sexta-feira, 30 de julho de 2010

menino bernardo


O CASTIGO DA EQUIPA DA COREIA DO NORTE

«Seis horas en posición de firmes delante del Palacio de la Cultura Popular de Pyongyang (Corea del Norte) ha sido el castigo impuesto a los jugadores de la selección de fútbol tras su eliminación en el Mundial. Peor destino ha sufrido su entrenador, que ha sido castigado a trabajos forzados. Así lo recoge el diario italiano La Repubblica, según una información de Radio Free Asia.

El delito: traicionar la confianza del Querido Líder - título propagandístico del jefe del estado coreano Kim Jong-il - tras una deshonrosa participación en Sudáfrica. Solo se han salvado del castigo Jong Tae-se, la estrella del equipo y que lloró en el primer encuentro mientras sonaba el himno nacional, y An Yong-hak, que viajó directamente a Japón. Los norcoreanos cayeron eliminados en la fase de grupos tras perder los tres partidos.[El Pais]

Parecer:

Só mesmo no paraíso norte-coreano...

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a opinião a Bernardino Soares, um conhecido admirador da Coreia do Norte.»

Vale mais ter para dar que...


CHAPADA SEM MÃO

«Para a “The Economist”, a Portugal Telecom parece ser a “vencedora óbvia”. “Zeinal Bava, o seu CEO com visão para os mercados, será ainda mais aclamado pelos accionistas por extrair cada cêntimo e mais algum dos espanhóis. A Telefónica pagou 14% acima da capitalização de mercado da PT antes do lançamento da oferta de compra da posição da PT na Vivo”, refere a revista num artigo intitulado “Brazil calling”.

A “The Economist” relembra que a Telefónica começou por fazer uma oferta de 5,7 mil milhões de euros, que foi posteriormente elevada para 6,5 mil milhões e ainda, numa terceira proposta, para 7,15 mil milhões, “um preço que alguns analistas já consideraram doido e que foi aceite pelos accionistas da PT”.

Preço esse que foi 32% superior ao da primeira oferta lançada pelo CEO da operadora espanhola, César Alierta.

“Mas o governo português vetou inesperadamente a transacção a 30 de Junho, invocando o interesse nacional. Agora permitiu o acordo, mas só depois de ter feito a Telefónica acrescentar mais 350 milhões de euros à sua última oferta, que tinha sido já aceite por 74% dos accionistas da PT, exactamente pelo mesmo activo. Os detentores da Telefónica têm agora a certeza que estão a pagar de mais”, salienta a mesma revista.

A publicação sublinha ainda que, além dos 350 milhões extra, “Lisboa conseguiu ganhar mais um ponto importante” pelo facto de se manter no Brasil através da compra de uma posição na Oi.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

Alguns daqueles que discordaram do veto do negócio da PT desvalorizaram o acordo insinuando que nada tinha sido alterado no negócio, foi o PSD que assim tentou recuperar da má imagem do seu líder, mas foi também o caso de alguns comentadores como Sarsfield Cabral ou João Duque. Agora levam uma chapada sem mão dada pela revista "The Economist".

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Bem dada.»

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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Ahhh Touro lindo !

Na Catalunha o massacre acaba em Janeiro de 2012. Jà não era sem tempo. Agora falta "vencer" os criminosos que continuam à solta.



Foto roubadinha de fresco no: http://ponteeuropa.blogspot.com/

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Ai credo !

Peter Gabriel & Youssou N'Dour

manholas


Carta a Salazar nos 40 anos do seu passamento
Meu velho ditador:

Se pudesses ouvir, claro que não podes, e tu sabias que não havia vida para além da que tiveste, ouvirias o clamor das famílias dos que sofreram em Caxias, Aljube, Peniche, Tarrafal, S. Nicolau ou Timor.

Faz hoje 40 anos que morreste com 40 anos de atraso. Alguns fascistas ainda te evocam com nostalgia. Há sempre alguém que recorda um crápula, os que não têm memória ou os que odeiam a liberdade. Acontece o mesmo com Estaline, Mao, Franco e Mussolini, este mesmo, de quem tinhas uma foto na tua secretária de trabalho.

Tu não tinhas coração, eras um hipócrita abrigado à sombra de uma Igreja que protegeu todos os fascismos, um facínora que se escondia atrás da polícia política que aprendeu a torturar na Alemanha nazi, um demente com horror a eleições, pavor ao progresso e aversão ao povo. A censura era o teu colete anti-bala e as polícias a guarda pretoriana.

Viveste a obsessão dos medíocres e conseguiste tornar-te ainda mais vil com a mania do poder que exerceste com violência, enquanto a PIDE assassinava e os esbirros aturdiam um povo que amordaçaste com a censura, o analfabetismo, os tribunais Plenários e uma multidão de cúmplices de todas as idades e condições.

A guerra colonial foi uma paranóia pessoal que levou a morte a centenas de milhares de pessoas. Ainda hoje não se fala dela, por remorso uns, por vergonha outros, quase todos por um trauma que ficou de 13 anos da guerra injusta, inútil e criminosa.

Há quem deseje minimizar os crimes, dizendo que ignoravas que a PIDE assassinou Humberto Delgado quanto atribuíste o crime ao Partido Comunista, ou José Dias Coelho, abatido na Rua dos Lusíadas, quando puseste a circular que se tratava de ajuste de contas entre membros do seu partido.

Eras um farsante, o tirano que nunca saiu do país, o carrasco do povo a quem negaste o acesso ao ensino e à liberdade. Evocar o 40.º aniversário da tua morte é lamentar que tenhas morrido impune, que tivesses à tua volta a corja de imbecis e cúmplices que iam ao hospital da Cruz Vermelha encenar reuniões do Conselho de Ministros para que pudesses crer que ainda eras o algoz vitalício da pátria que desonraste.

Da tua herança resta o medo e a cobardia, o atraso e o servilismo, o gosto pela delação e a memória dos crimes que cometeste. E a eterna gratidão a uma cadeira.

posted by Carlos Esperança
http://ponteeuropa.blogspot.com/

domingo, 25 de julho de 2010

Van Gogh

Passos de Dama


Entregar a dama por engano

Pedro Passos Coelho lembra-me um daqueles jogadores de xadrez que têm mais olhos do que barriga e que numa jogada mal calculada com que pensam chegar ao xeque-mate entregam a dama por engano. Convencido de que as próximas legislativas seriam favas contadas decidiu aproveitar-se das pressões internacionais para forçar o actual governo a antecipar medidas de austeridade e, como se isso não bastasse, achou que poderia alterar o quadro constituccional do país para se assegurar que não existam constrangimentos constitucionais ao seu projecto de rifar tudo o que no Estado possa dar lucros ao privado.

Só que as sondagens são uma coisa e as eleições são outras, a agenda política e a crise financeira internacional impedem eleições agora e a economia tem os seus ciclos, umas vezes desce e favorece Passos Coelho, outras vezes sobre e favore Sócrates, o líder do PSD que faz passar a mensagem de que foi o melhor aluno num curso de economia (ainda que de uma universidade do tipo fast-food) parece ter esquecido este pormenor. Convencido da vitória certa achou que era a sua hora de se afirmar e desde então só fez disparates.

Embrulhou-se nas SCUT onde umas vezes diz que não há SCUT para ninguém, outras diz que devem ser para todos e por fim vota ao lado da esquerda conservadora só com o objectivo de criar dificuldadades à governação. Compreende-se, qualquer regra prejudicaria alguns concelhos geridos pelo PSD e como não é possivel dizer na lei que se deverão manter as SCUT sempre que estejam em causa autarquias do seu partido, Pedro Passos Coelho opta pela indecisão. Enfim, um mau princípio este de querer governar e ao mesmo tempo promover o desgoverno.

Numa decisão criticada por toda a sociedade, incluindo muito dos seus apoiantes incondicionais, optou por lançar a revisão constitucional em Setembro, avançando com um projecto mal elaborado, feito por gente que vive noutro país e que nunca será aceite pelos outros partidos ou mesmo pela sociedade. Numa estratégia combinada à mesa do café, Pedro Passos Coelho acha que pode impor uma nova constituição a troco de um orçamento que até pode ser viabilizado por partidos que não alinham no seu projecto.

O ideal para Passos Coelho era que o PS se armasse em conservado e decidisse boicotar a revisão constitucional, o líder do PSD poderia dizer o que já anda a sugerir, que os outros partidos se recusam a modernizar o país. Mas tem azar, o PS vai a jogo e responde com propostas de revisão incómodas porque mexem nos poderes presidenciais, um tabu mesmo para o PSD em tempo de presidenciais.

Ainda por cima Passos Coelho não pode recusar o debate pois tomou ele próprio a iniciativa de questionar os poderes presidenciais sem repseitar o mandato do presidente que apoia, mas nunca se perdeu de amores pelo antigo líder da JSD.

Ao forçar o debate o PS obriga o PSD a discutir temas que lhe serão incómodos, como a questão do despedimento ou as mexidas num sistema nacional de saúde aceite pelo país. O mesmo líder que há pouco tempo boicotou as taxas moderadoras nas cirurgias não tem autoridade moral para agora tentar privatizar tudo o que na saúde pode dar lucro ao grupo Mello, o mesmo líder partidário que se afirma como esperança para os desempregados não pode empenhar-se em abrir a porta ao desemprego.

Pedro Passos Coelho confunde um país com uma associação de estudante e decidiu, aconselhado por gente de pouca dimensão intelectual, entrar em jogadas que lhe poderão sair caras. Agora vai mesmo ter de concretizar os seus projectos liberais em sectores tão sensíveis como a saúde e o desemprego. Pedro Passos Coelho estava tão convencido do xeque-mate que corre um sério risco de ter entregue a dama.

Isso não significa que tenha perdio o jogo, ainda pode empatar ou ganhar com mais dificuldades, significa apenas de que agora é ele que poderá ter de se remeter à defensiva, pois deu a iniciativa no jogo ao adversário e no xadrez a iniciativa pode ser uma vantagem.

Sócrates não é propriamente um político fraco, sobreviveu ao que nenhum político português teria sobrevivido e, pior ainda, já demonstrou que é nos momentos difíceis que se apresenta em melhor forma. Aquilo que parecia um passeio de Pedro Passos Coelho até ao poder pode vir a transformar-se numa penosa via sacra.

sábado, 24 de julho de 2010

Parvoides

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Regressos


O Regresso de Deus

Uma das piores coisas neste mundo, é a construção de ilusões, elas conduzem ao auto-engano. Que o digam os políticos, que o digamos nós. O papa polaco e o seu mentor Joseph Ratzinger, elucidaram-nos respectivamente às “ilusões” da Igreja.

A especulação teológica ao serviço da fé pode entregar-se a todo o tipo de “jogos semânticos”, abusando da interpretação simbólica. O magistério da “infalibilidade” está aí, mas sabemos que quando tentamos passar da retórica aos factos concretos, os falsos concordismos da teologia caem por terra.

A natureza híbrida e contraditória dos dogmas eclesiásticos, permite amplas ambiguidades. Mas tanto na esfera das “definições” como das “condutas”, existem limites inultrapassáveis, – se o catolicismo não quiser desaparecer. Chega uma altura em que as decisões sobre o divórcio, contracepção, homossexualidade, onanismo, feminismo, conflitos de classes, estrutura hierárquica e outras questões mais ou menos graves se impõem, e estas não admitem ambiguidades, se se quer uma moral despida de dogmas.

Os chamados “cristão progressistas”, confrontados dia atrás dia, com os avanços da ciência – onde incluímos a investigação histórica -, foram perdendo a sua fé nos dogmas. Os mais audazes não tiveram dúvidas em reduzir a sua fé pessoal a uma mera crença num Jesus divino. Naturalmente que isto equivale a anular a especificidade do “mistério cristão” tal como foi produzido pela literatura neotestamentária – com as suas incongruências e contradições formalizadas desde o início do século II. Equivale por conseguinte a suprimir praticamente a “exclusividade” da verdade cristã. Não deve surpreender-nos portanto, que desde as dramáticas “vacilações” de Paulo VI até à tentativa de “restauração” de Paulo II; a Igreja tenha reagido violentamente contra um certo risco de dissolução.

Surgem assim os integrismos cristãos, que por razões óbvias criticam os valores da Ilustração e escolhem para inimigo o Humanismo Secular. Eles promovem e financiam correntes de pensamento que favorecem formas de autoritarismo, de emotivismo, de irracionalismo e alienação, que dissolvem os postulados da crítica racional. Tenta associar-se o “regresso de Deus” com a restauração neoconservadora de “obediência social”.

A verdade é que essas formas de pensamento têm como objectivo instalar ou reinstalar progressivamente, regimes de carácter Teocrático; com Deus e a Igreja no cume, com a tradicional concepção anti-democrática, autoritária e tradicionalista, rigidamente hierarquizada. A isto eles chamam pomposamente de; “novas formas de socialização”.

O “regresso de Deus” resulta assim, num fundamentalismo integrista que se limita a equipar a consciência íntima do explorado com os instrumentos psicológicos necessários para “forjar” uma “falsa” liberdade de consciência que lhe permita adaptar-se à ordem e disciplina estabelecida.

Um desses movimentos integrista/fundamentalista, é o Opus Dei, organização em que resultam patentes as afinidades entre o tradicionalismo integrista e a doutrina e prática social de vocação capitalista.

Escrito por F. Fernandes
http://www.ateismo.net/

razões


Razão entendível
por FERNANDA CÂNCIO

Passos Coelho impôs-se ao PSD e apresentou-se ao País em ruptura com a linha política (?) que o seu partido seguia desde 2004. Se o fez por convicção ou pragmatismo (a coisa estava esgotada), é cedo para saber, até porque se demarcou da linha mas não de algumas das pessoas que a de-senvolveram. Mas fê-lo, e em nome da ideia de "uma verdadeira alternativa política".

A alternativa de Passos Coelho, acha qualquer pessoa que acompanhe o seu percurso e discurso há uns tempos, é a liberal. Liberal nos costumes e, sobretudo - até porque de liberalismo nos costumes estamos já bem servidos com o PS - liberal na economia.

Mas é aqui que a coisa, clara como água, se turva. Passos Coelho, que já defendeu a privatização da CGD e da RTP e que pugna por aquilo a que dá o nome de "liberdade de escolha" na saúde e na educação, quer que o princípio da gratuitidade tendencial nessas duas áreas acabe e que cada um pague "segundo as suas possibilidades", o que só pode significar que as pessoas que seriam excluídas, pelo seu nível de vencimento, do acesso livre a escolas e hospitais públicos, passariam a poder investir uma parte do que pagam em impostos noutros sistemas (ou isso ou ficariam pobres, ao pagar duplamente o valor desses dois serviços essenciais) e que o sistema público seria depauperado e limitado.

Ao mesmo tempo, porém, a direcção do PSD vem, pela boca de Miguel Relvas, negar que se queira acabar com o Estado Social, atacando o governo por ter fechado serviços - escolas e centros de saúde - em nome de uma lógica economicista. Portanto, o PSD quer oferecer menos Estado, mas manter os serviços todos abertos por esse país fora e sem olhar a despesas. Lá original é.

Mas nada ultrapassa a história dos despedimentos. Passos quer que a expressão "justa causa" deixe de fundamentar a possibilidade de despedir e esta passe a assentar em "razões atendíveis".

Mas aos que o acusam de querer consagrar a arbitrariedade responde, manso: que não, não quer que se possa despedir sem mais nem menos, que ideia!, é preciso haver motivos, que hão-de ser explicitados na lei ordinária. No seu afã de negar o óbvio, a direcção do PSD chega mesmo a invocar uma lei de Vasco Gonçalves (sim, o dos saneamentos) - quiçá para que acreditemos que a defesa da classe operária é o seu sol na terra.

A gente percebe: não é fácil ganhar eleições a dizer com todas as letras que se vai consagrar a arbitrariedade nos despedimentos (ao mesmo tempo que, pormenor, se apoia um candidato presidencial que representa praticamente tudo o que não se defende); mas isto começa a parecer-se de mais com a fábula da rã e do escorpião. Resta saber se a rã continua crédula.

por FERNANDA CÂNCIO
http://dn.sapo.pt

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Jean Luc Melenchon


L'auditorium de Jean-Luc Mélenchon épisode 1
envoyé par lepartidegauche. - L'info video en direct.

Positivo

Regadios e Outras Infra-Estruturas Colectivas


Aproveitamento Hidroagrícola da Cova da Beira


Mais de 63 milhões de euros de Apoio ProDeR vão beneficiar cerca de 700 explorações agrícolas na Beira Interior.

Com a presença do Primeiro-ministro, José Sócrates, e do Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, António Serrano, foi hoje inaugurada a Central Mini-hídrica do Meimão, no Concelho de Penamacor, e consignado o bloco de rega da Fatela, última fase do sistema de Aproveitamento Hidroagrícola da Cova da Beira (AHCB).

Esta operação corresponde a um apoio PRODER superior a 63 milhões de euros, que irá beneficiar cerca de 700 explorações agrícolas, disseminadas por 29 freguesias dos concelhos de Penamacor, Sabugal, Belmonte, Covilhã e Fundão.

Para além de garantir água para abastecimento público destes cinco concelhos, o AHCB irá fornecer água à pressão natural para as explorações agrícolas aí localizadas.

Aspiração de há décadas das populações desta região, este importante investimento PRODER representa um forte contributo para o desenvolvimento e competitividade da agricultura da Beira Interior.

http://www.proder.pt/PresentationLayer/noticias01.aspx?noticiaid=98

O seu ao seu dono

Paredes: ex-ministra da Educação recebeu medalha de ouro do município

A ex-ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, foi hoje, segunda-feira, homenageada pelo concelho de Paredes, cujo executivo lhe atribuiu a medalha de ouro do município.

Uma condecoração que é, segundo o autarca Celso Ferreira, justa pelo trabalho que a ex-ministra desenvolveu para a concretização da Carta Educativa do concelho, “uma das mais ambiciosas do país”.

Nesse sentido, também a ex-Directora Regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, e a ex-coordenadora do CAE, Maria Antónia Marques, foram distinguidas pelo trabalho realizado em prol do município na área da educação. Também o árbitro lordelense Jorge Sousa foi reconhecido pelo mérito desportivo.

Estes quatro homenageados, explicou Celso Ferreira, contribuíram para o engrandecimento do concelho.

É importante partilhar responsabilidades na educação, defendeu a ex-ministra

"Se hoje temos em curso aquela que é considerada a Carta Educativa mais ambiciosa do país, isso deve-se em grande medida ao empenho, à visão e persistência de Maria Lurdes Rodrigues, enquanto ministra da Educação", referiu o autarca paredense, enaltecendo a coragem com que a governante defendeu, "até ao fim", os seus ideais e convicções. Por isso, independentemente da sua "cor" político/partidária, o município quis condecorar Maria de Lurdes Rodrigues por ter abraçado o desafio de modernizar a escola pública. Porque este foi um trabalho de "uma equipa coesa e capaz", também foram distinguidas Margarida Moreira e Maria Antónia Marques.

Maria de Lurdes Rodrigues considerou este "um acto de generosidade" por parte desta autarquia, uma homenagem que disse aceitar "humildemente". "A grande satisfação que um político pode ter é verificar o resultado do seu trabalho ao serviço da população", referiu a ex-ministra, afirmando que guardará na memória a imagem da escola nova de Mouriz, que visitou esta manhã, e que é "a parte visível de todo um trabalho realizado em prol da educação".

Falando de uma nova fase da política educativa, Maria de Lurdes Rodrigues lembrou que durante o seu mandato procurou-se criar condições para que as autarquias exercessem o seu papel na área da educação. "As responsabilidades na educação devem ser partilhadas com autarquias, com os pais e com outros agentes locais de proximidade", defendeu a ex-ministra, frisando que os resultados estão à vista, não só em Paredes mas em outros locais do país.

Além das questões de proximidade, agora mais acauteladas, a escola vê-se a braços com um problema de liderança, disse a ex-governante. "Não são os edifícios que fazem a diferença, apesar de o espaço físico ser importante, são os professores e as lideranças. Podemos encontrar escolas pobres em que se faz um ensino de grande qualidade", sustentou, acrescentando que cabe aos professores tirar partido das novas estruturas e tecnologias pondo-as ao serviço dos alunos.

http://www.verdadeiroolhar.pt

Positivo

Aviação

As obras das duas fábricas que a Embraer vai construir em Évora vão arrancar em Novembro, revelou hoje o presidente da Embraer Europa.

De acordo com Luiz Fuchs, as obras estarão concluídas no final de 2011 e a produção começará a partir de 2012.

"A produção das fábricas estará em 'full power' em 2013", avançou o responsável à margem de uma conferência promovida pelo AICEP Portugal Global e pelo Barclays Corporate, que decorreu hoje de manhã em Londres.

A operação que a empresa brasileira está a lançar em Portugal representa um investimento de 150 milhões de euros e criará 600 postos de trabalho, a maioria altamente qualificados.

Luiz Fuchs falava no Farnborough Internacional Air Show, uma das maiores feiras de material aeronáutico do mundo.

Económico com Lusa
http://economico.sapo.pt

Positivo

Fábrica de Mangualde da PSA vai criar mais 300 postos de trabalhos

Previsão do número de encomendas levou a que empresa decidisse criar um novo turno pelo período mínimo de seis meses.

São cerca de 300 novos colaboradores aqueles que se vão juntar aos 900 já existentes no Centro de Produção de Mangualde do Grupo PSA, devido ao número de encomendas que se espera que venham a ser pedidas.

O novo grupo de trabalhadores da fábrica entrará em funções efectivas a partir de Novembro, embora a formação tenha já início em Setembro e Outubro, sendo que o contrato tem uma duração mínima de seis meses, de acordo com um comunicado de imprensa da firma.

O facto de existirem perspectivas de evolução do mercado dos modelos Berlingo First e Peugeot Partner, que são fabricados em Mangualde, levou a que a direcção do Centro se decidisse pela criação do novo turno no passado dia 19. A referência de produção diária será de 260 veículos.

Diogo Cavaleiro
http://www.jornaldenegocios.pt

Deixa-me rir


O governo de Passos Coelho

Primeiro Ministro: Pedro Passos Coelho

Vice-Primeiro Ministro, Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros: Ângelo Correia

Ministro das Finanças: Jorge Jardim Gonçalves

Ministro da Presidência: Francisco José Viegas

Ministro da Defesa Nacional: Vasco Rato

Ministro da Administração Interna: Carlos Blanco de Morais

Ministro da Economia, Agricultura e Pescas: Miguel Paes do Amaral

Ministro da Justiça: Carlos Abreu Amorim

Ministro da Saúde e Assistência Social: Pedro Arroja

Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Regionalização: Valentim Loureiro

Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações: Marco António Costa

Ministra da Educação: Helena Matos

Ministro da Cultura e Ciência: José Manuel Fernandes

Ministro dos Assuntos Parlamentares: Paulo Rangel

Presidente da Assembleia da República: Paulo Teixeira Pinto

Publicado por Ricardo Alves
http://esquerda-republicana.blogspot.com/

Maldades

Demente


O Islão é demência adquirida

O Islão é uma cópia grosseira do cristianismo sem a influência da cultura helénica e do direito romano. É a crença inspirada no Corão, um livro medonho que a tradição atribui ao arcanjo Gabriel que o ditou em árabe a um pastor analfabeto e rico, entre Medina e Meca, ao longo de duas décadas. Reflexo de sociedades tribais e do domínio patriarcal, o islamismo exerce o poder, todo o poder, em numerosos países, sendo responsável pela violência que aí se pratica e pelos crimes que o clero exerce em nome de Deus, o beneficente, o misericordioso.

O mais implacável monoteísmo só exige crer em Deus, o beneficente, o misericordioso, rezar cinco orações diárias virado para Meca, dar esmolas, fazer jejum no mês do Ramadão e, se possível, ir em peregrinação a Meca, uma vez na vida. Com estes cinco pilares da fé qualquer crente tem o Paraíso garantido.

O fracasso da civilização árabe e a pobreza dos povos submetidos à violência de Deus, o beneficente, o misericordioso, tem exacerbado a fé e aumentado a influência religiosa. A sharia é o reflexo da tragédia dos povos vergados à vontade de Deus, o beneficente, o misericordioso, um arremedo de direito que condiciona todos os momentos e actos das vítimas da crença. Uma muçulmano não tem direito à apostasia, só à pena de morte por abandonar o beneficente, o misericordioso.

Nem todas as patifarias do direito islâmico, de natureza teocrática, resultam do Corão e dos seus versículos. Os interesses políticos podem tornar ainda mais cruel a vontade do Profeta que tem a particularidade de ser o último (o primeiro foi Adão) e de não poder haver outro, depois dele, nem qualquer possibilidade de Deus voltar a falar.

É com esta fé esquizofrénica que vários povos aplicam a sharia. A excisão do clítoris, a amputação de membros, a lapidação de mulheres, chicotadas públicas e outras torturas, são penas habituais onde a forca e a decapitação são as formas mais expeditas e menos cruéis de assassínio legal. O Irão, a Mauritânia, o Sudão, o Iémen, a Arábia Saudita, a Nigéria e a Somália aplicam também a pena de morte à homossexualidade, abominação que os monoteísmos odeiam.

Nas madraças e mesquitas fanatizam-se crianças e instila-se o ódio à modernidade e ao livre-pensamento. Os europeus, que reprimiram o seu clero para poderem ser livres, são benevolentes com a barbárie sob a pretexto do multiculturalismo e o álibi da tradição.

A Europa, secularizada, é vítima do proselitismo religioso de que não sabe defender-se, com uma esquerda demasiado cobarde e incapaz da lucidez para avaliar a malignidade intrínseca das religiões e uma direita xenófoba com a obsessão do mito da identidade nacional.

Espero que as associações ateístas que surgem entre europeus ex-muçulmanos possam ser a chave para a solução dos países infectados pela alienação islâmica. É com elas que devemos aprender a lidar com a intolerância e a combatê-la dentro dos limites do Estado de direito e no respeito pelas liberdades, direitos e garantias dos cidadãos.

posted by Carlos Esperança
http://ponteeuropa.blogspot.com/

terça-feira, 20 de julho de 2010

È fartar vilanagem

Estafeta


Reformatar o país por encomenda

Animado pelas sondagens, ajudado por magistrados golpistas que insistem em ressuscitar o caso Freeport e embalado pela especulação promovida pelas empresas de rating Pedro Passos Coelho já não sonha apenas em governar, já quer uma maioria absolutíssima e como isso não basta quer reformatar o país.

Começa a compreender-se porque razão foi incoerente ao deixar arrastar-se a comissão parlamentar de inquérito ou porque alguns jornais estão a ressuscitar o caso Freeport, é preciso destruir eleitoralmente o PS para que essa reformatação seja viável.

Pedro Passos Coelho quer governar sem oposição, com um mandato de cinco anos, um presidente de direita durante seis anos e uma constituição que seja uma extensão do seu programa político liberal.

Na economia nada se sabe de soluções para os problemas, sabe-se apenas que com o argumento liberal Pedro Passos Coelho quer financiar a saúde privada (coincidência ou talvez não a sua equipa parece uma agência do grupo Mello) recorrendo aos benefícios fiscais e desnatando o SNS, que passará a ser reservado a pobre.

Até agora Pedro Passos Coelho não propõe qualquer solução e quando é confrontado com decisões difíceis, como é o caso das SCUT, reage com indecisão, mais preocupado com o pecúlio eleitoral ou com as exigências dos seus autarcas do que com os interesses do país.

Pedro Passos Coelho é um modesto economista e não deve ter sido o emprego que lhe foi dado pró Ângelo Correia que lhe deu dimensão intelectual, no entanto parece ter uma visão para o país. Ainda recentemente, nos debates das directas do PSD, Pedro Passos Coelho apoiou-se sempre num “grupo de estudo”, todas as suas ideias eram-lhe fornecidas por esse mesmo grupo.

Tanto quanto se sabe Pedro Passos Coelho sabe tanto de direito constitucional como eu sei de lagares de azeite, de repente aparece com um projecto de uma nova constituição, convencido de que a chantagem sobre o país por ocasião do orçamento para 2011 forçará o PS a aceitar o seu projecto.

É cada vez mais evidente que Pedro Passos Coelho não foi apenas um político patrocinado ao longo de anos pela Fomentivest de Ângelo Correia, é um candidato a primeiro-ministro patrocinado por interesses económicos que querem um país à medida dos seus interesses. Parece que Pedro Passos Coelho quer reformatar o país por encomenda.
http://jumento.blogspot.com/

Van Gogh

Cavaquices

A fuga

Perguntado sobre as propostas de revisão constitucional do PSD para dar ao Presidente da Repúblico o poder para demitir livremente os governos, Cavaco Silva limitou-se a lembrar que está constitucionalmente obrigado a promulgar as alterações constitucionais que forem aprovadas na AR.
No entanto, Cavaco Silva não vai poder fugir à questão, quando assumir a recandidatura. As pessoas têm o direito de saber se concorda com o seu partido nas propostas para aumentar os poderes presidenciais, que serão os seus, caso seja reconduzido, e de esclarecer como exerceria tais poderes, caso viessem a ser estabelecidos.
Não são precisos grandes dotes divinatórios para antecipar que não vai ser fácil "descalçar essa bota"...

Publicado por Vital Moreira
http://causa-nossa.blogspot.com/

Tòtò lopes


É, também se olha a quem diz
por FERREIRA FERNANDES

O colunista Daniel Oliveira lançou um repto no seu blogue (Arrastão): "Uma proposta: cortar a reforma que Ernâni Lopes recebe do Banco de Portugal desde os 47 anos. A cru e sem explicações." Alguns comentários, no blogue, criticam o colunista por em vez de discutir as ideias fazer "ataque pessoal" ao antigo ministro.

Nas recentes jornadas parlamentares do PSD, Ernâni Lopes propusera "cortar 15, 20 ou 30% dos salários dos funcionários públicos, a cru, sem explicar nada." Ignoro se as medidas draconianas de Ernâni Lopes seriam boas no combate à crise mas ele tem currículo que o torna merecedor de ser ouvido.

Por outro lado, é legítima a lembrança irónica de Daniel Oliveira. Se chegámos, hoje, ao ponto de cortar um quarto do salário de centenas de milhares de portugueses e esse acto brutal ser tão necessário que até pode prescindir de explicações, estranha-se a vida à tripa forra, ontem.

E este ontem não é dos tempos do ouro que vinha de Minas Gerais, mas 1989, quando Ernâni Lopes deixou o Banco de Portugal e pôde, aos 47 anos, auferir logo de uma reforma. O Banco de Portugal era, aliás, um mãos-largas: bastava ser administrador num só mandato (cinco anos) e ficava-se com uma reforma imediata e farta.

Esse abuso só acabou em 2006. Se calhar, se esses abusos tivessem sido cortados antes, talvez, hoje, Ernâni Lopes pudesse ser mais moderado. E mais ouvido.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Emprego


"Temos um problema crónico no interior do país"

"Não é o Estado que pode criar artificialmente empresas. O Estado tem que criar as condições para que as empresas possam desenvolver-se e ser sustentáveis", disse a ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, em Beja.

Segundo Helena André, é necessário "apoiar a criação de empresas fortes, competitivas, mas que tenham a capacidade de olhar para aquilo que são os potenciais de desenvolvimento local".

"Temos um problema crónico de desenvolvimento da capacidade empresarial no interior do nosso país", lamentou, referindo que o Alentejo tem um tecido empresarial "pequeno, baixos níveis de actividade económica em geral e, de facto, um problema de desertificação".

No entanto, salientou, os três "grandes empreendimentos chave" para o Alentejo - Alqueva, aeroporto de Beja e Itinerário Principal 8 (futura Auto-estrada 26) - "são fundamentais para que se possa fomentar e promover emprego".

"Não qualquer tipo de emprego, mas emprego de qualidade que possa claramente contribuir para o desenvolvimento da região", disse.

Segundo a ministra, o Ninho de Empresas de Beja, com capacidade para alojar ao mesmo tempo cinco microempresas em início de actividade e por um período máximo de três anos, "pretende contribuir para diversificar o tecido empresarial" da região e "fixar e atrair pessoas".

O ninho, disse, pode também "potenciar o futuro" esperado com os grandes empreendimentos previstos para a região.

"Mas não podemos pensar que todas as actividades estão direccionadas para os grandes investimentos. Existem necessidades de desenvolvimento local e social ainda por responder ", afirmou.

Económico com Lusa
19/07/10

Laicidade

No seguimento da petição «Pela Escola Pública Portuguesa Laica», Carlos esperança deu a seguinte entrevista ao Diàrio ne Notìcias:


"Os símbolos religiosos servem apenas para dividir"

Como vê a ideia de uma petição a favor dos crucifixos nas salas de aula?

Essa petição vem ao encontro de uma escalada agressiva do catolicismo romano, à semelhança do islão, para impor a sua iconografia religiosa a todos. Na sequência, aliás, de um pontificado retrógrado como tem sido o de Bento XVI. Vem contra a Constituição, que afirma a laicidade do Estado. Por isso, uma iniciativa dessas merece um profundo repúdio e a maior das perplexidades.

Acha que proibir completamente a presença de símbolos religiosos na escola é uma atitude legítima?

A proibição é profundamente legítima. Até para evitar aquilo que foi uma tragédia na Europa ao longo de séculos: as guerras religiosas. Os símbolos servem apenas para dividir.

Mas neste caso quase todas as religiões estão unidas na defesa dos símbolos religiosos. O recurso do Governo italiano no Tribunal dos Direitos Humanos tem o apoio de países católicos e ortodoxos.

O proselitismo é uma tara congénita de várias religiões. Aliás, quando o ayatollah Khomeini [líder religioso iraniano] decretou a perseguição a Salman Rushdie, houve uma certa compreensão do Vaticano, do rabi de Jerusalém e do arcebispo de Cantuária (líder dos anglicanos). Nós, ateístas, não queremos converter ninguém e batemo-nos pela liberdade de crenças. Somos é contra a sua imposição no espaço público.

Mas esse afastamento do espaço público não pode ser sentido pelos católicos como uma perseguição?

Os católicos sentem-se atacados por causa das críticas aos crimes de pedofilia cometidos por padres e encobertos pela hierarquia e por causa de denúncias como as do livro Vaticano SA, que expõe o Vaticano como uma offshore. Quando os católicos forem impedido de fazer uma procissão, estaremos com eles na defesa do direito de o fazerem. Mas a ocupação permanente do espaço público não podemos permitir.

Não há lugar a compromissos?

O compromisso não é aceitável, primeiro porque a presença de crucifixos na sala de aulas é inconstitucional e depois porque o proselitismo exclui os ateus e os livres-pensadores. Não tenho nada contra o símbolo em si, há crucifixos magníficos.

Não concorda com o argumento de que se trata de um símbolo da identidade cultura portuguesa e europeia?

É a resposta de quem perdeu. Essa discussão já foi feita quando se discutiu a Constituição Europeia. A identidade e as democracias europeias são herdeiras da tradição greco-romana, do Iluminismo e da Revolução Francesa.

por: PATRÍCIA JESUS
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1617885

domingo, 18 de julho de 2010

Diva - Zeca

Clarissimo


Luta política e frases de salão.

O Presidente do PSD, Passos Coelhos, em entrevista ao Público, defende a revisão da Constituição no sentido de conferir mais poderes ao Presidente da República em prejuízo do Parlamento, com o objectivo de permitir a formação de governos sem o recurso a eleições. Esta proposta deve ser discutida, o que é normal em democracia.

Não se aceita, apesar de os dias quentes convidarem ao laser, é que Vitalino Canas, pelo PS, se refira à proposta de Passos Coelho com ar de praia, como quem não tem nada para dizer, afirmando tratar-se de um «pensamento vazio» ou, na mesma linha, o BE, pela voz de José Manuel Pureza, afirme tratar-se de «uma manobra de diversão». A resposta à proposta de Passos Coelho só pode ser política.

Vitalino Canas e José Manuel Pureza deviam aprender com Jerónimo de Sousa: «é uma proposta que não pode ser desinserida daquilo que o PSD pretende fazer em relação a minar os fundamentos em que assenta o regime democrático.» Esta é uma resposta política e não uma frase de salão.

Por Tomás Vasques
http://hojehaconquilhas.blogs.sapo.pt/

Irmãos inimigos


Prenúncio de uma terceira guerra entre Israel e o Hezbollah no Sul do Líbano

A aparente tranquilidade que se vive na zona fronteiriça entre o Norte de Israel e o Sul do Líbano poderá esconder uma situação potencialmente explosiva, pelos menos se se tiver em conta alguns indícios que têm surgido nas últimas semanas, perspectivando uma Terceira Guerra Israelo-Libanesa.

Um relatório de Daniel C. Kurtzer do Center for Preventive Action do think tank Council on Foreign Relations, publicado este mês de Julho, alerta para a possibilidade de eclodir nos próximos 12/18 meses um conflito entre Israel e o Hezbollah no Líbano. Se tal acontecer será o terceiro na história do Médio Oriente entra aquelas partes, tendo o último ocorrido no Verão de 2006, provocando a morte de mais de 1000 civis e o desalojamento de cerca de um milhão de pessoas em território libanês, assim como o abandono temporário de milhares de judeus no Norte de Israel. Na sequência deste conflito o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou a Resolução 1701.

Apesar de o relatório de Kurtzer constatar que a situação na fronteira entre Israel e o Líbano vive o período de maior acalmia da última década e que os militantes do Hezbollah têm tido uma atitude bastante passiva em relação a algumas manobras militares das forças de segurança israelitas (IDF), nomeadamente os voos de reconhecimento dos caças israelitas, a verdade é que existem indícios de que um conflito pode estar iminente entre as duas partes.

Kurtze não tem dúvidas ao referir no seu relatório que aquele movimento está mais forte militarmente quando comparado com 2006, violando, assim, a Resolução 1701.

Tal como aconteceu há quatro anos, tudo pode começar com incidentes bélicos de pequena escala, com “objectivos limitados” mas que rapidamente poderão extravasar para um conflito de grande intensidade. Por exemplo, o Hezbollah pode decidir atacar alvos específicos judaicos junto à fronteira, argumentando que está a “responder” aos voos israelitas ou à eventual morte de militantes seus devido a ataques de soldados do Exército hebraico.

Caso o rastilho seja aceso pelo Hezbollah, tal pode ficar a dever-se a duas razões, diz Kurtzer.

A primeira tem a ver com a morte recente do inspirador religioso xiita, Muhammad Hussein Fadl’Allah. O Hezbollah poderá querer dar novamente um ímpeto ao seu movimento, através da união dos xiitas libaneses, sendo que para cumprir tal objectivo nada melhor do que criar um clima de animosidade contra o histórico inimigo: Israel.

Este cenário é possível e, certamente, bem observado, no entanto, o Diplomata considera que dificilmente seja uma estratégia a seguir pelo Hezbollah.

Mais realista e previsível é a segunda razão apontada por Kurtzer. É importante sublinhar que quatro anos depois da Segunda Guerra Israelo-Libanesa, surge um factor novo e que tem sido um dos motivos de maior preocupação para a comunidade internacional e para Israel: o programa nuclear iraniano. Aqui, poderia ser o próprio regime de Teerão a “forçar” um conflito entre o Hezbollah e Israel, como forma de desviar as atenções da questão nuclear.

No entanto, e ironicamente, talvez seja Israel quem mais teria a ganhar com esta situação, já que poderia aproveitar um conflito com o Hezbollah para alargar o campo de batalha ao Irão, com o argumento de que este estaria a apoiar aquele movimento. Com um conflito regional instalado, Israel tinha o caminho aberto para levar a cabo os tão ambicionados ataques às instalações nucleares iranianas. Esta lógica é extensível à Síria.

Ainda sobre os prenúncios da Terceira Guerra Israelo-Libanesa, no início do mês, o secretário-geral Ban Ki-moon alertou para o perigo do “recomeço das hostilidades” entre Israel e o Hezbollah. Este receio surge na sequência do mais recente relatório da força da ONU no terreno, a UNIFIL, que apesar de referir que existem apenas suspeitas de estarem a ser transferidas armas para aquele movimento, verifica-se um aumento da tensão entre as duas partes no Sul do Líbano.

De acordo com alguns testemunhos, neste momento a situação não é crítica, mas sente-se um clima de tensão e de alguma violência de baixa intensidade na região do Sul do Líbano.

Para já, Ban Ki-moon informa que não existem provas concretas de transferência ilegal de armas para aquele movimento xiita, no entanto, em Abril último, já o Presidente israelita Shimon Peres, tinha acusado a Síria de estar a fornecer mísseis Scud ao Hezbollah. O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, disse ainda que militantes do Hezbollah estariam a receber treino na Síria para aprenderem a operar aqueles mísseis.

Washington apoiou estas acusações, embora nenhuma delas tenha sido provada, tendo Damasco rejeitado também qualquer envolvimento nesta questão.

O relatório de Kurtzer fala também na possível aquisição por parte do Hezbollah de mísseis terra-ar S-300, que poderiam colocar em risco a aviação israelita.

Publicado por Alexandre Guerra
http://odiplomata.blogs.sapo.pt/

Mudanças


Novos ventos?

Os primeiros prisioneiros políticos libertados das masmorras de Cuba já chegaram a Madrid. Outros se seguirão por “lotes” nos próximos dias até que se cumpra a meta garantida pelo ministro dos negócios estrangeiros espanhol, Miguel Ángel Moratinos, que invoca um compromisso formal do governo cubano, de que “todos os presos políticos de Cuba vão sair dos cárceres”. Esta é, naturalmente, uma excelente notícia. Relativamente à qual, não há que duvidar sobre a intenção de serem honrados os compromissos negociados entre o governo cubano, o governo espanhol e a Igreja Católica.

Mas tratando-se de uma notícia que só pode ser festejada com toda a alegria pelos que estimam a liberdade como bem supremo (uma espécie de remake para os portugueses mais velhos, os que festejaram com lágrimas de alegria incontida a libertação, no 25A, dos "nossos" presos saídos de Caxias e Peniche), e partindo-se do princípio que o governo cubano não está a esvaziar as prisões políticas para mais tarde as povoar de novo, está lançado um crucial desafio à sociedade cubana e que é a de como vai viver (ou sobreviver) sem repressão política e social e sem presos políticos.

E, é claro e concomitantemente, sem perder a sua soberania e acrescentando direitos sociais aos que alcançou com a revolução e poder viver melhor, respirando os novos ventos da liberdade. Porque nada do que se consideram "conquistas da revolução" é automaticamente posto em causa por se acrescentar liberdade e democracia. Pois o maniqueísmo da falsa escolha entre liberdade e igualdade sempre foi o alibi paranóico dos dogmáticos, dos fanáticos e dos impositivos de toda a espécie.

Naturalmente que não o poderá fazer sem o fim do regime de partido único, permitindo o pluralismo, a liberdade de expressão e de organização cívica, social (nomeadamente, permitindo a liberdade sindical e o direito à greve) e política. Ou seja, substituindo a “ditadura do proletariado” degenerada em Estado Policial (como aconteceu, sem qualquer excepção, em todos os casos de "socialismo real") por um regime democrático, o que implica, como primeiro passo, uma profunda revisão constitucional. Este é um desafio (o da evolução para a democracia) que, no passado, nenhuma ditadura comunista instalada conseguiu resolver. Mas a criatividade e a capacidade de aprender com os erros incluem-se entre os talentos humanos mais estimáveis.

Veremos (e digo-o com expectativa e esperança) se Cuba vai ou não, mais uma vez, surpreender o mundo, repetindo a comoção universal que causou quando um grupo de guerrilheiros desceu da Sierra Maestra para apear um ditador corrupto. Agora para regenerar por dentro, cívica e pacificamente, um sistema ditatorial que implantou em 1959 em alternativa - dicotómica mas siamesa - a Baptista, bisando-se, assim, a morte da ditadura em Cuba.

Se todo este sonho a construir, numa utopia de regeneração assente na crença nas três irmãs liberdade-igualdade-fraternidade (que só entendo como gémeas e inseparáveis), se mostrar irrealizável, resta esperar que a senilidade (mesmo que belicosa na sua agonia) do marxismo-leninismo pague as suas dívidas para com a civilização.

Publicado por João Tunes
http://agualisa6.blogs.sapo.pt/

Fellini

Coitadinho

OLIVEIRA E COSTA PEDE AJUDA DO ESTADO

«Ex-presidente do BPN requereu um advogado oficioso para a sua defesa no processo cível que lhe foi interposto pelo BPN e SLN. Estado recusou, mas o ex-banqueiro recorreu da decisão.» [CM]

Parecer:

Além do apoio judiciário deviam dar-lhe o rendimento mínimo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

http://jumento.blogspot.com/

Deixa-me rir



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Deixa-me rir



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sábado, 17 de julho de 2010

Treta multa


Banqueiros do Opus Dei condenados a «multazinhas»

Os senhores administradores do BCP (do período das «vacas gordas») foram condenados a coimas que vão de um milhão de euros (Jardim Gonçalves) a 200 mil euros (Paulo Teixeira Pinto). A soma é de 4,3 milhões de euros.

É certo que também ficam «inibidos» de actividade bancária durante uns anitos (Teixeira Pinto dedica-se, agora com mais afinco, ao «entrismo» monárquico no PSD), mas não deixa de ser irrisória esta forma de administrar justiça, quando se verifica que cada um deles ganhava, em média e por ano, cerca de 3,5 milhões de euros.

Façamos uma conta rápida: se Teixeira Pinto ganhava 3,5 milhões por ano, a sua coima não chega a corresponder a um mês de salário. É caso para dizer que nenhum crime compensa mais do que o crime de colarinho branco.

http://esquerda-republicana.blogspot.com/

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Tratados

Um agradecimento à Espanha por ter ganho o Campeonato Mundial para Portugal!... Acontece que, de acordo com o Tratado de Tordesilhas, assinado entre Portugal e Espanha no ano de 1494 (e nunca revogado), tudo o que for conquistado por Espanha a Leste do Meridiano 46º é propriedade de Portugal... Os Portugueses agradecidos, aguardam a chegada da taça a terras de Santa Maria.

(Publicado por José Tomaz Mello Breyner)by Tovi

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Van Gogh

Tão amigos

Irresponsabilidade

A rejeição parlamentar do novo regime de certificação das instalações de gás e electricidade revela o grau absoluto de irresponsabilidade e oportunismo dos partidos da oposição, ainda por cima capturados pelo lóbi de uma organização profissional monopolista simplesmente interessada em manter os privilégios e as rendas de monopólio dos seus membros, sacrificando os interesses dos cidadãos e do Estado.

Ver o PCP e o BE a votar contra, juntamente com o PSD e o CDS, só pode causar as maiores perplexidades sobre a (ir)racionalidade política.

Publicado por Vital Moreira
http://causa-nossa.blogspot.com/

Jornada par(a)lamentar



Jumentos



Desamparem a loja!

Primeiro inundaram o país com boatos sobre as opções sexuais de Sócrates, até Santana Lopes aproveitou para lançar um outdoor em que nos dizia que nós os conhecíamos, depois veio o Pinóquio que também teve direito a outdoors, falhadas estas tentativas amadoras foi a vez dos magistrados lançarem processos com o objectivo de nos convencerem de que Sócrates é um grande corrupto, confrontados com a derrota eleitoral vieram aconselhar-nos a não votarmos numa maioria absoluta para que houvesse diálogo na governação, hoje já todos percebemos que o diálogo pretendido é a dissolução do parlamento e os que se opunham a uma maioria absoluta já falam em serem eles a ter essa maioria absoluta e como isso não é certo os mesmos que defendiam o jogo parlamentar por oposição a negócios de bastidor já andam a negociar com Paulo Portas uma futura AD, até lhe asseguram que vai poder comprar mais uns submarinos mesmo que o PSD não precise dos seus deputados.

Em vez de discutir os seus problemas os portugueses são induzidos a uma agenda política que apenas visa a conquista do poder, tem por único objectivo levar os portugueses a votar condicionados por insinuações, falsas acusações, medo e até a Presidência da República serviu de fonte de falsas acusações ao governo com o Presidente da República a fomentar a dúvida em plena campanha eleitoral.

A pouca vergonha instalou-se na política portuguesa e depois da vagas de santanistas, magistrados, jornalistas e assessores cavaquistas é a vez dos economistas.

Lamentavelmente, o PSD que tem entre os seus apoiantes e simpatizantes muitos e bons economistas, opta por se socorrer de ressabiados, gente vingativa, vedetas que enriquecem à custa de pareceres caros encomendados por amigos do poder ou de pensões absurdas generosamente pagas pelos impostos dos portugueses para lançar o medo na sociedade, uma nova versão da tanga de Durão Barroso para criar o clima favorável a mudanças económicas e sociais.

À falta de uma ditadura e de agentes da PIDE para assegurarem o silêncio dos portugueses recorrem a cenários dramáticos, querem substituir o medo da PIDE pelo medo das agências de rating, da saída do Euro e da bancarrota.

Já perderam a vergonha na cara, vemos economistas que ganham fortunas a propor a redução dos salários dos outros, ex-ministros que justificaram pensões absurdas conseguidas de forma abusiva sugerir que se corte no rendimento dos outros.

O mais grave é que o PSD prefere dispensar muita gente inteligente com que pode contar para recorrer a esta estratégia de medo e chega ao ponto de contratar esta gente para dizerem os seus disparates nas jornadas parlamentares, a dose foi tão exagerada que até os deputados se sentiram envergonhados com tanto disparate.

Se Ernâni Lopes tem excelentes soluções para o país que passa por cortar nos rendimenstos dos outros faço-lhe uma sugestão, que vá com a sua receita para o Borundi ou para a República Centro Africana, lá terá ditadores dispostos a acolher as suas receitas e milícias de assassinos que serão capazes de assegurar a adesão dos eleitores.

Se Campos e Cunha acha que quantos mais votos brancos houverem menos deputados deverão ser eleitos então que pegue no avião e vá para as Ilhas Desertas e teste os seus conceitos democráticos, de preferência sem incomodar as focas, que fazem mais falta ao país do que as suas idiotices. Se o sociólogo Cabral acha que deve ser apresentada uma moção de censura só para ver a esquerda unir-se então que compre uma vivenda no Portugal dos Pequeninos pois ali terá uma democracia à dimensão dos seus valores.

O país não precisa desta gente, precisa de economistas ou sociólogos que estejam empenhados no bem colectivo e não em receber pensões, vender pareceres e impingir estudos da treta, precisa de economistas, sociólogos, cientistas, artistas, serralheiros, agricultores, pescadores e muitos outros portugueses que concordando ou não com as políticas, tendo ou não votado no partido do poder estão empenhados no desenvolvimento do país, sabem respeitar as regras democráticas e, acima de tudo, não ponham um BMW ou umas férias nas Seicheles à frente do interesse nacional.

Se Campos e Cunha é assim tão bom então que vá para a Goldman Sachs, para Harvard ou para o MIT, se Hernâni tem tantas soluções cedo o convidarão para presidir ao FMI, os Cabrais sabem tanto de sociologia terão lugar nas melhores universidades. Cá é que não me parece que sejam muito necessários.

http://jumento.blogspot.com/

Cavaquices


Este homem que nos coube em sorte
por BAPTISTA-BASTOS

O doce embalo de julgar que cumpre um destino tem levado o dr. Cavaco ao incomparável incidente de ser preceptor das nossas vidas. Desde a rodagem de um carro até que os acasos da fortuna e os desacertos da História o empurraram para lugares cimeiros da Nação nada de entendível esclarece o enigma. Nenhum estudo fervoroso e incessante desanuvia a nossa pobre e obnubilada perplexidade. Foi um primeiro-ministro medíocre; é um Presidente da República sem estofo. Quando fala, o discurso é ambíguo, desbotado e triste, quando não funesto.

Acontece vezes de mais. Uma delas foi há poucos dias, numa daquelas cerimónias em que senhores consideráveis e visivelmente bem instalados discreteiam sobre a redenção da Pátria e a salvação do povo. Aí, o dr. Cavaco falou. Quando o dr. Cavaco fala, ninguém resiste à sagacidade portentosa das suas meninges. Infelizmente para a cultura e para a história nacional, o dr. Cavaco pouco mais adianta do que apontar números, estabelecer comparações, esticar o dedo hirto para a estatística, para a cifra, para a percentagem.

Reacentuando a insustentabilidade do País, estribou-se na falta de flexibilidade das leis do trabalho e, impelido pelo fulgor da corrente, designou generalizações e estatuiu paralelismos exemplares. A China, a Índia e a Turquia, além da Polónia, eram uma copiosa provisão de modelos económicos a seguir.

Em boa consciência, como pode alguém enunciar aqueles países, onde a democracia é constantemente sovada; onde quem trabalha aufere salários de escravo, as mulheres são tratadas abaixo de cão, os miúdos são colocados nas mais rudes tarefas - como pode alguém nomear a China, a Turquia, a Índia, a Polónia dos gémeos Kaczynski (Lech morreu em Abril) como paradigmas económicos, omitindo o preço das misérias e das tragédias por que passam os povos daqueles países?

Qualquer deles organizou e de-senvolveu aparelhos policiais, técnicas repressivas, mecanismos de poder absolutamente pavorosos. Mas a verdade é que as sociedades ocidentais também se têm pautado por métodos muito próximos. Estes pormenores parecem não desassossegar a sensibilidade do dr. Cavaco. A hipocrisia está pressupostamente associada à ausência de complexos morais. E o que surge como "exportável", naqueles países, tem em conta o que pode favorecer os instrumentos de irracionalidade política da ideologia que o dr. Cavaco defende. Evidentemente, o dr. Cavaco defende uma democracia de superfície, apanágio do "movimento reformista" por ele referido, com en- tusiasmo, cujo objectivo mais não é do que a fixação de um ultraliberalismo profundamente reaccionário.

Que homem é este que nos coube em sorte?

terça-feira, 13 de julho de 2010

domingo, 11 de julho de 2010

Cascas...



Comentadores em alerta laranja

O comentário político é um dos mais generosos fornecedores do anedotário político involuntário das nações.

Por exemplo, no blogue oficioso da actual liderança do PSD, dois posts seguidos instam o governo português a reagir à... eventualidade de um dia, talvez, quem sabe, a Grécia decidir, ou ser obrigada a, sair do euro.

O delírio da coisa chega ao ponto de se equiparar tal urgente e imperiosa reacção a um banal desmentido de uma palermice dada à estampa por um jornal.

Não lhes basta não perceber o básico - Portugal, Espanha e Irlanda, países que os especuladores associam nefastamente à Grécia, serão sempre os últimos interessados em identificar-se publicamente com a questão grega. É isso mesmo que os especuladores pretendem: que, na confusão, os países do euro com realidades bem menos complicadas que a grega sejam arrastados.

Não lhes basta, ainda, ignorarem o que os governos europeus, incluindo o português, têm feito, em articulação com o BCE, desde a cimeira de Maio, com os resultados que estão à vista - uma assinalável acalmia do ataque ao euro.

Ainda querem equiparar a reacção a um cenário especulativo com a reacção a um alegado facto noticiado.
Haja paciência...

posted by João Magalhães
http://corporacoes.blogspot.com/

Geração rasca


Alpoim Calvão e o regresso manso do fascismo

Pela primeira vez, depois do 25 de Abril, Portugal tem um Presidente da República a quem o fascismo não incomodou, a quem a guerra colonial não levantou problemas de consciência, a quem Camões nunca seduziu e que Saramago sempre perturbou com excesso de vírgulas.

O actual Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) foi o único número 1 do seu curso que recusou comprometer-se no derrube da ditadura, em 25 de Abril. Escreveram essa página gloriosa todos os outros, o de Infantaria, o de Cavalaria, o de Artilharia e todos os que sentiram a inutilidade da guerra e a vergonha dos crimes que se praticavam na guerra colonial, menos o capitão engenheiro Luís Valença Pinto, pouco interessado em que a ditadura permanecesse. É hoje o CEMGFA.

É neste quadro de regresso aos valores salazaristas que se promoveu a oficial-general o coronel Jaime Neves, indefectível admirador de Kaulza de Arriaga e, ontem se entregou a única medalha que faltava a Alpoim Calvão, a quem a invasão de um país estrangeiro, e o eventual assassinato dos seus dirigentes, não tolhia a determinação. A venera foi-lhe entregue pelo obscuro contra-almirante , Luís Picciochi, afirmando: «acertámos contas com a justiça, quando estava a acertar contas com a democracia.

Quem se lembra de Alpoim Calvão, antes do 25 de Abril, das sua proezas na Guiné e da promoção por mérito, julgaria o silêncio piedoso a forma de não remexer as feridas que ainda hoje nos dilaceram. Quem recorda, após a Revolução dos Cravos, o terrorismo do ELP e MDLP, os atentados e assassinatos, as ligações de Alpoim Calvão ao cónego Eduardo Melo e à Sé de Braga, teme o futuro da democracia e envergonha-se de todos aqueles que, em vez de exibirem as estrelas no firmamento da honra, seriam capazes de servir uma qualquer ditadura.

Perante a amnésia de quem tem falta de cultura democrática, os que ainda estamos vivos não podemos deixar de lhes gritar: Vergonha!

posted by Carlos Esperança
http://ponteeuropa.blogspot.com/

zzz...zzzzz...zzzzzzz


Esta noite vou dormir bem.

Acabaram as vuvuzelas.

José fanha

Eu Sou Português Aqui

Eu sou português
aqui
em terra e fome talhado
feito de barro e carvão
rasgado pelo vento norte
amante certo da morte
no silêncio da agressão.

Eu sou português
aqui
mas nascido deste lado
do lado de cá da vida
do lado do sofrimento
da miséria repetida
do pé descalço
do vento.

Nasci
deste lado da cidade
nesta margem
no meio da tempestade
durante o reino do medo.
Sempre a apostar na viagem
quando os frutos amargavam
e o luar sabia a azedo.

Eu sou português
aqui
no teatro mentiroso
mas afinal verdadeiro
na finta fácil
no gozo
no sorriso doloroso
no gingar dum marinheiro.

Nasci
deste lado da ternura
do coração esfarrapado
eu sou filho da aventura
da anedota
do acaso
campeão do improviso,
trago as mão sujas do sangue
que empapa a terra que piso.

Eu sou português
aqui
na brilhantina em que embrulho,
do alto da minha esquina
a conversa e a borrasca
eu sou filho do sarilho
do gesto desmesurado
nos cordéis do desenrasca.

Nasci
aqui
no mês de Abril
quando esqueci toda a saudade
e comecei a inventar
em cada gesto
a liberdade.

Nasci
aqui
ao pé do mar
duma garganta magoada no cantar.
Eu sou a festa
inacabada
quase ausente
eu sou a briga
a luta antiga
renovada
ainda urgente.

Eu sou português
aqui
o português sem mestre
mas com jeito.
Eu sou português
aqui
e trago o mês de Abril
a voar
dentro do peito.

Exemplos


Uma iniciativa louvável

Há algum tempo que o Diplomata queria aqui fazer referência à iniciativa de Rui Tavares levada a cabo para assinalar o seu primeiro ano como eurodeputado eleito pelo Bloco de Esquerda há pouco mais de um ano. Num gesto inédito em Portugal, Rui Tavares, com quem o autor destas linhas não tem qualquer relação pessoal ou profissional, conhecendo-o apenas das leituras e da sua intervenção pública, fez algo que é surpreendente, apesar do pouco destaque que lhe foi dado.

O eurodeputado que, daquilo que este autor conhece, não é detentor de qualquer fortuna ou de uma fonte de rendimento extraordinária, decidiu retirar 1500 euros do seu vencimento mensal de eurodeputado para destinar a bolsas para diversos fins.

Como o próprio admitiu, não é uma grande quantia, tendo por isso apelado a outras entidades que se juntassem a ele nesta iniciativa. Para o Diplomata, este gesto é gigantesco e, na verdade, representa um esforço financeiro considerável, já que 1500 euros acaba por ser um valor significativo mesmo num vencimento de eurodeputado.

E o mais louvável desta iniciativa assenta na genuidade com que Rui Tavares a lançou, unicamente interessado na criação de oportunidades para aqueles que interesse em projectos específicos.

O autor destas linhas tem a ideia de que Rui Tavares é um académico competente, um estudioso apaixonado e um entusiasta pela política que acredita na “causa pública”. Em conversa recente, alguém que conhece pessoalmente o eurodeputado reforçava precisamente esta ideia ao Diplomata.

A iniciativa de Rui Tavares assume particular relevância numa conjuntura de dificuldades económicas e num país pouco habituada a gestos altruístas vindos da sociedade civil.

Doravante será um excelente “farol” para todos aqueles que, com ou sem razão, têm na crítica aos políticos a nota dominante no seu discurso. Porque, a verdade é que poucas pessoas abdicariam parte do seu ordenado, por muito pouco que fosse, para ajudar o próximo.

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sábado, 10 de julho de 2010

BPN vai custar 2,5% do PIB

Va para fora...


Barroso, esse português forçado a emigrar para defender os interesses de Portugal lá na Europa

A questão política e ideológica:

‘Para Durão Barroso, não há nada de ideológico nem de político na proibição de golden shares. Trata-se de uma questão jurídica. Claro que é uma questão jurídica, mas é também evidente que não é. Os Tratados vinculam os Estados-membros e era previsível que o Tribunal de Justiça Europeu decidisse pela ilegalidade das acções com direitos especiais na PT, por violação do princípio da livre circulação de capitais.

Mas o direito é também um reflexo de opções ideológicas e políticas e não uma codificação de escolhas neutras. E a decisão de impedir os Estados de formalmente deterem direitos especiais em empresas de sectores estratégicos é tudo menos neutra.

Serve, aliás, para revelar como a Europa optou por evitar confrontar-se com os problemas do edifício regulatório que estava a construir. Hoje, os Estados têm menos direitos que o mercado e, consequentemente, os poderes políticos nacionais encontram-se feridos de morte, sem que exista uma entidade europeia que desempenhe as funções que no passado cabiam ao Estado.’

posted by Miguel Abrantes
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Edvard Munch

justiça de fdp


Irão sai (num caso) da Idade da Pedra

O Irão já não vai matá-la à pedrada, talvez já só a mate por forca.

O Times londrino de ontem anunciava - da edição em papel, de manhã, à notícia ao fim da tarde, online - esse passo de gigante da civilização. Em 2005, Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, foi acusada de ter tido "relações ilícitas" com dois homens, na cidade de Tabriz.

Foi condenada a 99 chicotadas. Perguntaram ao filho, de 17 anos, se ele não preferia sair da sala. Ele disse que não: "Não queria deixá-la sozinha." Novo julgamento condenou Sakineh à morte, por lapidação. Depois disso, Sajad, o filho, continuou a não deixá-la sozinha. Fez várias viagens à capital, Teerão, pedindo misericórdia ao ayatollah Ali Khamenei, Líder Supremo do Irão - nunca foi recebido.

Com a revolução islâmica, em 1979, os religiosos introduziram a morte por lapidação no código penal.

A condenada é lavada, envolta num lençol e enterrada até ao peito - um círculo de homens atira-lhe pedras até ela morrer. Ontem, soube-se que o regime iraniano saiu, num caso pontual, da idade da pedra. Deve saudar-se sempre o movimento quando o contraponto é um corpo preso por um lençol, braços e pernas tolhidos na terra e, de livre, só o terror dos olhos à espera de pedras.

Hoje é o dia raro em que podemos passar pelo embaixador da República Islâmica do Irão em Lisboa e cumprimentá-lo. Efusivamente.

por FERREIRA FERNANDES
http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1614152&seccao=Ferreira

Com as graças de deus


As religiões do livro gostam de sangue

Continuarei a defender os crentes, o direito a expressarem a sua fé e a crerem nas coisas idiotas com que os clérigos e os livros santos os intoxicam.

Não condeno quem julga a água benta diferente da outra ou a hóstia consagrada com características distintas das rodelas de pão ázimo; quem julga que deus se baba de gozo a observar os crentes a viajarem de joelhos e espreita pela fechadura dos quartos para saber se um casal se move pela lascívia ou pelo desejo honesto da procriação; quem suborna um santo para curar uma moléstia ou encontrar um emprego; quem jura que o mundo foi criado por Deus e que as tolices que lhe ensinam na catequese são a mais límpida vontade de Deus e a mais pura das verdades.

O que não devo tolerar é a demência misógina das religiões do livro que vêem a mulher como encarnação do mal e um ser inferior ao homem. O que não posso aceitar é que em nome de um livro bárbaro, da Idade do Bronze, perdurem crimes e penas que aviltam o género humano e destroem a civilização.

Em nome dos bons costumes e da paranóia de um deus que, se existisse, merecia cadeia, não podemos deixar morrer, com sida, milhões de seres humanos porque deus embirrou com o látex. Em nome de valores idênticos, que o Iluminismo sepultou, não podemos permitir a morte Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, que, após 99 chicotadas, confessou o crime de adultério.

Segundo o profeta, que todos os hipócritas e cobardes dizem que tenho a obrigação de respeitar, essa mulher deve ser enterrada na areia, com a cabeça de fora, enquanto as pedras, arremessadas por crentes, lhe desfazem lentamente o rosto, com a luz dos olhos a extinguir-se lentamente, num martírio atroz.

Parece que a pressão internacional levou, desta vez, o Líder Supremo do Irão, ayatollah Ali Khamenei, a conceder um acto de misericórdia: substituir a lenta agonia das pedras pelo enforcamento.

Diz o jornalista Ferreira Fernandes, num desolado sarcasmo: «Irão sai (num caso) da Idade da Pedra».

Querem que me cale, que diga que Deus é grande e que os profetas são honrados? Vão para o raio que os parta. Ainda não há melhor justiça do que a dos homens civilizados. Deus é infinitamente pior. Tal como os bandos que lhe satisfazem as vontades.

posted by Carlos Esperança
http://ponteeuropa.blogspot.com/

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Van Gogh

Mariza - Chuva

Leite CRU *


* cru
(latim crudus, -a, -um)
adj.adj.
1. Que está por cozer, por corar ou por curtir.
2. Em bruto; não preparado.
3. Diz-se, em pintura, dos tons duros em que, entre os escuros e os claros, não há transição.
4. Cruel, bárbaro, desumano, despiedado.
5. Med. Que ainda não passou pelas fases necessárias.

Silêncio

Ai Jesus

Liberdade

Amor combate, poema de J. Pessoa

Meu amor que eu não sei. Amor que eu canto. Amor que eu digo.
Teus braços são a flor do aloendro.
Meu amor por quem parto. Por quem fico. Por quem vivo.
Teus olhos são da cor do sofrimento.

Amor-país.
Quero cantar-te. Como quem diz:
O nosso amor é sangue. É seiva. É sol. É Primavera.
Amor intenso. amor imenso. amor instante.
O nosso amor é uma arma. É uma espera.
O nosso amor é um cavalo alucinante.

O nosso amor é pássaro voando. Mas à toa.
Rasgando o céu azul-coragem de Lisboa.
Amor partindo. Amor sorrindo. Amor doendo.
O nosso amor é como a flor do aloendro.

Deixa-me soltar estas palavras amarradas
para escrever com sangue o nome que inventei.
Romper. Ganhar a voz duma assentada.
Dizer de ti as coisas que eu não sei.
Amor. Amor. Amor. Amor de tudo ou nada.
Amor-verdade. Amor-cidade.
Amor-combate. Amor-abril.
Este amor de liberdade.

(Enviado pelo Amigo M.C.L.)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

futurologia

São $


Caridade não é apanágio da religião
Milionário, ateu, doa 1.500 milhões para a caridade.

Warren Buffett, um dos homens mais ricos do mundo, doou este ano 1,92 mil milhões de dólares (1,5 mil milhões de euros) para a caridade. O valor é maior do que o doado no ano passado.

A maior fatia do donativo 1,6 mil milhões de dólares (1,25 mil milhões de euros) vai direitinha para os cofres da fundação gerida pelo amigo Bill Gates (outro ateu) e sua mulher, Melinda Gates. Mas o filantropo não doou dinheiro vivo. O contributo de Buffett foi feito em acções da sua empresa, a Berkshire Hathaway, revelou em comunicado citado pela Bloomberg, que fez as contas e calculou o valor doado.

Além do donativo à fundação gerida pelo casal Gates, Buffett atribuiu ainda 328 milhões de dólares (pouco mais de 270 milhões de euros) a fundações da sua família.

Buffett tinha já afirmado que pretende doar 99% da sua fortuna (avaliada em 47 mil milhões de dólares e considerada a terceira maior do mundo pela revista Forbes, atrás apenas do mexicano Carlos Slim e do amigo Bill Gates) para fins de caridade.
...

Fonte: Agência Financeira, 2010-07-06

CPLP


A CPLP está à venda ?

Na próxima cimeira da CPLP, a 23 de Julho, em Luanda, vai ser discutida a possibilidade de a Guiné Equatorial se tornar membro de pleno direito ... da CPLP.
A CPLP é suposta reger-se, entre outros princípios, pelo "Primado da Paz, da Democracia, do Estado de Direito, dos Direitos Humanos e da Justiça Social". E estipula poder atribuir o estatuto de "Observador Associado" a Estados que "embora não reunindo as condições necessárias para ser membros de pleno direito da CPLP, partilhem os respectivos princípios orientadores, designadamente no que se refere à promoção das práticas democráticas; à boa governação e ao respeito dos direitos humanos...."

Ora a Guiné Equatorial já é "Observador Associado" da CPLP (!!!) desde 2006. E para além de não falar português, é um país que continua a ser tragicamente espoliado por uma das mais sinistras ditaduras do mundo... Não há Governos da CPLP que se respeitem que possam ignorá-lo!.

O ditador Teodoro Obiang Nguema, no poder há 31 anos depois de um golpe de Estado, continua a fabricar resultados eleitorais na ordem dos 95% e é responsável por fazer qualificar o seu país nos mais altos lugares dos piores "rankings" mundiais de má governação, repressão política, corrupção, tortura em detenção e outras grosseiras violações de direitos humanos.

O povo da Guiné Equatorial poderia viver bem, pois o seu país até petróleo e gaz natural tem - mas apresenta escabrosos índices de pobreza, graças ao regime depravado e corrupto de Obiang.

Quem é que é responsável por propor a integração plena da Guiné Equatorial de Obiang na CPLP?

Quem assume promover esta total descredibilização da CPLP ?
Como pode Portugal alinhar nisto?

Já ninguém tem vergonha?

É absolutamente necessário que o MNE se explique.
Não há potenciais negócios que justifiquem vender assim a credibilidade da CPLP.

Publicado por Ana Gomes
http://causa-nossa.blogspot.com/

Lorpa & patético


A Promoção do Erotismo, o Totalitarismo do Orgasmo e o Fundamentalismo Erótico

Há duas semanas o Abominável César das Neves perorava indignado contra a lei que aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Dizia ele que é uma lei que «é o mais recente passo de uma vasta campanha de promoção do erotismo, promiscuidade e depravação a que se tem assistido nos últimos anos».

Mas dizia mais: dizia que por trás de tudo isto está, vejam só, «o totalitarismo do orgasmo».

Já esta semana César das Neves vem dizer que «o casamento é a realização mais espantosa da humanidade» e que é «a mais utilizada forma de transmitir a existência e a única eficaz de transmitir a civilização».

O que, antes de mais, e tratando-se de casamento civil, nos deixa grandes perplexidades sobre a forma como a humanidade conseguiu sobreviver em Portugal até há 120 anos atrás...

Mas a coisa não fica por aqui:
César das Neves descobriu que «o fundamentalismo erótico anula a relação ao primeiro obstáculo e chega a ridicularizar a procriação. Este modelo é tão desequilibrado quanto o anterior, mas, ao contrário dele, implica a extinção da sociedade. Porque o casamento, mesmo impossível, é o nosso único futuro».

Já nem vale a pena fazer muitos comentários a estas homilias semanais do Diário de Notícias, às vezes tão tristemente divertidas.

João César das Neves é somente um triste pateta, cego por um misticismo exacerbado e por um fanatismo ridículo.
João César das Neves é somente um pobre tarado sexual que já nem se apercebe do profundo escárnio que o rodeia quando brama contra a «promoção do erotismo» e o «totalitarismo do orgasmo».

João César das Neves é um lorpa patético que já nem merece comentários: já só me faz pena.
Muita pena.

Embora, pelas campanhas que o vejo defender, tenha mais pena ainda é... da mulher dele...

# posted by Luis Grave Rodrigues
http://rprecision.blogspot.com/

Bocas

pt, vivo e...


OUTRAS PTs, OUTRAS ACÇÕES DOURADAS, OUTROS NACIONALISMOS

A propósito desta procissão que ainda vai no adro que é a estória das acções douradas do Estado na PT, e o seu uso no caso da Vivo, parece interessante ir olhando para outras regiões do complexo puzzle que está tecido, designadamente em termos de União Europeia. Por ora, damos aqui alguma informação acerca da chamada "Lei Volkswagen", um imbróglio que está longe de concluído, e que servirá provavelmente para futuras reflexões sobre a matéria.

A “Lei Volkswagen”, promulgada em 1960 e revista várias vezes, foi a via encontrada pela Alemanha para “enquadrar” a privatização da construtora automóvel. Era aí montado um esquema com vários elementos para proteger a germanidade da empresa. A saber: o Estado Federado da Baixa Saxónia fica com 20% das acções (a República Federal também teve acções, mas vendeu-as entretanto); há um tecto nos direitos de voto dos accionistas: independentemente do número de acções, nenhum accionista pode exercer mais do que 20% dos direitos de voto; qualquer decisão tem de recolher mais de 80% dos votos (contrariamente aos 75% exigidos no caso geral de empresas com uma protecção pública), o que, no contexto destas normas, garante uma espécie de direito de veto das acções detidas pelos poderes públicos; tanto o Estado Federado como a República Federal têm direito a dois lugares no conselho de administração.

Em 2005, a Comissão Europeia colocou a Alemanha no Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias, acusando-a de que este esquema atentava contra a liberdade de movimento de capitais e contra a liberdade de estabelecimento. Em Outubro de 2007, o Tribunal deu razão à Comissão na questão do movimento de capitais (mas não na questão da liberdade de estabelecimento).

O Tribunal, ao tomar a sua decisão, realça o facto de a dita lei ser considerada uma “medida nacional” por ela ser da exclusiva competência do Estado e só o Estado a poder modificar. E considera que o resultado do esquema, no seu conjunto – mesmo que composto por medidas que individualmente seriam aceitáveis – é limitar injustificadamente a liberdade de circulação de capitais. Especificamente, o Tribunal analisa as justificações apresentadas pela Alemanha: proteger os trabalhadores, proteger os accionistas minoritários, proteger o emprego criado pela actividade da empresa – e conclui que a Alemanha não conseguiu explicar a necessidade daquele esquema para proteger aqueles interesses que até seriam legítimos.

Depois de notificada, a Alemanha modificou a Lei Volkswagen, em Dezembro de 2008. Fê-lo, contudo, de forma que a Comissão Europeia considera insuficiente, designadamente por manter a “minoria de bloqueio” de 20% das acções. A Alemanha argumenta que o Tribunal só condenou a conjugação desse elemento com o tecto de votos limitado a 20%. A Comissão exige o desmantelamento de todos os elementos identificados pelo Tribunal e os serviços da Comissão têm considerado que há base para voltar a ir a Tribunal demandar a Alemanha – só que a Comissão propriamente dita (o colégio de Comissários) ainda não terá decidido o que fazer.

Posto isto, acho oportuno fazer notar algumas lições que este caso nos pode ajudar a extrair.

Noto que não há notícia de qualquer actor público na Alemanha – partidos, sindicatos, associações empresariais, opinião publicada – ter dirigido qualquer crítica ao governo da senhora Merkel por causa da interpretação restritiva que faz do acórdão do Tribunal Europeu.

Noto a ligeireza com que alguns por aí dizem que o "proteccionismo" de Portugal no caso PT lança a desonra sobre o nome do país nos mercados internacionais - quando, nos mercados, a grande desonra é ser tomado por parvo. Não me consta que a Alemanha tenha sido desonrada por casos como este.

Noto que os Estados podem arranjar maneiras de retardar a aplicação de decisões do Tribunal Europeu, ou mesmo de modular essa aplicação por via da interpretação das mesmas - e constato que, por cá, alguns pensam, e anseiam, que o céu nos caia em cima já a 8 de Julho no caso de uma decisão desfavorável. E noto, do mesmo passo, que não se está a dar suficiente peso ao valor da litigação como parte da defesa dos nossos interesses: talvez a Telefónica, se perceber a determinação portuguesa em lhe fazer perder a oportunidade do negócio por via do arrastamento da litigação, se convença a passar da estratégia da agressão para a estratégia da negociação. A não ser que os aliados da Telefónica estejam precisamente na direita portuguesa.

Noto que as razões invocadas para o "proteccionismo" da Lei Volkswagen - proteger os trabalhadores, proteger os accionistas minoritários, proteger o emprego criado pela actividade da empresa - devem parecer estranhas aos capitalistas lusos, que certamente não imaginam que um Estado europeu invoque tais "ninharias" para se dar a tanto trabalho.

(Para referência: o processo da Comissão contra a Alemanha por causa da Lei Volkswagen tem o número C-112/05.)

Publicado por Porfirio Silva On 7.7.10
http://maquinaespeculativa.blogspot.com/