sexta-feira, 5 de agosto de 2011

PresidentA...

“Presidenta” é um disparate

Mão amiga reenviou-me um curto texto a explicar por que motivo a presidente Dilma Roussef está a fazer grossa asneira quando defende o termo “presidenta”. Eis:

«Existe a palavra PRESIDENTA?

Que tal colocarmos um ponto final no assunto?

Em português existem particípios ativos que são derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendigar é mendicante… Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade. Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não “presidenta”,
independentemente do sexo que tenha. Diz-se capela ardente, e não capela “ardenta”; diz-se estudante, e não “estudanta”; diz-se adolescente, e não “adolescenta”; diz-se paciente, e não “pacienta”.

Um bom exemplo do erro grosseiro seria:

“A candidata a presidenta comporta-se como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter-se tornado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, de entre tantas outras atitudes barbarizantas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta”.

9 de Junho, 2011 por Miguel RM
http://www.enxuto.org/

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Chamada atendida.

(Anedota)

"Quando acabaram as pilhas do "nitendo" a menina começou a telefonar para o INEM e depois, fez queixinhas na aula da AR. São assim os putos e as p... Sò querem joguetes com pilhas...

CLARISSIMO !

domingo, 31 de julho de 2011

quarta-feira, 27 de julho de 2011

"A ver se eu entendi bem"

Câmara Corporativa: Da série "A ver se eu entendi bem": "Escreve o jornal Público, com chamada de primeira página: ... (se) o convite se destinou à vice-presidência executiva então o ministro não..."

Mentiròmetro do (Jumento)


http://mentirometro-jumento.blogspot.com/

PS: Para conhecer todas as petas, copie o link e clik. Divirta-se.

Sapiência...

"Ser invencível depende da própria pessoa, derrotar o inimigo depende dos erros do inimigo". (Sun Tzu)

terça-feira, 26 de julho de 2011

Clarissimo

Caciquismo e aparelhismo

Diz-nos o prezado Eduardo Pitta:
"As directas dos grandes partidos são um assunto demasiado sério para ser deixado nas mãos dos militantes"

Presunção e água benta são assuntos demasiado banais para se deixarem ficar na mão dos simpatizantes, digo eu que, com o poder que tenho por ter assumido claramente a minha condição de militante, usei o voto que só compete aos comprometidos. O Eduardo tem de entender, se quiser entender alguma coisa sobre o papel dos Partidos Políticos, que os militantes de um Partido não são o”aparelho” como ele quer fazer entender.

O aparelho é o dinheiro e o caciquismo que o dinheiro provoca e isso não está na mão dos militantes, mas sim na de pequenos núcleos e na amálgama de "elites" que se enquistam à volta do poder personalizado e que julgam que as organizações políticas são seitas reunidas em torno de uma divindade.
LNT
http://barbearialnt.blogspot.com/

segunda-feira, 25 de julho de 2011

domingo, 24 de julho de 2011

sábado, 23 de julho de 2011

Prova dos 9...

Seguramente...


Segurança e arrojo
Quando logo for à minha Secção votar em António José Seguro para Secretário-Geral do Partido Socialista vou estar essencialmente a fazer duas coisas:

1 – Escolher um camarada, para liderar a organização política que tem a Declaração de Princípios em que me revejo, ao qual reconheço coerência, frontalidade, determinação, coragem e profundo respeito pelas pessoas que formam o colectivo do socialismo democrático e a quem, por outras circunstâncias, conheço práticas de desempenho notáveis, tanto em matéria de organização, como nas de gestão de vontades e de envolvimentos, e nas de exigência comprometida para cumprimento das metas.

2 – Depositar em urna a confiança de que se vai proceder à análise do passado para se retirarem os ensinamentos necessários capazes de identificar e controlar os riscos do presente e assumir as soluções de futuro. É imprescindível repensar o modo de funcionamento do Partido para que a partir daí se consiga a plataforma socialista democrática agregadora de vontades, ideias, pessoas e capacidades que impulsionem as forças capazes de inovação do pensamento e se parta para um novo ciclo de acção mobilizadora que leve os portugueses a voltar a acreditar que só através de um estado social aberto e democrático é possível devolver a esperança numa vida melhor, mais justa, fraterna e solidária.

É mesmo isto que, como militante de base, pretendo. Na minha óptica, a eleição de António José Seguro para coordenar a equipa que resultar do próximo Congresso Nacional baseada na Moção "O Novo Ciclo", será a garantia de que os militantes do PS farão parte das soluções e que, através do envolvimento de todos os cidadãos que venham posteriormente a acrescentar-lhes valor, voltaremos ao poder no momento próprio para concretizar as soluções encontradas.

LNT
http://barbearialnt.blogspot.com/

quarta-feira, 20 de julho de 2011

"Eu quero ficar rico"

Tango "solo"

Não fui eu !



http://rprecision.blogspot.com/

Farçolas qb


Explicação

Na sua declaração à imprensa sobre o novo imposto extraordinário, o Ministro das Finanças não invocou nenhum desvio na execução orçamental, nem "colossal" nem perto disso. Louve-se o diferencial de seriedade ministerial sobre as declarações pouco responsáveis do primeiro-ministro a este respeito.

O que se diz na comunicação é:

«Esta medida é imprescindível para acelerar o esforço de consolidação orçamental e cumprir o objectivo decisivo de um défice orçamental de 5,9% para este ano. Traduz uma necessidade de prudência, dada a inexistência de margem de fracasso.»

Trata-se portanto de criar uma "almofada" adicional para qualquer risco na execução orçamental, nomeadamente para o que noutro lugar da comunicação se deixa entrever: a dificuldade em cumprir os objectivos de corte na despesa.

Para quem antes das eleições apostava tudo no ajuste orçamental pelo lado da despesa e recusava aumento de impostos, não está mal...
Não se poderia dizer melhor.

Publicado por Vital Moreira
http://causa-nossa.blogspot.com/

È melhor sem...



Valha-nos st.cristas.

Hòstia ! ...

Privatização da RTP não tem a bênção da Igreja

«O governo prepara-se para comprar uma guerra com a Igreja que tem todos os condimentos para se transformar num caldo de proporções devastadoras.

A anunciada privatização de um canal da RTP, ao baixar os preços da publicidade nas televisões ao nível da liquidação total (aliás, já estão em saldos neste momento) vai reflectir-se na redução drástica do lucros de publicidade das rádios e da imprensa escrita, com implicações na sobrevivência desses meios.

O desmoronamento do mercado publicitário com a entrada de mais privados (o programa de governo também deixa em aberto a possibilidade de um canal da RDP ser privatizado) num circuito já em crise aguda, afectará os meios de comunicação da Igreja, a começar pelo colosso Rádio Renascença, líder de audiências.

Além da Renascença, a Igreja possui uma enorme rede de jornais regionais espalhada por todo o país. Ao que o i apurou, a hipótese de desmantelamento da Rádio Renascença e da perda dos seus muitos postos de trabalho não vai ser aceite de ânimo leve pelos responsáveis da Igreja.

Uma "guerra santa", semelhante à que já foi travada em ocasiões anteriores em nome da comunicação social da Igreja, poderá ser desencadeada a partir de Novembro, altura em que se reúne a Assembleia Plenária dos Bispos, caso o governo não decida recuar nesta matéria.» [i]


Parecer:
Isto vai ser lindo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Informe-se o primeiro-ministro.»
http://jumento.blogspot.com/

segunda-feira, 18 de julho de 2011

"Quem redigiu a proposta de lei, fui eu..."

Farçolas

O imposto extraordinário ou um extraordinário imposto?

Independentemente, do novo imposto extraordinário ser mais uma medida penalizadora do rendimento dos trabalhadores (por conta de outrem) e contrariar toda a filosofia política do PSD, enquanto Oposição, esta nova sobretaxação foi hoje apresentada pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, aos portugueses. link

Trata-se de uma jogada de antecipação que visa assegurar o cumprimento das metas orçamentais negociadas para 2011 (5.9% do PIB). Como medida cautelar – se estivéssemos no domínio da economia doméstica – representaria um aforro suplementar calculado e assumido para suprir necessidades imprevistas.

O Estado não se rege pelos princípios das economias domésticas. Tem objectivos mais latos: tem leis orçamenatais, versa o crescimento económico; entrosa-se no mercado de trabalho; "joga" em várias vertentes (monetária, inflação, fiscal e défices); é uma área aberta (virada para o exterior), etc.

Este “imposto extraordinário” é, no mínimo, suspeito. Embora tenha sido reiteradamente afirmado que é uma contribuição isolada, solitária (datada no tempo) a tão acentuada turbulência externa e interna tudo pode fazer. Aliás, quando olhamos para cortes salariais ou agravamentos de impostos nos Países já intervencionados a noção residual é que uma vez implementados surgem (sistematicamente) indicações de que são precisas “novas medidas” (vide Grécia).

A displicência do Governo ao empenhar~se na "ultrapassagem" das medidas da troika poderia ser uma mera intenção política, mas uma vez publicamente declarada, expõe-nos à voracidade dos mercados. A pressa em regressar aos mercados pode ser má conselheira.

Com este "imposto extraordinário" – não podemos ignorar – o Governo hipotecou o seu “estado de graça”. Nada disto estava previsto no Memorando de Entendimento, no manifesto eleitoral do PSD e do CDS e no programa de Governo.

É uma jactância política e uma pirueta de gestão financeira (por melhores justificações que surjam) e - não vale a pena iludir - o “esticar da corda” em relação à capacidade contributiva dos portugueses.

Absorto e calado em Belém mantêm-se um seráfico zelador da Pátria, esquecido danife daquele aviso feito no último discurso de 25 de Abril de que… a austeridade tem limites.

posted by e-pá!
http://ponteeuropa.blogspot.com/

Capachinho vermelho & lobo mau.


Factos & documentos

Há católicos para todos os gostos

posted by Carlos Esperança
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domingo, 17 de julho de 2011

Passo a passos...


A colossal e insustentável leveza do “ser”

A diferença entre este Governo e o cessante é que o anterior pediu certificação internacional das contas apresentadas pela "prata da casa" para as credibilizar e este pede à "prata da casa" que certifique as contas internacionais para as desvalorizar.

LNT
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Natalie Cardone

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Bate-papo

Tonturas & tonsuras


ICAR – O branqueamento de carrascos

Embora tenha recorrido mais ao fogo do que à água, prefira a incineração ao banho e se dedique ao charlatanismo mais do que à ciência, a ICAR está longe da boçalidade do islão.

Os padres da ICAR, libertos da tonsura que os marcava como propriedade da Empresa, à semelhança do ferro que as ganadarias usam, os padres – dizia -, comportam-se hoje como pessoas normais enquanto não são solicitados a debitar os horrores eternos que o patrão reserva aos hereges, sacrílegos e apóstatas.

Aliás, a civilização atenuou-lhes o ímpeto purificador que, na ânsia de salvar almas, os levava a estorricar os corpos. E, assim, foi esmorecendo o desejo de converter ímpios à custa da tortura e a pia intenção de espalhar a boa nova eliminando relapsos.

A ICAR não é o bando de santos que fabrica com desvelo, a máquina de obrar milagres oleada com emolumentos das dioceses que submetem bem-aventurados à canonização, é uma empresa que vive do negócio da fé, da fábula de Cristo e do medo do Inferno.

Pior do que o clero católico são os judeus de trancinhas à Dama das Camélias, pastores evangélicos dos EUA e os mullahs. Pior que os bispos espanhóis são os talibãs do islão e só o Papa pede meças aos Ayatollahs.

Claro que a tara das religiões monoteístas está no coração dos mais pios, na cabeça dos prosélitos e na acção dos cruzados obsoletos que querem expandir a fé. É por isso que a ICAR conta na galeria dos bem-aventurados, alguns com milagres averbados e lugar reservado nos altares, sórdidas criaturas de escassa virtude e duvidosa santidade.
Stepinac e Pavelic, Escrivà e Franco, Videla e Pinochet, Salazar e Moussolini, Bernard Law e Hans Hermann Groer, Marcincus e Rouco Varela, Voityla e Rätzinger, são grãos da seara arroteada pela ICAR.

Stepinac esteve ligado ao campo de extermínio de Jasenovac, comandado pelo franciscano Miroslav Filipovic, o Frei Morte no lúgubre testemunho dos sobreviventes ortodoxos sérvios. JP2 canonizou o carrasco católico e desprezou os mártires sérvios vítimas do campo de horror de Jasenovac.

É esta gente, este bando de fanáticos e assassinos que a Igreja vai procurando branquear como se fossem beneméritos ou, pelo menos, cidadãos recomendáveis.

A Jugoslávia foi desmembrada com o apoio do Vaticano e da Alemanha tendo a católica Croácia servido de detonador de mais uma tragédia na região.
Na Irlanda do Norte os orangistas e os católicos continuam a odiar-se fraternalmente lembrando com bombas a Reforma e a Contra-reforma.

posted by Carlos Esperança
http://ponteeuropa.blogspot.com/

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Pouco seguro...

Debates entre Seguro e Assis.

Disse-me um Amigo, "vi o debate entre Seguro e Assis", e penso que fez muito bem. pela parte que me cabe, jà não tenho pachorra para ouvir este tipo de debates entre "irmãos-inimigos".
Não passam de pequenas brigas entre "gladiadores" de politica interna, são pràticas fraticidas, onde nem o PS nem os candidatos, esclarecem o que quer que seja.
Parece-me um erro trazerem para a rua, uma brincadeira que deveria ser feita no pàtio de casa.
Penso que Seguro não devia ter aceite estas "palhaçadas", e pior ainda, estar disponivel para outras.

Votos de muita paciência, para quem quiser continuar a ver esta telenovela.
Tenho dito.

Melancias

Debates.

A deputada Heloísa Apolónia, depois de 6 anos a dizer o mesmo, no seu estilo de varina, ainda não lhe passou pela cabeça desmemoriada, que o seu partido, que ela própria não sabe bem qual é, se o PCP, se um imaginário PEV, não ganhou um voto nas duas últimas eleições legislativas.

Por Tomás Vasques
http://hojehaconquilhas.blogs.sapo.pt/

Preto no branco

CARTA DE ABRAHAN LINCOLN AO PROFESSOR DO SEU FILHO.

Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, para cada vilão há um herói, que para cada egoísta, há também um líder dedicado, ensine-lhe por favor que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.

Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.

Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.

Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.

Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.

Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.

Eu sei que estou pedindo muito, mas veja o que pode fazer, caro professor."

Abraham Lincoln, 1830

Roubadinho de fresco do:
http://docorvoparaomundo.blogspot.com

segunda-feira, 11 de julho de 2011

domingo, 10 de julho de 2011

Discipulos de cavàco

Valha-nos Deus !...

Que Deus também deu o direito aos seus bispos e cardeais de dizerem disparates… Vêm
estes “desabafos” a propósito das recentes posições da alta hierarquia da Igreja Católica portuguesa em claro apoio político ao Governo. Há algumas semanas, foi a Conferência Episcopal (pela voz do ainda cardeal patriarca) a sintetizar com farisaica inspiração:

“A situação do nosso País é de grave crise; temos que aceitar fazer sacrifícios; oposição ao Governo deve ter um comportamento responsável e de apoio às medidas
excepcionais do Governo”.

Agora, o ainda cardeal patriarca continuou a apoiar politicamente o actual Governo ao caracterizar como “equilibrada” a medida do “corte”, em 50%, do subsídio de Natal. “Quem ganha pouco paga pouco; quem ganha muito paga muito” – isto na piedosa opinião do alto dignatário. (...) Então, uma medida vai trazer um “corte” de 50% no subsídio de Natal a centenas de milhar de famílias de Portugueses carenciados, é uma medida “equilibrada”?! …

João Dinis, Coimbra
36 • Público • Sexta-feira 8 Julho 2011

terça-feira, 5 de julho de 2011

Foi assim...

"Carneiros"

Consoante muda
Agora em voz alta, por favor

Para começar claro, eu acho que se tivesse havido na campanha eleitoral um partido X
que dissesse “este ano o Estado vai arrecadar todo o vosso subsídio de Natal para resolver os seus problemas de tesouraria e podermos voltar ao crescimento económico” — esse partido teria ganho as eleições.

“Imaginem”, pensaria o eleitor, “resolver todos os problemas de uma só penada, sacrificando o subsídio de Natal, mas depois ficar mais tranquilo em relação à
possibilidade de desemprego ou falência, se tal coisa fosse possível” — mas tal coisa não é possível.

Sabemos todos que metade do subsídio de Natal (ou o equivalente a esse subsídio para quem o não ganha) se destina a reunir meros 800 milhões de euros para tapar um buraco.

Reparem: o mesmo papel de tapa-buracos poderia ser cumprido pela venda de uma pequena
parte das nossas reservas de ouro. Portugal tem cerca de 380 toneladas de ouro, reservas que estão no décimo quarto lugar mundial em termos absolutos e
serão das maiores no mundo por comparação com o tamanho da economia. As nossas reservas valem, à cotação atual, cerca de 12,5 mil milhões de euros.
Mas a hegemonia do discurso do sacrifício é tão grande que se tivesse havido em Portugal um partido Y dizendo: vamos vender 24 toneladas de ouro para fazer 800 milhões de euros — esse partido teria perdido.

E, no entanto, o corte do subsídio de Natal tem efeitos sobre a economia (no pequeno comércio, no trabalho sazonal, etc.) que a venda de um quinze avos do nosso ouro não teria. (Em ambos os casos, é claro, o encaixe de dinheiro ocorre só uma vez. Já a legalização e taxação da cannabis, com recolhas estimadas de 20 mil milhões de euros em toda a EU, talvez permitisse ao Estado português um encaixe equivalente aos 800 milhões, repetido todos os anos. Mas Passos Coelho é só um daqueles liberais que acham que deve ser fácil despedir pessoas e não um liberal-liberal disposto a legalizar drogas leves.)

Mas agora vamos à questão séria. Houve eleições há menos de um mês. Nenhum partido falou em cortar o subsídio de Natal. Esta medida não só é um roubo mas é também um maltrato violento à nossa democracia. Não haverá ninguém que a possa impedir?
Há — e aqui olho diretamente para os deputados da maioria. A democracia não funciona só nas eleições. Entre cada ato eleitoral a democracia passa por um Parlamento digno desse nome.

Toda a gente fala deste corte como se já estivesse adotado, mas nenhum daqueles deputados é obrigado a votar este imposto extraordinário sem ao menos impor condições. Os deputados da maioria ainda recentemente desobedeceram às ordens que tinham para votar em Fernando Nobre como presidente da Assembleia. Mas esse era um
voto secreto e portanto era fácil ser corajoso.

E agora onde estão deputados com peso específi co dispostos a erguer-se contra esta medida, nem que seja condicionalmente? Porque não diz o próprio Fernando Nobre
“eu não voto isto enquanto não me mostrarem um plano de luta contra a pobreza”? Porque não diz Carlos Abreu Amorim, deputado e cronista independente, “eu não voto isto enquanto não adotarem as medidas anticorrupção propostas por João Cravinho”? E porque não haverá ao menos um que diga: “eu não voto isto porque não estava no
programa com que fui eleito”?
Será que é por não ser um voto secreto? Balelas. Sois representantes do povo e não
do vosso chefe. Agi como tal.

Rui Tavares. Historiador.
Deputado independente
ao Parlamento Europeu (http://twitter.com/ruitavares)

P.S. Luxemburgo diz, BASTA !.

Cansados de tanta incompetência e compadrio, Socialistas do Benelux, pedem politica responsavel e transparente, para as comunidades. (nota zézen)

Caro camarada António José Seguro, candidato a Secretário-geral do Partido Socialista,

Caro camarada Francisco Assis, candidato a Secretário-geral do Partido Socialista,

Depois de discutirmos na nossa Secção as propostas políticas e os candidatos a SG, decidimos interpelar os candidatos no sentido de sabermos se estão dispostos a aprofundar as suas ideias e propostas para as Comunidades e determinados a resolver o problema da integração orgânica dos militantes do PS das secções das Comunidades no intuito de encontrar uma solução à situação que se arrasta desde há demasiados anos.

Quanto à primeira questão, logo que as moções sejam publicadas não deixaremos de analisar as propostas e ideias avançadas e, se assim o entenderem os militantes da Secção, voltar a interpelar-te e a fazer-te as sugestões que achemos pertinentes.

Quanto à segunda questão queremos solicitar-te a tua posição sobre a situação que se expõe.

1. Sendo o PS um partido de militantes e sendo estes a única fonte de legitimidade das estruturas directivas aos diferentes níveis, aquilo que se passa nas Comunidades é anómalo e inadmissível à luz dos mais elementares princípios democráticos: igualdade de todos os militantes em termos de deveres e de direitos e capacidade eleitoral activa e passiva para todos os órgãos do Partido.

2. Com efeito, acontece que os militantes das Comunidades viram de há uns anos a esta parte as suas capacidades electivas limitadas à eleição dos Secretariados das Secções, dos Delegados ao Congresso e da eleição do SG. Isto desde que, num acto prepotente e burocrático digno de um partido estalinista (sem nunca lhes terem sido comunicadas as actas dos órgãos nacionais do Partido que tal terão decidido, nem os documentos que explanassem a decisão e a sua fundamentação), foram extintas as Federações à data existentes nas Comunidades. Desde essa data não lhes é reconhecida a capacidade de terem representantes na Comissão Nacional ligados organicamente às estruturas organizativas, nem tão sequer de se pronunciarem sobre as listas que o Partido pretenda apresentar aos diferentes cargos de índole electiva, como sejam os candidatos a deputados à AR. São quando muito “consultados” por e-mail com o fim de, muito simplesmente, darem conta das suas observações e/ou sugestões...

3. Esta situação, é perfeitamente anómala e equivale a considerar os militantes das Comunidades como “militantes de segunda” e sob tutela do Departamento Internacional e das Comunidades, órgão não eleito, que tende a ignorar a realidade militante fora de Portugal, defendendo apenas os órgãos nacionais do Partido.

Departamento que os militantes das Comunidades não só não elegeram como nem sequer têm qualquer possibilidade, estatutariamente estabelecida, de participar e/ou de controlar, como seria normal num partido verdadeiramente democrático em que os órgãos directivos, intermédios ou nacionais, têm que apresentar contas e sujeitarem-se ao controlo das assembleias de militantes para o efeito estatutariamente definidas. Para além disso não existe, organicamente, a obrigação daquele Departamento de prestar contas aos militantes das Comunidades. Tal situação equivale à substituição dos órgãos de uma Federação por um "comissário político", o Secretário Internacional e o(s) funcionário(s) do citado Departamento. Face a esta realidade, perguntamos: que Federação Distrital do país toleraria uma tal situação?

4. Estamos convencidos que grande parte dos militantes das Comunidades vivem esta situação como um sinal de desprezo dos órgãos nacionais e com uma enorme indignação pela forma como um partido chave de uma sociedade democrática como é a portuguesa, trata um grupo alargado e numericamente significativo dos seus militantes. A nossa análise e a nossa experiência leva-nos a afirmar que, na prática, somos considerados não só como agentes menores mas, sobretudo, como necessitados de sermos tutelados por um órgão que não elegemos.

Esta situação é no mínimo incoerente com a mensagem política de aproximação entre os portugueses no estrangeiro e o nosso país pois esbarra na atitude contraditória dos nossos dirigentes, a começar pelo exemplo paradigmático que é a própria organização do nosso partido, que tem responsabilidades acrescidas para com as comunidades portuguesas. Devido às circunstâncias geográficas, os nossos militantes no estrangeiro devem mesmo beneficiar de uma discriminação positiva. O aparelho partidário deve, pois, tornar fácil a relação entre as estruturas políticas nacionais e as estruturas políticas no estrangeiro, assim como a relação entre as secções das Comunidades. O diálogo e a relação entre militantes deve ser incentivado. As federações no estrangeiro, como estruturas agregadoras que eram, permitiam justamente que essa mesma relação e o contacto entre militantes fossem mais próximos e intensos.

Após o que acabámos de expor, a questão que te queremos colocar é a seguinte:
Estás na disposição de propor aos órgãos competentes do Partido a correcção desta situação, nomeadamente através das adaptações necessárias dos Estatutos?

Aguardamos com urgência e expectativa a tua reacção a esta interpelação.

Por um Partido Socialista exemplarmente democrático, as nossas melhores saudações socialistas,

F.C.
S.Coordenador.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

sexta-feira, 24 de junho de 2011

PRETO NO BRANCO



Amigos e leitores parecem surpreendidos com a minha complacência face ao próximo governo. É muito simples. Passos podia feito feito um governo de trauliteiros mas, em vez disso, fez um governo normal. Isso marca a diferença. Deixando de fora o Senhor Pintelhos (Catroga) e a infindável troupe de treinadores de bancada de que Mestre Cantiga (o Esteves) é o paradigma encrespado, Passos decepcionou os Clubes, perdão, os blogues mata-e-esfola.

Verdade que não é o governo ideal. Mas nada nos garante que o fosse caso as luminárias que andam a vender à imprensa (as suas) putativas negas tivessem aceite o desafio. Verdade que Miguel Relvas e Paula Teixeira da Cruz, dois comentadores de Crespo, desequilibram o conjunto. Sinais: Relvas fica com rédea curta; o lobby da Justiça pode dormir em paz. Tudo é preferível a ver o Senhor Pintelhos (Catroga) a fazer o anedotário dos corredores de Bruxelas.

Vítor Gaspar à frente das Finanças, como n.º 2 do governo, é uma boa escolha. Conhece bem os cantos à Comissão Europeia, Banco Central Europeu (onde foi director) e Banco de Portugal. Ninguém o conhece nos Clubes, perdão, nos blogues? E quem é que conhecia Cavaco quando em Janeiro de 1980 Sá-Carneiro fez dele ministro das Finanças e do Plano do VI governo constitucional?

Nuno Crato na Educação é um factor de irritação para Mário Nogueira. Isso já é ganho. Crato vem do marxismo-leninismo puro e duro: foi dirigente do PCP (M-L) e, a seguir do PC (R). A rapaziada pensa que ele é um liberal à moda antiga, mas engana-se. Foi capaz de trocar o cargo muito bem remunerado de CEO da Taguspark pelo de ministro. Deu uma lição aos patriotas de água benta.

Paulo Macedo na Saúde também me agrada. Tem a obrigação de não deixar afundar o SNS. Capacidade técnica não lhe falta. Antes da posse devia explicar (ou desmentir) alegadas ligações à Médis.

Álvaro Santos Pereira terá de provar na real as teses dos livros que escreveu (e li com agrado). Gerir a Economia, o Emprego e as Obras Públicas vai ser equivalente a neutralizar os hooligans que puseram Vancouver a ferro e fogo há dois dias. Esperar para ver.

Miguel Macedo, um homem cordato, vai mandar na polícia. Aguiar-Branco passará a ser tratado (na Foz Velha) por Almirante. Assunção Cristas não vai ter tempo para a missa. Pedro Mota Soares é capaz de não levantar muita poeira na Segurança Social. Luís Marques Guedes e Carlos Moedas, ambos no inner circle do primeiro-ministro, são o exacto oposto de ter nos mesmos lugares criaturas como Rui Crull Tabosa e Carlos Abreu Amorim. Passos percebeu que tem de governar com gente educada e agiu.

Por último mas não em último, a Cultura. Não me impressiona o downgrade de ministério para secretaria de Estado. Escrevi muitas vezes que não deve existir ministério da Cultura, opinião que mantenho. A escolha de Francisco José Viegas (sim, somos amigos há mais de 20 anos) é um sinal inequívoco de abertura de espírito.

Sobre Paulo Portas, nada a acrescentar. O presidente do CDS vai chefiar os Negócios Estrangeiros e será o n.º 3 do governo. Dureza por dureza, tudo indica que Passos levou a melhor no ring.

Na noite em que o PSD ganhou as eleições, o pesadelo era imaginar um governo com o Senhor Pintelhos (Catroga), Mestre Cantiga (o Esteves), João Duque (o encrespado), Fernando Nogueira, Marques Mendes, Rui Ramos, Nogueira Leite, Santana Castilho e outros assim. Se virem a coisa por este lado...

posted by Eduardo Pitta
http://daliteratura.blogspot.com/

Austeridade da treta


VEJAM COMO SOMOS AUSTEROS

Os media entraram em orgasmo colectivo: Passos e os seus quatro acompanhantes viajam hoje para Bruxelas em classe económica. Felgueiras, em transe: O primeiro-ministro mandou trocar as passagens de Primeira Classe por lugares em Classe Económica. Dando de barato que a jornalista confunde primeira classe (inexistente nos vôos dentro da Europa) com classe executiva, o que é que vai acontecer? O primeiro-ministro e acompanhantes vão ser convidados a passar para os lugares da frente. Nenhum avião descola sem que o comandante seja informado da presença de VIP's a bordo. Não confundir com pessoas que aparecem nas revistas do social.

Por maioria de razão, o vôo que levará Passos a Bruxelas será monitorizado com pinças. Admitindo que o primeiro-ministro, num gesto para tv registar, recusa mudar de lugar (e com ele o bando dos quatro), não é preciso ser bruxo para adivinhar que a tripulação zelará por estabelecer um cordão sanitário entre suas excelências e os outros passageiros. Afinal de contas, se suas excelências não tiverem lugares vagos ao lado, onde é que põem os dossiês que levam na mão? Tudo isto é uma pepineira. Em nome da austeridade, o PM obriga a companhia a mudar toda a logística de vôo, porventura a antecipar o overbook.

Estranho mesmo é ninguém ter-se lembrado de perguntar: E o Falcon do governo? Foi para a sucata?

[Na imagem, detalhe do interior de uma classe executiva. Não confundir com 1.ª Classe.]

posted by Eduardo Pitta
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quinta-feira, 23 de junho de 2011

ASSUNÇÃO ESTEVES


A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, dedicou hoje a sua eleição, a primeira de uma mulher no cargo, a "todas as mulheres", sobretudo às "oprimidas", prometendo dedicar cada dia à "redenção histórica da sua circunstância".

"Dedico este meu momento de alegria a todas as mulheres, às mulheres políticas que trazem para o espaço público o valor da entrega e a matriz do amor, mas sobretudo às mulheres anónimas e oprimidas", afirmou Assunção Esteves.
A primeira mulher eleita presidente do Parlamento comprometeu-se a fazer "de cada dia um esforço para a redenção histórica" da "circunstância" dessas mulheres.

Perante uma coligação de Direita que interpreta o voto popular - que lhe permitiu conquistar o poder - com uma postura de governação do tipo messiânico, convicta de ser portadora de instintos redentores da Pátria e evocando sublimes e providenciais desígnios de “mudança”, a eleição de Assunção Esteves para a presidência da AR, é uma lufada de ar fresco que “descongestiona” o ambiente político e institucional do País.

Na realidade, desde a queda do XVIII Governo Constitucional que o País vive num sufoco: a crise política, o pedido de intervenção externa, o programa de ajuda, eleições, o espectro do incumprimento, o assédio dos "mercados", etc. …

Esta eleição evidencia ainda quão despropositada, deslocada e irrealista foi a aposta do PSD em Fernando Nobre...

O alargado consenso conseguido em redor da eleição de Assunção Esteves - patente nos discursos dos representantes dos grupos parlamentares - é um caloroso estimulo para o exercício de funções da nova titular do 2º. cargo na hierarquia do Estado.

Finalmente, alguém que neste clima de grandes e pequenas alternâncias, rotativismos, calculismos e rotinas vai ocupar, por mérito próprio e por decisão democrática inequívoca (80% dos deputados), um cargo em que alia a competência técnico-profissional, com provas dadas nas lides parlamentares (nacionais e europeias) e um profundo conhecimento dos trâmites constitucionais. Alguém – como diz o povo – “talhado” para o lugar!

posted by e-pá!
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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Vantagem Financeira

Tretas de palàcio...

A política rasteira

Em Março, quando tomou posse, Cavaco Silva indignava-se com os sacrifícios impostos ao povo e ameaçava o governo: "Há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos."

Por extenso:
"Muitos dos nossos agentes políticos não conhecem o país real... Precisamos de uma política humana, orientada para as pessoas concretas, para famílias inteiras que enfrentam privações absolutamente inadmissíveis num país europeu do século XXI. ... Há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos."

Agora, ao dar posse ao "seu" governo, Cavaco Silva pela ao povo para a patriótica necessidade de mais e mais sacrifícios para:
"um tempo que vai exigir grandes sacrifícios dos cidadãos "... "Perante a gravidade da situação, perante a dimensão dos sacrifícios que vão ser pedidos aos Portugueses –possivelmente, os maiores sacrifícios desde que foi instaurada a democracia ",


Então agora a política já pode ser desumana? Que terá mudado em três meses? Talvez o governo, não?


posted by Raimundo Narciso
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Diabretes

Oremos pela protecção divina

Já foi dito quase tudo sobre o governo zipado de Pedro Passos Coelho, resta orar à virgem para que o país não se afunde e para isso temos o dr. Macedo, que em vez de esperar elos resultados para promover a missa de acção de graças bem pode sugerir ao primeiro-ministro que a primeira reunião do conselho de ministros se realize em Fátima ou, como não há tempo a perder, podem aproveitar a missa que se realizará no próximo sábado na Igreja de Nossa Senhora de Fátima em honra de Josemaria Escrivá de Balaguer e pedir ao santo que inspire os novos ministros.


Uma ministra como Assunção Cristas que sabe menos de agricultura do que o o merceeiro da minha rua, e que além da pasta dos pepinos ainda tem que decidir sobre o ordenamento do território, mar e ambiente bem precisa de um santo, receio mesmo que o santo Josemaria não chegue, tal como a ministra ainda é um santo com pouca experiência e como se sabe a Opus Dei é mais dada a bancos e banqueiros do que a pepinos e agricultores.


Com a protecção assegurada por Josemaria está o grande gestor Paulo Macedo, o homem do BCP que com cornetas e publicidade ascendeu ao estatuto do melhor gestor português. O problema está em saber se vai fazer na saúde o que fez no fisco, reunir os médicos em sessões para tocarem cornetas de São João, darem com martelinhos na cabeça dos colegas e deixar tudo o resto como estava. É muito duvidoso que venha a terminar o mandato com uma missa de acção de graças pelo sucesso do seu ministério.


A verdade é que por mais elogios que se façam aos ministros deste governo as suas fragilidades são fracas, dos ministros ditos políticos aproveita-se o Portas e dos académicos e gestores resta saber se terão ao tão propalado prestígio não devidamente demonstrado corresponde a competência exigida pelos mega ministérios que foram criados.

Publicada por Jumento
http://jumento.blogspot.com/

Divida Odiosa !

Polìtica de pepino ...

Comunistas permitem ao PP governar na Estremadura

Por 28 votos a favor e 19 contra o Conselho Político da Estremadura espanhola da coligação Esquerda Unida(IU), que engloba os comunistas, decidiu que os seus três deputados no Parlamento regional vão abster-se, permitindo assim que José António Monago, o candidato do Partido Popular, governe a região. Depois de 28 anos de poder do PSOE, a Comunidade da Estremadura espanhola, um dos baluartes de sempre dos socialistas, muda de mãos.

“A decisão está fora da política federal traçada pela Esquerda Unida”, considerou ontem Cayo Lara, coordenador-geral da coligação. Hoje, a presidência de IU decidirá que medidas adoptará contra os deputados da Estremadura.

“Expulsão é uma palavra forte e a situação é demasiado delicada para avançarmos já soluções”, disse Lara. “Espero que não sejam tomadas sanções, sou professor e digo que hoje já não se usa a palmatória”, comentou Pedro Escobar, coordenador da IU na Estremadura.

Nas eleições autonómicas de dia 22 de Maio, o PP foi a lista mais votada, a um eleito da maioria absoluta. Por isso, era decisiva a opção dos três deputados da IU, dois dos quais se manifestaram abertamente a favor do apoio ao actual presidente e candidato socialista, Guillermo Fernández Vara. Nas assembleias celebradas nas últimas semanas na Estremadura 70 por cento dos militantes manifestara-se a favor de deixar passar o PP, uma decisão que contrariava as orientações gerais de IU – que apostava na formação de executivos regionais e municipais de esquerda.

O que sepassou na Estremadura não é caso único. Em 40 câmaras de todo o país, a maioria na Andaluzia e na região estremenha, o PP chegou ao poder pela não- beligerância – abstenção – da Esquerda Unida.

Com a perda do poder na Estremadura e Castela-Mancha, ao PSOE resta o poder na Andaluzia, comunidade que vai a votos em Março do próximo ano, numa votação que todas as sondagens indicam que vai ser propícia aos populares.

Para além das terras andaluzas, o PSOE governa no País Basco, com o apoio do PP, e integrará os executivos das Canárias e de Navarra, liderados,respectivamente, pela Coligação Canária e União do Povo Navarro. Ou seja, em 2011, face às eleições municipais e regionais de 2007, o PSOE tem 11,7 milhões de governados a menos, o que representa uma perda de 53 por cento do poder autonómico em quatro anos.

Nuno Ribeiro, Madrid
Público • Terça-feira 21 Junho 2011

domingo, 19 de junho de 2011

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Vermelho Cor de Alface: Depois da borrasca

Vermelho Cor de Alface: Depois da borrasca: "Ora, então, vamos lá... Grande borrasca a de ontem, não foi ?  Grandes consequências mais ou menos previsíveis...É verdade ! Mas nada disto..."

Magia de nobre

Passos Coelho insiste em Nobre?
Chegam rumores que Passos Coelho não quer desistir de fazer chegar Fernando Nobre à Presidência da AR.

Houve rumores de imprensa de que poderia ter um cargo ministerial para evitar esta situação melindrosa. Contudo, essa solução terá sido lançada para o lixo por exigência do CDS e, se foi assim só revelou juízo.

Há receios de que a subida de um nobre à Presidência da AR traga dissabores, desde logo a ignorância para o cargo e assim sugere-se a entrada na OPUS para um curso acelerado com o irmão Mota Amaral. Tem piada , mas um curso acelerado sempre pode ajudar.

Mas há quem, no seio do PSD, tema outros dissabores bem piores e também já há rumores.

# posted by Joao Abel de Freitas

Pic-nic


Posted by Luis Grave Rodrigues
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PS: Direito ao contraditòrio

Um pequeno balanço de 6 anos de PS sob a liderança de José Sócrates

O país vive uma crise profunda. Uma crise orçamental e financeira que veio a tornar-se uma crise económica e social. Quanto a ser JS o único responsável não concordo.
De 2005 a 2008 a sua governação foi muito boa.

Desde 2009 que não conseguiu fazer frente a um ataque de vários quadrantes, a vagas e tempestades incalculáveis. A tudo tentou resistir sem qualquer outro apoio que não fosse o Partido que sempre foi solidário.

Mas deixou marcas que serão perenes e que para mim são muito importantes: a lei da imigração, da nacionalidade, as leis da família, da bioética, a política da ciência, na energia, a educação, a credibilização do SNS, uma política externa adequada, uma pequena transformação industrial, passando Portugal a ser exportador de Software e outros produtos intelectuais. Falta fazer muito, mas o caminho foi correcto.

28% dos votos não é humilhante. Longe disso: Vejam-se os resultados de Angela Merkel na Alemanha, veja-se o que aconteceu ao Partido que governou a Irlanda durante décadas (eclipsou-se), veja-se o que aconteceu à Direita na Grécia... etc. etc.
Esta força progressista e transformadora, apoiada nas classes populares e na pequena burguesia, que é o PS, está viva e vai dar o seu contributo ao país, agora na oposição!

posted by André Pereira

VIRGENS

NOIVAS DE SANTO ANTÓNIO

Fiquei ontem a saber, por uma notícia do jornal "i", que antes do 25 de Abril as candidatas aos "casamentos de Santo António" só eram admitidas se fossem comprovadamente virgens. Para o efeito eram submetidas a uma inspeção médica em que as suas partes íntimas eram minuciosamente perscrutadas para verificar a integridade dos respetivos himens.

A que obscenidades descia a "moralidade" clerical-fascista!

(Se soubesse fazê-lo, faria link para o artigo. Mas o mais que consigo é isto:http://www.ionline.pt/conteudo/129915-as-noivas-santo-antonio-ja-nao-vao-ao-medico-veja-como-tudo-mudou)

posted by ahp
http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8197682051414537341

quarta-feira, 15 de junho de 2011

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Brincalhão...

"Tà quetinho, ou levas no focinho"

Banana macaco

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Meninos cor de rosa.

"Pronto a estrear"


O "impecilho" era Socrates", assim diziam os democratas à esquerda e à direita do PS. Para eles era impossivel darem o nò e chegarem a conclusões nupciais enquanto Socrates fosse "chefe" do PS. Agora que Socrates deixa os cargos no PS, serà que jà vão poder casar e terem muitos meninos cor de rosa ?! Se calhar...

by zézen

Demissões, precisam-se !

Só uma demissão esta noite?!

José Sócrates ganhou a maioria absoluta na primeira eleição em 2005 quando era SG do PS apenas há poucos meses .O PS perdeu a seguir as eleições presidênciais e as europeias.Voltou a ganhar as legislativas em 2009 mas já longe da maioria absoluta.

Nunca apreciei o estilo e o modo de fazer política do ex-ministro do Ambiente que fez da co-incineração dos lixos um assunto de «autoridade de Estado» para se distinguir do Primeiro-Ministro Guterres.Afirmei-o desde cedo com outros, muito poucos então..

Hoje José Sócrates demitiu-se sozinho.Mas esta noita muitos mais deviam ter apresentado a sua demissão.Dentro e fora do PS.

Publicada por josé medeiros ferreira
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Prof€cias


“Tarde ou cedo a Espanha pedirá o resgate ”…

Quem pronunciou estas palavras no princípio de Abril foi Kenneth Rogoff, ex- economista chefe do FMI (2001-2003), que situa o regaste no momento em que a Grécia, a Irlanda e Portugal peçam a reestruturação da sua dívida, porque não poderão pagá-la…

Comentário:
Uma terrível profecia!
A moeda comum europeia europeia continua sujeita a uma progressiva contaminação, sob a influência dos mercados, daí resultando que a situação económico-financeira, na Europa, encontra-se fora de controlo. Cada dia que passa aparece um novo economista (...de referência) a falar da crise da Zona Euro, prevendo cenários catastróficos.

Ao ler semelhantes previsões qualquer cidadão acaba por questionar:
-Vale a pena sacrificar tão duramente os povos se os resultados estão à partida comprometidos?
-Estaremos condenados a que sejam as invisíveis forças dos mercados a resolver os problemas económicos e financeiros de uma Europa em crise?
- Quais as alternativas?

Um texto publicado no DIAGONAL Web (periódico quinzenal crítica da actualidade) sob o titulo “A refinanciação dos resgates e o resgate de Espanha”. A ler. link

Kenneth Rogoff- Professor de Políticas Públicas e de Economia na Universidade de Harvard.

posted by e-pá!
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Previsões da estranja

Final: Rosa - Laranja ( 73 / 109 )

PSD 109
PS 73
CDS 24
CDU 16
BE 8

Boa sorte para Portugal. Estando a poucos Passos do abismo, a partir de agora sò pode piorar. Força e coragem na mola.

sábado, 28 de maio de 2011

Vaya con dios

"Utopias do costume"

Uma semana de campanha

Com a primeira semana de campanha eleitoral desapareceu o programa eleitoral do PSD e o seu redactor, o professor zero, desapareceu o projecto de revisão constitucional, desapareceu o Mais Esperança e os seus promotores e até desapareceram algumas convicções de Passos Coelho com mais de uma década, como era a sua posição sobre a despenalização do aborto.


Nesta primeira semana também desapareceu o PEC IV e a bancarrota, a descida da TSU, o financiamento da competitividade com o IVA sobre os bens básicos, reapareceu a direita do costume, a sua velha gula pelo poder, as suas velhas bandeiras e o recurso aos golpes baixos para conquistar votos. Desapareceu a direita moderna e liberal dando lugar à salgalhada do futuro, agora com mais ambições porque a crise financeira se tornou numa oportunidade única para promover uma contra-revolução recalcada desde o dia 25 de Abril.

O liberalismo de Passos Coelho combinou-se com o conservadorismo da direita mais conservadora, o falso liberalismo casou com o intervencionista oportunista, o que no Estado dá lucros deve privatizar-se, onde há dinheiro no Estado este deve financiar a produtividade do sector privado e o que restar do Estado deverá servir para enriquecer o sector privado.

As grandes causas da direita deixaram de ser as grandes causas do país que supostamente conduziram a esta crise política, são as causas de sempre e a crise financeira não passou de um argumento. Nesta primeira semana a direita demonstrou que a crise da zona euro apenas serviu de argumento para Cavaco Silva tentar livrar-se de Sócrates e devolver o poder à direita. A crise financeira promovida a bancarrota serviu de argumento para que uma direita que estava falida tente agora fazer passar todos os seus projectos.

Com o argumento de salvar o país esta direita frustrada e vingativa não hesitou de conduzir o país para uma crise profunda para se salvar a si própria. As lutas políticas são as de sempre, o linchamento de quem no PSD ousar criticar o chefe, o CDS a tentar quebrar a hegemonia do PSD à direita, o PSD a tentar extinguir o CDS, a esquerda conservadora a tudo fazer para tirar o PS do governo e lá colocar a direita a sério para alimentar a sua velha luta de classes.

Estas eleições são iguais a todas as outras que já se realizaram em Portugal, é a luta do poder pelo poder, é o assalto ao dinheiro dos políticos. As lutas ideológicas são as mesmas a que assistimos desde que há eleições democráticas, a direita a lutar por um poder que considera seu como se fosse a solução natural e a esquerda conservadora a vender as utopias do costume.

Tudo está claro, quem quiser a direita no poder ou vota num partido de direita ou vota nos que não querem lutar pela defesa Estado social mas sim proporcionar à direita a oportunidade de o destruir para serem líderes da sua defesa em agitação de rua. As opções e os resultados serão os do costume, ou vai governar a direita ou vai governar a esquerda, ou governam os que esgotado o modelo da mão de obra intensiva querem usar os impostos para financiar empresas preguiçosas ou governam os que defendem que o Estado não deve deixar de ter preocupações sociais, tudo o resto são fait divers.

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sexta-feira, 27 de maio de 2011

EDUARDO GALEANO

Jà ch€gou... !

FMI entregou primeira tranche a Portugal, UE anuncia segunda.

O Fundo Monetário Internacional(FMI) já entregou, anteontem, a primeira tranche de ajuda fi nanceira a Portugal, no valor de 6,1 mil milhões de euros, segundo fonte da instituição em Washington. Até ao fi nal do ano, Portugal deverá receber do FMI mais
6,5 mil milhões de euros, no âmbito do resgate fi nanceiro, que envolve também a União Europeia, a qual anunciou ontem que Lisboa receberá a 1 de Junho uma segunda tranche no valor de 4,75 mil milhões – a primeira (1,75 milhões) chega um dia antes,
concedida ao abrigo do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira(MEEF).

As obrigações destes 4,75 mil milhões vencem a 3 de Junho de 2016, a uma taxa de juro de 2,75%, justifi cando- se a taxa de juro inferior àquela aplicada à primeira tranche com o facto de a maturidade ser também mais reduzida. A forte procura de investidores nesta segunda emissão veio da Europa - desta vez com Reino Unido à cabeça (17%), seguido da Alemanha e Áustria (14%) –, mas também da Ásia (16%) e Médio Oriente (7%). Já a taxa de juro do crédito do FMI será flexível, ajustada a cada duas semanas. Começará nos 3,25% nos primeiros 3 anos, subindo para 4,25 para os montantes em falta para além desse período. Incluindo o período de carência, o reembolso do empréstimo será feito ao longo de 12 anos, adiantou a fonte.

Na passada sexta feira, a administração do FMI tinha aprovado a participação
da instituição fi nanceira no resgate internacional a Portugal, com um empréstimo de 26 mil milhões de euros. A instituição enviará uma missão de assistência técnica a Lisboa entre os dias 30 e 31, para preparar o acompanhamento do programa económico.
Esta missão mais curta, de natureza “preliminar”, irá “preparar o terreno para uma missão completa de gestão fi nanceira pública, mais tarde no Verão”, segundo fonte oficial do FMI.

O apoio do FMI e UE, no valor global de 78 mil milhões de euros, permite a Portugal evitar recorrer aos mercados financeiros internacionais a taxas de juro mais altas durante o período de ajustamento e introdução de reformas.

Ontem, os técnicos do banco Goldman Sachs alertaram os seus clientesinvestidores de que devem evitar exposição às dívidas portuguesa, grega e espanhola. A opção, dizem, deve ser centrada nos países emergentes.

Público • Quinta-feira 26 Maio 2011 • 23

Cultura, um desassossego...

Passos diz que Ministério da Cultura foi reduzido a uma “caricatura”

Segundo o PSD, transformar o MC numa secretaria de Estado é dar mais poder ao sector. A actual ministra diz que é transformar a Cultura em “ornamento do poder”

Não era uma polémica evidente de levar para campanha, mas, ontem,num almoço na Guarda, o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, decidiu fazer subir de tom a discussão em torno da extinção do Ministério da Cultura (MC), que, se formar Governo, quer transformar em secretaria de Estado.

Acusando o actual Governo de ter transformado o MC “numa caricatura, quando devia ser uma causa”, Passos Coelho deixou críticas em forma de pergunta: “É perigoso dizer
que o Ministério da Cultura não tem transparência e parece uma agência de subsídios?” “Acham perigoso dizer que a Cultura deve fi car na dependência do primeiro-ministro?” Gabriela Canavilhas, ainda titular da pasta, reagiu em declarações à Lusa, dizendo ser claro o que esperar se o PSD formar Governo: a Cultura como “ornamento do poder”.

Ao PÚBLICO, Francisco José Viegas, um dos autores do programa do PSD para a Cultura e candidato a deputado pelo distrito de Braga, avançou que uma nova estrutura implicará “algumas fusões e algumas extinções”. Sem concretizar, diz que a ideia é acabar “com as coisas que não funcionam”.

No programa do PSD está, por exemplo, a revisão do estatuto da OPART, o polémico organismo de gestão de teatros nacionais e da Companhia de Bailado, e a intenção de
“repensar os apoios a fundações e outras entidades que dependem quase exclusivamente das subvenções”. “Da parte do PSD, há uma clareza enorme”,afirma Viegas. “A existência de um ministério não é garantia de mais dinheiro para a Cultura ou de mais agilidade na tomada de decisões”, diz o também escritor e editor.
E defende que a ligação directa ao chefe do Governo só irá beneficiar o sector.
“Simbolicamente, até tem mais força se estiver ligado ao primeiro-ministro do que se estiver a discutir num Conselho de Ministros com a desconfiança de todos os outros ministérios, e sem força para poder actuar.” A Cultura “vai ser uma preocupação fundamental [do primeiro-ministro]”, garante Viegas.

Canavilhas defende PM Já foi também uma preocupação do actual primeiro-ministro, José Sócrates, acredita Gabriela Canavilhas, que respondeu ao PÚBLICO por email: “O
Orçamento do Estado para 2010 aumentou a verba para o MC. O primeiro-ministro cumpriu essa promessa.

Ao longo do ano, surgiram os PEC e as cativações para todos os ministérios.
O primeiro-ministro interveio pessoalmente para retirar a cativação ao MC.”
“Mais do que falta de verbas”, diz Canavilhas, “a Cultura tem sofrido com as constantes mudanças de ministros – nunca nenhum esteve mais do que dois anos no cargo, desde os cinco anos de Carrilho, que terminaram em 2000”.

E, alerta, falar em ministério ou secretaria de Estado “não é uma questão de palavras, é muito mais do que isso”. “Se é uma questão de palavras,
Alexandra Prado Coelho por que não reduzir a secretaria o Ministério da Justiça, da Saúde, da Economia?”

Referindo-se a declarações de Canavilhas,Viegas afirma que “falar em retrocesso civilizacional é um absurdo”. “Retrocesso tem sido o MC ser uma espécie de ministério
das Finanças da Cultura, embrulhado em contas de que acaba por não dar conta”. Libertar peso “Uma das coisas fundamentais é libertar a cultura do peso excessivo dos
decisores do Estado”, diz o candidato do PSD.

O programa do CDS para a Cultura também não defi ne claramente um tipo de estrutura. “Foca-se em coisas mais importantes do que saber se haverá
uma ministra na próxima legislatura”, diz Diogo Belford Henriques.

No último congresso, o CDS admitiu a hipótese de haver um secretário de
Estado para a Cultura, precisamente “por se tratar de uma área transversal”, mas uma decisão fi nal “depende da estrutura do Governo”.

Tanto o PCP como o Bloco de Esquerda defendem a manutenção do Ministério da Cultura, mas não no seu modelo actual. “Que o PSD queira fazer retroceder o Ministério da Cultura para o nível de Secretaria de Estado é coerente com a subalternização da Cultura que é característica da direita”, respondeu por email o Gabinete de Imprensa do PCP. Mas o partido critica também “o processo de desresponsabilização do Estado e de esvaziamento do MC ao longo da última década, linha que teve a sua expressão mais violenta nos orçamentos de miséria dos governos Sócrates”.

O que mais preocupa Catarina Martins, do Bloco, é o argumento de que “o MC tem tão pouco dinheiro que mais vale ser secretaria de Estado”.
Isso, diz, seria “fazê-lo perder ainda mais influência e orçamento”. Um verdadeiro MC, para o Bloco, não deveria continuar a ter “uma política de príncipe,distribuindo dinheiro”, mas sim “uma verdadeira política de serviço público, que garanta o acesso das pessoas à cultura.”

Alexandra Prado Coelho
com Lucinda Canelas e Nuno Simas

terça-feira, 24 de maio de 2011

Beatices


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Avanti Tutti !


Obama defende Palestina desmilitarizada com fronteiras 1967

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu hoje que as fronteiras de Israel e de um futuro Estado palestiniano devem basear-se nas de 1967 e que a Palestina independente não deve ser militarizada.
“As fronteiras de Israel e da Palestina devem basear-se nas delimitações de 1967 com mudanças apenas se as duas partes estiverem de acordo para garantir que haverá fronteiras seguras e reconhecidas pelos dois Estados", defendeu Obama num discurso sobre o Médio Oriente, feito a partir do Departamento de Estado. "A retirada completa e gradual das forças militares israelitas deve ser coordenada com a ideia de responsabilidade de segurança palestiniana num Estado soberano e não militarizado”, afirmou ainda o presidente. link

Será, porventura, a mais profunda inflexão da política externa americana para o Médio Oriente. Mas tal facto não é premonitório de uma Paz ao alcance da mão.
Faltam limar muitas arestas. Uma delas é a tal ideia de “responsabilidade de segurança palestiniana num estado soberano e não militarizado”. Na verdade, não parece fácil entender-se a segurança de um Estado Palestino sem que existe um espaço global desmilitarizado. Isto é, a desmilitarização não deve incidir só sobre a Palestina mas sim abarcar toda esta martirizada região. Israel, nome da sua segurança, dificilmente aceitará esta condição. Por outro lado, o reconhecimento de um Estado Palestino soberano implica reciprocidade, ou seja, a aceitação, por parte do Hamas, do Estado de Israel.

A implementação da resolução 242 da ONU (1967 borders) remetendo a delimitação dos dois Estados para as fronteiras de 1967 é um recuo americano para posições mais consentâneas com as perturbações históricas desta região e de certa maneira “apaga” anteriores decisões onde a Administração americana esteve envolvida [Camp David, 1978 e Oslo, 2001]. Israel dificilmente aceitará esta proposta de delimitação. Ela significa para os israelitas ignorar a “Guerra dos Seis Dias”, um marco do conflito israelo-palestino e a base de toda a política de "ocupação" do território realizada por Telaviv, nos últimos 50 anos.

Por outro lado, a delimitação de 1967 representa também um problema territorial para os palestinos - persiste o "problema" de Jerusalém - já que o mapa menos polémico seria o de 1946/47.

Há muito por fazer no conflito israelo-palestino. Seria, contudo, displicente ignorar que, ontem, Obama, deu importantes passos no sentido da Paz.

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu hoje que as fronteiras de Israel e de um futuro Estado palestiniano devem basear-se nas de 1967 e que a Palestina independente não deve ser militarizada.
“As fronteiras de Israel e da Palestina devem basear-se nas delimitações de 1967 com mudanças apenas se as duas partes estiverem de acordo para garantir que haverá fronteiras seguras e reconhecidas pelos dois Estados", defendeu Obama num discurso sobre o Médio Oriente, feito a partir do Departamento de Estado. "A retirada completa e gradual das forças militares israelitas deve ser coordenada com a ideia de responsabilidade de segurança palestiniana num Estado soberano e não militarizado”, afirmou ainda o presidente. link

Será, porventura, a mais profunda inflexão da política externa americana para o Médio Oriente. Mas tal facto não é premonitório de uma Paz ao alcance da mão.
Faltam limar muitas arestas. Uma delas é a tal ideia de “responsabilidade de segurança palestiniana num estado soberano e não militarizado”. Na verdade, não parece fácil entender-se a segurança de um Estado Palestino sem que existe um espaço global desmilitarizado. Isto é, a desmilitarização não deve incidir só sobre a Palestina mas sim abarcar toda esta martirizada região. Israel, nome da sua segurança, dificilmente aceitará esta condição. Por outro lado, o reconhecimento de um Estado Palestino soberano implica reciprocidade, ou seja, a aceitação, por parte do Hamas, do Estado de Israel.

A implementação da resolução 242 da ONU (1967 borders) remetendo a delimitação dos dois Estados para as fronteiras de 1967 é um recuo americano para posições mais consentâneas com as perturbações históricas desta região e de certa maneira “apaga” anteriores decisões onde a Administração americana esteve envolvida [Camp David, 1978 e Oslo, 2001]. Israel dificilmente aceitará esta proposta de delimitação. Ela significa para os israelitas ignorar a “Guerra dos Seis Dias”, um marco do conflito israelo-palestino e a base de toda a política de "ocupação" do território realizada por Telaviv, nos últimos 50 anos.

Por outro lado, a delimitação de 1967 representa também um problema territorial para os palestinos - persiste o "problema" de Jerusalém - já que o mapa menos polémico seria o de 1946/47.

Há muito por fazer no conflito israelo-palestino. Seria, contudo, displicente ignorar que, ontem, Obama, deu importantes passos no sentido da Paz.

posted by e-pá!
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XENOFOBIA



A sátira da participação de imigrantes na campanha eleitoral nos limites da xenofobia

Vieram a público, neste fim-de-semana, várias “peças jornalísticas” que procuraram fazer uma sátira pelo facto de um grupo de imigrantes ter participado em comícios eleitorais de um determinado partido político.


As “representações sociais” implícitas e promovidas nessas “peças” passavam pela caracterização do Imigrante como uma pessoa que:

- não teria qualquer interesse na política e que se deixou instrumentalizar, mais exactamente deixou-se “comprar” por um prato de lentilhas, digo, por uma sandes de queijo (de fiambre não deveria ser, porque muitos poderiam ser muçulmanos…);
- ou como uma pessoa sem liberdade e sem capacidade de autodeterminação e que estaria ali a mando de outrem apenas para abanar bandeiras e encher espaço, mas mais uma vez o jornalista – desapontado – não conseguiu provar que aqueles “mercenários” houvessem sido pagos por tal serviço (à excepção da já famosa viagem de autocarro e da sandes…).

Ora estas “reportagens” estão imbuídas de preconceitos e roçam a xenofobia.
O preconceito de que o imigrante apenas participa na política por interesses venais (a sandes, a viagem de autocarro);
O preconceito de que o imigrante, não tendo direito a voto, não deveria ter o direito de participar no debate político. No fundo: eles estão cá para trabalhar e não para participar na coisa pública.

Claro que os repórteres tiveram o cuidado de aprimorar a sátira e procuraram filmar e entrevistar a caricatura mais populista: o indiano de turbante e o moçambicano com difícil dicção, carecendo de legendagem.
Fora este um jantar-debate com investidores americanos ou alemães; ou um chá no clube de golfe inglês de Cascais e já o efeito burlesco perante a audiência não funcionaria.

A maioria da população portuguesa arreganha um sorriso pérfido perante estas “peças” e abanando os ombros limita-se a cochichar que o partido que promove este tipo de participação instrumentaliza as pessoas. Fosse este partido um outro, por exemplo de extrema-esquerda e muito focado nos direitos dos imigrantes e já a imagem de instrumentalização não passava. Fossem estes imigrantes outros, por exemplo financiadores de órgãos de comunicação social, num hotel de 5 estrelas, e já a sátira não funcionava.

O ponto é que o partido que promoveu esta participação de imigrantes tem razão para o fazer! Como aliás disseram os imigrantes entrevistados, eles têm razões de agrado pelas políticas de imigração defendidas e praticadas pelo PS e por José Sócrates. Os Relatórios da ONU aí estão a comprovar que Portugal tem das melhores políticas de integração de imigrantes.

Recordo ainda que nas juventudes partidárias militam jovens sem idade para votar e que ao longo de 37 anos abanaram bandeiras e colaram cartazes, sem que a falta de capacidade eleitoral fosse razão para satirizar ou inibir o seu direito de participar no debate cívico e político!

Proponho aliás que os imigrantes tenham o direito de voto e mesmo que haja uma presença obrigatória de deputados imigrantes no Parlamento, através da criação de um círculo eleitoral para esta população (claro que isto só seria possível através de uma revisão constitucional).

Talvez isso não interesse. Talvez a comunicação social deva ir a reboque dos critérios do Correio da Manhã e inundar as nossas mentes de representações sociais e culturais próximas da xenofobia, promovendo o desdém, o apoucamento e a infantilização do cidadão imigrante!


André Gonçalo Dias Pereira
Coimbra, 23 de Maio de 2011

Paga e não bufa...

Alternancias...

sábado, 21 de maio de 2011

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O Valioso Tempo dos Maduros

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.

Tenho muito mais passado do que futuro.

Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.

As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.

Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo secretário geral do coral.

‘As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade. O essencial faz a vida valer a pena.

E para mim, basta o essencial.

*(atribuído a Mário de Andrade)*

Catroga Mix

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Sonhos de freira...

Nossa senhora !!!



(Escultura da Atlantis - Peça de cristal)
http://srbolinha.blogspot.com

Triste mania...

Uma triste mania portuguesa

Quando um jovem leão consegue expulsar o leão dominante logo de seguida mata as crias destes, desta forma acelera o cio nas leoas e assegura a continuidade dos seus genes. Em Portugal sucede mais ou menos o mesmo nalgumas empresas, no Estado ou nos governos, os recém vencedores começam por desfazer o trabalho dos antecessores, os governos poem fim aos projectos dos antecessores, os novos chefes abandonam o trabalho que está a meio. A melhor forma de anunciar um país novo é destruindo o velho, é uma solução recorrente dos países comunistas, Pol Pot levou a tese a extremos e decidiu matar o povo para que dos seus cadáveres surgisse um novo povo.


Pedro Passos Coelho tem-nos dado muitos exemplos deste comportamento, é o que está a fazer com as Novas Oportunidades. Há algum tempo perguntava a uma empregada de um café onde habitualmente tomo a bica como tinha passado o fim de semana, respondeu-me que a estudar porque estava nas Novas Oportunidades, estava toda contente por ter voltado a estudar. O mesmo sucedeu com outras pessoas e muitas outras teriam aderido se existissem cursos. Apenas conheço o programa pelos testemunhos de quem por lá passou ou de empresários que vieram a público elogiá-lo. Sei agora que até tem uma auditoria externa da responsabilidade da Universidade Católica e conduzida por Roberto Carneiro. Ao que parece o líder do PSD também só o soube ao mesmo tempo que eu, depois de a ter exigido para insinuar que era uma total bandalhice. Outros exemplos desta estratégia idiota foi a tentativa de suspensão da avaliação dos professores, a suspensão do novo Código Contributivo, os ataques ao encerramento de escolas sem condições ou de centros de saúde inúteis.


Quem aderiu às Novas Oportunidades são pessoas que, por exemplo, abandonaram a escola no 7.º ou 8.º ano e agora pretendem concluir o 9.º, muitas vezes nem esperam mudar de emprego, ainda que a melhoria da situação profissional esteja certamente no seu horizonte, situação ainda mais frequente quando são empregados de empresas que promoveram o programa. Muitas vezes fazem-no por orgulho próprio, para darem o exemplo aos filhos e ainda não conheci ninguém que tenha aderido em função de eventuais facilitismos.


Da mesma forma que se recusa a qualquer negociação com Sócrates como se fosse o diabo, quando se sabe que foi o líder do PSD que se portou mal quando discutiu o PEC IV, o líder do PSD considera que tudo o que Sócrates fez foi mal feito e é para destruir ou, quando percebe que há muitas opiniões positivas, para rever, parece que um seu governo dedicaria uma boa parte do esforço ao exorcismo socrático. Tudo parece ter sido mal feito e é a sua equipa de assessores estarolas que vai endireitar o país.


Esta é uma postura criminosa, num país na situação difícil em que está Portugal, os governos não devem servir para exorcismos e os políticos devem ter a coragem de reconhecer o que está bem feito, nada os impedindo de melhorar. Mas destruir, não!


É por estas e por outras que não confio em Pedro Passos Coelho nem vejo nele as qualidades exigidas para governar um país e muito menos quando esse país enfrenta uma crise internacional e se encontra fragilizado por uma crise financeira interna que foi agravada pela irresponsabilidade de políticos gulosos.

Um político incapaz de reconhecer uma única obra positiva do seu adversário é um político cego, incapaz de perceber que acima das suas ambições pessoais, dos negócios que fez com os lóbis que o apoiam, da fome de tacho dos seus assessores, está o interesse do país.

Publicada por Jumento

Simpàtico qb...


PPC só com metade do tempo dos outros, não admira.

Não admira que o Pedro Passos Coelho, coitado, tenha as sondagens a irem pelo cano abaixo. Pois ele tem só metade do tempo de campanha dos outros!
Como assim?

É que a cada dia em que apresenta uma medida do programa, ou uma boa ideia, perde logo o dia seguinte a emendar, a explicar melhor ou a dizer que vai alterar. É que não deixam passar nada.

Aquele frente a frente como o Louçã foi mesmo de encavacar. Parecia o professor e o puto com a lição mal estudada.
Até tenho pena porque ele é, assim, simpático. Mas no Governo, mesmo com mar chão, seria um desastre. Agora assim com mar encapelado, valha-nos Deus, é um perigo.

# posted by Raimundo Narciso
http://puxapalavra.blogspot.com/

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O(r)questrada

Eleição Emigração 2009 (1)


Nunca concordei com a divisão dos círculos da emigração em dois (europa e resto do mundo).


Conheço os fundamentos que se apresentam para justificar a existência de dois círculos de emigração mas nenhum desses argumentos é, a meu ver, suficiente para justificar tal separação. Faria assim muito mais sentido um círculo único da emigração como aliás acontece com vários países.

Mas se em termos conceptuais a divisão é discutível, na prática os resultados que o sistema permite são absurdos.
O PS obteve 9135 votos de emigrantes e elegeu apenas um deputado e o PSD somou 8706 votos e elegeu três deputados.

Com o resultado nacional, a eleições destes 3 deputados pelo PSD acaba por não ser relevante, mas imaginem que os resultados do PSD e do PS no território nacional eram próximos. Como é poderíamos conviver com uma solução em que o desempate nos era dado pelos votos da emigração onde, não obstante o PSD ter tido menos cerca de 400 votos elege o triplo dos deputados ?

por Pedro Pestana Bastos
http://cachimbodemagritte.com/2009/10/?page=8

domingo, 15 de maio de 2011

José Mário Branco

Passos a passo...


Eu vim de longe, eu vou p’ra longe…

“Votámos contra o PEC porque não foi tão longe quanto devia” declarou
Passos Coelho à agência Reuters em 28/03/2011… link

Passos Coelho, esta quinta-feira, num encontro com jornalistas na embaixada portuguesa em Londres, manifestou o seu "total comprometimento com os compromissos e os objectivos" que estão incluídos no memorando de entendimento onde está definido o processo de ajuda externa a Portugal. link

Entretanto, mesmo perante o “doloroso” relatório da troika, Passos Coelho acha que é possível ir mais longe. E, ultrapassando a troika pela direita baixa, acrescenta (ainda) a privatização (parcial) da Caixa Geral de Depósitos e Águas de Portugal… link

Segue-se a canção:

Quando o avião aqui chegou
Quando o mês de maio começou
Eu olhei para ti
Então entendi
Foi um sonho mau que já passou
Foi um mau bocado que acabou

Tinha esta viola numa mão
Uma flor vermelha na outra mão
Tinha um grande amor
Marcado pela dor
E quando a fronteira me abraçou
Foi esta bagagem que encontrou

Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei pra aqui chegar
Eu vou pra longe
Pra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos pra nos dar

E então olhei à minha volta
Vi tanta esperança andar à solta
Que não hesitei
E os hinos cantei
Foram feitos do meu coração
Feitos de alegria e de paixão

Quando a nossa festa se estragou
E o mês de Novembro se vingou
Eu olhei pra ti
E então entendi
Foi um sonho lindo que acabou
Houve aqui alguém que se enganou

Tinha esta viola numa mão
Coisas começadas noutra mão
Tinha um grande amor
Marcado pela dor
E quando a espingarda se virou
Foi pra esta força que apontou

E então olhei à minha volta
Vi tanta mentira andar à solta
Que me perguntei
Se os hinos que cantei
Eram só promessas e ilusões
Que nunca passaram de canções

Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei pra aqui chegar
Eu vou pra longe
P´ra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos pra nos dar

Quando eu finalmente eu quis saber
Se ainda vale a pena tanto crer
Eu olhei para ti
Então eu entendi
É um lindo sonho para viver
Quando toda a gente assim quiser

Tenho esta viola numa mão
Tenho a minha vida noutra mão
Tenho um grande amor
Marcado pela dor
E sempre que Abril aqui passar
Dou-lhe este farnel para o ajudar

Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei pra aqui chegar
Eu vou p´ra longe
P´ra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos pra nos dar

E agora eu olho à minha volta
Vejo tanta raiva andar a solta
Que já não hesito
Os hinos que repito
São a parte que eu posso prever
Do que a minha gente vai fazer

Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei prá aqui chegar
Eu vou pra longe
P´ra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos pra nos dar

José Mário Branco

posted by e-pá!
http://ponteeuropa.blogspot.com/

terça-feira, 10 de maio de 2011

Sem peneiras

Pelintras

Depois de o primeiro ministro José Socrates ter anunciado o pedido de ajuda, o país ficou suspenso.

A expectativa era grande, os media anunciavam á exaustão a chegada eminente do FMI.

Eis que na segunda-feira os homens desembarcam na Portela.

Cercados de jornalistas os FMIs (com ar de quem tinha viajado em turística) avançam rapidamente para a saída e apanham ....o primeiro taxi. ???

O País ficou estupefacto. É conhecido o caso de um reformado que quase sufocou ao engolir abruptamente um ovo cozido quando acompanhava o directo na SIC Notícias.

Os gajos foram de taxi ?????

Nem chauffeur nem limusina, nada, niente ....Taxi!

Portugal pode estar á rasca, mas aqui qualquer quarto secretário de estado tem pelo menos um carro com dois chauffeurs ao dispor, isto para não falar no primeiro ministro que tem 10 chauffers e N carros, o ultimo dos quais é este chiquérrimo Audi A8 com corninhos luminosos.

A surpresa não ficou por aqui.

No dia seguinte os camones foram a butes do hotel até ao Ministério. What??? Então e os carros de vidros escuros, batedores da PSP a cortar o trânsito, a algazarra típica e tão nossa característica, aquele colorido que dá vida à nossa cidade e que tão bem foi copiado pelo pessoal lá do Gabão?

Enfim, esquisito. Só há uma explicação: os gajos, coitados, apreciam o sol, só pode.

E chegaram às 9h??? Mas será que o grau de (sub) desenvolvimento deles ainda não os permitiu descobrir que antes das 10:30 não se trabalha? Coitados…!

Mas o pior ainda estava para vir. Então não é que eles não almoçam, trocando-o por uma coisa a que chamam sandes?????? Espera aí, então não é durante o almoço bem regado no Aviz ou Gambrinos que se trabalha e se tomam as decisões mais importantes? Vê-se logo que daqui não vai sair nada de bom…! Estamos desgraçados!

Só nos faltava mais esta... Cambada de ignorantes incompetentes!

Manuel Andrade
(Chauffer n° 10 com formação específica em Audi A8)

Por @ de mão amiga.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

quarta-feira, 4 de maio de 2011

terça-feira, 3 de maio de 2011

Entretenimento & pano para mangas

Aprende a nadar "companheiro"

Os intelectuais da nossa praça andam muito preocupados com a viagem maritima de bang laden. Ao que parece o homem não teve os salamaleques e as honras previstas nos "canones" do islão.

Dizem os nossos cérebros, que bang laden, teria de ser sepultado segundo o ritual muçulmano.

Devo reconhecer que bang laden sempre respeitou os "camones" e beatices das suas vitimas, no entanto, parece-me que não é caso para tanta gritaria. Quanto muito, os nossos intelectuais deveriam tratar simplesmente o homem de FDP e acompanharem o corpo ao som do "Aprende a nadar companheiro" do nosso ilustre Sérgio Godinho, em vez de se andarem a masturbar intelectualmente e a foderem-nos a cabeça.

zézen.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Oh tempo, volta pra trás...

A falta que um tribunal plenário faz
• João Pinto e Castro, Já são gaffes a mais:

‘Catroga quer que o governo seja levado a tribunal - um claro progresso em relação à ideia de suspender a democracia por seis meses, visto que o julgamento dos políticos equivaleria a cancelar a democracia liberal de uma vez por todas.

Esta ideia de colocar sob a alçada do poder judicial as ideias políticas que nos incomodam chama-se ditadura e já foi experimentada entre nós quando Catroga era um pouquinho mais novo - admitindo que uma pessoa com o perfil psicológico dele alguma vez tenha sido nova.

Acho que é altura de que quem no PSD se choca com estas coisas venha a público questionar as repetidas declarações de dirigentes do seu partido que de uma forma ou de outra evidenciam falta de cultura democrática.

É que não estamos a falar de Miguel Relvas, Marco António ou Alberto João Jardim, mas de Eduardo Catroga e Manuela Ferreira Leite. Mais respeitável que eles, ao que nos dizem, não há.

Vamos continuar a fingir que se trata de gaffes de tontos que não sabem o que dizem ou deveremos antes concluir que, de facto, prefeririam viver numa sociedade em que para as suas políticas prediletas triunfarem não tivessem que submeter-se ao sufrágio popular?’

Publicado por Miguel Abrantes
http://corporacoes.blogspot.com/

Podia ter acontecido

Beato qb


posted by Luis Grave Rodrigues
http://rprecision.blogspot.com/

Nebuloso e opaco


"Mais Sociedade" ou o nebuloso reino da opacidade…

Na sua intervenção, António Carrapatoso disse saber que realizar o "Mais Sociedade" implicava "correr alguns riscos, numa sociedade tão pouco habituada a ouvir vozes independentes e a dar espaço à opinião qualificada". link

Bem. Deixemo-nos de chicanas políticas. Os portugueses estão deprimidos pela crise mas não perderam o discernimento. O País entendeu o que foi o grupo de reflexão “Mais Sociedade” como já tinha entendido o predecessor “Compromisso Portugal”.

É mais honesto chamar as coisas pelos seus nomes: "Mais Sociedade" foi um fórum de ideias e conceitos neoliberais encomendado PSD. Que aconteceu aqui e agora para chegar a tempo de incorporar um programa eleitoral partidário [do PSD] para as próximas eleições de 5 de Junho...

As vozes que aí se ouviram não são independentes, nem transparentes.
Qualificadas terão sido. Foram, de facto, as vozes das marionetes de uma picaresca feira do neoliberalismo. Trazem essa indelével marca.

Riscos também não correram. Esses, estes proficuos "pensadores" atiraram para cima da sociedade. Por isso querem mais [sociedade e protagonismo]. Para encaixarem lá toda a pesporrência aí produzida!

posted by e-pá!
http://ponteeuropa.blogspot.com/