mais oportunidades a todos. É
este caminho que continuaremos a trilhar. Com a firmeza
necessária e com a determinação que o tempo exige. Ao serviço
dos portugueses e ao serviço de Portugal!

domingo, 2 de maio de 2010

RAP




Este país não é para corruptos

Em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer
Portugal é um país em salmoura. Ora aqui está um lindo decassílabo que só por distracção dos nossos poetas não integra um soneto que cante o nosso país como ele merece. "Vós sois o sal da terra", disse Jesus dos pregadores. Na altura de Cristo não era ainda conhecido o efeito do sal na hipertensão, e portanto foi com o sal que o Messias comparou os pregadores quando quis dizer que eles impediam a corrupção. Se há 2 mil anos os médicos soubessem o que sabem hoje, talvez Jesus tivesse dito que os pregadores eram a arca frigorífica da terra, ou a pasteurização da terra. Mas, por muito que hoje lamentemos que a palavra "pasteurização" não conste do Novo Testamento, a referência ao sal como obstáculo à corrupção é, para os portugueses do ano 2010, muito mais feliz. E isto porque, como já deixei dito atrás com alguma elevação estilística, Portugal é um país em salmoura: aqui não entra a corrupção - e a verdade é que andamos todos hipertensos.

Que Portugal é um país livre de corrupção sabe toda a gente que tenha lido a notícia da absolvição de Domingos Névoa. O tribunal deu como provado que o arguido tinha oferecido 200 mil euros para que um titular de cargo político lhe fizesse um favor, mas absolveu-o por considerar que o político não tinha os poderes necessários para responder ao pedido. Ou seja, foi oferecido um suborno, mas a um destinatário inadequado. E, para o tribunal, quem tenta corromper a pessoa errada não é corrupto - é só parvo. A sentença, infelizmente, não esclarece se o raciocínio é válido para outros crimes: se, por exemplo, quem tenta assassinar a pessoa errada não é assassino, mas apenas incompetente; ou se quem tenta assaltar o banco errado não é ladrão, mas sim distraído. Neste último caso a prática de irregularidades é extraordinariamente difícil, uma vez que mesmo quem assalta o banco certo só é ladrão se não for administrador.

O hipotético suborno de Domingos Névoa estava ferido de irregularidade, e por isso não podia aspirar a receber o nobre título de suborno. O que se passou foi, no fundo, uma ilegalidade ilegal. O que, surpreendentemente, é legal. Significa isto que, em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer. É preciso saber fazer as coisas bem feitas e seguir a tramitação apropriada. Não é acto que se pratique à balda, caso contrário o tribunal rejeita as pretensões do candidato. "Tenha paciência", dizem os juízes. "Tente outra vez. Isto não é corrupção que se apresente."

Gustav Klimt

Mário Viegas - "Os ais"

Regalado - Ovar

Magritte

Com reserva

Grande buraco



A dimensão do buraco

Num olhar de relance pelo Orçamento de Estado para 2010 ficamos a conhecer algumas das "pérolas":

Vencimento dos Deputados - 12 milhões e 349 mil euros

Ajudas de custo dos Deputados - 2 milhões e 724 mil euros

Transporte dos Deputados - 3 milhões e 869 mil euros

Deslocações e Estadas - 2 milhões e 363 mil euros

Assistência Técnica (?) - 2 milhões e 948 mil euros

Outros trabalhos de especialidade (?) - 3 milhões e 593 mil euros

Refeições e Alimentação - 961 mil euros

Subvenções aos grupos parlamentares - 970 mil euros

Equipamentos Informáticos - 2 milhões e 110 mil euros

Outros investimentos (?) - 2 milhões e 420 mil euros

Edifícios - 2 milhões e 686 mil euros

Transferências diversas (?) - 13 milhões e 506 mil euros

Subvenção aos partidos com representação parlamentar - 16 milhões e 977 mil euros

Subvenções campanha eleitoral - 73 milhões e 798 mil euros

TOTAL DA DESPESA ORÇAMENTADA: 191. 405. 356,61 Euros

in "Diário da República - I Série - 10 de Fevereiro de 2010 (Resolução da AR nº 11/2010)"
http://verituga.blogspot.com/

sábado, 1 de maio de 2010