sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Encontro de FDP

Ainda hà quem apoie esta escumalha!

ISLANDIA...


Crise do euro
A Islândia é a utopia moderna


23 dezembro 2011PúblicoMadrid
Mariusz Kluzniak/Getty Images Comentar 36
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Ao rejeitarem, num referendo, o resgate dos seus bancos tóxicos e o pagamento da dívida externa, os cidadãos islandeses mostraram que é possível fugir às leis do capitalismo e tomar o destino nas próprias mãos, escreve um historiador espanhol.

Miguel Ángel Sanz Loroño:
Desde Óscar Wilde que é sabido que um mapa sem a ilha da Utopia é um mapa que não presta. No entanto, que a Islândia tenha passado de menina bonita do capitalismo tardio a projeto de democracia real, sugere-nos que um mapa sem Utopia não só é indigno que o olhemos, como também um engano de uma cartografia defeituosa. O farol de Utopia, quer os mercados queiram quer não, começou a emitir ténues sinais de aviso ao resto da Europa.

A Islândia não é a Utopia. É conhecido que não pode haver reinos de liberdade no império da necessidade do capitalismo tardio. Mas é sim o reconhecimento de uma ausência dramática. A Islândia é a prova de que o capital não detém toda a verdade sobre o mundo, mesmo quando aspira a controlar todos os mapas de que dele dispomos.

Com a sua decisão de travar a marcha trágica dos mercados, a Islândia abriu um precedente que pode ameaçar partir a espinha dorsal do capitalismo tardio. Por agora, esta pequena ilha, que está aquilo que se dizia ser impossível por ser irreal, não parece desaparecer no caos, apesar de estar desaparecida no silêncio noticioso. Quanta informação temos sobre a Islândia e quanta temos sobre a Grécia? Porque é que a Islândia está fora dos meios que nos deviam contar o que acontece no mundo?

Uma Constituição redigida por assembleias de cidadãos
Até agora, tem sido património do poder definir o que é real e o que não é, o que pode pensar-se e fazer-se e o que não pode. Os mapas cognitivos usados para conhecer o nosso mundo sempre tiveram espaços ocultos onde reside a barbárie que sustenta o domínio das elites. Esses pontos obscuros do mundo costumam acompanhar a eliminação do seu oposto, a ilha da Utopia. Como escreveu Walter Benjamin: qualquer documento de cultura é, ao mesmo tempo, um documento de barbárie.

Estas elites, ajudadas por teólogos e economistas, têm vindo a definir o que é real e o que não é. O que é realista, de acordo com esta definição da realidade, e o que não o é e, portanto, é uma aberração do pensamento que não deve ser tida em consideração. Ou seja, o que se deve fazer e pensar e o que não se deve. Mas fizeram-no de acordo com o fundamento do poder e da sua violência: o terrível conceito da necessidade. É preciso fazer sacrifícios, dizem com ar compungido. Ou o ajuste, ou a catástrofe inimaginável. O capitalismo tardio expôs a sua lógica de um modo perversamente hegeliano: todo o real é necessariamente racional e vice-versa.

Em janeiro de 2009, o povo islandês revoltou-se contra a arbitrariedade desta lógica. As manifestações pacíficas das multidões provocaram a queda do executivo conservador de Geir Haarde. O governo coube então a uma esquerda em minoria no Parlamento que convocou eleições para abril de 2009. A Aliança Social-democrata da primeira-ministra, Jóhanna Sigurðardóttir, e o Movimento Esquerda Verde renovaram a sua coligação governamental com maioria absoluta. No outono de 2009, por iniciativa popular, começou a redação de uma nova Constituição através de um processo de assembleias de cidadãos. Em 2010, o governo propôs a criação de um conselho nacional constituinte com membros eleitos ao acaso. Dois referendos (o segundo em abril de 2011) negaram o resgata aos bancos e o pagamento da dívida externa. E, em setembro de 2011, o antigo primeiro-ministro, Geeir Haarde, foi julgado pela sua responsabilidade na crise.

Qualquer mapa da Europa devia ter o ponto de fuga na Islândia
Esquecer que o mundo não é uma tragédia grega, em que a roda do destino ou do capital gira sem prestar atenção a razões humanas, é negar a realidade. É óbvio que essa roda é movida por seres humanos. Tudo aquilo que pudermos imaginar como possível é tão real como aquilo que os mercados nos dizem ser a realidade. A possibilidade e a imaginação, recuperadas na Islândia, mostram-nos que são tão certas como a necessidade pantagruélica do capitalismo. Só temos de responder a esse chamamento para descobrir o logro em que nos pretendem fazer acreditar. Não há outra alternativa, clamam. Por acaso, algum dos que nos anunciam sacrifícios se deu ao trabalho de rever o seu mapa do mundo?

A Islândia demonstrou que a nossa cartografia tem mais coisas do que aquelas que nos dizem. Que é possível dominar, e aí reside o princípio da liberdade, a necessidade. A Islândia, no entanto, não é um modelo. É uma das possibilidades do diferente. A tentativa da multidão islandesa de construir o futuro com as suas decisões e com a sua imaginação mostra-nos a realidade de uma alternativa. Porque a possibilidade da diferença proclamada pela multidão é tão real como a necessidade do mesmo que o capital exige. Na Islândia decidiram não deixar que o amanhã seja ditado pela roda trágica da necessidade. Continuaremos nós a deixar que o real seja definido pelo capital? Continuaremos a entregar o futuro, a possibilidade e a imaginação aos bancos, às empresas e aos governos que dizem fazer tudo aquilo que realmente pode ser feito?

Todos os mapas da Europa deviam ter a Islândia como sua saída de emergência. Esse mapa deve construir-se com a certeza de que o possível estão tão dentro do real como o necessário. A necessidade é apenas mais uma possibilidade do real. Há alternativa. A Islândia recordo-no-lo ao proclamar que a imaginação é parte da razão. É a multidão que definirá o que é o real e o realista usando a possibilidade da diferença. Deste modo, não acalentaremos consolo de sonhadores, mas baseemo-nos sim numa parte da realidade que o mapa do capital quer apagar completamente. A existência de Utopia daí depende. E com ela, o próprio conceito de uma vida digna de ser vivida.

Traduzido do castelhano por Anton Baer

Tão ingénuos...

REIS !

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

sábado, 24 de dezembro de 2011

A Mitologia do Natal


Estando noiva de José, e antes ainda de com ele ter coabitado, Maria apareceu grávida por acção do Espírito Santo.

Quando José se preparava para a repudiar, apareceu-lhe em sonhos um "anjo do Senhor" que lhe ordenou que recebesse Maria em sua casa e que aceitasse o filho que ela carregava como obra do Espírito Santo.
Quando a criança nasceu, e tal como o anjo lhe havia ordenado, pôs-lhe o nome de Jesus.

Todas as culturas antigas, sem excepção, tinham um horror profundo e visceral à esterilidade. O que é absolutamente compreensível, face à óbvia conexão entre a própria sobrevivência da tribo ou de uma determinada sociedade e o seu fortalecimento face aos povos vizinhos e rivais, por exemplo, em disputas territoriais.
Não é, por isso, de estranhar que desde a sua origem todos os cultos religiosos revelem nas suas mitologias e iconografias não só esse temor, como muito principalmente uma óbvia preocupação pela fecundidade.

De tal forma que nas mais remotas manifestações de religiosidade o lugar de Deus foi ocupado por uma mulher.
Só muito mais tarde a mulher foi relegada para um papel de mãe, esposa ou amante do Deus, sempre com a responsabilidade da renovação e da reprodução, mas também obviamente virgem, como convém a toda a terra que vai receber uma nova semente e de quem se espera a máxima fecundidade.

Por isso, também, só de uma divindade é possível esperar o dom da fecundidade, principalmente quando se trata de uma mulher estéril que acaba por dar à luz, um milagre que obviamente só está ao alcance de Deus.
Ao mesmo tempo, constitui prova inequívoca da proximidade de um homem a Deus o facto de ter nascido do milagre da concepção de uma mulher virgem.

Assim, vemos que essa associação entre uma concepção milagrosa e a deificação do filho nascido de um fenómeno que só está ao alcance de Deus (sempre após uma história mais ou menos fantasiosa de uma «anunciação» feita por um anjo ou qualquer outra entidade celestial, seja ao vivo ou em sonhos), é afinal perfeitamente vulgar e recorrente em todos os cultos religiosos da antiguidade e, curiosamente, nas mais distantes regiões do planeta.

Aparecem então como filhos de mães virgens tanto deuses como grandes personagens, como os imperadores Chin-Nung, da China, ou Sotoktais do Japão, ou como os deuses Stanta, na Irlanda, Quetzalcoatl do México, Vixnu da Índia, Apolónio de Tiana da Grécia, Zaratustra da Pérsia, Thot do Egipto, ou como Buda, Krishna, Confúcio, Lao Tsé, etc., etc.
O mito vai mesmo ao ponto de Gengis Cã ter um belo dia determinado que também ele era filho de uma mulher virgem, para se deificar aos olhos do seu povo e dos povos que ia conquistando, e para se fazer obedecer e respeitar cegamente como um Deus pelas suas tropas.

Entre os mais famosos homens filhos de mulheres virgens está, como é sabido, Jesus Cristo.
É também muito curiosa a mitologia comum relacionada com o nascimento destas personagens deificadas pelo seu nascimento de mulheres virgens, como sejam a existência de estrelas ou sinais celestes que os anunciam ou comemoram: uma milagrosa luz celeste anunciou a concepção de Buda, um meteoro o nascimento de Krishna, uma estrela o nascimento de Hórus e uma «estrela no Oriente» o nascimento de Jesus Cristo, embora somente o evangelho de Mateus se lhe refira, sendo pacificamente aceite que não mais do que para corporizar ou fazer concretizar (quase um século depois da morte de Jesus Cristo) profecias messiânicas do Antigo Testamento.

Ao mesmo tempo, é também absolutamente natural que faça parte dos cultos de fecundidade a adoração de deuses relacionados com o ciclo solar e com a renovação anual das estações do ano e, com estas, as colheitas ou a produção de gado, com especial incidência e manifestação em festas, mitos, cerimónias e ritos religiosos comemorativos, realizados normalmente nos Solstícios, preferencialmente no Solstício de Inverno.

A corporização mais comum destes Deuses de renovação e de fecundidade é feita em relação ao Sol, símbolo perfeito da sucessão regular e infalível dos dias e das estações do ano, quer seja adorado como um Deus em si, e em praticamente todas as civilizações conhecidas, das Américas Central e do Sul, ao Egipto, passando pela Suméria ou Mesopotâmia, quer também através de outros deuses «solares», como o Deus-faraó egípcio Amenófis IV, que reinstalou o culto de Áton (Sol) e mudou mesmo o seu nome para Aquenáton, ou como Deuses que resultam da antropomorfização do Sol, como os Deuses Hórus, Mazda, Mitra, Adónis, Dionísio, Krishna, etc.

Destes Deuses, um merece especial referência: Mitra.
Mitra é um dos principais deuses iranianos (anteriores a Zaratustra), simbolizado com uma cabeça de Leão (representação típica dos deuses solares) e conhecem-se manifestações do seu culto já com mais de mil anos antes do nascimento de Cristo.
Mais tarde os romanos adoptaram o seu culto e incluíram-no mesmo no seu panteão.

Enquanto divindade, as funções de Mitra eram carregar com a iniquidade e os males da Humanidade e expiar os pecados dos homens.
Mitra era também visto como meio de distinção entre o bem (Ormuzd) e o mal (Ahriman), como fonte de luz e sabedoria e estava ainda encarregue de manter a harmonia no mundo e de proteger todos os homens.
A mitologia do Deus Mitra tinha-o como um «enviado», ou um Messias, que voltaria ao mundo para julgar toda a humanidade.

Sem ser o Sol propriamente dito, Mitra era tido como seu representante, sendo invocado como o próprio Sol nas cerimónias do seu culto, onde era tido como espiritualmente presente no interior de uma custódia, por isso colocada em lugar de especial destaque.
Todos os Deuses solares depois de expiarem os pecados dos homens acabam por morrer de morte violenta, acabando depois por ressuscitar ao fim de três dias e de ascender aos Céus ou ao Paraíso.

Hórus morre em luta com o mal, corporizado no seu irmão Seth (identificado com Satanás), que o coloca num túmulo escavado numa rocha, ressuscitando ao fim de três dias para subir ao Paraíso.
O Deus hindu Xiva sacrifica-se pela humanidade, e morre ao ingerir uma bebida corrosiva que causaria a destruição e a morte de todo o mundo, acabando também por ressuscitar ao fim de três dias.
O Deus Baco foi também assassinado, tendo ressuscitado três dias depois, através dos seus pedaços recolhidos por sua mãe.
O mesmo acontecia aos Deuses Ausónio, Adónis ou Átis, que morriam para salvar os homens ou expiar os seus pecados e acabavam por ressuscitar ao fim de três dias.
E todos eles a 25 de Dezembro.

Uma vez mais, um dos mais famosos «ressuscitados» é Jesus Cristo, embora este tenha ressuscitado em metade do tempo dos restantes Deuses, talvez somente um dia e meio depois, embora a sua mitologia continue a mencionar os três dias.
Ou seja: a figura de Jesus Cristo, e toda a religião e mitologia cristã, foram construídos com base num modelo pagão dos deuses solares que então se conheciam.

A própria escolha da data de 25 de Dezembro para comemoração do nascimento de Jesus Cristo é disso um inequívoco exemplo.
Aliás, esse dia 25 de Dezembro (o dia das festividades dos Deuses Mitra, Baal e Baco) só foi adoptado pela Igreja Católica já no século IV, por decisão do Papa Libério, com o óbvio objectivo de “cristianizar” os cultos solares, então ainda muito populares e difundidos e de os fazer confundir e “absorver” pelos próprios ritos cristãos, dada até a proximidade com a data do Solstício de Inverno – data da “morte” do Sol no horizonte – e a data em que o Sol “ressuscita” e se eleva novamente horizonte três dias depois, exactamente no dia 25 de Dezembro.

Merece especial referência o facto de todos esses Deuses solares serem representados fisicamente com a cabeça rodeada de um disco ou uma auréola amarela, como ainda hoje acontece com os Deuses e até com os santos católicos.
Aliás os próprios imperadores romanos que governaram no auge do culto destes deuses solares faziam-se representar devidamente aureolados, por exemplo nas moedas que mandavam cunhar.
O imperador Constantino, a quem se deve a criação da Igreja Católica Apostólica Romana (e que nunca se converteu ao cristianismo, antes o tendo adoptado como religião oficial do império, sem nunca proibir as restantes, para melhor o unificar), mandava realizar regularmente sacrifícios em honra do Sol e as moedas que mandou cunhar continham a inscrição «Soli Invicto Comiti, Augusti Nostri».

Não obstante a oficialização do cristianismo no seu império, Constantino manteve a obrigatoriedade de as suas tropas rezarem e prestarem culto ao Deus Sol todos os Domingos, isto é, «O Dia do Sol».
Também neste dia do Sol se pode ver a óbvia influência destes cultos na formação dos ritos católicos, com a mudança do «Sétimo Dia» ou «Dia do Senhor» bíblico do Sábado para o Domingo, uma vez mais com o objectivo de fazer “absorver” as festividades e os ritos solares, nem que para isso se tenha tido de “aldrabar” a própria redacção de um dos mandamentos trazidos por Moisés do cimo da montanha.

Como se não bastasse a óbvia coincidência ritualística dos cultos solares com os cultos cristãos, como a morte violenta e ressurreição três dias depois, da presença física do Deus na custódia, no nascimento de uma mulher virgem, do «Dia do Senhor» como «Dia do Sol» (Sunday, em inglês), da auréola solar a coroar as divindades, da designação e da forma radiada do chapéu dos bispos católicos, ou «mitra», é precisamente com este Deus Mitra que se dá o mais curioso aproveitamento dos ritos e cultos solares por parte da Igreja Católica.

De facto, segundo a sua mitologia, muito popular por volta de 1.000 a.C., Mitra nasceu de uma virgem; nasceu no dia 25 de Dezembro; nasceu numa cova ou numa gruta; foi adorado por pastores; foi adorado por três magos ou sábios 12 dias depois do seu nascimento, a 6 de Janeiro, que interpretaram o aparecimento de uma estrela no céu como anúncio do seu nascimento, pregou incansavelmente entre os homens a sua mensagem de bem por oposição ao mal; fez milagres para gáudio dos que o seguiam; foi perseguido; foi morto; ressuscitou ao terceiro dia; o rito central do seu culto passava pela distribuição de pão e vinho entre os iniciados presentes, numa forma de eucaristia de composição e fórmula em tudo idênticas à que a Igreja Católica viria a adoptar.

Já na mitologia de Hórus, que teve o seu auge cerca de 2.000 aC., se passa exactamente mesma coisa. Hórus é filho de Osiris e de Isis, a sua mãe virgem que engravidou de um espírito com a forma de um falcão, com a curiosidade ainda de ter um pai terreno com a profissão de carpinteiro.
Também foi traído, torturado e morto, ressuscitando ao terceiro dia, o mesmo dia 25 de Dezembro.

Em suma:
Independentemente da bebedeira consumista que se apodera das pessoas, o que actualmente se comemora como o nascimento de Deus, na forma de «Deus Filho», ou de «Menino Jesus» (como se sabe, um dos deuses da Mitologia cristã), não é mais do que a apropriação de um culto pagão, de um «Deus Solar», como tantos houve durante a História dos Homens.

Para um católico, dir-me-ão, este aproveitamento ritualístico será irrelevante, na medida em que o seu significado mítico ou simbólico, qualquer que seja a forma ou a data em que se realiza, continuará sempre a ser (actualmente) o nascimento de Jesus Cristo, como referi um dos (muitos) deuses da mitologia cristã.


É certo.
Mas é também certo que esta apropriação existiu de facto, e o seu significado como fenómeno antropológico não pode ser ignorado.
Como também não pode ser ignorado, ainda assim, o manifesto significado simbólico, mítico e até místico dessa mesma apropriação.

Até por que uma coisa mais terá de ser realçada, essa sim, talvez a que contenha uma maior valoração simbólica deste aproveitamento e apropriação ritualísticos:
- É que, como não podia deixar de ser, toda esta transformação e apropriação foram feitas sob a égide de um Papa, mais exactamente do Papa Libério (352-366) e sob a força legislativa e fortemente repressiva do Imperador Constâncio II que, com mão de ferro e com uma ferocidade inaudita e que ficou na História, as impôs pela força das armas.

E assim, uma vez mais, vemos que também o ritualismo desta nova mitologia cristã, mesmo esta que se refere ao próprio nascimento do seu Deus, deste «Menino Jesus» deitado nas palhinhas, uma vez mais teve de ser impiedosamente imposta aos Homens pela força.

Obviamente depois do conveniente e costumeiro... banho de sangue...

# posted by Luis Grave Rodrigues
http://www.rprecision.blogspot.com/2011/12/mitologia-do-natal.html

Não ao Tratado de Lisboa...


Jean-Luc Mélenchon sur "BFM-TV 2012" par lepartidegauche

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

domingo, 18 de dezembro de 2011

Marilia Pera

Boas festas.

Aos meus Amigos e inimigos, votos sinceros de Boas festas. Divirtam-se e não chorem de barriga cheia. :))

sábado, 17 de dezembro de 2011

Filhóses de Abóbora

Christopher Hitchens...


Mensagem do presidente da AAP aos sócios

A Associação Ateísta Portuguesa (AAP) manifesta o seu mais profundo pesar pela morte de Christopher Hitchens, ocorrida ontem no “M. D. Anderson Cancer Center” em Houston.
Com o seu desaparecimento, aos 62 anos, ficam de luto todos os ateus, cépticos e livres-pensadores para quem este intelectual constitui uma referência relevante.

Dezenas de sócios da AAP tivemos o privilégio de assistir à notável conferência que Hitchens proferiu em 18 de Fevereiro de 2010, na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa. Lá esteve o livre-pensador, um dos maiores intelectuais do nosso tempo, a demonstrar a
um imenso e interessado auditório a falsidade e os malefícios das crenças.

Um dos seus numerosos livros foi traduzido para português com o título «deus não é grande», uma obra essencial para se perceber «como as religiões envenenam tudo», mas o seu autor foi grande na coragem, na inteligência e no empenhamento com que combateu a superstição e desmascarou as mentiras das religiões.

Com Sam Harris, Richard Dawkins e Daniel Dennett, Christopher Hitchens foi um dos quatro grandes pedagogos contemporâneos que deram ao ateísmo a visibilidade que merece e que transmitiram os valores humanistas que nos libertam do totalitarismo a que as religiões condenam a humanidade.

A Associação Ateísta Portuguesa (AAP) manifesta enorme apreço e grade consideração pelo ateu desaparecido – o insubstituível Christopher Hitchens.
Penso poder dizer, em nome das centenas de ateus desta Associação, que todos estamos de luto e que todos saberemos honrar a sua memória e o seu exemplo.

posted by Carlos Esperança

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Boas festas :(

FESTAS FELIZES AOS QUE VOTARAM BPN/PSD !

Simplex !

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

ONGOING, sabia que... ?

O que deverá saber sobre a RTP e que a "ONGOING" não lhe vai contar:

1º - Sabia que todos os países da Europa comunitária e inclusive nos Estados Unidos têm serviços públicos de televisão, e que o modelo misto de mercado que existe em Portugal é a regra e não a excepção?

2º - Sabia que o serviço público de televisão prestado pela RTP é não só um dos mais baratos da Europa, é também um dos mais baratos do mundo? Custa cerca de 15 cêntimos por dia, não por pessoa, mas por contador de luz.

3º - Sabia que por esses 15 cêntimos são emitidos diariamente 11 canais de televisão com programação diferenciada (RTP1, RTP2, RTPN, RTP Memória, RTP África, RTP Internacional Ásia, América, Europa, RTP Mobile, RTP Madeira, RTP Açores) 7 antenas de rádio (Antena 1, Antena 2, Antena 3, RDP África e RDP Internacional, Antena1 Madeira, Antena1 Açores), Rádio, Televisão e Noticias na plataforma Multimédia, (NET), com uma audiência potencial de cerca de 200 milhões de pessoas?

4º - Sabia que a RTP possui o maior e melhor arquivo audiovisual do país e um dos melhores do seu género em todo o mundo?

5º - Sabia que os trabalhadores da RTP são dos mais produtivos do sector televisivo europeu, recebendo menos salário liquido do que os seus congéneres no privado e que auferindo em média 50% do que os seus colegas europeus?

6º - Sabia que os trabalhadores da RTP não têm aumentos salariais reais desde 2003, sendo os trabalhadores do sector estado os que mais percentual de poder de compra perderam numa década?

7º - Sabia que a publicidade da RTP não entra para os seus cofres mas está sim indexada ao pagamento de um empréstimo bancário a um sindicato bancário alemão e holandês, que assumiram o passivo?

8º - Sabia que essa dívida (contraída graças ao antigo PR Cavaco Silva) ronda os 600 milhões de euros a um spread baixíssimo, e que este sindicato deseja renegociar o empréstimo há anos?

9º - Sabia que no caso da RTP ficar sem publicidade o accionista Estado teria que assumir o pagamento da dívida, mais juros por inteiro e de imediato?

10º - Sabe quem pagará a dívida de um canal à ONGOING (se comprar a TP) pelo governo de Passos Coelho? Você!.. e vai custar-lhe 600 milhões de euros!"

domingo, 11 de dezembro de 2011

Tertulias...

Ontem estive numa "TERTULIA", na Orfeu, onde foi apresentado por Màrio Campolargo, o livro de José Rebelo Coelho, "A Pàtria e os outros portugueses", editado pela "Livraria orfeu" em Bruxelas. Tratando da temàtica, "Emigração" e a complexa relação da Pàtria com os seus filhos no estrangeiro. Fiquei satisfeito por ver Eça de Queiroz citado na contra capa e nas suas pàginas. Aqui fica.

"A emigração... força civilizadora" EdQ

A partir desta afirmação, pode-se compreender porque é que José Coelho escreve assim:

"Os portugueses no estrangeiro são uma mais-valia cultural e economica desaproveitada (excepto para as remessas) e sofrem do desdem cultural das nossas élites. Eça de queiroz não hesitava a dizer que a emigração é um factor de civilização, quer para o paìs de origem, quer para o paìs de destino, isto independentemente das razões da partida e da escolha do local de chegada."

Aos Amigos, José Coelho (autor), Joaquim pinto da Silva (editor), Màrio campolargo (apresentador) o meu agradecimento e Abraço. (Zézen)

Todos diferentes, todos iguais !

Momento de reflexão,..o poder do dinheiro também cai,..

"Suíça ameaça cleptocracia mundial"

Bloqueados 100 milhões de dólares do Presidente Angolano

"Há dez anos que os tribunais suíços iniciaram um longo processo para bloquear os fundos depositados nos seus bancos por ditadores e políticos corruptos de todo o mundo, cujas fortunas, por vezes colossais, foram obtidas através da espoliação de bens públicos pertencentes aos povos que governam, usando para tal os mais diversos expedientes de branqueamento de capitais.

O processo começou em 1986 com a devolução às Filipinas de 683 milhões de dólares roubados por Ferdinando Marcos, bem como a retenção dos restantes 356 milhões que constavam das suas contas bancárias naquele país. Prosseguiu depois com o bloqueamento das contas de Mobutu e Benazir Bhutto. Mais tarde, em 1995, viria a devolução de 1236 milhões de euros aos herdeiros das vítimas judias do nazismo.

Com a melhoria dos instrumentos legais de luta contra o branqueamento de capitais, conseguida em 2003 (também em nome da luta contra o terrorismo), os processos têm vindo a acelerar-se, com resultados evidentes: 700 milhões de dólares roubados pelo ex-ditador Sani Abacha são entregues à Nigéria em 2005; dos 107 milhões de dólares depositados em contas suíças pelo chefe da polícia secreta de Fujimori, Vladimiro Montesinos, 77 milhões já regressaram ao Peru e 30 milhões estão bloqueados; os 7,7 milhões de dólares que Mobutu depositara em bancos suíços estão a caminho do Zaire; mais recentemente, foram bloqueadas as contas do presidente angolano José Eduardo dos Santos, no montante de 100 milhões de dólares.

É caso para dizer que os cleptocratas deste mundo vão começar a ter que pensar duas vezes antes de espoliarem os respectivos povos. É certo que há mais paraísos fiscais no planeta, mas também é provável que o exemplo suíço contagie pelo menos a totalidade dos off-shores sediados em território da União Europeia, diminuindo assim drasticamente o espaço de manobra destas pandilhas de malfeitores governamentais.

No caso que suscitou este texto, o bloqueamento de 100 milhões de dólares depositados em contas de José Eduardo dos Santos, presidente de Angola há 27 anos, pergunta-se: que fez ele para se tornar o 10º homem mais rico do planeta (segundo a revista Forbes)? Trabalhou em quê para reunir uma fortuna calculada em 19,6 mil milhões de dólares?

Usou-se o poder para espoliar as riquezas do povo que governa, deixando-o a viver com menos de dois dólares diários, que devem fazer os países democráticos perante tamanho crime de lesa humanidade?
Olhar para o outro lado, em nome do apetite energético?
Que autoridade terá, se o fizerem, para condenar as demais ditaduras e estados falhados?

Olhar para o outro lado, neste caso, não significa colaborar objectivamente com a sobre-exploração indigna do povo angolano e a manutenção de um status quo anti-democrático e corrupto que apenas serve para submeter a esmagadora maioria dos angolanos a uma espécie de domínio tribal não declarado?

Na Wikipedia lê-se:
"Os habitantes de Angola são, em sua maioria, negros (90%), que vivem ao lado de 10% de brancos e mestiços. A maior parte da população negra é de origem banta, destacando-se os quimbundos, os bakongos e os chokwe-lundas, porém o grupo mais importante é o dos ovimbundos. No Sudoeste existem diversas tribos de box imanes e hotentotes. A densidade demográfica é baixa (8 habitantes por Km quadrado) e o índice de urbanização não vai além de 12%.

Os principais centros urbanos, além da capital, são Huambo (antiga Nova Lisboa), Lobito, Benguela, e Lubango (antiga Sá da Bandeira). Angola possui a maior taxa de fecundidade (número de filhos por mulher) e de mortalidade infantil do mundo.

Apesar da riqueza do país, a sua população vive em condições de extrema pobreza, com menos de 2 dólares americanos por dia." O recente entusiasmo que acometeu as autoridades governamentais e os poderes fácticos portugueses relativamente ao "milagre angolano" (crescimento na ordem dos 21% ao ano) merece assim maior reflexão e, sobretudo, alguma ética de pensamento.

Os fundos comunitários europeus aproximam-se do fim.
Os portugueses, entretanto, não foram capazes de preparar o país para o futuro difícil que se aproxima. São muito pouco competitivos no contexto europeu. As suas elites políticas, empresariais e científicas são demasiadamente fracas e dependentes do estado clientelar que as alimenta e cuja irracionalidade por sua vez perpetuam irresponsavelmente, para delas se poder esperar qualquer reviravolta estratégica.

Quem sabe fazer alguma coisa e não pertence ao bloco endogâmico do poder vai saindo do país para o resto de uma Europa que se alarga, suprindo necessidades crescentes de profissionais nos países mais desenvolvidos (que por sua vez começam a limitar drasticamente as imigrações ideologicamente problemáticas): Espanha, Alemanha, Luxemburgo, Suíça, Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Noruega...

No país chamado Portugal vão assim ficando os velhos, os incompetentes e preguiçosos, os indecisos, os mais fracos, os ricos, os funcionários e uma massa amorfa de infelizes agarrados ao futebol e às telenovelas, que mal imaginam a má sorte que os espera à medida que o petróleo for subindo dos 60 para 100 dólares por barril, e destes para os 150, 200 e por aí a fora...

A recente subida em flecha do petróleo e do gás natural (mas também do ouro, dos diamantes e do ferro) trouxe muitíssimo dinheiro à antiga colónia portuguesa.
Seria interessante saber que efeitos esta subida teve na conta bancária do Sr. José Eduardo dos Santos.

E que efeitos teve, por outro lado, nas estratégias de desenvolvimento do país. O aumento da actividade de construção já se sente no deprimido sector de obras e engenharia português. As empresas, os engenheiros e os arquitectos voam como aves sedentas de Lisboa para Luanda. É natural que o Governo português, desesperado com a dívida... e com a sombra cada vez mais pesada dos espanhóis pairando sobre os seus sectores económicos estratégicos, se agarre a qualquer aparente tábua de salvação.
E os princípios?
E a legalidade?

Se a saída do ditador angolano estiver para breve, ainda se poderá dizer que a estratégia portuguesa é, no fundo, uma estratégia para além de José Eduardo dos Santos. Mas se não for assim, e pelo contrário viermos a descobrir uma teia de relações perigosas ligando a fortuna ilegítima de José Eduardo dos Santos a interesses e instituições sediados em Lisboa (1), onde fica a coerência de Portugal?
Micheline Calmy-Rey, Ministra suíça dos Negócios Estrangeiros, veio lembrar a todos os europeus que tanto é ladrão o que rouba como o que fica à espreita ou cobra comissões das operações criminosas."

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

GRAVE...


http://rprecision.blogspot.com/

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

domingo, 4 de dezembro de 2011

Não sou eu que o digo...

"Bunga-bunga" governamental
por Santana Castilho a Quarta-feira, 23 de Novembro de 2011 às 8:15

Vão chegar mais oito mil milhões de euros. Para uns, são fruto do sucesso da execução do acordo com a troika. Para outros são um degrau na escada descendente da fatalidade que nos marca. Olhando para fora e para dentro, entendo melhor os segundos.

A austeridade fez implodir num ápice, pela via eleitoral, os governos de três países: Irlanda, Portugal e Espanha. E aliada à necessidade de tranquilizar os mercados, testou, poupando o tempo e a maçada da ida às urnas, sem protestos visíveis e com êxito, o caminho perigoso de substituir sem votos os de outros dois: Grécia e Itália.

Papademos, o chefe do executivo grego, veio do Banco Central Europeu e da Comissão Trilateral, de David Rockefeller. Tem por isso a confiança dos mercados. Monti, que chefia o governo italiano, conquistou-a enquanto comissário europeu.

Ambos passaram pelo Goldman Sachs, como convém. Passos, obedecendo à troika e bajulando Merkel, esforça-se por merecê-la. Nenhum dos três tem, porém, legitimidade democrática para governar. Os dois primeiros por construção. Passos, por acção.

Porque tudo o que prometeu e usou para ser eleito pôs de lado e incumpriu. Porque a política, como forma de melhorar a vida dos cidadãos, não é paradigma que o entusiasme.

As desilusões e as evidências têm um efeito acumulativo, que afasta a esperança: vi, vezes suficientes, intervenções presidenciais que preteriram o direito dos cidadãos em benefício do desvario do poder; estou ferrado por sucessivas interpretações de juízes do Tribunal Constitucional, doutos que eles sejam, leigo que eu sou, mais concordantes com os interesses das áreas políticas que os indigitaram que com a Constituição que deviam defender; não confio num Parlamento que à saciedade já provou jogar um jogo e não servir um povo, votando como lhe ordenam. Tudo visto, a Democracia e o Estado de Direito estão em licença sabática.

Resta que a quarta República lhe ponha cobro. Porque a mãe de todas as crises é a crise de um regime podre. De um regime de contabilistas, manobrado por maçons, irmãos da “Opus Dei” e jogadores da “opus money”.

A fixação na contabilidade única está a gerar uma espécie de “bunga-bunga” governamental. O ministro da economia ainda consulta as resmas de gráficos e tabelas que trouxe do Canadá para decidir se caímos para os serviços, se retornamos às batatas e ao mar, ou se voltamos a esgravatar as entranhas da terra à procura de ferro, ouro, gás e petróleo.

Com saudades de Manuel Pinho, vaticinou que “2012 vai certamente marcar o fim da crise”. O ministro das finanças faz com a banca a quadratura do círculo: aceita-lhe o liberalismo quando toca a especular e corre a protegê-la quando o jogo dá para o torto. Mantendo esfíngica serenidade, contenta-se com o anúncio da gestão da emergência: mais impostos, mais desemprego, mais afundamento da economia, mais cortes salariais, mais recuo das funções do Estado.

Na educação não superior, um trio de múmias governantes afunda o futuro e soçobra incapaz ao CAPI, à ANC, ao PTE, às TIC, às AEC, ao PIEC, PIEF e PREMAC, aos EFA e aos CNO, siglas que não traduzo a bem da sanidade mental dos leitores, mas que designam parte da teia de esquemas e burocracias que não desenredam e tolhem a gestão das escolas.

O ministro da pasta admitiu agora fechar escolas independentemente do número de alunos (até aqui o indicador era menos de 21) e disse estar “ a prever encerrar uma parte substancial das mais de 400 que sobraram” (aquelas cujo fim suspendeu no início do mandato). De resto, o corte na educação é tão colossal que nos devolve, em percentagem do PIB, ao clube dos subdesenvolvidos.

Exceptuam-se, por crescerem, as verbas para o ensino privado e para as direcções-regionais de educação, cuja extinção foi anunciada, pasme-se. Face a fortes restrições orçamentais, centenas de alunos de comunidades emigrantes estão sem aulas de Português. O Governo pretende suprimir os cursos ministrados fora dos horários escolares.

Se se consumar a iniciativa, porque é esta modalidade a mais frequentada, estaremos perante o quase desaparecimento do ensino da língua materna aos luso-descendentes. Só na Europa, estima-se que já tenham sido afectados metade dos cerca de 50 mil estudantes que existiam há um ano.

O secretário de Estado do emprego contou no Parlamento uma anedota que fez rir os mais sorumbáticos: disse que o salário mínimo nacional (485 euros mensais) não é baixo. O secretário de Estado do desporto e da juventude, num assomo de patriotismo, convidou os jovens a zarparem do solo pátrio.

O secretário de Estado da administração pública anunciou a intenção de mexer nas tabelas salariais dos funcionários públicos. O ministro Gaspar desmentiu-o e chamou-o de especulador público.

Simbólicas e absolutas são, afinal, as palavras mágicas que o governante do discurso a 33 rotações soletrou ao retornado de Vancouver, perguntando-lhe, dizem, qual das três não entendia: não há dinheiro! As mesmas que amocharam, conformada, parte da sociedade. Mas que começam a levantar outra parte, que rejeita a suspensão instrumental da Constituição e gritará nas ruas, amanhã, que não aceita o confisco de salários para que o Estado devolva a alguns o que perderam em especulações fracassadas e reponha no balanço da divida o que outros, impunemente, roubaram.

Eis o óbvio moral que os ditadores de circunstância fingem não entender, esmagando direitos constitucionais e civilizacionais que tomam por privilégios e ignorando, quando não decretando novos, os verdadeiros privilégios.

In "Público" de 23.11.11

No stress


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Cruzes canhota


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sábado, 3 de dezembro de 2011

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Inducação...

Alô, está lá? Está despedido!

«Cerca de meia centena de professores que actualmente ensinam Português no estrangeiro já não voltarão às suas aulas em Janeiro próximo: 33 ficarão no desemprego e outros 16 regressarão às escolas de origem em Portugal. São contas feitas por Carlos Pato, do Sindicato de Professores no Estrangeiro, depois de ontem ter sido publicado, em Diário da República, o despacho de reorganização da rede de ensino de Português no exterior, que suprime cerca de 65 cursos.

Os docentes que irão ser dispensados começaram ontem a ser avisados por telefone. "Vão para o desemprego com um mês de aviso prévio", denuncia Teresa Soares do Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas.» [Público]

Parecer:
Por onde andará o Mário Nogueira?

Despacho do Director-Geral do Palheiro:
«Aposte-se que anda a estudar a agenda de Passos Coelho para lhe fazer esperas com o objectivo de o cumprimentar com vénias e sorrisos.»

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Speed Painting by Jeff Stahl

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

domingo, 27 de novembro de 2011

Concentración solidaria

Enquanto que "amarelos" portugueses ficam em casa; Galegos, manifestam em Solidariedade com a greve geral em Portugal.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Eu abortei.

SCP em Nampula.


"A cada um, segundo o seu valor"

ASSEMBLEIA PARTICIPADA


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O penúltimo lanche

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A Crise Sub-Prime explicada

Eu Apoio a Greve Geral !


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MANIFESTO - O NOVO RUMO

Este é o momento de mobilizar os cidadãos de esquerda que se revêem na justiça social e no aprofundamento democrático como forma de combater a crise.
Não podemos assistir impávidos à escalada da anarquia financeira internacional e ao desmantelamento dos estados que colocam em causa a sobrevivência da União Europeia.

A UE acordou tarde para a resolução da crise monetária, financeira e política em que está mergulhada. Porém, sem a resolução política dos problemas europeus, dificilmente Portugal e os outros Estados retomarão o caminho de progresso e coesão social. É preciso encontrar um novo paradigma para a UE.

As correntes trabalhistas, socialistas e sociais-democratas adeptas da 3ª via, bem como a democracia cristã, foram colonizadas na viragem do século pelo situacionismo neo-liberal.

Num momento tão grave como este, é decisivo promover a reconciliação dos cidadãos com a política, clarificar o papel dos poderes públicos e do Estado que deverá estar ao serviço exclusivo do interesse geral.

Os obscuros jogos do capital podem fazer desaparecer a própria democracia, como reconheceu a Igreja. Com efeito, a destruição e o caos que os mercados financeiros mundiais têm produzido nos últimos tempos são inquietantes para a liberdade e a democracia. O recente recurso a governos tecnocratas na Grécia e na Itália exemplifica os perigos que alguns regimes democráticos podem correr na actual emergência. Ora a UE só se pode fazer e refazer assente na legitimidade e na força da soberania popular e do regular funcionamento das instituições democráticas.

Não podemos saudar democraticamente a chamada “rua árabe” e temer as nossas próprias ruas e praças. Até porque há muita gente aflita entre nós: os desempregados desamparados, a velhice digna ameaçada, os trabalhadores cada vez mais precários, a juventude sem perspectivas e empurrada para emigrar. Toda essa multidão de aflitos e de indignados espera uma alternativa inovadora que só a esquerda democrática pode oferecer.

Em termos mais concretos, temos de denunciar a imposição da política de privatizações a efectuar num calendário adverso e que não percebe que certas empresas públicas têm uma importância estratégica fundamental para a soberania. Da mesma maneira, o recuo civilizacional na prestação de serviços públicos essenciais, em particular na saúde, educação, protecção social e dignidade no trabalho é inaceitável. Pugnamos ainda pela defesa do ambiente que tanto tem sido descurado.

Os signatários opõem-se a políticas de austeridade que acrescentem desemprego e recessão, sufocando a recuperação da economia.

Nesse sentido, apelamos à participação política e cívica dos cidadãos que se revêem nestes ideais, e à sua mobilização na construção de um novo paradigma”.

Mário Soares
Isabel Moreira
Joana Amaral Dias
José Medeiros Ferreira
Mário Ruivo
Pedro Adão e Silva
Pedro Delgado Alves
Vasco Vieira de Almeida
Vitor Ramalho
Lisboa, 23 de Novembro de 2011

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

domingo, 13 de novembro de 2011

Compreender a Dívida

São juros senhor, são juros...

Portugal, não é a Grécia

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Esta é de mestre... PQP !

Emigrantes.

Em qualquer país decente, o secretário de Estado da Juventude, Alexandre Mestre, já tinha sido corrido da «zona de conforto» em que está instalado. Um país em que os governantes pedem, com toda a naturalidade, aos jovens para emigrarem, não é um país, é uma choldra.

Por Tomás Vasques
http://hojehaconquilhas.blogs.sapo.pt/

Merkel e os gregos

Olha pa mim... tão lindo !


O jocoso exercício da democracia…

O PS declarou que se absteria na votação do OE 2012. Declarou, também, que na discussão da especialidade apresentaria um conjunto de propostas visando melhorá-lo, e entre estas, destacou uma. O corte dos subsídios de férias e de Natal à função pública e das pensões que pretendia ver circunscrito a um deles. O governo – através do Ministro Miguel Relvas - declarou estar aberto às propostas de alterações criando um clima de diálogo construtivo.
Os cidadãos foram induzidos no ledo engano que se debateria (em sede própria) estas alterações, apesar de compreenderem que existem metas a atingir, como p. exº., os deficits orçamentais para 2012 e 2013, acordados no programa de auxílio externo.



Nada mais errado. Hoje, sem qualquer tipo de debate público – nomeadamente a verificação dos parâmetros que “justificam” este iníquo confisco – aparece o mesmo responsável governamental a “chumbar” liminarmente esta proposta, antecipando-se ao debate e ao órgão que compete decidir (a AR) link . Na verdade, a proposta de OE 2012 já saiu do âmbito governamental. Repousa para discussão e votação na AR.

O diálogo prometido pelo Governo não passa de um simulacro. Baseia-se em estafados e já enfadonhos argumentos castradores de qualquer debate com o constante martelar de que “não há alternativas”. Melhor seria ter a coragem política de clarificar o que entende por diálogo, assumir na prática a inflexível rigidez face a qualquer tipo de alterações e, como consequência, declarar que não pretende mudar uma vírgula do que está pasmado na proposta de OE. Tal facto, possibilitaria que os partidos políticos pudessem – com maior rigor – definir as suas posições. Ao não fazê-lo entretêm-se a impôr um jocoso exercício da democracia.

E por falar em rigor, as declarações do Ministro Miguel Relvas de que neste OE não existem “almofadas” são preocupantes. De facto, o que qualquer português julga e acha prudente é que, perante a volatilidade da situação política e financeira da Europa, as ditas “almofadas” deveriam existir, sob pena, de regressarmos aos PEC’s, tão criticados pela actual maioria (nos recentes tempos de Oposição).

Na realidade, estamos confrontados com um Governo manipulador (da crise e da austeridade). Promete diálogo e foge ao confronto (de ideias, números, etc.), justifica tudo com uma taxativa “falta de alternativas” (enquanto surgem alternativas por todo o lado, inclusive no interior do PSD link) e finalmente, ao não criar “almofadas” orçamentais (como afirmou o inefável Ministro) descura o conforto de uma boa execução orçamental (péssimo para quem impôs a si próprio a meta de “não falhar”).

Ao que tudo indica o falhanço já começou…

posted by e-pá!
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Olha que dois...


Currículo de Passos Coelho

Atente-se no CURRÍCULO do homem que disse ser candidato "ao emprego de Primeiro-Ministro" (sic, declarações na TSF):

Nome: Pedro Passos Coelho

Morada: Rua da Milharada - Massamá

Data de nascimento: 24 de Julho de 1964

Formação Académica: Licenciatura em Economia - Universidade Lusíada (concluída em 2001, com 37 anos de idade)

Percurso profissional: Até 2004, apenas actividade partidária na JSD e PSD; a partir de 2004 (com 40 anos de idade) passou a desempenhar vários cargos em empresas do amigo e companheiro de Partido, o Engº Ângelo Correia, tais como:

(2007-2009) Administrador Executivo da Fomentinvest, SGPS, SA;
(2007-2009) Presidente da HLC Tejo,SA;
(2007-2009) Administrador Executivo da Fomentinvest;
(2007-2009) Administrador Não Executivo da Ecoambiente,SA;
(2005-2009) Presidente da Ribtejo, SA;
(2005-2007) Administrador Não Executivo da Tecnidata SGPS;
(2005-2007) Administrador Não Executivo da Adtech, SA;
(2004-2006) Director Financeiro da Fomentinvest,SGPS,SA;
(2004-2009) Administrador Delegado da Tejo Ambiente, SA;
(2004-2006) Administrador Financeiro da HLC Tejo,SA.

Eis o "magnífico" CV do homem que pretende governar este País! Um homem que nunca soube o que era trabalhar até aos 37 anos de idade! Um homem que, mesmo sem ocupação profissional, só conseguiu terminar a Licenciatura (numa Universidade privada...) com 37 anos de idade!

Mais:
um homem que, mesmo sem experiência de vida e de trabalho, conseguiu logo obter emprego como ADMINISTRADOR... em empresas de Ângelo Correia,"barão" do PSD e seu tutor político!... E que nesse universo continuou a exercer funções!...

É ESTE O HOMEM QUE FALA DE "ESFORÇO" NA VIDA E DE "MÉRITO"!

É ESTE O HOMEM QUE PRETENDE DAR LIÇÕES DE VIDA A MILHARES DE TRABALHADORES DESTE PAÍS QUE NUNCA CHEGARÃO A ADMINISTRADORES DE EMPRESA ALGUMA, MAS QUE LABUTAM ARDUAMENTE HÁ MUITOS E MUITOS ANOS NAS SUAS EMPRESAS, GANHANDO ORDENADOS DE MISÉRIA!

É ESTE O HOMEM QUE, EM TOM MORALISTA, FALA DE "BOYS" E DE "COMPADRIOS", LOGO ELE QUE, COMO SE COMPROVA, NÃO PRECISOU DE "FAVORES" DE NINGUÉM PARA ARRANJAR EMPREGO!...

É ESTE O HOMEM QUE ATACA AS "NOVAS OPORTUNIDADES" E O ESFORÇO DE MILHARES DE PESSOAS QUE, TRABALHANDO NO DURO, PRETENDEM MELHORAR AS SUAS HABILITAÇÕES LITERÁRIAS!


Como é que um homem destes chegou a PRIMEIRO-MINISTRO?!

posted by Carlos Esperança
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Importa-se de repetir ?

281 professores destacados nos sindicatos

«O número de professores destacados nos sindicatos é actualmente de 281, dos quais 125 exercem actividade sindical a tempo inteiro e por isso não dão aulas, revelou ao Correio da Manhã o Ministério da Educação e Ciência (MEC). O CM perguntou à tutela qual a despesa que representam os professores destacados nos sindicatos e se, dada a situação de crise, o Governo a pretende reduzir. O MEC não respondeu.» [CM]


Parecer:

Os contribuintes que paguem! Percebe-se o ódio dos Nogueiras à Lurdinhas, quando esta chegou a ministra os sindicalistas a viver à conta eram 1327.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «pergunte-se há quanto tempo não dão aulas e quantas horas semanais passam no sindicato.»

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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Um despacho que vale (centenas de) milhões

Câmara Corporativa: Um despacho que vale (centenas de) milhões: Pense nisto: “ o Governo altera as regras de tributação da distribuição de dividendos de participadas por SGPS para SGPS, criando com esta...

Mais comissõ€s ...


A Troica cobra uma comissão de 665 Milhões de euros

A Troica, isto é os representantes da "solidária" União Europeia, dos "parceiros" do Euro, do "nosso" Banco Central Europeu (somos um dos accionistas), do "nosso" FMI (somos um dos seus membros), pois a Troica - dizia - com o júbilo e empenho ideológico dos seus subordinados "Passos, Gaspar, Álvaro & Cia Lda", cobram pelos seus serviços - para nos dizerem o que temos de fazer e o que não temos de fazer - uma comissão de... imaginem, é uma comissão, não são os juros predatórios que temos de pagar pela "ajuda"... é uma comissão de 665 milhões de euros. 665 milhões. Não gralha. Faz parte da "ajuda". É um complemento da "ajuda".

E eles têm razão. Claro que têm razão, isto é, têm a força, são afinal, o verdadeiro, o legítimo capital financeiro especulativo. E a ordem que nos rege é a de que quem têm força explora, submete, humilha, suga até ao tutano os que têm menos força, até onde estes o permitirem. É o dogma, o alfa e o ómega do capitalismo neo-liberal à solta, agora sem o pavor do comunismo que o travava. Sim que a "canalha", com as costas quentes, com a União Soviética lá atrás, podia fazer-lhes a partida, mesmo recusando intimamente o outro império, podia ameaçar juntar-se-lhe.

Eis o tão querido neo-liberalismo, guia ideológico de "Passos, Gaspar, Álvaro & Cia Lda": deixai o campo livre às forças e à "inteligência" dos mercados, fora o Estado "gordo", fora com essa invenção estúpida e "gorda" do estado social "gordo", abaixo o Estado "gordo" e as suas regulamentações odiosas que só atrapalham o bom andamento da "nossa" liberdade.

A ordem vigente é assim, não há surpresa e sendo assim e não havendo força, no imediato, para a subverter é obrigação de um governo dos portugueses defender a esmagadora maioria dos portugueses (ficam de fora, naturalmente os que constituem o prolongamento dos que nos sugam) minimizar efeitos nefastos desta ordem. Mas o governo de "Passos, Gaspar, Álvaro & Cia Lda": não só não faz isso como diz que o futuro dos portugueses é empobrecer e afirma-o como quem aponta um desígnio. Não só não minimiza os custos sociais da imposição do duunvirato "Merkel-Sarkozi", que usurpou, sem oposição, aliás, os poderes dos órgãos da UE, como escarnece dos jovens e admoesta-os para que não fiquem "no conforto" do seu desemprego e "emigrem".

Estas e tantas outras atitudes destes governantes revelam uma agenda ideológica e uma política que despreza a grande maioria dos portugueses, despreza os jovens condenados ao desemprego, os reformados, quem tem menos possibilidade de se defender e despreza os funcionários da administração pública que são afinal o suporte da acção do estado. É uma forma odiosa de manifestação da política do governo e é também uma mistura explosiva de ignorância, insensibilidade social e parvoíce.

A notícia daquela comissão de 665 milhões de euros não é nova mas hoje, ao relê-la, num artigo de opinião de Rui Pereira, no CM, voltei a indignar-me. A revoltar-me. Revolta é sem dúvida o sentimento que vai engrossando entre os "gregos" de Portugal. Bem podem "Passos, Gaspar, Álvaro & Cia Lda" gritar que nós não somos a Grécia, como quem esconjura um perigo provável. Não somos a Grécia é verdade, pois, por este caminho, ainda nos faltam alguns meses para nos vermos todos "gregos".

# posted by Raimundo Narciso
http://puxapalavra.blogspot.com/

meu deus !

Oposição pelo Seguro ?


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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

WANTED


‎" DIVULGAR PARA QUE TODOS SAIBAM

9 . 7 1 0 . 5 3 9 . 9 4 0 , 0 9
(NOVE-MIL-SETECENTOS-E-DEZ-MILHÕES-DE-EUROS)

CASO BPN: ESCÂNDALO E IMPUNIDADE

A burla cometida no BPN não tem precedentes na história de Portugal !!!
O montante do desvio atribuído a Oliveira e Costa, Luís Caprichoso, Francisco Sanches e Vaz Mascarenhas é algo de tão elevado, que só a sua comparação com coisas palpáveis nos pode dar uma ideia da sua grandeza.

Com 9.710.539.940,09 (NOVE MIL SETECENTOS E DEZ MILHÕES DE EUROS.....) poderíamos:

Comprar 48 aviões Airbus A380 (o maior avião comercial do mundo).

Comprar 16 plantéis de futebol iguais ao do Real Madrid.

Construir 7 TGV de Lisboa a Gaia.

Construir 5 pontes para travessia do Tejo.

Construir 3 aeroportos como o de Alcochete.

Para transportar os 9,7 MIL MILHÕES DE EUROS seriam necessárias 4.850 carrinhas de transporte de valores!

Assim, talvez já se perceba melhor o que está em causa.

Distribuído pelos 10 milhões de portugueses,

caberia a cada um cerca de 971 euros !!!

Então e os Dias Loureiro e os Arlindos de Carvalho onde andam?!
E que tamanho deveria ter a prisão para albergar esta gente?!

ONDE ESTÃO OS PRESIDENTES DA REPÚBLICA, OS MINISTROS, DEPUTADOS, JUÍZES, AUTARCAS, ETC. ETC., PARA DEFENDER O NOSSO POVO? "

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

GRAVE muito GRAVE...

O MELHOR DO MELHOR, DE Luis GRAVE Rodrigues. :))


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Peixeirada a 0,0001%


Se o PS deixar passar o OE a probabilidade de votar PS é de 0,0001%
O PSD fez uma imensa peixeirada quando negociou uma abstenção na votação do Orçamento de Estado para 2011, não votou a favor mas forçou o Governo a adoptar algumas das suas medidas. Logo a seguir à posse os membros do Governo não se cansaram de alardear que o acordo com a troika contava com uma maioria de 80% no que foram seguidos pelo Presidente da República.

Todavia, com a maioria absoluta Passos Coelho ignorou o PS e o Cavaco Silva nunca mais se lembrou de exigir amplas maiorias parlamentares como fez por várias vezes com Sócrates no Governo. Passos Coelho passou a negociar directamente com a troika e esta nunca mais se lembrou que o PS tinha assinado o acordo com a troika. Invocando o acordo com a troika o Governo adoptou um orçamento de guerra e mais uma vez ignorou o PS, José Seguro tomou conhecimento das medidas orçamentais depois deste ter sido entregue no parlamento.

Na sua comunicação ao Pais Passos Coelho fez pressão sobre o PS para votar favoravelmente o orçamento e desde então alguns caniches e galos-da-Índia do PSD têm vindo a exigir o voto favorável, é o caso de Luís Filipe Menezes, o campeão do endividamento autárquico e um autêntico Alberto João do Norte.

Em todo este processo António José Seguro tem-se limitado a dizer banalidade, aliás, fez muito pior, muito antes de conhecer as medidas do orçamento retirou o tapete ao seu próprio partido ao dizer que a probabilidade de o PS votar desfavoravelmente este orçamento seria de 0,0001. Com esta declaração mais própria de um assessor de Passos Coelho do que do líder do maior partido da oposição, Seguro retirou qualquer credibilidade ao PS durante o debate do orçamento.

Desde que José Seguro chegou à liderança do PS que este partido entrou numa verdadeira letargia, primeiro porque o líder não tinha a sua equipa, depois porque lhe faleceu um familiar, depois não se sabe bem porquê e agora por razões que os eleitores do seu partido dificilmente conseguirão descortinar. José Seguro comporta-se mais como um ministro sem pasta de Passos Coelho do que como líder do maior partido da oposição que tem valores e princípios que são estilhaçados pelo orçamento apresentado por Passos Coelho.

António José Seguro fez mais oposição ao Governo de Sócrates do que como líder do PS está a fazer ao Governo da direita, diria mesmo que manifestou mais vezes a sua discordância em relação a Sócrates do que em relação a Passos Coelho. Não admire que mesmo perante um Passos Coelho a generalidade dos comentadores desvalorize José Seguro.

António José Seguro lá saberá o que pretende mas uma coisa é certa, se o PS se abstiver ou votar favoravelmente neste OE não colocarei a hipótese de votar neste partido enquanto ele tiver um cargo dirigente.

http://jumento.blogspot.com/

Pirataria Net

Assunto: Interesse geral para quem faz uso dos serviços bancários pela internet

As informações abaixo são do interesse geral.

Quando for fazer uso dos serviços bancários pela internet, siga as 3 dicas abaixo para verificar a autenticidade do site:

1 - Minimize a página . Se o teclado virtual for minimizado também, está correcto. Se ele permanecer no ecran sem minimizar, é pirata! Não tecle nada.

2 - Sempre que entrar no site do banco, digite a SUA SENHA ERRADA na primeira vez. Se aparecer uma mensagem de erro significa que o site é realmente do banco, porque o sistema tem como verificar a senha digitada. Mas se digitar a senha errada e não acusar erro é mau sinal. Sites piratas não tem como conferir a informação, o objectivo é apenas capturar a senha.

3 - Sempre que entrar no site do banco, verifique se no rodapé da página aparece o ícone de um cadeado; além disso clique 2 vezes sobre esse ícone; uma pequena janela com informações sobre a autenticidade do site deve aparecer. Em alguns sites piratas o cadeado pode até aparecer, mas será apenas uma imagem e ao clicar 2 vezes sobre ele, nada irá acontecer.

Os 3 pequenos procedimentos acima são simples, mas garantirão que você não seja vítima de fraude virtual.

SEJA SOLIDÁRIO, INFORME OS SEUS AMIGOS.

# recebido pour mail, obrigado Nanda. :))

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Nùmeros negativos...

"Dá que pensar...Zero Euros(0,00 €) pagam 500,00 € de divida.

Imaginem que um casal chega a um hotel da vossa terra e pergunta quanto custa um quarto para o fim de semana.
O recepcionista responde: 100 euros pelos 2 dias. Muito bem. Responde o cavalheiro. Mas gostaríamos de conhecer as ...v. instalações antes de reservarmos. Os quarto, a piscina, o restaurante... - Não há problema, responde o recepcionista. Os srs deixam uma caução de 100 euros e podem visitar as nossas instalações à vontade. Se não gostarem nós devolvemos o dinheiro. - Combinado, disse o casal. Deixaram os 100 euros e foram visitar o hotel. Acontece que:

O recepcionista devia 100 euros à mercearia do lado e foi a correr pagar a dívida.

O merceeiro devia 100 euros na sapataria e foi a correr pagar a dívida. O sapateiro devia 100 euros no talho e foi a correr pagar a dívida.

O talhante devia 100 euros à agencia de viagens e foi a correr pagar a dívida.

O dono da agência devia 100 euros ao hotel e foi a correr pagar a dívida.

Nisto o casal completou a visita e informou que afinal não vão ficar no hotel. - Não há problema. Tal como lhe disse, aqui tem o seu dinheiro, devolveu o recepcionista.

Conclusão: Toda a gente pagou a quem devia... sem dinheiro nenhum. O casal levou os 100 euros que pagaram todas as 5 dívidas no valor total de 500 euros.

Ponham aqui os olhos e percebam que todo o sistema financeiro, desde que inventaram os números negativos, se tornou uma fraude. Zero euros pagaram 500 em dívida. E podíamos continuar indefinidamente.

Como dizia Milton Friedman: "Não perguntem onde está o dinheiro porque ele não está em lado nenhum!"

#tirado da net (autor desconhecido)

Roubo anual.


O SUBSÍDIO DE NATAL OU 13º MÊS - NUNCA EXISTIU...

Os trabalhadores ingleses recebem os ordenados semanalmente! Mas há sempre uma razão para as coisas e os trabalhadores ingleses, membros de uma sociedade MAIS crítica do que a nossa, não fazem... nada por acaso!

Lembrando que o 13º MÊS em Portugal, foi criado por Marcello Caetano em 1972, (Decreto-Lei, 457 de 15 Novembro de 1972) e que nenhum governo depois do dele mexeu nisso.
Numa altura em que vamos ficar sem metade do subsidio de Natal este ano e para o futuro sem subsidio de férias e de Natal, vale a pena tomar nota :

O 13º mês é uma das mais escandalosas de todas as mentiras dos donos do poder, quer se intitulem "capitalistas" ou "socialistas", e é justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam.
Eis aqui uma modesta demonstração aritmética de como foi fácil enganar os trabalhadores.

Suponhamos que você ganha €700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses, você recebe um total de €8.400,00 por um ano de doze meses.

€700,00 X 12 = € 8.400,00

Em Dezembro, o generoso governo manda então pagar-lhe o conhecido 13º Mês

€ 8.400,00 (Salário anual)
+ €700,00 (13º salário) =
--------------------------------------------------------
€ 9.100,00 (Salário anual + o 13ºMês)

O trabalhador vai para casa todo feliz com o "governo amigo dos trabalhadores" que mandou o patrão pagar o 13º.

Agora veja bem o que acontece quando o trabalhador se predispõe a fazer uma simples conta que aprendeu no Ensino Básico:

Se o trabalhador recebe €700,00 mês e o mês tem quatro semanas,
significa que ganha por semana € 175,00.

€700,00 (salário mensal) e 4 (semanas que tem o mês) = € 175,00 ( de
salário semanal)

O ano tem 52 semanas. Se multiplicarmos

€ 175,00 (Salário semanal)
X 52 (Número de semanas anuais)
-------------------
€ 9.100,00.

O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual + o 13º salário .
Surpresa, surpresa? Onde está, portanto, o 13º Salário?
A explicação é simples, embora os nossos conhecidos líderes nunca se tenham dado conta desse fato simples:
A resposta é que o governo, que faz as leis, lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o governo só manda o patrão pagar quatro semanas) o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas.
No final do ano o generoso governo presenteia o trabalhador com um 13º salário, cujo dinheiro saiu do próprio trabalhador.

Se o governo retirar o 13º salário ou subsídio de natal dos trabalhadores da função pública, o roubo é duplo.

Como palavra final para os trabalhadores inteligentes:

Não existe nenhum 13º salário.
O governo apenas devolve e manda o patrão devolver o que sorrateiramente foi tirado do salário anual.

Conclusão:

Os Trabalhadores recebem o que já trabalharam e não um adicional.

13º NÃO É PRÊMIO, NEM GENTILEZA, NEM CONCESSÃO. É SIMPLES PAGAMENTO
PELO TEMPO TRABALHADO NO ANO!

E EU QUE NUNCA TINHA PENSADO NISSO ...
(Agradecimento ao Nelson Henriques)

http://srbolinha.blogspot.com/2011/10/o-subsidio-de-natal-ou-13-mes-nunca.html?spref=bl

Ateísmo

Ateísmo

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

domingo, 23 de outubro de 2011

Petas Passos Coelho

Negòcios...

Os portugueses estão a depositar muito dinheiro nos bancos. Poupam-no, transferem-no de outras aplicações, e lucram: as supertaxas estão a desafiar as leis da gravidade. Mas, como disse um banqueiro no Verão, "na guerra pelos depósitos, só existem perdedores, incluindo os clientes".

Estas palavras foram ditas pelo presidente do BCP ao "Oje", no final de Junho. Aí, Carlos Santos Ferreira explicava que depósitos caros levam a créditos caros. Mas há outros problemas, incluindo a erosão da rendibilidade, que depois pressiona os rácios de capital.

Sim, o mundo está ao contrário: agora preocupamo-nos com os baixos lucros dos bancos. É que já aprendemos que os prejuízos no sistema financeiro viram-se contra a economia e acabam financiados por contribuintes. Mas deixemos neste editorial a questão das necessidades de capital, que é ridicularizada pelos banqueiros como se todos excepto eles próprios fossem imbecis. Falemos apenas de liquidez.

Se tanto dinheiro está a ser depositado, isso quer dizer que os portugueses estão a poupar mais; que estão a transferir poupança (de fundos de investimento, acções ou certificados de aforro); e que confiam nos bancos. Óptimo. Mas nada disto estaria a acontecer desta forma desenfreada se não fossem pagas taxas de juro tão elevadas. E é isso que o Banco de Portugal quer travar. Lembra-se de quando o BPP caiu, quando muitos escreveram que os clientes deviam ter suspeitado de taxas de juro tão elevadas? Pois...

Neste momento, a Euribor está pouco acima dos 2% mas há bancos a pagar 6%, 7% e mesmo 8% de juros em depósitos. Uma taxa de juro é uma medida de risco esperado: quanto maior o risco, maior a taxa. Assim foi no BPP. Hoje, a questão é outra: falta liquidez, o seu preço aumenta. É o mercado a funcionar.

O mercado está a funcionar assim porque há um subsídio escondido: o Banco Central Europeu está a financiar lucros dos bancos com financiamento barato. E o Estado entrou no jogo quando decidiu o suicídio dos certificados de aforro.

Siga o dinheiro: o BCE empresta dinheiro aos bancos portugueses a taxas de 1%; com este "funding" tão baixo, os bancos podem pagar a outra parte do "funding" (os depósitos) a taxas anormalmente altas, pois o seu custo médio pondera as duas fontes; o Estado vê sair todo o dinheiro dos certificados de aforro para os bancos e, por isso, emite Bilhetes do Tesouro, que lhe saem mais caros; quem compra esses Bilhetes do Tesouro são... os bancos portugueses (sobretudo a Caixa, o BES e o BCP); depois os bancos descontam esses Bilhetes do Tesouro junto do BCE, em troca de mais financiamento. Confuso? Não fique: os bancos financiam-se no BCE a 1% e emprestam ao Estado a 5%, o que tem gerado centenas de milhões de euros de lucros nos bancos. E dá o incentivo perverso de aumentar taxas de depósitos, o que mais tarde vai reduzir a rendibilidade dos bancos e "comer" capital.

A banca não é coisa para anarco-comunistas. O desequilíbrio entre taxas de juro activas e passivas (ou seja, dos créditos cobrados e dos depósitos recolhidos) é um dos principais problemas no balanço dos bancos europeus. No princípio, é lucro. No fim, é prejuízo. E apesar de todos os Lehmans, BPP e Dexias, os bancos continuam viciados no curto prazo. Parece uma festa bizarra, em que os convivas dançam sem diversão. Pudera.

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=513981

Conta, conta...

sábado, 22 de outubro de 2011

bpn/psd no seu melhor !



«O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, recebe todos os meses cerca de 1400 euros por subsídio de alojamento apesar de ter um apartamento seu na área de Lisboa onde reside durante toda a semana. A assessoria de imprensa do Ministério da Administração Interna (MAI) afirma que o subsídio é legal, uma vez que o governante tem a sua residência permanente em Braga.» [Público]

È fartar vilanagem !


Dois membros do Governo vão receber um subsídio de alojamento de 1150 euros mensais, isto apesar de serem proprietários de uma casa na região da grande Lisboa.
e acordo com um despacho publicado em Diário da República, dois ministros e sete secretários de Estado terão direito a este apoio do Estado, por terem residência permanente a mais de 100 quilómetros da capital. Miguel Macedo, ministro da Administração Interna, e José Cesário, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, são dois dos nomes abrangidos. Mas têm uma particularidade. De acordo com a declaração de rendimentos entregue no Tribunal Constitucional, ambos têm casa própria em Lisboa.

Estes casos não merecem ressalva na lei – um decreto de 1980, assinado pelo então primeiro-ministro, Francisco Sá Carneiro, e pelo ministro das Finanças, Cavaco Silva.

O documento estabelece que aos membros do Governo que «não tenham residência permanente na cidade de Lisboa ou numa área circundante de 100 quilómetros poderá ser concedida habitação por conta do Estado ou atribuído um subsídio de alojamento». E justifica este apoio em função dos encargos com a fixação em Lisboa. Encargos esses que, diz a lei, são agravados pela «rarefacção de habitações passíveis de arrendamento» na cidade.

Apesar de ter mais de 30 anos, a lei nunca foi alterada e tem sido usada pelos sucessivos governos para atribuição de subsídios de alojamento aos governantes com residência permanente fora do perímetro da capital.

No anterior Executivo, este apoio foi atribuído a 13 titulares de pastas governamentais, sendo que entre estes também havia três secretários de Estado com casa própria em Lisboa.

Uma situação que já foi apreciada pelo conselho consultivo da Procuradoria-Geral da República que – citando a lei que refere apenas a residência de origem – conclui que a propriedade de uma casa em Lisboa não impede a atribuição do subsídio.

Contactado pelo SOL, o gabinete de Miguel Macedo remeteu precisamente para este parecer da Procuradoria, sublinhando que o subsídio é atribuído em função da residência permanente – que no caso do ministro da Administração Interna é no Porto.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, diz que o subsídio está «contemplado e justificado»: «Não é só de alojamento. O que está em causa é uma compensação pelas despesas que têm a ver com a deslocação para Lisboa».

O subsídio de alojamento foi também atribuído ao ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, a Juvenal Peneda (adjunto do ministro da AdministraçãoInterna), aos secretários de Estado Paulo Simões Júlio, Cecília Meireles, Daniel Campelo e Marco António Costa e à subsecretária de Estado adjunta Vânia Barros.

por Susete Francisco
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=30660

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Claro, clarissimo


Jean-Luc Mélenchon invité de la matinale de... par lepartidegauche

FDP

http://aeiou.expresso.pt/veja-os-rendimentos-de-15-politicos-portugueses-antes-e-depois-de-passarem-pelo-governo-grafico-animado=f680329

Desgaste ? ...

O HOMEM QUE DISSE A VERDADE

Até quando ?

sábado, 15 de outubro de 2011

Republica fundamentalista ?

E jà agora, porque não uma republica islamica ?!


http://ponteeuropa.blogspot.com/

Que merda é esta ? !

http://ponteeuropa.blogspot.com/

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A força das palavras !

Cavaco Silva é o "mais curioso dos líderes"

Reino da Vadiação: Cavaco Silva é o "mais curioso dos líderes", até s...: É o Presidente que mais segue no Twitter os outros chefes de Estado e segue também duas 'Sex Shop'!!!! É tão bonito ter um Presidente da Rep...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

La mauvaise réputation

Made in Barcelos

O Silva das vacas

Algumas das reminiscências da minha escola primária têm a ver com
vacas. Porque a D.ª Albertina, a professora, uma mulher escalavrada e
seca, mais mirrada que uva-passa, tinha um inexplicável fascínio por
... vacas. Primavera e vacas. De forma que, ora mandava fazer redacções
sobre a primavera, ora se fixava na temática da vaca. A vaca era,
assim, um assunto predilecto e de desenvolvimento obrigatório, o que,
pela sua recorrência, se tornava insuportavelmente repetitivo.

Um dia, o Zeca da Maria "gorda", farto de escrever que a vaca era um mamífero
vertebrado, quadrúpede ruminante e muito amigo do homem a quem ajudava
no trabalho e a quem fornecia leite e carne, blá, blá, blá, decidiu,
num verdadeiro impulso de rebelião criativa, explicar a coisa de outra
forma. E, se bem me lembro ainda, escreveu mais ou menos isto:

"A vaca, tal como alguns homens, tem quatro patas, duas à frente, duas
atrás, duas à direita e duas à esquerda. A vaca é um animal cercado de
pêlos por todos os lados, ao contrário da península que só não é
cercada por um. O rabo da vaca não lhe serve para extrair o leite, mas
para enxotar as moscas e espalhar a bosta.
Na cabeça, a vaca tem dois cornos pequenos e lá dentro tem mioleira, que o meu pai diz que faz muito bem à inteligência e, por não comer mioleira, é que o padre é burro como um tamanco. Diz o meu pai e eu concordo, porque, na doutrina, me obriga a saber umas merdas de que não percebo nada como as bem-aventuranças.

A vaca dá leite por fora e carne por dentro,embora agora as vacas já não façam tanta falta, porque foi descoberto o leite em pó. A vaca é um animal triste todo o ano, excepto no dia em que vai ao boi, disse-me o pai do Valdemar "pauzinho", que é dono do boi onde vão todas as vacas da freguesia. Um dia perguntei ao meu pai o que era isso da vaca ir ao boi e levei logo um estalo no focinho.

O meu pai também diz que a mulher do regedor é uma vaca e eu também não
entendi. Mas, escarmentado, já nem lhe perguntei se ela também ia ao
boi."

Foi assim. Escusado será dizer que a D.ª Albertina, pouco dada a
brincadeiras criativas, afinfou no pobre do Zeca um enxerto de porrada
a sério. Mas acabou definitivamente com a vaca como tema de redacção.

Recordei-me desta história da D.ª Albertina e da vaca do Zeca da Maria
"gorda", ao ler que Cavaco Silva, presidente da República desta
vacaria indígena, em visita oficial ao Açores, saiu-se a certa altura
com esta pérola vacum:

"Ontem eu reparava no sorriso das vacas, estavam satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a ficar verdejante"! Este homem, que se deixou rodear, no governo, pelo que viria a ser a maior corja de gatunos que Portugal politicamente
produziu; este homem, inculto e ignorante, cuja cabeça é comparada
metaforicamente ao sexo dos anjos; este político manhoso que sentiu
necessidade de afirmar publicamente que tem de nascer duas vezes quem
seja mais honesto que ele; este "cagarola" que foi humilhado por João
Jardim e ficou calado; este homem que, desgraçadamente, foi eleito
presidente da República de Portugal, no momento em que a miséria e a
fome grassam pelo país, em que o desemprego se torna incontrolável, em
que os pobres são miseravelmente espoliados a cada dia que passa, este
homem, dizia, não tem mais nada para nos mostrar senão o fascínio pelo
"sorriso das vacas", satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a
ficar verdejante"! Satisfeitíssimas, as vacas?! Logo agora, em tempos
de inseminação artificial, em que as desgraçadas já nem sequer dispõem
da felicidade de "ir ao boi", ao menos uma vez cada ano!

Noticiava há dias o Expresso que, há mais ou menos um ano e aquando de
uma visita a uma exploração agrícola no âmbito do Roteiro da
Juventude, Cavaco se confessou "surpreendidíssimo por ver que as
vacas, umas atrás das outras, se encostavam ao robô e se sentiam
deliciadas enquanto ele, durante seis ou sete minutos, realizava a
ordenha"! Como se fosse possível alguma vaca poder sentir-se deliciada
ao passar seis ou sete minutos com um robô a espremer-lhe as tetas!!
Não sei se o fascínio de Cavaco por vacas terá ou não uma explicação
freudiana. É possível. Porque este homem deve julgar-se o capataz de
uma imensa vacaria, metáfora de um país chamado Portugal, onde há
meia-dúzia de "vacas sagradas", essas sim com direito a atendimento
personalizado pelo "boi", enquanto as outras são inexoravelmente
"ordenhadas"! Sugadas sem piedade, até que das tetas não escorra mais
nada e delas não reste senão peles penduradas, mirradas e sem
proveito.

A este "Américo Tomás do século XXI" chamou um dia João Jardim, o "sr.
Silva". Depreciativamente, conforme entendimento generalizado. Creio
que não. Porque este homem deveria ser simplesmente "o Silva". O Silva
das vacas. Presidente da República de Portugal. Desgraçadamente.

Luís Manuel Cunha in Jornal de Barcelos de 05 de Outubro de 2011

domingo, 9 de outubro de 2011

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

IMAGINEM o mundo sem religiões

Porque é que sou tão lamechas ???

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

sábado, 1 de outubro de 2011

No stress

Tese de Guerdjieff, pensador russo que no início do século passado já falava em auto-conhecimento e na importância de se saber viver.

Dizia ele: "Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento e daquilo que, realmente vale como principal".

Assim sendo, ele traçou 20 regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris.

Dizem os "experts" em comportamento que, quem já consegue assimilar 10 delas, com certeza aprendeu a viver com qualidade interior. Ei-las:

01. Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.



02. Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.

03. Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.

04. Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.

05. Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.

06. Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimónias.

07. Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.

08. Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes

09. Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.

10. Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto ansiedade e tensão. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a acção.

11. Família não é você. Está junto de você. Compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.

12. Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca.

13. É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe.

14. Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância subtil de uma saída discreta.

15. Não queira saber se falaram mal de si e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.

16. Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é óptimo... para quem quer ficar esgotado e perder o melhor

17. A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, que é muito diferente

18. Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se saudavelmente.

19. Não abandone suas 3 grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé!

20. E entenda de uma vez por todas, definitivamente e conclusivamente:

Você é o que se fizer Ser! Então, Faça-se E Seja!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

domingo, 18 de setembro de 2011

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O Beijo do Sol

Meninas sem mamas


O horror nunca deixa de surpreender e agrava-se quando a superstição, o tribalismo, a fé e a tradição se conjugam.

Camarões foi o nome que os portugueses deram a uma região africana a cuja costa iam em busca de escravos no tempo em que sonhavam converter o mundo à fé cristã e onde desistiram de avançar para o interior porque as orações os não poupavam à malária. Hoje é um país do centro de África, com saída para o Oceano Atlântico, a aproximar-se dos 20 milhões de habitantes.

A fé da população distribui-se pelo cristianismo (56%), crenças tribais (23%) e islão (20%), sendo outras crenças quase inexistentes nesta república presidencialista que gravita na órbita dos Estados Unidos da América e da Europa, seus parceiros quase exclusivos nas trocas comerciais.

Neste país, maioritariamente cristão, colonizado por alemães, franceses e ingleses, as tradições tribais atingem o limite da crueldade e da demência. Calcula-se que um quarto das meninas é vítima do esmagamento das mamas, para dissimular a puberdade e evitar – segundo a crença tribal – as violações e gravidezes precoces.

Com pedras quentes e outros objectos planos ardentes sobre as mamas que despontam, as mães e outras mulheres da família procedem à sua destruição convencidas de que, atrasando o crescimento dos seios das meninas, as protegem dos olhares lúbricos dos homens, as afasta das relações sexuais e, quiçá, evitem gravidezes indesejadas.

Já conhecíamos a mutilação genital feminina, com a excisão do clítoris. Sabemos agora que a mutilação mamária através de objectos ardentes e esmagamento é outra crueldade ao serviço da repressão sexual, dos preconceitos e das tradições tribais. Há que apertar e queimar com violência as maminhas das meninas púberes ou pré-púberes, às vezes durante meses de tortura, indiferentes às deformidades e à dor que causam, aos traumas psíquicos e destruição de tecidos, às queimaduras e deformidades.

Segundo a agência oficial de cooperação alemã GTZ, que denunciou esta atrocidade e luta contra ela, metade das meninas a quem despontam as maminhas antes dos nove anos são vítimas desta medonha crueldade, segundo El País, de 12/09/2011, artigo de Charo Nogueira, onde recolhi a informação relevante plasmada neste texto.

Perante esta inaudita barbaridade, comum na África Ocidental e com especial incidência nos Camarões, termino revoltado como comecei: «O horror nunca deixa de surpreender e agrava-se quando a superstição, o tribalismo, a fé e a tradição se conjugam».


Ponte Europa / Sorumbático
posted by Carlos Esperança
http://ponteeuropa.blogspot.com/